A construção da cidadania de todas as letras da sigla do movimento militante ganhou na noite desta
quarta-feira, 27, mais atenção com a abertura oficial da V Conferência Regional da Associação Internacional de Gays e Lésbicas da América Latina e do Caribe (ILGA-LAC), realizada até o próximo sábado, 30, em Curitiba. Em noite de gala, a ILGA recebeu políticos, ministros e toda sua diversidade para comemorar a abertura do encontro, que foi nesta quarta, mas as discussões começaram já na última terça-feira, 26, com as pré-conferências.O Estação Embratel Convention Center recebeu figuras aliadas conhecidas como a senadora Fátima Cleide (PT-RO), o deputado federal José Genoíno (PT-SP), a coordenadora nacional LGBT Mitchelle Meira e o empolgado ministro Paulo Vanucchi, da Secretaria de Direitos Humanos. Todos lembraram a grande importância de se conseguir reunir militantes de tantos países diferentes em um só lugar e reforçaram seu apoio à luta pela cidadania plena.Com o recém-lançado Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3) na mão, o ministro afirmou que “o movimento LGBT é o mais organizado do Brasil”, lembrando ainda que “foi o único a conseguir realizar as 27 conferências estaduais”. Sempre aplaudido, Vanucchi reforçou a importância do Plano “no vigésimo primeiro ano de redemocratização do Brasil”, um documento federal que prevê o incentivo de ações como a união civil e a adoção de crianças por casais homoafetivos.Sobre pontos polêmicos como estes – que o próprio presidente Lula já garantiu que continuam no Plano, mesmo frente a críticas conservadoras -, o ministro lembrou que existem para sua execução obstáculos a serem transpostos e provocou que “é difícil solucionar os problemas quando eles não vêm à luz, ficam cobertos pelo manto da hipocrisia”. Aplaudido de pé, Vanucchi encerrou a solenidade, que contou ainda com jantar e desfile de trajes de gala da diversidade sexual e todas as suas letras.
A deputada Lésbica Christine Johnson, 41, de Utah (Estados Unidos), foi eleita defendendo os direit
os GLBTs e decidiu ir além disso: ela está grávida de quase cinco meses de um filho de um casal de amigos Gays.Ela engravidou por meio de uma inseminação artificial e deve ter o bebê em 21 de junho deste ano.Christine é Lésbica assumida e foi eleita em 2006 pelo Partido Democrático. Ela acredita que seus amigos serão “pais maravilhosos” e que “essa criança terá uma vida incrível”.“Sexo ou orientação sexual é menos importante do que uma criança que é esperada e aguardada em um lar que lhe dará apoio e carinho”, declarou ao jornal norte-americano Deseret News.Christine tomou a decisão depois de ouvir os amigos reclamarem muito por não poderem adotar uma criança legalmente em Utah.Lá, a barriga de aluguel chega a custar 100 mil dólares, mas a deputada, que já é mãe de uma moça de 17 anos, está fazendo o grande favor de graça, pela amizade.
O cantor norte-americano Jason Mraz disse em seu blog que acha um desrespeito o questionamento que f
azem sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.“Todo mundo tem o direito de fazer planos e proteger as pessoas com as quais se importam.”Mraz acredita que, assim como o governo não questiona a validade dos casamentos entre heterossexuais, os Homossexuais deveriam ter o mesmo tratamento.O cantor, em entrevistas passadas, revelou já ter ficado com homens, mas nunca houve um envolvimento sério.Até que se prove o contrário, ele é um hétero simpatizante e um aliado à causa GLBT.
O diretor brasileiro Marcelo Laffitte está se preparando para levar seu ótimo longa “Elvis e Madona” para o out
ro lado do mundo, para a Austrália.O filme é o convidado de honra que vai encerrar o Melbourne Queer Film Festival (MQFF), que acontece entre os dias 17 e 28 de março em Melbourne.A história sobre o amor entre a Travesti cabeleireira Madona (Igor Cotrin) e a Lésbica entregadora de pizza Elvis (Simone Spoladore) será o último filme a ser exibido no festival em Melbourne.“É o espaço mais nobre da programação, todo mundo só fala sempre do último filme”, explica bem feliz o diretor Laffitte.“Elvis e Madona” é uma história de amor - quase cotidiana - do bairro de Copacabana permeada de personagens curiosos e típicos do microcosmo desse pedaço da Zona Sul carioca.Com diálogos naturais e sem enfeites, Laffitte constrói um universo perfeito onde o amor não conhece gênero, apenas o coração. O longa foi exibido aqui no Brasil na programação do último Festival Mixbrasil de Cinema, em 2009.Em 2008, o Brasil já participou com sucesso do Melbourne Queer Film Festival com o curta-metragem brasileiro “Páginas de Menina”, da diretora Mônica Pallazzo, que ganhou o prêmio de melhor curta.
A homossexualidade de Angélica, do "Big Brother Brasil 10", pegou os familiares da mineira de
surpresa. "Nós não sabíamos disso. Só soubemos quando ela disse no programa. Angélica não tocava neste assunto com a gente", contou a tia da participante, Silvana Martins. A preocupação agora é que Angélica não seja alvo de preconceitos. "Ela continua sendo a minha sobrinha e vai poder sempre contar com o apoio da nossa família. A gente só não quer que ela sofra", explicou.
Para Silvana, Angélica não deixa a casa no paredão da próxima terça-feira (26/01). "Acho que o Alex deve sair", opinou Silvana, que assegura que a sobrinha não está jogando: "A Angélica que está na casa é a mesma que conhecemos. Muitas vezes, parece que ela está em cima do muro porque não toma partido das brigas. Mas ela age do mesmo jeito aqui fora", revelou.
Em uma decisão elogiada pela militância do país, a Justiça da Alemanha permitiu no último dia 14 que casais
homossexuais unidos civilmente recebam pensão por viuvez. A decisão foi tomada de acordo com a lei contra a discriminação por razões de sexo ou outra índole vigente na Alemanha.A permissão para receber a pensão foi dada pela Magistratura do Trabalho de Erfurt, no leste do país, depois de um pedido judicial de um homossexual que reivindicava o direito depois que seu companheiro morreu. A mudança abre jurisprudência em todo o país para outros casais homossexuais. A Alemanha aprovou a união civil em 2007, durante o governo do social-democrata Gerhard Schröder, mas ainda não permite a adoção de crianças por casais formados por pessoas do mesmo sexo.
O colorido trio de homossexuais do Big Brother Brasil 10 não vem chamando a atenção apenas de gente m
ais curiosa sobre a diversidade sexual, o Governo Federal também quer dar uma boa espiadinha na participação deles. Segundo a coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo, desta sexta-feira, 15, o Ministério da Justiça está preocupado com a homofobia dentro do programa.O órgão federal, responsável por monitorar a televisão no Brasil, já colocou em alerta seu Departamento de Classificação Indicativa de programas para qualquer indicativo de discriminação. Ele quer acompanhar de perto, com uma espiadinha bem atenciosa, como a Globo vai retratar Sérgio, Angélica e Dicésar.Comentários de tom suspeito já surgiram na última quarta-feira, 13, quando durante a primeira festa da casa tocou “I Will Survive”. Ex e agora atual BBB, Marcelo Dourado comentou que “é o hino do ‘troço’, melhor não ficar perto, senão complica, eles são abduzidos”.
A maior exposição da obra do artista plástico Andy Warhol na América Latina, "Andy Warhol, Mr. America",
chega ao Brasil a partir de março. Atualmente ocupando o Malba (Museo de Arte Latinamericano de Buenos Aires) até o dia 22 de fevereiro, a mostra chega a São Paulo, na Pinacoteca, a partir do dia 20 de março."Andy Warhol, Mr. America” vai trazer ao Brasil 26 pinturas, 57 serigrafias, 39 fotografias, duas instalações e 44 filmes do nome que revolucionou a arte ao misturar a ela elementos da cultura pop de massa que surgia nos anos 1970. As obras são em sua maioria do período de 1961 a 1968.Em São Paulo estarão expostas obras como os famosos retratos de Marilyn Monroe, Jackie Kennedy e Mao Tsé-Tung; a série de Sopas Campbell; os filmes "Empire", "Blow Job", "Outer and Inner Space"; e uma grande seleção de seus "Screen Tests", três rolos com 10 retratos cada, produzidos no famoso estúdio The Factory."Andy Warhol, Mr. America” - 20 de marçoPinacoteca - Largo General Osório, 66, Luz – CentroTel.: (11) 3335-4990Ingressos: R$ 6 (grátis aos sábados)Classificação: livre
O Governo Federal decidiu manter em seu Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) as questões referente
s à comunidade LGBT. A confirmação veio depois de um decreto assinado na última quarta-feira, 13, pelo presidente Lula.No decreto, Lula não leva em consideração a grande pressão feita pelos setores mais religiosos e conservadores da sociedade, capitaneados pela Igreja Católica, e altera apenas as questões relacionadas às investigações de crimes feitas durante a Ditadura Militar.Durante toda a semana especulou-se sobre a retirada do Plano da união civil entre pessoas do mesmo sexo e a descriminalização do aborto, questões consideradas polêmicas e que provocaram a reação de setores religiosos, apoiados por militares que pediram a retirada de questões sobre a Ditadura.
Para uma ótima surpresa de todos, o país africano Uganda está balançado com relação à lei que quer cr
iar para punir, até com pena de morte, os homossexuais. Em declarações à agência de notícia AFP na última terça-feira, 12, o presidente Yoweri Museveni revelou que não é a favor do projeto de lei.Pela primeira vez se posicionando oficialmente sobre o assunto, Yoweri disse que o país deve levar em consideração as questões internacionais ao debater uma lei anti-homossexualidade. Ele ressaltou ainda que o projeto de lei, de autoria do deputado David Bahati, “não representa a vontade de todos os governantes ugandenses”. A proposta será votada pelo parlamento de Uganda em fevereiro punirá com pena de morte os homossexuais que tiverem relações sexuais com menores de idade, deficientes físicos e soropositivos. A proposta provocou uma reação de entidades internacionais de direitos humanos e de países como os Estados Unidos, o Canadá e a Suécia, que ameaçou até cortar todo tipo de ajuda ao país se a lei for aprovada. Em discurso oficial, o deputado autor da lei diz que quer a aprovação porque “temos nossos filhos nas escolas e eles precisam ser educados contra a homossexualidade. A lei vai proteger nossas crianças e defender nossos valores familiares”.