quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Dilma é a líder em dois levantamentos
Ibope e CNT/Sensus apontam vantagens da petista sobre José SerraDois institutos de pesquisa divulgaram ontem mais duas pesquisas de intenção de votos para o segundo turno das eleições presidenciais. De acordo com Ibope e CNT/Sensus, a candidata petista Dilma Rousseff continua na frente do tucano José Serra. Em uma semana, Dilma ampliou de seis para 11 pontos percentuais sua vantagem em relação a Serra, segundo o Ibope/Estado/TV Globo. A petista tem 51% das intenções de voto, contra 40% do adversário.
Em relação à sondagem anterior, divulgada no último dia 14, a petista oscilou dois pontos para cima, enquanto Serra caiu três. A pesquisa atual capta parcialmente os efeitos das entrevistas dos dois presidenciáveis no Jornal Nacional, da TV Globo, mas foi feita integralmente após o debate do último domingo, exibido pela Rede TV.
Levando-se em conta apenas os votos válidos (excluídos nulos, brancos e eleitores indecisos), a candidata do PT lidera com 12 pontos de vantagem. No primeiro turno, ela teve 46,9% dos votos válidos, contra 32,6% do adversário.
O avanço de Dilma pode ser explicado pelo comportamento do eleitorado feminino. Nesse segmento, ela abriu sete pontos de vantagem, saindo da situação de empate registrada na pesquisa anterior. Entre os homens, a vantagem da petista passou de 12 para 14 pontos.
Na disputa pelo voto dos religiosos, a candidata governista leva a melhor. Entre os católicos, ela subiu de 52% para 55%, enquanto Serra caiu de 41% para 38%. Entre os evangélicos, a petista passou de 41% para 44%, e o tucano caiu sete pontos, de 52% para 45%. A divisão geográfica do eleitorado mostra que Dilma melhorou sua situação em todas as regiões, com exceção do Norte/Centro-Oeste, onde caiu de 51% para 46% e empatou com Serra (47%).
A pesquisa CNT/Sensus mostra que a candidata do PT tem 46,8% das intenções de voto e Serra tem 41,8%. O levantamento foi feito nos dias 18 e 19 de outubro com 2 mil entrevistados em 136 municípios de 24 estados. Na pesquisa espontânea, a petista lidera com 45,3% e Serra tem 40,6%. A sondagem perguntou qual seria o único candidato que o eleitor votaria. Para 44,7%, Dilma é a única candidata em quem votariam; para 15,5%, a candidata na qual poderiam votar; e para 35,2%, não votariam de jeito nenhum.
Para 35,8% Serra é o único candidato; para 20,6%, é o candidato no qual poderiam votar; e para 39,8%, não votariam de jeito nenhum.
Em relação à sondagem anterior, divulgada no último dia 14, a petista oscilou dois pontos para cima, enquanto Serra caiu três. A pesquisa atual capta parcialmente os efeitos das entrevistas dos dois presidenciáveis no Jornal Nacional, da TV Globo, mas foi feita integralmente após o debate do último domingo, exibido pela Rede TV.
Levando-se em conta apenas os votos válidos (excluídos nulos, brancos e eleitores indecisos), a candidata do PT lidera com 12 pontos de vantagem. No primeiro turno, ela teve 46,9% dos votos válidos, contra 32,6% do adversário.
O avanço de Dilma pode ser explicado pelo comportamento do eleitorado feminino. Nesse segmento, ela abriu sete pontos de vantagem, saindo da situação de empate registrada na pesquisa anterior. Entre os homens, a vantagem da petista passou de 12 para 14 pontos.
Na disputa pelo voto dos religiosos, a candidata governista leva a melhor. Entre os católicos, ela subiu de 52% para 55%, enquanto Serra caiu de 41% para 38%. Entre os evangélicos, a petista passou de 41% para 44%, e o tucano caiu sete pontos, de 52% para 45%. A divisão geográfica do eleitorado mostra que Dilma melhorou sua situação em todas as regiões, com exceção do Norte/Centro-Oeste, onde caiu de 51% para 46% e empatou com Serra (47%).
A pesquisa CNT/Sensus mostra que a candidata do PT tem 46,8% das intenções de voto e Serra tem 41,8%. O levantamento foi feito nos dias 18 e 19 de outubro com 2 mil entrevistados em 136 municípios de 24 estados. Na pesquisa espontânea, a petista lidera com 45,3% e Serra tem 40,6%. A sondagem perguntou qual seria o único candidato que o eleitor votaria. Para 44,7%, Dilma é a única candidata em quem votariam; para 15,5%, a candidata na qual poderiam votar; e para 35,2%, não votariam de jeito nenhum.
Para 35,8% Serra é o único candidato; para 20,6%, é o candidato no qual poderiam votar; e para 39,8%, não votariam de jeito nenhum.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Paulo Preto tinha dinheiro ‘nas meias’
Afirmação é de Celso Russomano, que afirma ter estado presente no momento da prisão do ex-assessor de Serra; ABCD MAIOR tem acesso a BO
Quase quatro meses após a prisão em flagrante do ex-assessor do candidato José Serra (PSDB), Paulo Viera de Souza, conhecido como Paulo Preto, o BO (Boletim de Ocorrência) da ação da Polícia Militar na prisão do ex-diretor do Dersa com uma jóia roubada foi obtido pelo ABCD MAIOR. Com Paulo Preto, além da jóia, a revista policial encontrou mais de R$ 11 mil. O ex-assessor de Serra foi preso no dia 12 de junho deste ano, na joalheria Gucci, dentro do shopping Iguatemi.
Preso, Paulo Preto foi encaminhado ao 15° DP, no Itaim Bibi. Testemunha ocasional da prisão, Celso Russomano (PP), então pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, garante que Paulo Preta “portava dinheiro nas meias”.
“Eu vi a prisão. Vi que a delegada estava sofrendo pressão para não mantê-lo preso. Parte do dinheiro apreendido com Paulo Preto estava em suas meias e no casaco, me apontaram os policiais”. O progressista afirma que encontrou Paulo Preto no DP por acaso.
“Pelo destino, acabei conduzindo um segurança particular de um condomínio que estava determinando quem podia e não podia estacionar em um espaço público. Quando cheguei ao 15° DP acompanhei a prisão de Paulo Preto”, relembra.
A maioria são estudantes do ensino secundário, sentem-se impotentes e acham que os professores não ligam muito às agressões, mais vezes verbais do que físicas. O observatório de Educação da rede ex aequo, uma associação de jovens LGBT criada em 2003, recebeu este ano 50 denúncias anónimas, parte de um projecto de diagnóstico da discriminação nos estabelecimentos escolares do país. Andreia Pereira, da direcção da rede ex aequo, explicou ao i que a compilação das queixas desde 2008 vai ficar terminada até ao final do ano, para depois ser entregue ao Ministério da Educação. Até lá, vão reforçar campanhas de proximidade, com formações para profissionais que trabalhem com jovens.
O último relatório da rede ex aequo foi publicado em 2008. Na altura foram analisadas 92 queixas de homofobia e transfobia, que provinham sobretudo do ensino superior e da região de Lisboa. Esta análise tem o contributo não só de vítimas mas de testemunhas das agressões, e não abrange apenas estudantes - a maioria dos participantes - mas também casos de professores e funcionários.
Apesar de se falar muito da importância dos pares na integração destes jovens, diz Andreia Pereira, "é importante responsabilizar os pais que muitas vezes não têm noção das consequências que a homofobia tem nos filhos". O impacto da rejeição familiar foi quantificado pelo departamento da investigadora Caitlin Ryan, da Universidade Estatal de São Francisco. Num trabalho publicado no final de 2008 na revista "Pediatrics" estabeleceram pela primeira uma relação entre a rejeição familiar e a saúde mental dos adolescentes LGBT. Numa amostra de 224 jovens, com idades entre os 21 e os 25 anos, verificaram que aqueles que tinham tido mais dissabores familiares admitiam 8,4 vezes mais tentativas de suicídio ou 5,9 vezes mais situações de depressão. Associava-se também a rejeição a comportamentos de risco: o consumo de drogas era 3,4 vezes maior entre os excluídos pela família, assim como as relações sexuais desprotegidas. Andreia Pereira sublinha que a aceitação reflecte-se na escola e na rua. "Pode ajudar a que o jovem normalize o seu comportamento e se sinta mais confiante e seguro por ter a percepção dum ambiente contentor da parte das figuras parentais." Marta F. Reis
O último relatório da rede ex aequo foi publicado em 2008. Na altura foram analisadas 92 queixas de homofobia e transfobia, que provinham sobretudo do ensino superior e da região de Lisboa. Esta análise tem o contributo não só de vítimas mas de testemunhas das agressões, e não abrange apenas estudantes - a maioria dos participantes - mas também casos de professores e funcionários.
Apesar de se falar muito da importância dos pares na integração destes jovens, diz Andreia Pereira, "é importante responsabilizar os pais que muitas vezes não têm noção das consequências que a homofobia tem nos filhos". O impacto da rejeição familiar foi quantificado pelo departamento da investigadora Caitlin Ryan, da Universidade Estatal de São Francisco. Num trabalho publicado no final de 2008 na revista "Pediatrics" estabeleceram pela primeira uma relação entre a rejeição familiar e a saúde mental dos adolescentes LGBT. Numa amostra de 224 jovens, com idades entre os 21 e os 25 anos, verificaram que aqueles que tinham tido mais dissabores familiares admitiam 8,4 vezes mais tentativas de suicídio ou 5,9 vezes mais situações de depressão. Associava-se também a rejeição a comportamentos de risco: o consumo de drogas era 3,4 vezes maior entre os excluídos pela família, assim como as relações sexuais desprotegidas. Andreia Pereira sublinha que a aceitação reflecte-se na escola e na rua. "Pode ajudar a que o jovem normalize o seu comportamento e se sinta mais confiante e seguro por ter a percepção dum ambiente contentor da parte das figuras parentais." Marta F. Reis
24 de novembro de 2010, das 14 às 17 horas, Auditório 09 da Câmara dos Deputados
PROGRAMAÇÃO
14h – Abertura- Deputada Iriny Lopes, Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias
- Deputado Paulo Pimenta, Presidente da Comissão de Legislação Participativa
- Deputado Iran Barbosa, Representante da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT
- Minstro Paulo Vannuchi, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
- Yone Lindgren, Coordenação Política Nacional da Articulação Brasileira de Lésbicas
- Keila Simpson, Vice-Presidente da ABGLT
- Toni Reis, Presidente da ABGLT
4h30 – Aumento dos Assassinatos praticados contra a população LGBT
Antonio Sergio Spagnol, doutor em Sociologia do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro “O Desejo Marginal”
Osvaldo Francisco Ribas Lobos Fernandez, coordenador da pesquisa Crimes Homofóbicos no Brasil: Panorama e Erradicação de Assassinatos e Violência Contra LGBT
Érico Nascimento, pesquisador do Núcleo de Estudos da Sexualidade da Universidade do Estado da Bahia (Uneb)
Luiz Mott, antropólogo, historiador, pesquisador, professor emérito do Departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador do Grupo Gay da Bahia e autor do livro Violação dos Direitos Humanos e Assassinatos de Homossexuais no Brasil
16h30 – debate
17h – Encerramento
Promoção
Comissão de Direitos Humanos e Minorias
Comissão de Legislação Participativa
Apoio
Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT
Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT, e entidades parceiras
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da Republica
Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids - UNAIDS
Número de assassinatos de gays no país cresceu 62% desde 2007, mas tema fica fora da campanha
Publicada em 16/10/2010 às 18h29m
Carolina Benevides e Rafael Galdo
RIO - Alçados a tema central da campanha presidencial, o casamento gay, a união civil entre pessoas do mesmo sexo e a criminalização da homofobia têm sido debatidos pelos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) a partir do viés religioso e sem levar em conta um dado alarmante: o número de homossexuais assassinados por motivação homofóbica cresce a cada ano.
Em 2009, 198 foram mortos no Brasil. Onze a mais que em 2008, e 76 a mais do que em 2007, um aumento de 62%. Os dados são do Grupo Gay da Bahia (GGB), fundado em 1980 e o único no país a reunir as estatísticas. Segundo o GGB, de 1980 a 2009 foram documentados 3.196 homicídios, média de 110 por ano.
- Infelizmente, a homofobia é um aspecto cultural da sociedade brasileira, que empurra os homossexuais para a clandestinidade, fazendo com que permaneçam à margem mesmo quando são mortos. Gays, lésbicas e travestis são mortos de forma cruel, geralmente tendo o rosto desfigurado, e acabam sendo considerados culpados. Só os crimes muito hediondos comovem - diz Marcelo Cerqueira, presidente do GGB.
Antropólogo e ex-presidente do GGB, Luiz Mott lembra que há subnotificação de dados, mas que ainda assim é possível afirmar que o número de mortes vem crescendo:
- O número tem aumentado na última década. Antes, era um assassinato a cada três dias. Agora, acontece um a cada dois dias. O Brasil é o país com maior número de assassinatos. Ano passado, no México, por exemplo, foram 35.
Segundo Mott, a maioria dos crimes contra LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) é motivada por "homofobia cultural":
- Graças ao machismo e à bronca que muitos homens têm contra gays e travestis, eles matam imbuídos da ideologia de que homossexuais são covardes, têm dinheiro, que os vizinhos não vão se importar, e os juízes vão punir com brandura.
De acordo com pesquisas realizadas nas paradas gays de Rio, São Paulo, Recife, Porto Alegre e Belém, entre 2003 e 2008, pelo Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos, o número de homossexuais agredidos e/ou discriminados nessas regiões não é inferior a 59,9%. Em Pernambuco, 70,8% disseram ter sido agredidos. E, em São Paulo, 72,1% foram vítimas de algum tipo de discriminação.
- Os dados mudam pouco nas regiões. O fato de não existir lei específica para crimes homofóbicos contribui para a violência. No entanto, vale lembrar que esses números não refletem completamente a realidade. Sabemos que o silêncio ainda marca as agressões - diz Sérgio Carrara, professor do Instituto de Medicina Social da Uerj e um dos coordenadores das pesquisas.
Empatado com a Bahia como estado mais homofóbico do Brasil, o Paraná registrou, segundo dados do GGB, 25 assassinatos em 2009: 15 travestis, oito gays e duas lésbicas. Os outros quatro estados mais homofóbicos são São Paulo, Pernambuco, Minas e Alagoas.
Presidente da Rede Nacional de Pessoas Trans, a travesti Liza Minelly diz que, entre travestis e transexuais, cerca de 70% já sofreram algum tipo de violência. Há 16 anos militando no Paraná, estado com maior número de assassinatos de travestis no ano passado, ela relata que quase sempre o preconceito afasta as travestis do ensino e dos empregos formais, e muitas vezes as empurra para a prostituição e as drogas.
- Em Curitiba, acompanhamos a história de uma travesti morta em 2000, espancada por quatro policiais militares, mas até hoje as testemunhas não foram ouvidas. Também assistimos com frequência à morte moral da travesti, quando negam a ela, por exemplo, um emprego para o qual teria todas as qualificações necessárias - diz.
Apesar dos dados aterradores, a criminalização da homofobia, por meio do Projeto de Lei 122, tem enfrentado resistência de grupos católicos e evangélicos. Mas Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), defende o diálogo com os religiosos:
- Ocorrem distorções de má-fé em relação a interpretações do projeto de lei. Não queremos afrontar as religiões. Queremos não ser mais discriminados, quando pesquisas apontam que 20% dos homossexuais já foram espancados por preconceito.
O Fórum Estadual LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) entidade formada por 25 organizações, vai organizar um ato na Cinelândia, centro da capital fluminense. O objetivo da manifestação - que terá seus ativistas pintados de tinta vermelha - é chamar a atenção da sociedade contra a homofobia (preconceito e atos de violência contra a população LGBT) e a defesa do Estado laico.
As travestis são as principais vítimas de violência, segundo os organizadores. Nos últimos dois meses foram oito travestis assassinadas no Estado do Rio de Janeiro.
Os ativistas pedem também a aprovação do projeto de lei 122/06 que torna crime as manifestações de preconceitos contra os homossexuais.
As travestis são as principais vítimas de violência, segundo os organizadores. Nos últimos dois meses foram oito travestis assassinadas no Estado do Rio de Janeiro.
Os ativistas pedem também a aprovação do projeto de lei 122/06 que torna crime as manifestações de preconceitos contra os homossexuais.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Dilma na TV: caso Erenice é investigado; Paulo Preto não
No horário eleitoral da tarde desta segunda-feira (18), o programa da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, acusou o adversário tucano José Serra de ter mudado de opinião em relação ao caso do ex-diretor da Dersa e um dos principais assessores de Serra, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto.
"Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, foi acusado por líderes do próprio PSDB de desviar R$ 4 milhões doados para um suposto caixa dois da campanha de Serra. No último dia 11, Serra negou o sumiço do dinheiro e garantiu que nem conhecia o Paulo Preto. O acusado não gostou e, pela imprensa, mandou um recado a Serra: 'não se larga um líder ferido na estrada a troca de nada. Não cometam esse erro'", disse a locutora.
Após o caso ser relembrado, a apresentadora do programa continuou: "Serra entendeu a mensagem e no dia seguinte mudou de opinião, afirmou que conhecia Paulo Preto e ele era totalmente inocente. Afinal de contas, quem é o Serra verdadeiro? O do dia 11, que disse não conhecer Paulo Preto, ou o do dia 12, que disse que conhecia Paulo Preto e que ele era inocente?".
A campanha eleitoral do PT também usou no horário eleitoral alguns trechos do debate realizado no último domingo (17) pelo jornal Folha de S. Paulo/RedeTV!, em que Dilma afirmou que o caso de sua sucessora na Casa Civil, a ex-ministra Erenice Guerra vem sendo tratado com transparência. Dilma cobrou do candidato tucano a mesma transparência no esclarecimento do caso de seu assessor Paulo Preto. "Nós temos uma diferença em relação ao candidato Serra, nós investigamos"
Monica Serra ficou famosa.
A notícia da Folha, de que alunas de Monica Serra ouviram dela que havia feito aborto, ecoou por agências como Efe e Ansa, sob títulos como “Aborto, um bumerangue para Serra”.
Saiu no chileno “La Tercera” e nos argentinos “Clarín“, “La Nación” e “Página/12” -este em longa entrevista com uma das alunas.
O Blue Bus reproduziu “Veja” e “IstoÉ” e comentou que “a mídia brasileira foi reduzida a panfleto”, como “dá para ver pelas capas” Nelson de Sá.
Saiu no chileno “La Tercera” e nos argentinos “Clarín“, “La Nación” e “Página/12” -este em longa entrevista com uma das alunas.
O Blue Bus reproduziu “Veja” e “IstoÉ” e comentou que “a mídia brasileira foi reduzida a panfleto”, como “dá para ver pelas capas” Nelson de Sá.
No Estado de São Paulo, a Câmara Municipal de Bebedouro acaba de aprovar uma lei contra a discriminação contra LGBT e contra a homofobia. A sugestão do projeto foi do grupo Viva Diversidade, baseado na Lei Estadual nº 10.948, de 2001, que combate o preconceito contra homossexuais.
A prefeitura propôs a ideia e a Câmara aprovou, fixando uma multa de até R$ 6 mil para pessoas ou empresas que discriminarem homossexuais, dinheiro que será encaminhado ao Fundo de Solidariedade do município. Quem for vítima de homofobia deve registrar boletim de ocorrência.
A prefeitura propôs a ideia e a Câmara aprovou, fixando uma multa de até R$ 6 mil para pessoas ou empresas que discriminarem homossexuais, dinheiro que será encaminhado ao Fundo de Solidariedade do município. Quem for vítima de homofobia deve registrar boletim de ocorrência.
sábado, 16 de outubro de 2010
Prezada Dilma e Prezado Serra,
A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, é uma entidade que congrega 237 organizações da sociedade civil em todos Estados do Brasil. Tem como missão a promoção da cidadania e defesa dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, contribuindo para a construção de uma democracia sem quaisquer formas de discriminação, afirmando a livre orientação sexual e identidades de gênero.
Assim sendo, nos dirigimos a ambas as candidaturas à Presidência da República para pedir respeito: respeito à democracia, respeito à cidadania de todos e de todas, respeito à diversidade sexual, respeito à pluralidade cultural e religiosa.
Respeito aos direitos humanos e, principalmente, respeito à laicidade do Estado, à separação entre religião e esfera pública, e à garantia da divisão dos Poderes, de tal modo que o Executivo não interfira no Legislativo ou Judiciário, e vice-versa, conforme estabelece o artigo 2º da Constituição Federal: "São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário."
Nos últimos dias, temos assistido, perplexos, à instrumentalização de sentimentos religiosos e concepções moralistas na disputa eleitoral.
Não é aceitável que o preconceito, o machismo e a homofobia sejam estimulados por discursos de alguns grupos fundamentalistas e ganhem espaço privilegiado em plena campanha presidencial.
O Estado brasileiro é laico. O avanço da democracia brasileira é que tem nos permitido pautar, nos últimos anos, os direitos civis dos homossexuais e combater a homofobia. Também tem nos permitido realizar a promoção da autonomia das mulheres e combater o machismo, entre os demais avanços alcançados. O progresso não pode parar.
Por isso, causa extrema preocupação constatar a tentativa de utilização da fé de milhões de brasileiros e brasileiras para influir no resultado das eleições presidenciais que vivenciamos. Nos últimos dias, ficou clara a inescrupulosa disposição de determinados grupos conservadores da sociedade a disseminar o ódio na política em nome de supostos valores religiosos. Não podemos aceitar esta tentativa de utilização do medo como orientador de nossos processos políticos. Não podemos aceitar que nosso processo eleitoral seja confundido com uma escolha de posicionamentos religiosos de candidatos e eleitores. Não podemos aceitar que estimulem o ódio entre nosso povo.
O que o movimento LGBT e o movimento de mulheres defendem é apenas e tão somente o respeito à democracia, aos direitos civis, à autonomia individual. Queremos ter o direito à igualdade proclamada pela Constituição Federal, queremos ter nossos direitos civis, queremos o reconhecimento dos nossos direitos humanos. Nossa pauta passa, portanto, entre outras questões, pelo imediato reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo e pela criminalização da discriminação e da violência homofóbica.
Cara Dilma e Caro Serra
Por favor, voltem a conduzir o debate para o campo das ideias e do confronto programático, sem ataques pessoais, sem alimentar intrigas e boatos.
Nós da ABGLT sabemos que o núcleo das diferenças entre vocês (e entre PT e PSDB) não está na defesa dos direitos da população LGBT ou na visão de que o aborto é um problema de saúde pública.
Candidato Serra: o senhor, como ministro da saúde, implantou uma política progressista de combate à epidemia do HIV/Aids e normatizou o aborto legal no SUS. Aquele governo federal que o senhor integrou também elaborou os Programas Nacionais de Direitos Humanos I e II, que já contemplavam questões dos direitos humanos das pessoas LGBT. Como prefeito e governador, o senhor criou as Coordenadorias da Diversidade Sexual, esteve na Parada LGBT de São Paulo e apoiou diversas iniciativas em favor da população LGBT.
Candidata Dilma: a senhora ajudou a coordenar o governo que mais fez pela população LGBT, que criou o programa Brasil sem Homofobia, e o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, com diversas ações. A senhora assinou, junto com o presidente Lula, o decreto de Convocação da I Conferência LGBT do mundo. A senhora já disse, inúmeras vezes, que o aborto é uma questão de saúde pública e não uma questão de polícia.
Portanto, candidatos, não maculem suas biografias e trajetórias. Não neguem seu passado de luta contra o obscurantismo.
A ABGLT acredita na democracia, e num país onde caibam todos seus 190 milhões de habitantes e não apenas a parcela que quer impor suas ideias baseadas numa única visão de mundo. Vivemos num país da diversidade e da pluralidade.
É hora de retomar o debate de propostas para políticas de governo e de Estado, que possam contribuir para o avanço da nação brasileira, incluindo a segurança pública, a educação, a saúde, a cultura, o emprego, a distribuição de renda, a economia, o acesso a políticas públicas para todos e todas!
A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, é uma entidade que congrega 237 organizações da sociedade civil em todos Estados do Brasil. Tem como missão a promoção da cidadania e defesa dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, contribuindo para a construção de uma democracia sem quaisquer formas de discriminação, afirmando a livre orientação sexual e identidades de gênero.
Assim sendo, nos dirigimos a ambas as candidaturas à Presidência da República para pedir respeito: respeito à democracia, respeito à cidadania de todos e de todas, respeito à diversidade sexual, respeito à pluralidade cultural e religiosa.
Respeito aos direitos humanos e, principalmente, respeito à laicidade do Estado, à separação entre religião e esfera pública, e à garantia da divisão dos Poderes, de tal modo que o Executivo não interfira no Legislativo ou Judiciário, e vice-versa, conforme estabelece o artigo 2º da Constituição Federal: "São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário."
Nos últimos dias, temos assistido, perplexos, à instrumentalização de sentimentos religiosos e concepções moralistas na disputa eleitoral.
Não é aceitável que o preconceito, o machismo e a homofobia sejam estimulados por discursos de alguns grupos fundamentalistas e ganhem espaço privilegiado em plena campanha presidencial.
O Estado brasileiro é laico. O avanço da democracia brasileira é que tem nos permitido pautar, nos últimos anos, os direitos civis dos homossexuais e combater a homofobia. Também tem nos permitido realizar a promoção da autonomia das mulheres e combater o machismo, entre os demais avanços alcançados. O progresso não pode parar.
Por isso, causa extrema preocupação constatar a tentativa de utilização da fé de milhões de brasileiros e brasileiras para influir no resultado das eleições presidenciais que vivenciamos. Nos últimos dias, ficou clara a inescrupulosa disposição de determinados grupos conservadores da sociedade a disseminar o ódio na política em nome de supostos valores religiosos. Não podemos aceitar esta tentativa de utilização do medo como orientador de nossos processos políticos. Não podemos aceitar que nosso processo eleitoral seja confundido com uma escolha de posicionamentos religiosos de candidatos e eleitores. Não podemos aceitar que estimulem o ódio entre nosso povo.
O que o movimento LGBT e o movimento de mulheres defendem é apenas e tão somente o respeito à democracia, aos direitos civis, à autonomia individual. Queremos ter o direito à igualdade proclamada pela Constituição Federal, queremos ter nossos direitos civis, queremos o reconhecimento dos nossos direitos humanos. Nossa pauta passa, portanto, entre outras questões, pelo imediato reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo e pela criminalização da discriminação e da violência homofóbica.
Cara Dilma e Caro Serra
Por favor, voltem a conduzir o debate para o campo das ideias e do confronto programático, sem ataques pessoais, sem alimentar intrigas e boatos.
Nós da ABGLT sabemos que o núcleo das diferenças entre vocês (e entre PT e PSDB) não está na defesa dos direitos da população LGBT ou na visão de que o aborto é um problema de saúde pública.
Candidato Serra: o senhor, como ministro da saúde, implantou uma política progressista de combate à epidemia do HIV/Aids e normatizou o aborto legal no SUS. Aquele governo federal que o senhor integrou também elaborou os Programas Nacionais de Direitos Humanos I e II, que já contemplavam questões dos direitos humanos das pessoas LGBT. Como prefeito e governador, o senhor criou as Coordenadorias da Diversidade Sexual, esteve na Parada LGBT de São Paulo e apoiou diversas iniciativas em favor da população LGBT.
Candidata Dilma: a senhora ajudou a coordenar o governo que mais fez pela população LGBT, que criou o programa Brasil sem Homofobia, e o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, com diversas ações. A senhora assinou, junto com o presidente Lula, o decreto de Convocação da I Conferência LGBT do mundo. A senhora já disse, inúmeras vezes, que o aborto é uma questão de saúde pública e não uma questão de polícia.
Portanto, candidatos, não maculem suas biografias e trajetórias. Não neguem seu passado de luta contra o obscurantismo.
A ABGLT acredita na democracia, e num país onde caibam todos seus 190 milhões de habitantes e não apenas a parcela que quer impor suas ideias baseadas numa única visão de mundo. Vivemos num país da diversidade e da pluralidade.
É hora de retomar o debate de propostas para políticas de governo e de Estado, que possam contribuir para o avanço da nação brasileira, incluindo a segurança pública, a educação, a saúde, a cultura, o emprego, a distribuição de renda, a economia, o acesso a políticas públicas para todos e todas!
O evento “Qualquer forma de amor vale a pena” reuniu segundo a organização 100 bulldogs, no último dia 25, no Rio de Janeiro, além de diversos exemplares de várias raças para uma tarde descontraída em um pet shop da Barra da Tijuca. O evento idealizado pela advogada Tomomi Dumans teve como objetivo reunir criadores das diversas raças de bulldog para a bandeira do amor livre e foi realizado no Aquário Pet.
O evento lembrou o filme Legalmente Loira 2, onde até um casal gay de cães luta pelo fim do uso dos animais em testes da indústria de cosméticos na marcha dos mil cachorros. Mas no caso carioca, o motivo era a grande participação de casais homossexuais nos encontros dos criadores da raça, o que motivou Tomomi a prestigiar a causa gay. Segundo ela, os gays mostram “um carinho incondicional por seus cães, tratando-os como verdadeiros filhos”.
Desfiles, sorteios, brindes de patrocinadores de produtos caninos agitaram o evento que contou ainda com a participação da drag queen Isabelita dos Patins, uma das juradas do concurso de caninos promovido durante o evento. As fantasias coloridas e cheias de plumas e brilhos chamaram a atenção de quem foi conferir o evento. A esposa do cantor Latino, Mirela, usou uma camiseta estampando a frase “I love Gay”. Famílias com integrantes gays ou simpatizantes e casais gays prestigiaram a iniciativa que reuniu muitos cães.
O evento lembrou o filme Legalmente Loira 2, onde até um casal gay de cães luta pelo fim do uso dos animais em testes da indústria de cosméticos na marcha dos mil cachorros. Mas no caso carioca, o motivo era a grande participação de casais homossexuais nos encontros dos criadores da raça, o que motivou Tomomi a prestigiar a causa gay. Segundo ela, os gays mostram “um carinho incondicional por seus cães, tratando-os como verdadeiros filhos”.
Desfiles, sorteios, brindes de patrocinadores de produtos caninos agitaram o evento que contou ainda com a participação da drag queen Isabelita dos Patins, uma das juradas do concurso de caninos promovido durante o evento. As fantasias coloridas e cheias de plumas e brilhos chamaram a atenção de quem foi conferir o evento. A esposa do cantor Latino, Mirela, usou uma camiseta estampando a frase “I love Gay”. Famílias com integrantes gays ou simpatizantes e casais gays prestigiaram a iniciativa que reuniu muitos cães.
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