terça-feira, 26 de outubro de 2010

O gênero na adolescência, caracterizado como o que é masculino e o feminino, é um construto social feito por meio dos discursos em interação e está discursivamente ligado ao sexo: homens precisam ser masculinos e mulheres, femininas. Para Weeks (1999, p. 43), o gênero é “uma diferenciação social entre homens e mulheres”.

No que tange à identidade social de gênero masculino, podemos afirmar que é esperada do homem, entre outros aspectos, a aptidão para os esportes e a racionalidade. Assim, em uma interação discursiva entre os adolescentes, esperamos a adesão deles a tais aspectos, visto que contribuirão para a construção da identidade social masculina na qual estão se engajando.
Geralmente, quando abordamos gênero e masculinidade relacionados a qualquer idade do homem, as definições do que é ser masculino e do que é ser feminino gera todo um discurso. Badinter (1993, p. 99) nos leva à reflexão quando afirma que “a identidade masculina está associada ao fato de possuir, tomar, penetrar, dominar e se afirmar, se necessário pela força à identidade feminina ao fato de ser possuída, dócil, passiva e submissa”.
É necessário entender que o discurso do binarismo é, essencialmente, uma forma de dividir, separar, desconectar, desligar categorias de sujeitos, que um sobressai sobre o outro: homo, mulher e negro, à supremacia do primeiro: hetero, homem e branco.
A construção de identidade de gênero de um adolescente – homem ou mulher – dependerá da maneira como foi criado, do período social em que viveu e da cultura familiar e social em que cresceu. Homens e mulheres são orientados sexualmente de formas diferentes, mesmo que eles tenham a mesma cultura, pois socialmente o homem tem uma função sexual diferente da mulher (Guacira Louro 1997, p. 22-24).
Para Louro (1997, p. 22-24), a identidade de gênero liga-se à identidade histórica e social dos sujeitos, que se reconhecem como femininos ou masculinos, e a identidade sexual está relacionada diretamente à maneira como os indivíduos experenciam seus desejos corporais, das mais diversas formas: sozinhos/as, com parceiros do mesmo sexo ou não.
A sociedade exige de homens e mulheres que se comportem segundo os padrões sobre quem são. Essas regras ou convenções são chamadas de masculinidade hegemônica (Connell, 1995, p. 36). A masculinidade hegemônica para Moita Lopes (2002, p. 157 e 158) torna-se mais explícita no âmbito dos esportes, por ser hierárquico e competitivo, além de envolver o enfrentamento físico. Ainda nesse aspecto, destaca-se o papel atribuído à racionalidade que considera meninos mais inteligentes que meninas, tomando por parâmetro estruturas emocionais predominantes nestas. E no âmbito da globalização, atualmente, pesquisas e meios de comunicação dão conta de que o homem hegemônico entra em conflito quando percebe que as mulheres compartilham o papel também de provedora do lar, tornando-se vulnerável diante da sociedade e da mulher.
As diferenças entre os gêneros estão condicionadas pelas culturas que têm uma forma diferente de encarar a educação de homens e mulheres e aos que priorizam a educação rígida e diferenciada para meninos e meninas.
Por outro lado, o homem não pode ser analisado somente em relação à mulher, mas em relação às várias maneiras de ser homem, ou seja, há diversas formas de ser homem.


Izaac Azevedo dos Santos
Mestre em Letras pela PUC-Rio
O Tribunal de Justiça do Rio, através da 19ª Vara Criminal decidiu confirmar a declaração de união homoafetiva entre duas professoras. O casal viveu junto 11 anos. A decisão reconheceu o direito de uma delas à herança do único bem do casal, um apartamento em Campo Grande, Zona Oeste.
A autora da ação alega que, com a morte da companheira, em 07/11/1995, em razão de um infarto fulminante, ficou em uma situação muito difícil, e passou a sobreviver com uma pequena renda que recebe como professora e só dispõe do imóvel onde reside como residência própria, não tendo qualquer amparo por parte dos familiares da falecida.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Favela da Rocinha promove sua primeira parada gay

Rio - Em clima de festa, a favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul do Rio, promoveu sua primeira parada gay na tarde de hoje. O ato promovido pelas duas associações de moradores para "combater a discriminação" virou o programa de domingo das famílias, que ocuparam as estreitas calçadas para ver o trio elétrico, acompanhado pelo desfile de drag queens e transformistas. Principal via da comunidade, a estrada da Gávea foi decorada com balões coloridos e a distribuição gratuita de cerveja ajudou na desinibição dos participantes. "A festa foi um pedido da comunidade. Aqui moram muitos gays e eles mereciam um evento como este", disse Telmo Oliveira, diretor da Associação de Moradores do Bairro Barcelos, uma das localidades da Rocinha. No lugar de ativistas do movimento gay, os líderes comunitários chamaram "celebridades" como a Mulher Maçã, escolhida a rainha do evento.
"Não me sinto discriminado aqui", disse J., de 15 anos. Ao ser questionado sobre o que achava do evento, J. Elogia: "Acho maravilhoso que o Nem tenha feito isto pela gente". Ele se referia a Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico da Rocinha. Vanderlan Barros de Oliveira, o Feijão, presidente da Associação de Moradores do Bairro Barcelos, responde em liberdade a inquérito por associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Ele nega todas as acusações. Em agosto, ele negociou a rendição dos traficantes que invadiram o Hotel Intercontinental.
"Acho que aqui é meio escrachado. É mais festa do que conscientização", resumiu Renata Weber, de 29 anos. Moradora da Gávea, ela subiu o morro para conferir o evento. A amiga dela, que mora na Rocinha, não sentiu falta dos discursos em defesa dos direitos civis. "Estou achando tudo o máximo. Eu já fui na parada gay de Copacabana, que é mais rica. Aqui é pobre, mas está mais animado", disse Odete Fernandes, de 36, que parou para ver a imensa bandeira do arco-íris, símbolo do movimento gay, que cobria a os participantes.
Na concentração, cerca de 10 mil pessoas participavam da caminhada. Os organizadores esperavam reunir cerca de 30 mil na Via Ápia, na parte baixa da favela, onde um palco foi montado.
Moradores de outras cidades também foram conferir o evento. "Mostra que a comunidade não é só violência. Alguns exageram, mas não vejo depreciação da imagem dos gays. Acho que eles reivindicam igualdade de forma legítima", opinou Luciano Neri, de 35 anos, morador de Niterói, que foi com sua mulher.
Os gays da Rocinha aprovaram o evento. "Há dois anos, o preconceito era grande, mas acho que por algum motivo isto vem melhorando", avaliou o cabeleireiro Dhamian Alves, de 20 anos, nascido e criado na favela.
O número de adolescentes gays na comunidade impressionava. Maquiados e com roupas colantes, um grupo de dez meninos fazia coreografias eróticas ao som da trilha sonora da parada gay, que ia de músicas da Xuxa até hits de rádios

Luiz Paulo Veloso Lucas O Grande Trapalhão RSRSRSRSRSRSRSRS

Serra quer privatizar o pré-sal.

Aliado dele jura !
Zélia e seu discípulo, o Lucas (de 15%): CONCEDE !

Luiz Paulo Vellozo Lucas é unha e carne com o #serrarojas.
Na campanha de 2002 (quando Serra derrotou Lula de forma arrasadora: 31% a 69%), Lucas era o “chefe do programa econômico”.
Não lha faltavam credenciais.
Lucas foi um importantíssimo assessor da inesquecível administração da Zélia Cardoso de Mello no Ministério da Fazenda.
Credenciais políticas também abundam em Lucas.
Ele acaba de ter uma votação consagradora na eleição para Governador do Espírito Santo: 15% dos votos.
Somados aos votos do Gabeira, isso não deve dar um Tiririca.
Pois não é que Lucas mereceu uma página inteira da Folha (*) (A-16) para dizer tudo o que o #serrarojas nega ?

O #serrarrojas contra o aborto, o que não conhecia o Paulo Preto, e jurou que ia cumprir o mandato de prefeito, ele mesmo diz agora que é a favor da Petrobrás.
E que jamais quis vender a Vale, como demonstra neste vídeo o Farol de Alexandria.
E vem o Lucas e joga tudo por água abaixo.
É um desastrado !
O #serrarojas deve estar uma fera, chutando cadeira !
Diz o Lucas: “Petrobrás não tem como explorar sozinha o pré-sal”.
Logo, tem que chamar os clientes do Davizinho.
Logo, é preciso preservar o modelo de “concessão” do pré-sal, tal como havia no Governo do Farol de Alexandria.
Como se sabe, “concessão” vem do verbo “conceder”.
Ou seja, o #serrarrojas quer mesmo é passar o pré-sal nos cobres: CONCEDER !
O Lucas não seria louco de dizer uma coisa com que o chefe não concordasse.
Isso aí é #serrarrojas na veia.
O problema foi falar, hoje, na semana da eleição.


“Não há nada de errado com esse (de concessão – PHA) modelo. O PT está no poder desde 2003 e fez seis leilões seguindo as regras desse modelo. Agora dizem que concessão é privatização, porque querem fazer desse troço (sic) uma bandeira eleitoral,” diz o chefe do programa econômico.


“Troço” !

Imagina esse “troço” nas mãos do #serrarojas.
Só tem um problema.
De 2003 para cá, a tecnologia de engenheiros brasileiros da Petrobrás descobriu o pré-sal, a maior jazida encontrada no mundo em 30 anos.
Explorar no pré-sal é um bilhete premiado.


Não há risco.
Furou, achou.

O que o Lucas e seu mentor e chefe querem é dar.

Vender.
Conceder.
Entregar.

E, como diz este ordinário blogueiro, a eleição é só sobre isso: quem vai mandar no pré-sal ?
O Lucas (o dos 15%) ou o povo brasileiro ?


Paulo Henrique Amorim
Orações para Bobby [Prayers for Bobby] não é um filme de final feliz, mas mostra que depois do final infeliz pode haver um recomeço. Mesmo que ele seja duro, angustiado e cheio de culpas nos questionamentos sociais e religiosos quanto à homossexualidade. O filme é também uma história sobre o amor materno. E nesta relação maternal está Bobby Griffith e Mary Griffith, interpretados pelos atores Ryan Kelley, 22, e Sigourney Weaver, 59. O filme foi baseado no livro homônimo publicado pelo jornalista Leroy Aarons, em 1995, que é fundador do National Lesbian and Gay Journalists Association. O filme foi exibido em janeiro na TV americana. Desde então, abre a discussão na trilogia homossexualidade-família-Igreja.

Os atores Ryan Kelley e Sigourney WeaverTanto o livro quanto o filme tratam da angústia do gay Bobby, que, desde os 16 anos, teve sua homossexualidade revelada para a família. Diante de muita pressão psicológica, se suicida aos 20 anos de idade, no ano de 1979. Até chegar a este ponto extremo, Bobby enfrentou o preconceito dentro de casa e as intervenções religiosas da mãe para afastá-lo do pecado.


Não bastasse isso, ela submete o filho a tratamentos médicos. Sim, este é um filme que se conta o final, mas que não termina com a morte de Bobby, mas com tudo o que vem depois. E para a mãe Mary Griffith, o depois seria o inferno, pois seu filho teria cometido o pecado da homossexualidade.
Filme da vida real – Angustiada, questiona-se o tempo todo. Como poderia um garoto tão bom e puro de coração ir para o inferno? Querendo cuidar da alma do filho morto, Mary procura respostas na própria religião, mas não as encontra tão fácil. Para muitos, pouco importaria saber se sua alma estivesse no céu ou não. Mas ela gostaria que estivesse.
É essa motivação que marca o desenrolar do filme da vida real de Bobby. Mary vasculha o quarto do filho para encontrar estas respostas, e se depara com um diário. Nele está escrito o que muitos gays sentiram, ou ainda sentem, quando se fala dos gays como algo distante do núcleo familiar, coisa pecaminosa e algo ruim. O diário mostra também a neurose em relação ao isolamento e do abandono das pessoas mais próximas, como a família e os amigos. Escreveu Bobby no seu diário:

“Eu não posso deixar que ninguém saiba que eu não sou hétero. Isso seria tão humilhante. Meus amigos iriam me odiar, com certeza. Eles poderiam até me bater. Na minha família, já ouvi várias vezes eles falando que odeiam os gays, que Deus odeia os gays também. Isso realmente me apavora quando escuto minha família falando desse jeito, porque eles estão realmente falando de mim. Às vezes eu gostaria de desaparecer da face da terra”.


Superação – Ele desapareceu, mas as suas angústias sobreviveram personificadas na imagem da sua mãe. Tal angústia materna supera e vence os ranços religiosos. Quebra os paradigmas sobre a palavra de Deus e suas interpretações por parte dos religiosos intolerantes e homofóbicos.


Principalmente no clichê de que Deus abomina o pecado, mas ama o pecador. Mas se Deus é tão poderoso e perdoa tudo, por que não salvou a vida de Bobby? É entre a palavra de Deus e a memória do filho que Mary Griffith tem que escolher. E o faz da forma mais humana, ainda que tardiamente.


Este filme já corre pela internet legendado em português. Como não faz parte do circuito da indústria cinematográfica, dificilmente deve aportar aqui no Brasil tão cedo. Mas a internet dá uma mãozinha e vários blogs e comunidades do Orkut sobre filmes gays, já disponibilizaram na rede.
O maior jornal de New Hampshire, no nordeste dos Estados Unidos, se recusou a publicar o anúncio do casamento de um casal gay. New Hampshire é um dos cinco Estados americanos onde o casamento entre homossexuais foi legalizado. O jornal Union Leader of Manchester alega ter o direito constitucional de escolher o que publicar e diz ser contrário à legalização do casamento gay. O anúncio recusado era de dois homens com casamento marcado para sábado, na cidade portuária de Portsmouth.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010


VERONICA SERRA
Segundo o depoimento do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, reproduzido pelo Estadão
Amaury Ribeiro Júnior:

1- Diz que era empregado do jornal O Estado de Minas.
2- Começou a trabalhar no livro em dezembro de 2007, quando um grupo de inteligência, liderado pelo deputado Marcelo Itagiba tentava levantar dados pessoais de Aécio Neves;
3- Amaury decidiu apurar a motivação deste movimento, que era feito em beneficio de José Serra;
4- Amaury levantou todos os dados referentes ao processo de lavagem de dinheiro, realizados durante a privatização do Governo Serra / FHC;
5- Amaury envolve Ricardo Sérgio de Oliveira, Gregório Marin Preciado e Carlos Jereissatti;
6- Amaury localizou operações de lavagem de dinheiro da filha de José Serra e de seu genro, processadas num escritório off shore de Ricardo Sérgio de Oliveira;

Novas e sensacionais descobertas do perito Ricardo Molina, (o mesmo que foi contratado para defender o casal Nardoni e o Goleiro Bruno) contatado pela Globo para elucidar o terrível atentado que vitimou o candidato Serra:

: - Células terroristas Chamex, Maxprint e Aracruz disputam autoria do atentado!;


- Bolinha de papel é considerada arma branca;

- Na bolinha de papel estava escrito: “Não se larga um lider ferido na estrada” Ass: Paulo Preto;


- Pedra vence tesoura. Tesoura vence papel. Papel vence Serra! - by Tiririca;


- Bolinha de papel depoe na Justiça e garante: Sou inocente. A culpa é do durex;


- Bolinha de papel: R$0,05. Rolo de durex: R$1,65. Ver #SerraRojas pagando mico 2 vezes:não tem preço;


- Lula perdeu um dedo, Dilma venceu um câncer e o Serra: faz tomografia por conta de uma bolinha de papel;


- Bolinha de papel: R$0,10, Consulta: R$ 500.00, Tomografia: R$1.600,00.
Ver o Serra fingindo: Não tem preço;


- O exame de “bolística” determinou que o projétil saiu de um chumaço de Maxprint, calibre A4;


- folhas A4 apenas com porte de arma, A3 será restrito às Forças Armadas;


- Serra, o único ser humano que é avisado por telefone que está sentindo dor de cabeça;


- Carga de Chamequinho é apreendida pelo Pentágono como Arma de Destruição em Massa;


- Fica terminantemente proibido alunos fazerem guerras de papel em sala de aula. A tomografia é muito cara;


- Serra promete aviõezinhos de papel vigiando todas as fronteiras!;


- IBGE afirma que assaltos com Origamis aumentaram em 47%;


- Cúpula do PSDB entra com representação no TSE contra o PT por suposta ligação com a indústria de materiais bélicos Chamex;


- detectores de metal serão substituídos por detectores de papel em todos os aeroportos do mundo;


- Deu na FALHA de SP – Candidato se recusa a ir em festa de debutante com medo de ataque de chuva de papel na hora da valsa;


- Polícia encontra um arsenal de armas na casa do agressor de Serra contendo cartolina, papel almaço, crepom, e 100 folhas de A4.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

O programa da Dilma no horário eleitoral foi devastador.


Mostrou a bolinha branca de papel bater na careca do #Serrojas de um lado.
Vinte minutos depois ele recebe um telefonema – vote na trepidante enquete “que telefonou para o #Serrojas ?”.
E aí ele começa a sentir uma dor lancinante DO OUTRO LADO DA CABEÇA !
A Globo foi apanhada de calças curtas pela reportagem do SBT.
E demitiu o cinegrafista da Globo, que em lugar de cobrir o #Serrojas, foi filmar a confusão.
A Globo precisou recorrer ao “perito Molina” para demonstrar que o #Serrojas foi atingido por uma bomba atômica e sofreu irremediável traumatismo craniano.
O “evento bolinha” x “evento fita adesiva”.
O jn demonstrou que, em lugar de uma bolinha de papel, uma fita adesiva foi o que provocou a craniana ofensa.
E a careca do Serra ?
Cadê o edema ?
Cadê o ferimento ?
Sangrou muito ?
Com bolinha de papel ou com fita adesiva, o que aconteceu foi, apenas, um fenômeno do tipo Rojas.
O que deu, finalmente, ao #Serrojas o alcance Mundial que ele sempre buscou.
Serra se jogou no chão e simulou um ferimento gravíssimo.
Na verdade, amigo navegante, o TSE deveria suprimir o horário eleitoral do Serra.
O jn É o horário eleitoral do #Serrojas.
A propósito.
No jn, o #Serrojas ficou 412 minutos a explicar o cooperativismo.
Ele é um jenio.
Não disse nada que prestasse.
E o jn suprimiu a fala da Dilma em que ela cita o nobre exemplo do goleiro chileno Rojas para se referir ao #Serrojas.
Sobre o programa eleitoral propriamente dito.
O do #Serrojas trouxe uma mudança decisiva: agora ele chega lá !
O #Serrojas substituiu o Malafaia por um dos filhos do Roberto Marinho !
Agora a coisa vai !
E a Dilma não largou o osso.
O programa foi em cima do pré-sal, da Petrobrás e da Petrobrax.
Ela não perdeu o foco: essa eleição é para saber quem vai se beneficiar do pré-sal: se o povo brasileiro ou os clientes do Davizinho.
Que triste fim, esse do #Serrojas: ficar entre uma bolinha de papel e uma fita adesiva.
Deu nisso o “legado” do FHC.
Paulo Henrique Amorim

Escolha em votar entre uma guerreira da Democracia e um Fujão!


O Hino Nacional diz em alto e bom tom (ou som, como preferir) que um filho seu não foge à luta. Tanto Serra como Dilma eram militantes estudantis, em 1964, quando os militares, teimosos e arrogantes, resolveram dar o mais besta dos golpes militares da desgraçada história brasileira. Com alguns tanques nas ruas, muitas lideranças, covardes, medrosas e incapazes de compreender o momento histórico brasileiro, colocaram o rabinho entre as pernas e foram para o Chile, França, Canadá, Holanda. Viveram o status de exilado político durante longos 16 anos, em plena mordomia, inclusive com polpudos salários. Foi nas belas praias do Chile, que José Serra conheceu a sua esposa, Mônica Allende Serra, chilena.
Outras lideranças não fugiram da luta e obedeceram ao que está escrito em nosso Hino Nacional. Verdadeiros heróis, que pagaram com suas próprias vidas, sofreram prisões e torturas infindáveis, realizaram lutas corajosas para que, hoje, possamos viver em democracia plena, votar livremente, ter liberdade de imprensa.
Nesse grupo está Dilma Rousseff. Uma lutadora, fiel guerreira da solidariedade e da democracia. Foi presa e torturada. Não matou ninguém, ao contrário do que informa vários e-mails clandestinos que circulam Brasil afora.
Não sou partidário nem filiado a partido político. Mas sou eleitor. Somente por estes fatos, José Serra fujão, e Dilma Rousseff guerreira, já me bastam para definir o voto na eleição presidencial de 2010. Detesto fujões, detesto covardes
Pedro Bial, jornalista
Após o Departamento de Defesa dos Estados Unidos ter anunciado nesta terça-feira (19/10) que aceitará a entrada de homossexuais nas Forças Armadas, o militar Daniel Choi, que foi expulso do exército depois de assumir ser gay, voltou a se alistar no estado de Nova York.

“Isto significa muito para mim, não só porque poderei continuar servindo o exército, mas porque agora tenho uma fé renovada no nosso governo, que está do lado da Constituição e das pessoas”, afirmou Choi em entrevista à emissora de televisão New York One. O militar, que serviu na guerra do Iraque entre 2006 e 2007, se apresentou ontem no centro de recrutamento da praça de Times Square, em Manhattan.
Ontem, o Departamento de Estado informou que irá respeitar a decisão judicial que derruba a lei Don’t ask, don’t tell (não pergunte, não conte), de 1993, que impedia que o exército aceitasse militares que se declarassem abertamente homossexuais. Na semana passada, essa norma foi declarada inconstitucional por uma ordem judicial internacional determinada pela juíza federal Virgínia Phillips.
O Departamento de Justiça apelou da sentença e pediu que a regra seja mantida enquanto não for derrubada pelo Congresso, mas a juíza disse ontem que não irá acatar o pedido.
A porta-voz do Pentágono, Cynthia Smith, disse que deu instruções para que os recrutadores aceitem aspirantes que se declarem homossexuais. No entanto, eles devem ser advertidos de que a moratória sobre a proibição pode ser anulada a qualquer momento se a apelação for aceita.
O Pentágono alegou também que precisa de tempo para se planejar apropriadamente em relação à mudança, inclusive para lidar com assuntos como benefícios para parceiros, moradias e treinamento.
Douglas Smith, porta-voz do Comando de Recrutamento do Exército com sede na base de Fort Knox, disse que mesmo antes do veto à lei, os recrutadores não questionavam os aspirantes sobre sua orientação sexual. A diferença agora, disse, é que admitirão a presença daqueles que se declarem abertamente homossexuais. Segundo instituições de defesa dos homossexuais, cerca de 13 mil pessoas foram dispensadas desde 1993 por conta da lei.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Redação Época O jornalista Amaury Ribeiro Júnior afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que foi o responsável por encomendar os dados de dirigentes do PSDB e de familiares do candidato tucano à Presidência, José Serra. O jornalista afirmou ainda que buscou as informações sigilosas para “proteger” o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, rival de Serra na disputa interna do PSDB pela vaga nas eleições presidenciais, e disse que integrantes do PT roubaram esses dados. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
De acordo com a Folha, Amaury afirmou à PF que a “investigação” sobre os dirigentes tucanos teria sido iniciada quando ele era funcionário do jornal Estado de Minas. Amaury, prossegue a
Folha, buscou os dados depois de ter “tomado conhecimento de que uma equipe de inteligência liderada pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ligado a Serra, estaria reunindo munição contra Aécio”. Esta primeira parte da versão de Amaury vai ao encontro do que dirigentes do PT têm afirmado depois que a sujeira do escândalo respingou na pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) – que a produção do dossiê é obra do Estado de Minas, que por sua vez teria interesse em defender a candidatura de Aécio Neves a presidente.
Quem nasceu para Serra não chega a Carlos Lacerda, eu já disse. O episódio da suposta agressão ao candidato tucano deve ser deplorado e não tem razão alguma quem jogar nem um grão de areia em qualquer pessoa. Mas fazer um escarcéu com a história com o possível fato de ter sido atingido por um rolo de papelão atirado por um manifestante e, segundo a Folha de S. Paulo, fazer uma tomografia computadorizada por causa disso é dose para leão.

A manifestação hostil contra sua passagem pelo Rio foi organizada por agentes de saúde com cartazes que chamavam Serra de “presidengue” e o “pior ministro da Saúde” por ter demitido mais de cinco mil agentes de saúde e ter contribuído para a proliferação da dengue no país.
Houve confronto entre os manifestantes e correligionários de Serra. Assessores do tucano disseram que ele levou uma bandeirada na cabeça, mais tarde corrigindo para um rolo de papelão.
O Estadão afirma que não havia ferimento aparente, mas segundo a Folha, que também não viu sangue, Serra foi levado de helicóptero para uma clínica para ser examinado.
Serra já comparou os manifestantes aos nazistas e vai explorar isso ao máximo numa analogia pobre e vergonhosa do atentado a Carlos Lacerda na rua Tonelero, que acentuou a crise que levou ao suicídio de Vargas, em 1954. Mas como a história não se repete nem como farsa, só cai no ridículo.
Claro que condeno todo tipo de violência, e Serra também devia agir assim. Não me consta que tenha se solidarizado com os professores feridos pela ação da tropa da polícia que despachou contra eles quando governador de São Paulo. Olhem a foto de cima, de hoje, e as de baixo, do ano passado, com o que sofreram os professores que protestavam contra os baixos salários que pagava no estado.
Ninguém se surpreenda se Serra aparecer com um curativo na cabeça, haja ou não ferimento. Se ele simula ser até apóstolo, não custa para ser Lázaro.

Em sua edição de 2010, festival na cidade alemã nunca teve tantos filmes latino-americanos, entre estes, vários brasileiros. A proposta é expor uma imagem do Brasil "para muito além dos clichês".


O salvamento espetacular dos 33 mineiros soterrados no deserto de Atacama tem todos os ingredientes que a indústria cinematográfica procura na hora de produzir um filme de inspiração documental: drama, suspense e um final de feliz, com um toque político e episódios românticos com aspectos tragicômicos. Nos dias que antecederam ao resgate de Yonni Barrios, o 21° operário a sair da mina de San José, não faltaram piadas a respeito da briga protagonizada por sua esposa e sua amante na superfície.
Ainda que a vida amorosa de Barrios não tenha sido a única a vir à tona enquanto os trabalhadores encontravam-se debaixo da terra, sua situação atraiu a atenção da mídia por ser a de um personagem real e de destaque e não a de um "ator de elenco": Barrios ficou registrado na memória como "o" mineiro que velava pela saúde de seus companheiros. Mas, se no lugar de duas mulheres esperando por ele do lado de fora, estivessem dois homens, ou seja, esse Don Juan salva-vidas fosse gay, será que ele teria a mesma possibilidade de se converter em um herói cinematográfico?
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: 'El cuarto de Leo', do uruguaio Enrique Buchichio"É muito provável que sim", opina Joachim Post, um dos organizadores do Festival de Cinema Lésbico e Gay de Hamburgo, que acontece até o próximo domingo (24/10), na cidade localizada no norte da Alemanha.
"O número cada vez maior de filmes com temática queer ou GLBTI (sigla que alude a gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, transgêneros e intersexuais) rodadas na América Latina sugere que, na região, está havendo uma mudança de atitude diante da identidade do gênero e do homossexualismo", completa Post.


Falta de reconhecimento "em casa"?
Correndo o risco de se perpetuar o estereótipo de uma América Latina homogeneamente machista, cabe perguntar se essa ascensão do "cinema queer" não se deve mais às possibilidades que a globalização oferece a alguns diretores latino-americanos de mostrarem suas obras em lugares onde a diversidade sexual já deixou de ser tabu, ao contrário do que acontece em seus respectivos países de origem. "As circunstâncias variam de um caso para outro, mas os filmes que mostramos este ano já foram exibidos com relativo êxito em seus países de origem", confirma Post.
O co-organizador do festival em Hamburgo cita como exemplo El cuarto de Leo, do uruguaio Enrique Buchichio, e Contracorriente, de Javier Fuentes-León, calorosamente acolhido tanto no Festival de Sundance em 2010 – onde recebeu o prêmio do público – quanto no Peru, onde foi rodado.
"Por outro lado, o reconhecimento internacional de alguns diretores é a única coisa que permite a eles obter financiamento para seus projetos cinematográficos, porque, em seus países, seus filmes não têm sucessos de bilheteria", aponta Post.
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: 'El último verano de La Boyita', com direção da argentina Julia SolomonoffMais filmes em espanhol e português
Criado em 1989, o Festival de Hamburgo é o mais antigo do gênero entre os que se realizam anualmente na Alemanha e está entre os quatro mais importantes da Europa, junto ao GLBTI de Londres – o maior do continente –, e aos festivais gays realizados em Turim e em Copenhague.
"Desde 2005, nosso festival vem rompendo com seu próprio recorde de público: há cinco anos, tínhamos 12.600 espectadores. Em 2009, registramos 15.200", comenta Christoph Reiffert, assessor de imprensa do festival.
A América Latina tem sido já há algum tempo um dos pontos fortes da programação, embora nunca tão intensamente como em 2010, ano em que se registra um grande número de filmes em espanhol e português.
Além de Contracorriente e El cuarto de Leo, destacam-se os longas do Chile (31 minutos, la película, de Pedro Peirano e Álvaro Díaz), da Espanha (Nacidas para sufrir, de Miguel Albaladejo) e a coprodução franco-hispano-argentina intitulada El último verano de La Boyita, dirigida por Julia Solomonoff.


Destaque para o Brasil
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: 'Paulista', de Roberto MoreiraA ampla oferta de curtas reflete a diversidade de pontos de vista a partir dos quais uma nova geração de cineastas está abordando o tema da identidade sexual e suas múltiplas facetas –erótico-afetivas, existenciais, sócio-políticas – na América Latina e na Península Ibérica.
Aos curtas espanhóis La espinita, de Tania Arriaga Azkarate, e Pasajero, de Miguel Gabaldón, somam-se ainda o argentino Amor crudo, de Martin Deus e Juan Chappa, e o venezuelano Derrida se ha metido en nuestra cama, de Rodolfo Graziano.
O Festival de Cinema Lésbico e Gay de Hamburgo 2010 dedica também boa parte de sua programação a filmes brasileiros, entre eles Paulista, de Roberto Moreira, Elvis & Madona, de Marcelo Laffitte, Dzi Croquettes, de Raphael Alvarez e Tatiana Issa (coprodução Brasil-Estados Unidos), Os famosos e os duendes da morte, de Esmir Filho (coprodução franco-brasileira) e diversos outros curtas que prometem atrair a atenção dos espectadores.

Pontos fortes
Do ciclo brasileiro do festival participam Um par a outro, de Cecilia Engels; Na madrugada, de Duda Gorter; Depois da curva, de Helton Paulino; Professor Godoy, de Gui Ashcar; Suspeito, de Eduardo Mattos; e Depois do almoço, do diretor Rodrigo Diaz Diaz.
"É difícil para nós, organizadores do festival, chegarmos a um acordo no que diz respeito ao 'ponto forte' deste ano, mas, pessoalmente, acredito que Contracorriente e Elvis & Madona sejam os filmes de maior destaque”, admite Post.
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: 'Contracorriente', estreia na direção do peruano Javier Fuentes-León"Com uma narrativa semelhante à de uma novela de televisão, Elvis & Madona gira em torno do amor que uma lésbica desperta em um transexual. E Contracorriente já foi descrito mais de uma vez como o Brokeback mountain do Peru, mas penso que isso se refere à capacidade deste filme de atrair um público não exclusivamente homossexual, graças ao poder de sua narrativa e à universalidade de seu roteiro: o mais relevante não é que os protagonistas do filme sejam um homem bissexual e um gay, mas sim o fato de a história ser muito bem contada", acrescenta Post.
O festival em Hamburgo conta com a presença dos diretores brasileiros Marcelo Laffitte (Elvis & Madona) e Raphael Alvarez (Dzi Croquettes), e de Suzy Capó, que participou das filmagens de Paulista e dirige o MixBrasil, um dos festivais de cinema e vídeo sobre diversidade sexual de maior peso no mundo.

Autor: Evan Romero-Castillo (sv)