As pessoas ligam a televisão quando querem desligar o cérebro.
Steve Jobs
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
EXIGIMOS ESCLARECIMENTOS!
Rio de Janeiro - O Exército instaurou hoje um Inquérito Policial Militar para apurar o suposto envolvimento de soldados na tentativa de homicídio contra o estudante D.I.M.L., de 19 anos. Militares do Forte de Copacabana são os principais suspeitos de balear o rapaz no Parque Garota de Ipanema, na zona sul do Rio, na noite do último domingo, após a Parada do Orgulho Gay.
O Comando Militar do Leste apresentará na quinta-feira na 14ª Delegacia de Polícia, do Leblon, os 30 militares de serviço e as fardas utilizadas, para o reconhecimento da vítima. Não está descartada, porém, a hipótese de que os agressores sejam policiais militares, pois as fardas "azuladas" descritas pela vítima são semelhantes às utilizadas pelos integrantes do Batalhão de Choque da Polícia Militar.
De acordo com relatos de amigos da vítima, são corriqueiras extorsões contra gays no parque. Após flagrar os homossexuais namorando, homens fardados ameaçam telefonar para as famílias das vítimas e exigem dinheiro em troca do silêncio.
D. disse que foi baleado por um homem moreno, baixo e que falava com a língua presa. O criminoso usava uma pistola prateada. O grupo de 15 rapazes foi abordado no parque por três militares, por volta das 22h15. Armados, eles batiam nas vítimas, exigiam documentos e ameaçavam denunciá-las às famílias. D. foi abordado por dois militares. Levou tapas e teve uma pistola apontada contra a sua cabeça.
"O militar perguntou se meu pai sabia o que eu estava fazendo. Eu respondi que sim. Ele disse que eu era uma desgraça para a humanidade, me empurrou no chão, sacou a arma e atirou. O outro gargalhava. Depois de atirar, ele me deu um chute e disse para eu vazar (ir embora)", afirmou o estudante. Segundo D., os militares saíram do local pela área militar, cuja divisa com o parque é feita por um alambrado corroído. A vítima andou baleada por 15 minutos até ser socorrida por policiais militares na Rua Farme de Amoedo, em Ipanema.
O Comando Militar do Leste apresentará na quinta-feira na 14ª Delegacia de Polícia, do Leblon, os 30 militares de serviço e as fardas utilizadas, para o reconhecimento da vítima. Não está descartada, porém, a hipótese de que os agressores sejam policiais militares, pois as fardas "azuladas" descritas pela vítima são semelhantes às utilizadas pelos integrantes do Batalhão de Choque da Polícia Militar.
De acordo com relatos de amigos da vítima, são corriqueiras extorsões contra gays no parque. Após flagrar os homossexuais namorando, homens fardados ameaçam telefonar para as famílias das vítimas e exigem dinheiro em troca do silêncio.
D. disse que foi baleado por um homem moreno, baixo e que falava com a língua presa. O criminoso usava uma pistola prateada. O grupo de 15 rapazes foi abordado no parque por três militares, por volta das 22h15. Armados, eles batiam nas vítimas, exigiam documentos e ameaçavam denunciá-las às famílias. D. foi abordado por dois militares. Levou tapas e teve uma pistola apontada contra a sua cabeça.
"O militar perguntou se meu pai sabia o que eu estava fazendo. Eu respondi que sim. Ele disse que eu era uma desgraça para a humanidade, me empurrou no chão, sacou a arma e atirou. O outro gargalhava. Depois de atirar, ele me deu um chute e disse para eu vazar (ir embora)", afirmou o estudante. Segundo D., os militares saíram do local pela área militar, cuja divisa com o parque é feita por um alambrado corroído. A vítima andou baleada por 15 minutos até ser socorrida por policiais militares na Rua Farme de Amoedo, em Ipanema.
O Tribunal de Justiça de Roraima concedeu direito à adoção para casal homossexual. O instrutor de cursos Múcio Rosendo da Silva e o cabeleireiro Alexandre Lúcio de Farias, tinham entrado por meio da Defensoria Pública há cerca de um ano, com processo de adoção de uma menina que lhes foi entregue pela mãe biológica com nove meses de idade, estando hoje com aproximadamente dois anos de idade.
A mãe biológica prestou declarações no Juizado, demonstrando o desejo de permitir a adoção de sua filha, e o casal já possuía a guarda judicial da criança. O representante do Ministério Público opinou pelo deferimento do pedido do casal, “pois ficou demonstrado que os dois formam uma entidade familiar estável e também está claro que o ambiente familiar proporcionado por eles é saudável”, afirmou o promotor de justiça Márcio Rosa da Silva.
A mãe biológica prestou declarações no Juizado, demonstrando o desejo de permitir a adoção de sua filha, e o casal já possuía a guarda judicial da criança. O representante do Ministério Público opinou pelo deferimento do pedido do casal, “pois ficou demonstrado que os dois formam uma entidade familiar estável e também está claro que o ambiente familiar proporcionado por eles é saudável”, afirmou o promotor de justiça Márcio Rosa da Silva.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
PENSE NISSO!
A maior lente de aumento do mundo é um homem olhando para sua própria pessoa.
Alexander Pope
Alexander Pope
Rio de Janeiro, 14 nov.2010
Dezenas de milhares de pessoas se reuniram neste domingo no Rio de Janeiro para reivindicar a igualdade de direitos dos homossexuais na 15ª Parada do Orgulho Gay, que percorreu a praia de Copacabana apesar do frio e de uma garoa constante.
Mais de 13 trios elétricos se enfileiraram ao longo da praia desde o começo da manhã, decorados com várias palavras de ordem contra a homofobia, bandeiras com as cores do arco-íris - uma delas a maior do mundo, com dez metros de largura por 120 de comprimento - e potentes equipamentos de som para animar a festa.
Os participantes começaram a chegar a partir do meio-dia de várias partes do Brasil usando perucas coloridas e fantasias e empunhando bandeiras para reivindicar os direitos dos homossexuais.
Personagens saídos do filme "Avatar" se misturavam a soldados romanos, índios, presidiários, vampiros e todo tipo de fantasias eróticas, observados por milhares de curiosos que foram à festa.
Apesar do frio incomum para esta época do ano no Rio de Janeiro, os organizadores disseram que esperavam reunir cerca de um milhão de pessoas no evento, que além de ser uma celebração é também um evento de reivindicação política.
Segundo um comunicado divulgado pelo Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), que organiza a parada, um homossexual é assassinado a cada dois dias no Brasil por razões homofóbicas.
Por esse motivo, o grupo propôs que o tema central do desfile deste ano fosse, além da luta contra a intolerância, a criminalização da homofobia por meio de um projeto de lei que está em tramitação no Senado.
Durante o evento, foram distribuídos um milhão de preservativos ao público, que ainda teve a possibilidade de fazer exame de aids e recebeu material didático sobre a prevenção contra Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).
A primeira Parada do Orgulho Gay do Brasil aconteceu em 1995, quando cerca de três mil pessoas se reuniram na praia de Copacabana. Desde então foram organizados eventos similares em outras capitais do país. Em São Paulo, a edição deste ano contou com cerca de três milhões de pessoas, número que a transformou na maior do mundo, segundo os organizadores.
De acordo com dados da Riotur, a empresa municipal de turismo, a Parada do Orgulho Gay é o terceiro maior evento realizado na cidade, atrás apenas do Carnaval e do réveillon.
Mais de 13 trios elétricos se enfileiraram ao longo da praia desde o começo da manhã, decorados com várias palavras de ordem contra a homofobia, bandeiras com as cores do arco-íris - uma delas a maior do mundo, com dez metros de largura por 120 de comprimento - e potentes equipamentos de som para animar a festa.
Os participantes começaram a chegar a partir do meio-dia de várias partes do Brasil usando perucas coloridas e fantasias e empunhando bandeiras para reivindicar os direitos dos homossexuais.
Personagens saídos do filme "Avatar" se misturavam a soldados romanos, índios, presidiários, vampiros e todo tipo de fantasias eróticas, observados por milhares de curiosos que foram à festa.
Apesar do frio incomum para esta época do ano no Rio de Janeiro, os organizadores disseram que esperavam reunir cerca de um milhão de pessoas no evento, que além de ser uma celebração é também um evento de reivindicação política.
Segundo um comunicado divulgado pelo Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), que organiza a parada, um homossexual é assassinado a cada dois dias no Brasil por razões homofóbicas.
Por esse motivo, o grupo propôs que o tema central do desfile deste ano fosse, além da luta contra a intolerância, a criminalização da homofobia por meio de um projeto de lei que está em tramitação no Senado.
Durante o evento, foram distribuídos um milhão de preservativos ao público, que ainda teve a possibilidade de fazer exame de aids e recebeu material didático sobre a prevenção contra Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).
A primeira Parada do Orgulho Gay do Brasil aconteceu em 1995, quando cerca de três mil pessoas se reuniram na praia de Copacabana. Desde então foram organizados eventos similares em outras capitais do país. Em São Paulo, a edição deste ano contou com cerca de três milhões de pessoas, número que a transformou na maior do mundo, segundo os organizadores.
De acordo com dados da Riotur, a empresa municipal de turismo, a Parada do Orgulho Gay é o terceiro maior evento realizado na cidade, atrás apenas do Carnaval e do réveillon.
Estranho pensar que uma plantação de batata possa ter ajudado a intolerância à Bissexualidade e a decadência de uma visão liberal sobre sexo, mas o historiador Peter Stearns, dos EUA, crê que isso seja verdade.
Em seu livro “História da Sexualidade”, recém-lançado no Brasil, ele mostra que a fixação geográfica das famílias e o interesse econômico engendraram maior controle do desejo carnal. Quando o ser humano apenas caçava e coletava frutos, as coisas eram mais prazerosas.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o historiador Peter Stearns diz que, nessa época, havia fascínio pela sexualidade e ser Bissexual era algo comum.
Entretanto, com a família agrupada, algo ocasionado pelo cultivo da terra, tornou-se mais fácil vigiar cada integrante. Além disso, os casamentos tornaram-se interessantes porque passaram a ter dotes e a prover heranças.
O livro também mostra como a Homossexualidade se tornou maldita na Idade Média, época em que o sexo passou a ser visto como sujo, O que levou inclusive à ideia de Jesus Cristo ter tido de nascer de uma virgem.
Mas há coisas boas. O autor diz que a urbanização vivida desde o século 20 tem feito com que tabus comecem a cair, inclusive o impedimento à diversidade de orientação sexual.
Em seu livro “História da Sexualidade”, recém-lançado no Brasil, ele mostra que a fixação geográfica das famílias e o interesse econômico engendraram maior controle do desejo carnal. Quando o ser humano apenas caçava e coletava frutos, as coisas eram mais prazerosas.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o historiador Peter Stearns diz que, nessa época, havia fascínio pela sexualidade e ser Bissexual era algo comum.
Entretanto, com a família agrupada, algo ocasionado pelo cultivo da terra, tornou-se mais fácil vigiar cada integrante. Além disso, os casamentos tornaram-se interessantes porque passaram a ter dotes e a prover heranças.
O livro também mostra como a Homossexualidade se tornou maldita na Idade Média, época em que o sexo passou a ser visto como sujo, O que levou inclusive à ideia de Jesus Cristo ter tido de nascer de uma virgem.
Mas há coisas boas. O autor diz que a urbanização vivida desde o século 20 tem feito com que tabus comecem a cair, inclusive o impedimento à diversidade de orientação sexual.
domingo, 14 de novembro de 2010
Alguns painéis de divulgação da 3ª Semana da Diversidade de Catanduva, no interior de São Paulo, foram alvos de atos de vandalismo.
A placa foi depredada duas vezes em um período de cinco dias.
O material foi instalado no início de novembro e destruído quatro dias depois. O painel foi consertado, mas um segundo ataque aconteceu no último domingo.
O Grupo REVEJA, responsável pela propaganda, emitiu uma nota repudiando os acontecimentos e lembrando que "o painel é uma propriedade do município e foi custeado em parceira com a Prefeitura Municipal de Catanduva através da Secretaria de Saúde".
A Parada da Diversidade de Catanduva será realizada na próxima segunda-feira (15).
A placa foi depredada duas vezes em um período de cinco dias.
O material foi instalado no início de novembro e destruído quatro dias depois. O painel foi consertado, mas um segundo ataque aconteceu no último domingo.
O Grupo REVEJA, responsável pela propaganda, emitiu uma nota repudiando os acontecimentos e lembrando que "o painel é uma propriedade do município e foi custeado em parceira com a Prefeitura Municipal de Catanduva através da Secretaria de Saúde".
A Parada da Diversidade de Catanduva será realizada na próxima segunda-feira (15).
São Paulo vai sediar primeira feira gay de negócios do Mercosul
Em julho de 2011, a cidade de São Paulo vai sediar o primeiro Expo Business LGBT do Mercosul, uma feira de negócios que pretende reunir cerca de 30 empresas com atividades direta ou indiretamente voltadas para o público de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) da região. Empresas de turismo, hotelaria, gastronomia, aluguel de carros e lazer de um modo geral são as mais interessadas, mas o encontro estará aberto para qualquer tipo de empresa ou profissional liberal que queira aproveitar a ocasião para conversar sobre as oportunidades geradas por um público estimado em 18 milhões de pessoas no Brasil e com um poder de consumo que muitos calculam ultrapassar os R$ 150 bilhões.
O slogan é curioso: “Vamos tirar o mercado do armário!”.
O slogan é curioso: “Vamos tirar o mercado do armário!”.
Deputados do México aprovam seguridade social e médica para casais gays
A Câmara dos Deputados do México aprovou a reforma da Lei do Instituto Mexicano de Seguro Social, que concede direitos de previdência, saúde e herança aos casais do mesmo sexo. A lei vale para os casais que vivem em forma de sociedade de fato ou sob a lei do pacto de solidariedade.
A aprovação é o resultado de um mais um passo da bancada dos deputados progressistas que têm atuado pela garantia do pleno reconhecimento dos direitos aos casais homossexuais.
A lei foi aprovada pela ampla maioria dos deputados mexicanos.
Agora a reforma segue para o Senado onde deve ser aprovada. Após a sanção do Senado, a lei entrará em vigor em até 60 dias de sua publicação no Jornal Oficial da Federação.
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