quarta-feira, 30 de setembro de 2009


O marinheiro se apresenta ao seu comandante: - Senhor, é o meu dever comunicar-lhe que tem um veado à bordo! E o comandante: - Não, isso não é possível! Os testes para admissão na Marinha são rigorosíssimos. Você deve estar enganado! - Pois eu lhe garanto, Capitão! Pode confiar em mim! - E como é que você tem tanta certeza? - É que acabei de chupar o pau do contramestre e estava com um gosto de merda...

Parada Gay Carioca












Na semana passada, dois filmes curtos foram lançados como resultado de uma parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, e o Grupo Arco-Íris. Os curtas Novamente e Por Outros Olhos tem em comum o ambiente escolar como cenário e um tema em foco: o preconceito e a discriminação nas escolas. De boa qualidade, o material é bem interessante e deve ser divulgado.
Os vídeos foram produzidos após uma oficina organizada pelo projeto Diversidade Sexual na Escola, com jovens lésbicas, gays e bissexuais. O projeto tem apoio do projeto Papo Cabeça, financiado pelo Ministério da Educação, e visa conscientizar professores e jovens da rede pública de ensino.
Em “Por Outro Olhos”, a abordagem parte de um mundo no qual a homossexualidade é norma e os heterossexuais são discriminados. Guto está na aula e precisa mentir para os amigos que ficou com outro menino, que gosta de mulher e que é hétero. Tiram sarro que ele é “machinho”, heterossexual, por ele ver fotos de mulher pelada. Sua amiga de sala, Fernanda, enfrenta em casa o preconceito da madrasta por gostar de uma pessoa do sexo oposto. Todo o universo de preconceito que rodeia os jovens gays é colocado ao contrário de forma interessante e criativa. A direção é de Álvaro Oliveira e Sylvia Assis. O Roteiro é de Álvaro Oliveira e o filme tem 9 minutos e 31 segundos.
Já em “Novamente”, um casal de homossexuais sofre preconceito diário, até das funcionárias do colégio e após um atrito com um de seus opressores, um deles pensa em abandonar o colégio. O filme é um grito de socorro claro, desde o seu nome (nova + mente e novamente – da reincidência) até expor a fragilidade e a desesperança de gays nas escolas, que contrastam com a alegria do grupo. O filme deixa ao final dos seus 7 minutos e 42 segundos a tormenta psicológica do protagonista no ar de ter que enfrentar tudo “novamente”. Quem assina a produção e direção é o grupo Nova Mente.
Assista as duas produções no You Tube:


Dois pioneiros da arte homoerótica, ambos do século XIX, Henry Scott Tuke (1859-1929) e Barão Wilhelm von Gloeden (1856 –1931) têm deixado no ar a grande pergunta: “Arte ou pornografia pedófila?” em seus trabalhos. Eles viveram em uma época onde a homossexualidade era crime e o olhar erótico sobre as crianças era muito mais artístico do que malicioso. Mesmo assim, seus trabalhos ainda hoje causam repulsa em muitos conservadores.Henry Scott Tuke era um pintor e fotógrafo britânico que retratava meninos e homens pelados em cenas que remetiam sempre ao mar. Nascido de uma família médica tradicional de York, com ligações reais no passado, chegou a conhecer o famoso escritor Oscar Wilde e outros artistas considerados pederastas pela lei vitoriana. Fez parte a escola artística de Newlyn (naturalista) e viveu com a comunidade de artistas de Cornwell. Seus quadros mais famosos são os da série “Agosto Azul”, quatro imagens de garotos se banhando ao lado de um barco. Em sua arte as genitálias raramente aparecem e não há contato físico entre os personagens, sem sugestões de sexo.A maioria dos trabalhos foi comprada por colecionadores gays, ele sobrevivia fazendo retratos encomendados em seu estúdio londrino. Suas pinceladas eram consideradas rudes para a época e as cores perfeitas para a luz britânica. Estudiosos acreditam que ele poderia ter sido um dos maiores pintores de sua época se tivesse aderido às técnicas vigentes, francesas. Mesmo assim, ele foi eleito para a Academia Real de Artes em 1914. Sua arte só foi redescoberta nos anos 70, quando seus quadros começaram a atingir altos preços em leilões.Já o barão alemão Wilhelm von Gloeden passou boa parte de sua vida na Itália, mais especificamente na Sicília, fotografando garotos locais, criando imagens com forte influência da cultura greco-romana. No início explorava a mitologia mas logo aderiu a um enfoque mais natural. Dizem que ele mudou para lá por causa de uma tuberculose mal curada e que sua riqueza movimentou a economia local. Sua homossexualidade era tolerada pelos moradores da pobre vila de Taormina já que o barão pagava seus modelos. A família von Gloeden jamais reconheceu Willhelm como membro da família e seu título de barão jamais foi confirmado.Em suas fotografias, muitas em cenas pastoris e utilização de maquiagem corporal. A luz perfeita, combinada com poses poderosas, foi reconhecida no meio artístico da época. Nu frontal, insinuações e beleza juvenil. Sua fama era grande já quando estava vivo e seu trabalho é referido como o melhor entre os que ressurgiram de antes da Primeira Guerra Mundial. A herança do artista foi deixada a um de seus modelos e amante, desde os 14 anos de idade, Pancrazio Buciunì, Il Moro. Parte da obra do artista, 2.500 das 3.000 imagens deixadas, foi destruída a mando de Benito Mussolini na década de 30. O ditador considerava a arte de von Gloeden como pornografia. Guglielmo Plüschow, primo do polêmico barão, continuou o trabalho do parente em um estúdio de Roma.O mexicano Luis Márquez Romay também possui um consistente trabalho de retrato de garotos semi-nus, disputados pelos colecionadores de arte homoerótica. Von Gloeden inspirou seguidores em sua época até os dias de hoje e criou um novo conceito de arte e coleção.


Frank Bruni, famoso colunista gastronômico do The New York Times por cinco anos, gay e guloso assumido, conta no livro lançado nos EUA “Born Round” (Nascido redondo) sua vida e carreira como o mais prestigiado e temido colunista gourmet da mais cosmopolita cidade do mundo. Seus comentários foram por anos aguardados todas as quartas-feiras no jornal que traz um caderno sobre boemia e gastronomia de Nova York. Hoje ele é escritor interno na The New York Magazine e pesa 80 quilos.
Sua vida toda foi uma luta contra o peso que só foi vencida quando ele foi trabalhar na Europa e aprendeu a apreciar a comida em pequenas porções. Ele narra em seu livro que comeu dois hambúrgueres quando tinha menos de 2 anos de idade e que ainda pediu o terceiro. Ele culpa sua descendência italiana e a máxima “manja que te fa bene” como um dos motivos que o levaram a pesar 125 quilos. O afeto materno italiano lhe envolve até na procura por namorados.
Aos 6 anos, descobriu chocolate quente com baunilha depois, aos 7, o quiche lorraine, aos 8, a costela de carneiro. E, pouco depois, quando se descobriu gay, percebeu que os outros gays não apreciavam um gordinho, apenas os outros gordinhos. O drama para emagrecer chega ao ponto de envolver macumbas e remédios contrabandeados do México e abuso de laxantes e dietas malucas. O livro parece ser uma boa pedida para aumentar a auto-estima de gordinhos e gays.

terça-feira, 29 de setembro de 2009


Uma das cenas lésbicas mais marcantes do cinema, protagonizado por Susan Sarandon e Catherine Deneuve, ganhará nova roupagem na refilmagem de Fome de Viver, de Tony Scott (irmão de Ridley Scott), já em desenvolvimento pela Warner Bros.Baseado no livro homônimo de Whitley Strieber, o filme foi um dos primeiros a mostrar uma cena de sexo entre mulheres.Na história, Catherine é Miriam, uma vampira imortal e eternamente jovem, que transforma suas amantes também em vampiras, com a promessa de vida eterna. O que ela não conta, porém, é que ao contrário dela, elas envelhecerão e serão mantidas por ela em caixões no seu porão. Susan Sarandon interpreta uma médica que acaba vítima da sedutora Miriam.Já que a versão para as telas difere levemente da história escrita, especula-se que o remake deve aproximar-se mais do livro. O suspense, na verdade, ficará por conta da escolha das atrizes que interpretarão os papéis principais, já que Catherine e Susan deixaram um padrão de qualidade altíssimo.Quem você escolheria para interpretar as belas vampiras?


O assumido ator John Barrowman, que protagoniza a série Torchwood, falou sobre sua ira quando seus chefes disseram que ele deveria manter segredo sobre sua sexualidade. No Brasil, a série de ficção científica é exibida pelo canal People + Arts. Em sua autobiografia, chamada I Am What I Am (Eu Sou o Que Sou), publicada nesta segunda-feira, 28 de setembro, no Reino Unido, ele disse que foi aconselhado logo no início de sua carreira a fingir ser hetero se quisesse alcançar o sucesso. Barrowman revela que seus chefes mandaram um produtor gay dar o aviso a ele. Segundo o ator, o produtor disse: “John, nós estamos surpresos com o fato de você querer revelar ser homossexual. Nós achamos que isso pode mudar a maneira como as pessoas te veem”. Em resposta, o ator teria dito: “Eu realmente espero que você não esteja dizendo isso, porque eu não vou para o armário nem por você nem por ninguém". O ator não revela qual produtora de TV disse para ele ficar no armário, mas de acordo com o jornal The Times, ele já trabalhou para os canais britânicos BBC, ITV e Five, assim como os americanos CBS e NBC. Todos negaram que tenham pedido seu silêncio em relação a sua homossexualidade.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, declarou que mudou sua opinião a respeito do casamento gay e que hoje defende que os pares do mesmo sexo possam se casar civilmente em todo o país e possam, inclusive, adotar crianças.A nova postura de Clinton, que governou o país em dois madatos de 1993 a 2001, foi revelada durante entrevista a Anderson Cooper da CNN. “Eu estive a favor da emenda que bane o casamento gay em todo o país e eu ainda acho que os americanos devem poder decidir sobre isso em debates. Mas eu, Bill Clinton, particularmente mudei minha posição. Eu acredito que se as pessoas querem oficializar seus compromissos para uma vida inteira elas devam poder fazer isso. Eu sou amplamente a favor do direito de casais gays adotarem crianças”, afirmou o ex-presidente. Perguntado sobre o que fez ele mudar de opinião a respeito da adoção, por exemplo, Bill Clinton respondeu: “Eu nunca suportei todos esses movimentos, de alguns anos para cá, de banir a adoção por casais gays. Porque todas estas crianças estão procurando por uma casa e o padrão nos casos de adoção é, o que é o mais interessante para as crianças? E há vários casos onde o mais interessante para as crianças é deixar que os casais do mesmo sexo fiquem com elas e as deem uma casa com amor”, declarou.O ex-presidente ainda disse: “Eu tenho todos esses amigos gays, tenho todos estes casais gays amigos. E eu decidi que estava errado”.Além da mudança de opinião, Clinton também declarou no último mês que se arrepende de ter aprovado durante seu governo a política do "Don't Ask, Don't Tell", que proíbe homossexuais assumidos nas Forças Armadas. Durante seu mandato ele também aprovou a Lei de Defesa do Casamento, que proíbe o reconhecimento federal dos casamentos gays aceitos pelos Estados.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009



O Instituto dos Advogados Brasileiros promove na próxima terça, 29, no Rio de Janeiro, a palestra "Aspectos Jurídicos e Sociais das Relações Homoafetivas". O evento terá como palestrantes a mestre em Direito Leila Maria Bittencourt da Silva e o especialista em Educação Maximiano Romano. O encontro será realizado na sede do IAB (Av. Marechal Câmara, 210 / 5º andar - Castelo) a partir das 16 horas. O instituto oferece certificado de participação mediante pagamento da taxa de R$ 30. As inscrições podem ser feitas no site da entidade.
Ali Abdussalam Treki, presidente da Assembléia Geral da ONU disse em reunião realizada nesta semana que a homossexualidade não é "realmente aceitável". O encontro havia sido proovido, entre outros propósitos, para pedir a descriminalização universal da homossexualide, mas Treki posicionou-se contra. Para ele, que é também secretário líbio dos Assuntos da União Africana, o respeito aos direitos LGBT percebido em alguns países não os torna mais democráticos. Ileana Ros-Lehtinen, da Comissão de Negócios Estrangeiros, disse que "o preconceito anti-gay vomitado por Treki demonstra mais uma vez que a ONU foi sequestrada pelos defensores do ódio e da intolerância."
O grupo fluminense Arco-Íris está buscando voluntários interessados em colaborar com a 14ª Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro. Além de ajudarem a organizar um evento importante para a comunidade gay do Estado, o trabalho oferece a chance de conhecer gente nova, adquirir experiência e participar de ambientes descontraídos.Os voluntários precisam ser maiores de 18 anos (ou acima de 16, com autorização dos responsáveis), ter disponibilidade para trabalhar de duas a três vezes por semana (8 horas semanais, no máximo), estar bem de saúde e participar dos encontros de capacitação promovidos pelo Arco-Íris. Informações: (21) 2222-7286

sábado, 26 de setembro de 2009





Pesquisadores anunciaram nesta quinta, 24, que uma vacina experimental contra a Aids obteve resultados significativos. A vacina foi testada em mais de 16 mil pessoas na Tailândia e é resultado da combinação de duas outras versões antigas. De acordo com as autoridades, o risco de infecção entre os voluntários que receberam o medicamento caiu em 31,2%. Segundo o Ministério da Saúde tailandês, os resultados representam um passo importante para a criação de uma vacina comercial. Agências da ONU comemoraram os resultados, mas avisaram que ainda é preciso muito empenho nas pesquisas.


O ator Jude Law estrela no papel de uma trans, chamada Minx, o primeiro curta produzido para celulares. Rage foi roteirizado e dirigido por Sally Potter, que revelou que não deve ganhar dinheiro com a produção, que foi criada para testar novas tecnologias. Segundo Potter, o ator foi perfeito para o papel pois assumiu “uma beleza feminina que gradualmente se desenvolve com o desdobramento da história”.


O ator Bruno Gagliasso foi convidado a viver um personagem gay nos cinemas, mas recusou a proposta. O próprio ator afirmou a jornalistas em um evento de moda no litoral paulista que o convite seria para interpretar o papel de um jovem que se envolve com um homem mais velho. "Recebi o convite sim, mas é algo que eu não quero porque eu já fiz. É maravilhoso ver o assunto sendo abordado, só faz com que as pessoas cresçam. Sou contra o preconceito". Bruno Gagliasso foi o homossexual Junior na novela América.