terça-feira, 26 de outubro de 2010

Quando assumir, pela terceira vez, o governo do estado de São Paulo em 1º de janeiro de 2011, o tucano Geraldo Alckmin terá que prestar contas de um sumiço milionário de recursos federais do Ministério da Saúde dimensionado, em março passado, pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus). O dinheiro, quase 400 milhões de reais, deveria ter sido usado para garantir remédios de graça para 40 milhões de cidadãos, mas desapareceu na contabilidade dos governos do PSDB nos últimos 10 anos. Por recomendação dos auditores, com base na lei, o governo paulista terá que explicar onde foram parar essas verbas do SUS e, em seguida, ressarcir a União pelo prejuízo.
O relatório do Denasus foi feito a partir de auditorias realizadas em 21 estados. Na contabilidade que vai de janeiro de 1999 e junho de 2009. Por insuficiência de técnicos, restam ainda seis estados a serem auditados. O número de auditores-farmacêuticos do País, os únicos credenciados para esse tipo de fiscalização, não chega a 20. Nesse caso, eles focaram apenas a área de Assistência Farmacêutica Básica, uma das de maior impacto social do SUS. A auditoria foi pedida pelo Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF), ligado à Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, para verificar denúncias de desvios de repasses de recursos do SUS para compra e distribuição de medicamentos nos sistemas estaduais de saúde.
O caso de São Paulo não tem parâmetro em nenhuma das demais 20 unidades da federação analisadas pelo Denasus até março de 2010, data de fechamento do relatório final. Depois de vasculhar todas as nuances do modelo de gestão de saúde estadual no setor de medicamentos, os analistas demoraram 10 meses para fechar o texto. No fim das contas, os auditores conseguiram construir um retrato bem acabado do modo tucano de gerenciar a saúde pública, inclusive durante o mandato de José Serra, candidato do PSDB à presidência. No todo, o período analisado atinge os governos de Mário Covas (primeiro ano do segundo mandato, até ele falecer, em março de 2001); dois governos de Geraldo Alckmin (de março de 2001 a março de 2006, quando ele renunciou para ser candidato a presidente); o breve período de Cláudio Lembo, do DEM (até janeiro de 2007); e a gestão de Serra, até março de 2010, um mês antes de ele renunciar para disputar a eleição.
Ao se debruçarem sobre as contas da Secretaria Estadual de Saúde, os auditores descobriram um rombo formidável no setor de medicamentos: 350 milhões de reais repassados pelo SUS para o programa de assistência farmacêutica básica no estado simplesmente desapareceram. O dinheiro deveria ter sido usado para garantir aos usuários potenciais do SUS acesso gratuito a remédios, sobretudo os mais caros, destinados a tratamentos de doenças crônicas e terminais. É um buraco e tanto, mas não é o único.
A avaliação dos auditores detectou, ainda, uma malandragem contábil que permitiu ao governo paulista internalizar 44 milhões de reais do SUS nas contas como se fossem recursos estaduais. Ou seja, pegaram dinheiro repassado pelo governo federal para comprar remédios e misturaram com as receitas estaduais numa conta única da Secretaria de Fazenda, de forma ilegal. A Constituição Federal determina que para gerenciar dinheiro do SUS os estados abram uma conta específica, de movimentação transparente e facilmente auditável, de modo a garantir a plena fiscalização do Ministério da Saúde e da sociedade. Em São Paulo essa regra não foi seguida. O Denasus constatou que os recursos federais do SUS continuam movimentados na Conta Única do Estado. Os valores são transferidos imediatamente depois de depositados pelo ministério e pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), por meio de Transferência Eletrônica de Dados (TED).
Em fevereiro, reportagem de CartaCapital demonstrou que em três dos mais desenvolvidos estados do País, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, todos governados pelo PSDB, e no Distrito Federal, durante a gestão do DEM, os recursos do SUS foram, ao longo dos últimos quatro anos, aplicados no mercado financeiro. O fato foi constatado pelo Denasus após um processo de auditoria em todas as 27 unidades da federação. Trata-se de manobra contábil ilegal para incrementar programas estaduais de choque de gestão, como manda a cartilha liberal seguida pelos tucanos e reforçada, agora, na campanha presidencial. Ao todo, de acordo com os auditores, o prejuízo gerado aos sistemas de saúde desses estados passava, à época, de 6,5 bilhões de reais, dos quais mais de 1 bilhão de reais apenas em São Paulo.
Ao analisar as contas paulistas, o Denasus descobriu que somente entre 2006 e 2009, nos governos de Alckmin e Serra, dos 77,8 milhões de reais do SUS aplicados no mercado financeiro paulista, 39,1 milhões deveriam ter sido destinados para programas de assistência farmacêutica – cerca de 11% do montante apurado, agora, apenas no setor de medicamentos, pelos auditores do Denasus. Além do dinheiro de remédios para pacientes pobres, a primeira auditoria descobriu outros desvios de dinheiro para aplicação no mercado financeiro: 12,2 milhões dos programas de gestão, 15,7 da vigilância epidemiológica, 7,7 milhões do combate a DST/Aids e 4,3 milhões da vigilância epidemiológica.
A análise ano a ano dos auditores demonstra ainda uma prática sistemática de utilização de remédios em desacordo com a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) estabelecida pelo Ministério da Saúde, atualizada anualmente. A lista engloba medicamentos usados nas doenças mais comuns pelos brasileiros, entre os quais antibióticos, antiinflamatórios, antiácidos e remédios para dor de cabeça. Entre 2006 e 2008, por exemplo, dos 178 medicamentos indicados por um acordo entre a Secretaria de Saúde de São Paulo e o programa de Assistência Farmacêutica Básica do Ministério da Saúde, 37 (20,7%) não atendiam à lista da Rename.
Além disso, o Denasus constatou outra falha. Em 2008, durante o governo Serra, 11,8 milhões do Fundo Nacional de Saúde repassados à Secretaria de Saúde de São Paulo para a compra de remédios foram contabilizados como “contrapartida estadual” no acordo de Assistência Farmacêutica Básica. Ou seja, o governo paulista, depois de jogar o recurso federal na vala comum da Conta Única do Estado, contabilizou o dinheiro como oriundo de receitas estaduais, e não como recurso recebido dos cofres da União.
Apenas em maio, dois meses depois de terminada a auditoria do Denasus, a Secretaria Estadual de Saúde resolveu se manifestar oficialmente sobre os itens detectados pelos auditores. Ao todo, o secretário Luís Roberto Barradas Barata, apontado como responsável direto pelas irregularidades por que era o gestor do sistema, encaminhou 19 justificativas ao Denasus, mas nenhuma delas foi acatada. “Não houve alteração no entendimento inicial da equipe, ficando, portanto, mantidas todas as constatações registradas no relatório final”, escreveram, na conclusão do trabalho, os auditores-farmacêuticos.
Barata faleceu em 17 de julho passado, dois meses depois de o Denasus invalidar as justificativas enviadas por ele. Por essa razão, a discussão entre o Ministério da Saúde e o governo de São Paulo sobre o sumiço dos 400 milhões de reais devidos ao programa de Assistência Farmacêutica Básica vai ser retomada somente no próximo ano, de forma institucional.
São Paulo – A filósofa Marilena Chaui denunciou nesta segunda-feira (25) uma possível articulação para tentar relacionar o PT e a candidatura de Dilma Rousseff à violência. De acordo com ela, alguns partidários discutiram no final de semana uma tática para usar a força durante o comício que o candidato José Serra (PSDB) fará no dia 29.

Segundo Chaui, pessoas com camisetas do PT entrariam no comício e começariam uma confusão. As cenas seriam usadas sem que a campanha petista pudesse responder a tempo hábil. “Dia 29, nós vamos acertar tudo, está tudo programado”, disse a filósofa sobre a conversa. Para exemplificar o caso, ela disse que se trata de um novo caso Abílio Diniz. Em 1989, o sequestro do empresário foi usado para culpar o PT e o desmentido só ocorreu após a eleição de Fernando Collor de Melo.
A denúncia foi feita durante encontro de intelectuais e pessoas ligadas à Cultura, estudantes e professores universitários e políticos, na USP, em São Paulo. “Não vai dar tempo de explicar que não fomos nós. Por isso, espalhem.”
Ela também criticou a campanha de Serra nestas eleições. “A campanha tucana passou do deboche para a obscenidade e recrutou o que há de mais reacionário, tanto na direita quanto nas religiões.
O gênero na adolescência, caracterizado como o que é masculino e o feminino, é um construto social feito por meio dos discursos em interação e está discursivamente ligado ao sexo: homens precisam ser masculinos e mulheres, femininas. Para Weeks (1999, p. 43), o gênero é “uma diferenciação social entre homens e mulheres”.

No que tange à identidade social de gênero masculino, podemos afirmar que é esperada do homem, entre outros aspectos, a aptidão para os esportes e a racionalidade. Assim, em uma interação discursiva entre os adolescentes, esperamos a adesão deles a tais aspectos, visto que contribuirão para a construção da identidade social masculina na qual estão se engajando.
Geralmente, quando abordamos gênero e masculinidade relacionados a qualquer idade do homem, as definições do que é ser masculino e do que é ser feminino gera todo um discurso. Badinter (1993, p. 99) nos leva à reflexão quando afirma que “a identidade masculina está associada ao fato de possuir, tomar, penetrar, dominar e se afirmar, se necessário pela força à identidade feminina ao fato de ser possuída, dócil, passiva e submissa”.
É necessário entender que o discurso do binarismo é, essencialmente, uma forma de dividir, separar, desconectar, desligar categorias de sujeitos, que um sobressai sobre o outro: homo, mulher e negro, à supremacia do primeiro: hetero, homem e branco.
A construção de identidade de gênero de um adolescente – homem ou mulher – dependerá da maneira como foi criado, do período social em que viveu e da cultura familiar e social em que cresceu. Homens e mulheres são orientados sexualmente de formas diferentes, mesmo que eles tenham a mesma cultura, pois socialmente o homem tem uma função sexual diferente da mulher (Guacira Louro 1997, p. 22-24).
Para Louro (1997, p. 22-24), a identidade de gênero liga-se à identidade histórica e social dos sujeitos, que se reconhecem como femininos ou masculinos, e a identidade sexual está relacionada diretamente à maneira como os indivíduos experenciam seus desejos corporais, das mais diversas formas: sozinhos/as, com parceiros do mesmo sexo ou não.
A sociedade exige de homens e mulheres que se comportem segundo os padrões sobre quem são. Essas regras ou convenções são chamadas de masculinidade hegemônica (Connell, 1995, p. 36). A masculinidade hegemônica para Moita Lopes (2002, p. 157 e 158) torna-se mais explícita no âmbito dos esportes, por ser hierárquico e competitivo, além de envolver o enfrentamento físico. Ainda nesse aspecto, destaca-se o papel atribuído à racionalidade que considera meninos mais inteligentes que meninas, tomando por parâmetro estruturas emocionais predominantes nestas. E no âmbito da globalização, atualmente, pesquisas e meios de comunicação dão conta de que o homem hegemônico entra em conflito quando percebe que as mulheres compartilham o papel também de provedora do lar, tornando-se vulnerável diante da sociedade e da mulher.
As diferenças entre os gêneros estão condicionadas pelas culturas que têm uma forma diferente de encarar a educação de homens e mulheres e aos que priorizam a educação rígida e diferenciada para meninos e meninas.
Por outro lado, o homem não pode ser analisado somente em relação à mulher, mas em relação às várias maneiras de ser homem, ou seja, há diversas formas de ser homem.


Izaac Azevedo dos Santos
Mestre em Letras pela PUC-Rio
O Tribunal de Justiça do Rio, através da 19ª Vara Criminal decidiu confirmar a declaração de união homoafetiva entre duas professoras. O casal viveu junto 11 anos. A decisão reconheceu o direito de uma delas à herança do único bem do casal, um apartamento em Campo Grande, Zona Oeste.
A autora da ação alega que, com a morte da companheira, em 07/11/1995, em razão de um infarto fulminante, ficou em uma situação muito difícil, e passou a sobreviver com uma pequena renda que recebe como professora e só dispõe do imóvel onde reside como residência própria, não tendo qualquer amparo por parte dos familiares da falecida.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Favela da Rocinha promove sua primeira parada gay

Rio - Em clima de festa, a favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul do Rio, promoveu sua primeira parada gay na tarde de hoje. O ato promovido pelas duas associações de moradores para "combater a discriminação" virou o programa de domingo das famílias, que ocuparam as estreitas calçadas para ver o trio elétrico, acompanhado pelo desfile de drag queens e transformistas. Principal via da comunidade, a estrada da Gávea foi decorada com balões coloridos e a distribuição gratuita de cerveja ajudou na desinibição dos participantes. "A festa foi um pedido da comunidade. Aqui moram muitos gays e eles mereciam um evento como este", disse Telmo Oliveira, diretor da Associação de Moradores do Bairro Barcelos, uma das localidades da Rocinha. No lugar de ativistas do movimento gay, os líderes comunitários chamaram "celebridades" como a Mulher Maçã, escolhida a rainha do evento.
"Não me sinto discriminado aqui", disse J., de 15 anos. Ao ser questionado sobre o que achava do evento, J. Elogia: "Acho maravilhoso que o Nem tenha feito isto pela gente". Ele se referia a Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico da Rocinha. Vanderlan Barros de Oliveira, o Feijão, presidente da Associação de Moradores do Bairro Barcelos, responde em liberdade a inquérito por associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Ele nega todas as acusações. Em agosto, ele negociou a rendição dos traficantes que invadiram o Hotel Intercontinental.
"Acho que aqui é meio escrachado. É mais festa do que conscientização", resumiu Renata Weber, de 29 anos. Moradora da Gávea, ela subiu o morro para conferir o evento. A amiga dela, que mora na Rocinha, não sentiu falta dos discursos em defesa dos direitos civis. "Estou achando tudo o máximo. Eu já fui na parada gay de Copacabana, que é mais rica. Aqui é pobre, mas está mais animado", disse Odete Fernandes, de 36, que parou para ver a imensa bandeira do arco-íris, símbolo do movimento gay, que cobria a os participantes.
Na concentração, cerca de 10 mil pessoas participavam da caminhada. Os organizadores esperavam reunir cerca de 30 mil na Via Ápia, na parte baixa da favela, onde um palco foi montado.
Moradores de outras cidades também foram conferir o evento. "Mostra que a comunidade não é só violência. Alguns exageram, mas não vejo depreciação da imagem dos gays. Acho que eles reivindicam igualdade de forma legítima", opinou Luciano Neri, de 35 anos, morador de Niterói, que foi com sua mulher.
Os gays da Rocinha aprovaram o evento. "Há dois anos, o preconceito era grande, mas acho que por algum motivo isto vem melhorando", avaliou o cabeleireiro Dhamian Alves, de 20 anos, nascido e criado na favela.
O número de adolescentes gays na comunidade impressionava. Maquiados e com roupas colantes, um grupo de dez meninos fazia coreografias eróticas ao som da trilha sonora da parada gay, que ia de músicas da Xuxa até hits de rádios

Luiz Paulo Veloso Lucas O Grande Trapalhão RSRSRSRSRSRSRSRS

Serra quer privatizar o pré-sal.

Aliado dele jura !
Zélia e seu discípulo, o Lucas (de 15%): CONCEDE !

Luiz Paulo Vellozo Lucas é unha e carne com o #serrarojas.
Na campanha de 2002 (quando Serra derrotou Lula de forma arrasadora: 31% a 69%), Lucas era o “chefe do programa econômico”.
Não lha faltavam credenciais.
Lucas foi um importantíssimo assessor da inesquecível administração da Zélia Cardoso de Mello no Ministério da Fazenda.
Credenciais políticas também abundam em Lucas.
Ele acaba de ter uma votação consagradora na eleição para Governador do Espírito Santo: 15% dos votos.
Somados aos votos do Gabeira, isso não deve dar um Tiririca.
Pois não é que Lucas mereceu uma página inteira da Folha (*) (A-16) para dizer tudo o que o #serrarojas nega ?

O #serrarrojas contra o aborto, o que não conhecia o Paulo Preto, e jurou que ia cumprir o mandato de prefeito, ele mesmo diz agora que é a favor da Petrobrás.
E que jamais quis vender a Vale, como demonstra neste vídeo o Farol de Alexandria.
E vem o Lucas e joga tudo por água abaixo.
É um desastrado !
O #serrarojas deve estar uma fera, chutando cadeira !
Diz o Lucas: “Petrobrás não tem como explorar sozinha o pré-sal”.
Logo, tem que chamar os clientes do Davizinho.
Logo, é preciso preservar o modelo de “concessão” do pré-sal, tal como havia no Governo do Farol de Alexandria.
Como se sabe, “concessão” vem do verbo “conceder”.
Ou seja, o #serrarrojas quer mesmo é passar o pré-sal nos cobres: CONCEDER !
O Lucas não seria louco de dizer uma coisa com que o chefe não concordasse.
Isso aí é #serrarrojas na veia.
O problema foi falar, hoje, na semana da eleição.


“Não há nada de errado com esse (de concessão – PHA) modelo. O PT está no poder desde 2003 e fez seis leilões seguindo as regras desse modelo. Agora dizem que concessão é privatização, porque querem fazer desse troço (sic) uma bandeira eleitoral,” diz o chefe do programa econômico.


“Troço” !

Imagina esse “troço” nas mãos do #serrarojas.
Só tem um problema.
De 2003 para cá, a tecnologia de engenheiros brasileiros da Petrobrás descobriu o pré-sal, a maior jazida encontrada no mundo em 30 anos.
Explorar no pré-sal é um bilhete premiado.


Não há risco.
Furou, achou.

O que o Lucas e seu mentor e chefe querem é dar.

Vender.
Conceder.
Entregar.

E, como diz este ordinário blogueiro, a eleição é só sobre isso: quem vai mandar no pré-sal ?
O Lucas (o dos 15%) ou o povo brasileiro ?


Paulo Henrique Amorim
Orações para Bobby [Prayers for Bobby] não é um filme de final feliz, mas mostra que depois do final infeliz pode haver um recomeço. Mesmo que ele seja duro, angustiado e cheio de culpas nos questionamentos sociais e religiosos quanto à homossexualidade. O filme é também uma história sobre o amor materno. E nesta relação maternal está Bobby Griffith e Mary Griffith, interpretados pelos atores Ryan Kelley, 22, e Sigourney Weaver, 59. O filme foi baseado no livro homônimo publicado pelo jornalista Leroy Aarons, em 1995, que é fundador do National Lesbian and Gay Journalists Association. O filme foi exibido em janeiro na TV americana. Desde então, abre a discussão na trilogia homossexualidade-família-Igreja.

Os atores Ryan Kelley e Sigourney WeaverTanto o livro quanto o filme tratam da angústia do gay Bobby, que, desde os 16 anos, teve sua homossexualidade revelada para a família. Diante de muita pressão psicológica, se suicida aos 20 anos de idade, no ano de 1979. Até chegar a este ponto extremo, Bobby enfrentou o preconceito dentro de casa e as intervenções religiosas da mãe para afastá-lo do pecado.


Não bastasse isso, ela submete o filho a tratamentos médicos. Sim, este é um filme que se conta o final, mas que não termina com a morte de Bobby, mas com tudo o que vem depois. E para a mãe Mary Griffith, o depois seria o inferno, pois seu filho teria cometido o pecado da homossexualidade.
Filme da vida real – Angustiada, questiona-se o tempo todo. Como poderia um garoto tão bom e puro de coração ir para o inferno? Querendo cuidar da alma do filho morto, Mary procura respostas na própria religião, mas não as encontra tão fácil. Para muitos, pouco importaria saber se sua alma estivesse no céu ou não. Mas ela gostaria que estivesse.
É essa motivação que marca o desenrolar do filme da vida real de Bobby. Mary vasculha o quarto do filho para encontrar estas respostas, e se depara com um diário. Nele está escrito o que muitos gays sentiram, ou ainda sentem, quando se fala dos gays como algo distante do núcleo familiar, coisa pecaminosa e algo ruim. O diário mostra também a neurose em relação ao isolamento e do abandono das pessoas mais próximas, como a família e os amigos. Escreveu Bobby no seu diário:

“Eu não posso deixar que ninguém saiba que eu não sou hétero. Isso seria tão humilhante. Meus amigos iriam me odiar, com certeza. Eles poderiam até me bater. Na minha família, já ouvi várias vezes eles falando que odeiam os gays, que Deus odeia os gays também. Isso realmente me apavora quando escuto minha família falando desse jeito, porque eles estão realmente falando de mim. Às vezes eu gostaria de desaparecer da face da terra”.


Superação – Ele desapareceu, mas as suas angústias sobreviveram personificadas na imagem da sua mãe. Tal angústia materna supera e vence os ranços religiosos. Quebra os paradigmas sobre a palavra de Deus e suas interpretações por parte dos religiosos intolerantes e homofóbicos.


Principalmente no clichê de que Deus abomina o pecado, mas ama o pecador. Mas se Deus é tão poderoso e perdoa tudo, por que não salvou a vida de Bobby? É entre a palavra de Deus e a memória do filho que Mary Griffith tem que escolher. E o faz da forma mais humana, ainda que tardiamente.


Este filme já corre pela internet legendado em português. Como não faz parte do circuito da indústria cinematográfica, dificilmente deve aportar aqui no Brasil tão cedo. Mas a internet dá uma mãozinha e vários blogs e comunidades do Orkut sobre filmes gays, já disponibilizaram na rede.
O maior jornal de New Hampshire, no nordeste dos Estados Unidos, se recusou a publicar o anúncio do casamento de um casal gay. New Hampshire é um dos cinco Estados americanos onde o casamento entre homossexuais foi legalizado. O jornal Union Leader of Manchester alega ter o direito constitucional de escolher o que publicar e diz ser contrário à legalização do casamento gay. O anúncio recusado era de dois homens com casamento marcado para sábado, na cidade portuária de Portsmouth.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010


VERONICA SERRA
Segundo o depoimento do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, reproduzido pelo Estadão
Amaury Ribeiro Júnior:

1- Diz que era empregado do jornal O Estado de Minas.
2- Começou a trabalhar no livro em dezembro de 2007, quando um grupo de inteligência, liderado pelo deputado Marcelo Itagiba tentava levantar dados pessoais de Aécio Neves;
3- Amaury decidiu apurar a motivação deste movimento, que era feito em beneficio de José Serra;
4- Amaury levantou todos os dados referentes ao processo de lavagem de dinheiro, realizados durante a privatização do Governo Serra / FHC;
5- Amaury envolve Ricardo Sérgio de Oliveira, Gregório Marin Preciado e Carlos Jereissatti;
6- Amaury localizou operações de lavagem de dinheiro da filha de José Serra e de seu genro, processadas num escritório off shore de Ricardo Sérgio de Oliveira;

Novas e sensacionais descobertas do perito Ricardo Molina, (o mesmo que foi contratado para defender o casal Nardoni e o Goleiro Bruno) contatado pela Globo para elucidar o terrível atentado que vitimou o candidato Serra:

: - Células terroristas Chamex, Maxprint e Aracruz disputam autoria do atentado!;


- Bolinha de papel é considerada arma branca;

- Na bolinha de papel estava escrito: “Não se larga um lider ferido na estrada” Ass: Paulo Preto;


- Pedra vence tesoura. Tesoura vence papel. Papel vence Serra! - by Tiririca;


- Bolinha de papel depoe na Justiça e garante: Sou inocente. A culpa é do durex;


- Bolinha de papel: R$0,05. Rolo de durex: R$1,65. Ver #SerraRojas pagando mico 2 vezes:não tem preço;


- Lula perdeu um dedo, Dilma venceu um câncer e o Serra: faz tomografia por conta de uma bolinha de papel;


- Bolinha de papel: R$0,10, Consulta: R$ 500.00, Tomografia: R$1.600,00.
Ver o Serra fingindo: Não tem preço;


- O exame de “bolística” determinou que o projétil saiu de um chumaço de Maxprint, calibre A4;


- folhas A4 apenas com porte de arma, A3 será restrito às Forças Armadas;


- Serra, o único ser humano que é avisado por telefone que está sentindo dor de cabeça;


- Carga de Chamequinho é apreendida pelo Pentágono como Arma de Destruição em Massa;


- Fica terminantemente proibido alunos fazerem guerras de papel em sala de aula. A tomografia é muito cara;


- Serra promete aviõezinhos de papel vigiando todas as fronteiras!;


- IBGE afirma que assaltos com Origamis aumentaram em 47%;


- Cúpula do PSDB entra com representação no TSE contra o PT por suposta ligação com a indústria de materiais bélicos Chamex;


- detectores de metal serão substituídos por detectores de papel em todos os aeroportos do mundo;


- Deu na FALHA de SP – Candidato se recusa a ir em festa de debutante com medo de ataque de chuva de papel na hora da valsa;


- Polícia encontra um arsenal de armas na casa do agressor de Serra contendo cartolina, papel almaço, crepom, e 100 folhas de A4.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

O programa da Dilma no horário eleitoral foi devastador.


Mostrou a bolinha branca de papel bater na careca do #Serrojas de um lado.
Vinte minutos depois ele recebe um telefonema – vote na trepidante enquete “que telefonou para o #Serrojas ?”.
E aí ele começa a sentir uma dor lancinante DO OUTRO LADO DA CABEÇA !
A Globo foi apanhada de calças curtas pela reportagem do SBT.
E demitiu o cinegrafista da Globo, que em lugar de cobrir o #Serrojas, foi filmar a confusão.
A Globo precisou recorrer ao “perito Molina” para demonstrar que o #Serrojas foi atingido por uma bomba atômica e sofreu irremediável traumatismo craniano.
O “evento bolinha” x “evento fita adesiva”.
O jn demonstrou que, em lugar de uma bolinha de papel, uma fita adesiva foi o que provocou a craniana ofensa.
E a careca do Serra ?
Cadê o edema ?
Cadê o ferimento ?
Sangrou muito ?
Com bolinha de papel ou com fita adesiva, o que aconteceu foi, apenas, um fenômeno do tipo Rojas.
O que deu, finalmente, ao #Serrojas o alcance Mundial que ele sempre buscou.
Serra se jogou no chão e simulou um ferimento gravíssimo.
Na verdade, amigo navegante, o TSE deveria suprimir o horário eleitoral do Serra.
O jn É o horário eleitoral do #Serrojas.
A propósito.
No jn, o #Serrojas ficou 412 minutos a explicar o cooperativismo.
Ele é um jenio.
Não disse nada que prestasse.
E o jn suprimiu a fala da Dilma em que ela cita o nobre exemplo do goleiro chileno Rojas para se referir ao #Serrojas.
Sobre o programa eleitoral propriamente dito.
O do #Serrojas trouxe uma mudança decisiva: agora ele chega lá !
O #Serrojas substituiu o Malafaia por um dos filhos do Roberto Marinho !
Agora a coisa vai !
E a Dilma não largou o osso.
O programa foi em cima do pré-sal, da Petrobrás e da Petrobrax.
Ela não perdeu o foco: essa eleição é para saber quem vai se beneficiar do pré-sal: se o povo brasileiro ou os clientes do Davizinho.
Que triste fim, esse do #Serrojas: ficar entre uma bolinha de papel e uma fita adesiva.
Deu nisso o “legado” do FHC.
Paulo Henrique Amorim

Escolha em votar entre uma guerreira da Democracia e um Fujão!


O Hino Nacional diz em alto e bom tom (ou som, como preferir) que um filho seu não foge à luta. Tanto Serra como Dilma eram militantes estudantis, em 1964, quando os militares, teimosos e arrogantes, resolveram dar o mais besta dos golpes militares da desgraçada história brasileira. Com alguns tanques nas ruas, muitas lideranças, covardes, medrosas e incapazes de compreender o momento histórico brasileiro, colocaram o rabinho entre as pernas e foram para o Chile, França, Canadá, Holanda. Viveram o status de exilado político durante longos 16 anos, em plena mordomia, inclusive com polpudos salários. Foi nas belas praias do Chile, que José Serra conheceu a sua esposa, Mônica Allende Serra, chilena.
Outras lideranças não fugiram da luta e obedeceram ao que está escrito em nosso Hino Nacional. Verdadeiros heróis, que pagaram com suas próprias vidas, sofreram prisões e torturas infindáveis, realizaram lutas corajosas para que, hoje, possamos viver em democracia plena, votar livremente, ter liberdade de imprensa.
Nesse grupo está Dilma Rousseff. Uma lutadora, fiel guerreira da solidariedade e da democracia. Foi presa e torturada. Não matou ninguém, ao contrário do que informa vários e-mails clandestinos que circulam Brasil afora.
Não sou partidário nem filiado a partido político. Mas sou eleitor. Somente por estes fatos, José Serra fujão, e Dilma Rousseff guerreira, já me bastam para definir o voto na eleição presidencial de 2010. Detesto fujões, detesto covardes
Pedro Bial, jornalista
Após o Departamento de Defesa dos Estados Unidos ter anunciado nesta terça-feira (19/10) que aceitará a entrada de homossexuais nas Forças Armadas, o militar Daniel Choi, que foi expulso do exército depois de assumir ser gay, voltou a se alistar no estado de Nova York.

“Isto significa muito para mim, não só porque poderei continuar servindo o exército, mas porque agora tenho uma fé renovada no nosso governo, que está do lado da Constituição e das pessoas”, afirmou Choi em entrevista à emissora de televisão New York One. O militar, que serviu na guerra do Iraque entre 2006 e 2007, se apresentou ontem no centro de recrutamento da praça de Times Square, em Manhattan.
Ontem, o Departamento de Estado informou que irá respeitar a decisão judicial que derruba a lei Don’t ask, don’t tell (não pergunte, não conte), de 1993, que impedia que o exército aceitasse militares que se declarassem abertamente homossexuais. Na semana passada, essa norma foi declarada inconstitucional por uma ordem judicial internacional determinada pela juíza federal Virgínia Phillips.
O Departamento de Justiça apelou da sentença e pediu que a regra seja mantida enquanto não for derrubada pelo Congresso, mas a juíza disse ontem que não irá acatar o pedido.
A porta-voz do Pentágono, Cynthia Smith, disse que deu instruções para que os recrutadores aceitem aspirantes que se declarem homossexuais. No entanto, eles devem ser advertidos de que a moratória sobre a proibição pode ser anulada a qualquer momento se a apelação for aceita.
O Pentágono alegou também que precisa de tempo para se planejar apropriadamente em relação à mudança, inclusive para lidar com assuntos como benefícios para parceiros, moradias e treinamento.
Douglas Smith, porta-voz do Comando de Recrutamento do Exército com sede na base de Fort Knox, disse que mesmo antes do veto à lei, os recrutadores não questionavam os aspirantes sobre sua orientação sexual. A diferença agora, disse, é que admitirão a presença daqueles que se declarem abertamente homossexuais. Segundo instituições de defesa dos homossexuais, cerca de 13 mil pessoas foram dispensadas desde 1993 por conta da lei.