terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Neste domingo, 10, representantes das denominações religiosas mais presentes no México participaram de uma missa em protesto contra o casamento gay. Os líderes católicos, ortodoxos e evangélicos se opõem à permissão para o casamento entre pessoas do mesmo sexo concedida pelo Poder Legislativo na Cidade do México há cerca de 20 dias.Três bispos ortodoxos e o responsável pela Comissão de Enlace das Igrejas Evangélicas, Eduardo Rangel, participaram da missa, que foi celebrada pelo bispo católico Norberto Rivera. "Nós, pastores do povo de Deus, tampouco podemos obedecer primeiro aos homens e a suas leis antes de Deus, pois a lei suprema é a de Deus. Toda lei humana que se oponha a ela será amoral e perversa. Não podemos nos calar, pois poderemos escapar dos tribunais dos inimigos de Cristo, mas não nos esquivaremos do tribunal supremo de Deus, que nos pedirá contas devido a nossa covardia", disse uma mensagem lida durante o discurso do bispo Rivera, que agradeceu a união das Igrejas contra o casamento gay.A Igreja Católica foi criticada pelo prefeito da capital mexicana, Marcelo Ebrard, por ter se posicionado contra a recente reforma no Código Civil local. "A postura da Igreja não pode ser o fundamento da lei", declarou o político, que garantiu respaldar qualquer ação que "permita às pessoas viver em liberdade e não serem discriminadas", disse.
O casamento gay será o principal assunto em um tribunal californiano nas próximas semanas. Nesta segunda, 11, a casa deu início ao julgamento federal que pode determinar se os Estados têm o direito de proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A ação teve inícío com dois casais homossexuais que acionaram a Justiça para questionar a Proposta 8, texto que vetou a união gay na Califórnia em 2008. Os casais serão as primeiras testemunhas a serem ouvidas pelo tribunal. Qualquer que seja o veredito, que deve ser dado em duas ou três semanas, a expectativa é a de que o caso seja levado à Suprema Corte. Caso isso aconteça, o tribunal máximo dos EUA poderão decidir de uma vez por todas se gays têm o direito de casar. Essa decisão deverá ser válida em todo o território norte-americano. Vaughn R. Walker, juiz que tomará a primeira decisão, disse pretender levar em consideração se orientação sexual pode ser mudada, como crianças criadas em lares homoparentais são afetadas e se o casamento gay afeta as uniões ditas tradicionais. "Este caso é estimulante e tem o potencial de ser muito significativo, porque trata de muitas questões que, surpreendentemente, continuam em aberto na lei federal", disse Jennifer Pizer, diretora de casamento do grupo gay Lambda Legal.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

domingo, 10 de janeiro de 2010









Passados oito séculos das façanhas que tornaram Robin Hood um mito, o Professor Stephen Knight, da Universidade de Cardiff (Inglaterra), puxou o herói para fora do armário. Algumas baladas medievais, que celebravam o benfeitor que roubava dos ricos para dar aos pobres, teriam sido modificadas para apagar o conteúdo homossexual.O Professor cita em seu livro "Robin Hood, a myithic biography" (Editora Paperback - 2003) uma canção que diz, na tradução literal: "Quando Robin Hood tinha uns vinte anos, conheceu João Pequeno, uma espada rápida e perfeita para o negócio, porque ele era um homem cheio de desejo". Nem sombra de Lady Marian, que seria uma invenção histórica, literalmente, para inglês ver.A matéria, publicada no "Sunday Times" em dezembro de 2009, provocou muita polêmica. A Robin Hood Society, presidida por Mary Chamberlain, saiu em defesa lamentando "que se especule dessa forma sobre a vida de um personagem com quem tanto se identificam as crianças de todo mundo". Por outro lado, o conde de Huntington, herdeiro do título que, na lenda, foi dado a Robin Hood e que se dizia descendente dele, apressou-se em desmentir o parentesco. "Não há nenhuma prova de que ele pertencesse à família", disse.Por coincidência, o ator mais famoso de todos os que encarnaram o moço de chapéu de peninha foi Errol Flynn. Flynn, apesar de seus vários casamentos, saía do guarda-roupa por conta própria afirmando usar "técnicas orientais, apreendidas em Hong Kong, para prender os parceiros e parceiras" e tinha fetiches diversos. O ator Tyrone Power e o escritor Truman Capote estão em sua lista de namorados.

Os símbolosO Professor Stephen Knight declarou aos jornalistas do "Sunday Times" que o livro foi lançado a tempo de participar de um congresso sobre Robin Hood, em Nottingham. Os símbolos "inquestionáveis do imaginário erótico" seriam "o fato do grupo do justiceiro viver no bosque sem a companhia de mulheres e as referências a flechas, espadas e lanças".A história de Robin Hood é do final do século 12, quando Ricardo Coração de Leão participava das Cruzadas, mas os especialistas concluíram as que as baladas celebrando a aventura, foram compostas em torno de 1450. Robin é pássaro de cor verde e penas do peito em tom vermelho e Knight afirma, com veemência, que era um eufemismo para designar "homens com pouca virilidade".Outra sumidade, Barry Dobson (professor da Universidade de Cambridge) apoia a tese e explica que no século 12 a homossexualidade era aceita pela Igreja e que, só mais tarde, começou a intolerância com os gays. E quem foi Lady Marian? Ninguém sabe, ninguém viu, nunca existiu. Teria sido uma invenção para encarar os rigores da era vitoriana.O Professor Knight repete, lembrando que as traduções do Chaucerian English, - dialeto em que as baladas sobre Robin foram escritas - mostravam que "a atmosfera que se respirava no bosque de Sherwood na época em que se desenrola a lenda, era a dos merrie men (rapazes alegres), sem o menor traço da figura feminina".

Favorável ao casamento gay, governador Jon Corzine foi derrotado no SenadoSenadores de Nova Jersey rejeitaram a proposta de lei que legalizaria o casamento gay naquele Estado norte-americano. O veto veio nesta quinta, 07, depois de horas de intensos debates na casa lesgislativa. Após a discussão os legisladores, a medida foi rejeitada por 20 votos contra 14. Enquanto isso, do lado de fora do Senado, manifestantes favoráveis e contrários ao projeto faziam muito barulho, de acordo com a agência de notícias EFE. "Sinto-me decepcionado pelo resultado da votação desta medida de bom senso que teria garantido igualdade para todos", disse Jon Corzine, governador de Nova Jersey e favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Para ele, o Senado estadual posicionou-se "do lado errado da história". Já para Jay Webber, presidente do Partido Republicano de Nova Jersey, o veto é condizente com a vontade da maioria da população. O republicano Chris Cristie, que em poucos dias assume o governo de Nova Jersey, já avisou que vai vetar qualquer projeto que vise liberar o casamento gay no Estado.A união civil gay já é reconhecida em Nova Jersey há três anos.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010



Lisboa, 8 jan (EFE).- O Parlamento português aprovou hoje uma proposição de lei do Governo socialista para permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, mas descartou a possibilidade de adoção por estes casais.
Após a votação, que contou com o apoio de toda a esquerda parlamentar, o primeiro-ministro português, José Sócrates, qualificou este dia como "um momento histórico" para Portugal no "combate contra a discriminação e a injustiça que existia na sociedade portuguesa".
"Fizemos o que qualquer humanista deve fazer, combater as injustiças dos outros como se fossem injustiças contra nós, combater as normas legais que impedem a igualdade como se afetasse a nós mesmos", disse Sócrates.
A proposta do Governo foi aprovada com os votos favoráveis do Partido Socialista (PS), que governa em minoria com 97 das 230 cadeiras da Assembleia; o Partido Comunista de Portugal (PCP), com 13 assentos; o Bloco de Esquerda, com 16, e os Verdes, com dois.
As duas deputadas do Movimento Humanismo e Democracia, independentes, mas escolhidas nas listas do PS, foram as únicas representantes da esquerda parlamentar que votaram contra.
Os deputados da principal força da oposição, o Partido Social Democrata (PSD), foram contra a proposição, exceto sete que se abstiveram, e também houve a rejeição dos parlamentares do conservador Centro Democrático Social-Partido Popular (CDS-PP).
O Parlamento não aprovou as proposições realizadas pelo Bloco de Esquerda e os Verdes, nas quais pediam a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e nas quais estava incluída a adoção.
A Assembleia da República também votou contra o projeto do PSD para a criação de uma união civil registrada que conferia, com alguns limites patrimoniais e parentais, os mesmos direitos que o casamento homossexual.
As propostas do Bloco de Esquerda e dos Verdes tiveram os votos contrários o CDS-PP, do PSD e da maioria dos socialistas.
Para que a lei entre em vigor, é necessário que esta seja promulgada nos próximos 40 dias pelo presidente português, Aníbal Cavaco Silva, com direito a veto.
Cavaco Silva, líder histórico do opositor Partido Social Democrata, não quis se pronunciar sobre a lei de casamento homossexual, mas destacou diversas vezes que sua atenção está em "outros problemas do país", e que não fará nada "que provoque fraturas" na sociedade.


O caso do casal gay preso no Malauí dias depois de seu casamento é uma agressão tão óbvia aos direitos humanos que a Anistia Internacional resolveu intervir. Nesta quarta, 06, a organização pediu que o governo do país liberte os dois homens. Em seu comunicado, a Anistia afirma que a prisão do casal viola os direitos de "liberdade de consciência, expressão e privacidade". Para a organização, indivíduos detidos apenas por conta de seua orientação sexual pode ser considerado um "prisioneiro de consciência". "A prisão coloca na clandestinidade homens que têm sexo com homens, tornando mais difícil o acesso à informação sobre prevenção ao HIV e serviços de saúde", divulgou a entidade. No começo desta semana, o pedido para libertar Steve Mojeza e Tiwonge Chimbalanga foi negado por um tribunal superior. Caso sejam condenados, os dois podem pegar 14 anos de prisão, que é a pena prevista para o "crime" de homossexualidade no Malauí.


O jogador argentino de futebol Jesús Dátolo pode ser punido pela diretoria do Napoli, time onde joga desde janeiro de 2009. Tudo porque Dátolo, ex-jogador do Boca Juniors, fez um ensaio sensual para a revista gay italiana Romeo Mag.
O presidente do clube, Aurélio De Laurentis, não gostou do fato do jogador ter posado em algumas fotos com a camisa do Napoli.
“Violaram os direitos de imagem que são propriedade exclusiva do Napoli”, teria dito o dirigente. Sites argentinos afirmam, no entanto, que De Larentis teria ficado revoltado por ser uma revista para o público gay.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010


Um tribunal de Malauí se recusou nesta segunda-feira a libertar sob fiança dois homens presos na semana passada, acusados de indecência pública, depois de se tornarem o primeiro casal gay a se casar em um país onde a homossexualidade é ilegal.
Acusados de indecência pública, Steven Monjeza (e) e Tiwonge Chimbalanga são vistos após audiência pública em Blantyre, no Maláui: eles se tornaram o primeiro casal gay a se casar em um país onde a homossexualidade é ilegal (04/01/2010)
Chimbalanga e Steven Monjeza se casaram no mês passado no sul do Malauí em uma cerimônia tradicional, mas simbólica, que atraiu centenas de espectadores curiosos. O homossexualismo é proibido no país africano conservador e pode ser punido com a pena máxima de 14 anos de prisão.Nesta segunda-feira, o magistrado Nyakwara Usiwausiwa disse, diante de um tribunal lotado, que não podia libertar o casal sob fiança e disse que a decisão judicial foi tomada para a proteção dos dois homens."O público aí fora está revoltado com eles", disse o magistrado. Promotores do governo pediram ao tribunal que os dois homens sejam detidos por mais tempo para uma maior investigação. A polícia informou que os dois homens foram submetidos a exames médicos para comprovar se tiveram relações sexuais. (por Mabvuto Banda
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O que era para ser apenas uma pesquisa virtual de opinião acabou se transformando em motivo para a emissora britânica BBC ser acusada de homofobia. Em uma enquete que promoveu em seu site na última quinta-feira, 17, perguntava se “Os gays deveriam ser executados?”.O objetivo da pergunta era debater a Lei Anti-Homossexualidade de Uganda, que prevê a execução de homossexuais no país africano, mas foi vista por associações LGBT como uma incitação à violência contra a diversidade sexual. A emissora considerou a repercussão nada favorável de sua pesquisa de opinião e mudou a pergunta para “Uganda deveria debater a execução de gays?”. Ainda no mesmo dia, o diretor da BBC World Service, Peter Horrocks, pediu desculpas publicamente reconhecendo que “a chamada original em nosso site foi muito forte. Pedimos desculpas por qualquer ofensa. Mas isso não pode diminuir a importância de um debate crucial para os africanos e o mundo”. O diretor alegou ainda que “a pesquisa tinha as melhores intenções e total responsabilidade para apoiar o debate livre sobre uma proposta de lei que pode matar alguns homossexuais em Uganda – uma importante questão onde a BBC encontrou a oportunidade para oferecer um espaço de discussão que não seria possível existir mundialmente se não fosse dessa forma”.
Um casal gay foi foco de parte da revista Martha Stewart Weeding, publicação anual dedicada só a casamentos. Em sua 15ª edição, a revista dirigida por uma gigante da comunicação norte-americana mostrou casais da vida real e todos os detalhes de seus casamentos. Uma das cerimônias de matrimônio apresentadas foi a de Jeremy Hooper e Andrew Shulman. Eles moram em Connecticut, um dos seis Estados americanos que permitem o casamento gay. O casamento entre os rapazes foi descrito pela revista como extrem

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009