quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O Conselho de Justiça de Manchester, no Reino Unido categorizou o ato de manifestações de um grupo religioso chamado 'Christian Voice' preconceituosa e como crime de ódio e espera banir a ação do grupo de aproximadamente 20 pessoas. O grupo protestou durante a parada gay no dia 30 de setembro com cartazes e agressões verbais aos homossexuais que desfilavam no evento.

“Protestos como estes não tem lugar em Manchester”, afirmou Pat Karney, porta-voz do Conselho. “Eu irei encontrar os organizadores e a polícia para me certificar de que no ano que vem estas pessoas não estejam sujeitas a estes discursos vis e cheios de ódio. Nós temos uma história de orgulho em Manchester de liberdade de expressão, mas não há lugar para isso. Há coisas que nós podemos fazer usando leis de crimes de ódio para garantir que eles não voltarão”, afirmou a porta voz.
A cantora Preta Gil se apresentou mais uma vez em Salvador no show "Noite Preta” na madrugada deste domingo (28), no Bahia Café Hall na Paralela. A cantora apresentou o mesmo repertorio dos três últimos shows na cidade e não deixou ninguém parado.

A ordem da noite era dança, como de fato aconteceu por mais de duas horas de muita música e ferveção, além da intimidade da artista com seus fãs de vários estados do Brasil, que compareceram em grande número para prestigiar a performance de Preta.
No palco ela brincou fez concurso de dança e não deixou de falar seus tradicionais palavrões para delírio do público. Para apimentar a noite Preta trouxe como convidados Tom Black e Nise Palhares, ex-participantes do programa Ídolos que enlouqueceram a multidão.

A VERDADEIRA CARA DA HOMOFOBIA

Quarto menor envolvido em ataque na Paulista se entrega

O quarto menor que participou de ataques contra jovens na região da Avenida Paulista no último dia 14 se entregou à Vara de Infância e Juventude na tarde desta segunda-feira (29). O adolescente chegou ao Departamento de Execução da Vara da Infância e Juventude de São Paulo, no Brás, acompanhado por familiares e do advogado. Os outros três menores envolvidos nos ataques já estão internados na unidade Brás da Fundação Casa.
Na semana passada, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do estudante Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos, único maior do bando. Ele foi indiciado por tentativa de homicídio, formação de quadrilha e lesão corporal.
Todos são acusados de agredir com socos, pontapés e lâmpadas fluorescentes três rapazes nas proximidades da Avenida Brigadeiro Luís Antonio.

Jornal carioca relata o drama de gays que vivem nas favelas e denuncia violência policial


Com o título “Pacificação ainda não pôs fim à homofobia”, do jornalista Mahomed Saigg, o jornal carioca O Dia apresentou um dossiê, durante série especial que o jornal está fazendo fez sobre Homofobia. Se o alerta tivesse sido considerado, há menos de um mês, dificilmente teríamos tido após a Parada do Rio o crime em que um militar atirou contra um homossexual.
Homossexuais de comunidades ocupadas acusam os policiais de agressão e dizem que a situação para eles se tornou ainda pior do que quando os traficantes dominavam os morros. Regras que devem ser seguidas como a discrição, a violência diária e gratuita, são algumas das realidades de quem mora nas comunidades cariocas, agora palco da guerra contra o tráfico de drogas.
Na matéria, gays e travestis denunciam o esquema de “pacificação” do governo que não tem levado paz aos homossexuais das favelas, que agora convivem com o abuso dos policiais. Estas e outras notícias levaram o comandante geral da PM dizem em um telejornal ontem que infelizmente há sim desvios de conduta na corporação e que os casos devem ser denunciados para que a Corregedoria da Polícia tome as devidas providências. Assim como com o tráfico, os moradores das favelas temem denunciar policiais com medo de represálias, agora sob o peso da instituição que deveria promover a segurança.
“Cerceados, muitos homossexuais se desesperam. “Não aguento mais tanta repressão. Não consigo mais ser eu mesmo! Antes da ocupação, também tínhamos problemas, mas agora a situação piorou muito, porque com a polícia não tem conversa, estamos sempre errados”, reclama o cabeleireiro Vando Silva, 20 anos.
Morador do Morro Santa Marta, em Botafogo, ele garante já ter sido agredido por policiais. “Eles me bateram porque disseram que ‘veado’ tinha que morrer”, denuncia.” – diz a matéria de O Dia.
O Parlamento europeu declarou que todos os documentos civis, como certidões de nascimento, de óbito e de casamento, devem valer em qualquer país da União Europeia.

Essa declaração significa que, até mesmo os países que não autorizam a união civil ou casamento entre homossexuais, deverão reconhecer a união.
Na Europa, os países que permitem o casamento gay são Bélgica, Espanha, Holanda, Portugal, Suécia, Noruega e Islândia.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Militância quer providências contra deputado homofóbico


TODO HOMOFÓBICO É UM GAY COVARDE QUE NÃO SE ASSUME
ISSO É DISFARÇE.
A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (ABGLT) pediu formalmente à Câmara dos Deputados para que tome providências com relação à postura homofóbica do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), aquele que afirma que filho tem que apanhar para não ser gay. O pedido foi feito por meio de ofício enviado na última sexta-feira, 26, à deputada federal Iriny Lopes, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Confira na íntegra:


Senhora Deputada,


Como é de seu conhecimento, a ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – é uma entidade de abrangência nacional que congrega 237 organizações congêneres e tem como objetivo a defesa e promoção da cidadania desses segmentos da população.
Neste sentido, por iniciativa desta Comissão de Direitos Humanos e Minorias, tivemos a oportunidade de colaborar com a realização e também participar do Seminário sobre os Assassinatos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, realizado na Câmara dos Deputados no último dia 24 de novembro. Na ocasião todas as pessoas presentes ficaram sensibilizadas e emocionadas com a apresentação pormenorizada das estatísticas sobre os assassinatos e, em especial, com o depoimento da Sra. Angélica Ivo, mãe do adolescente Alexandre Ivo, assassinado em junho, e com o depoimento da Sra. Viviane Marques, mãe do jovem Douglas Marques, baleado na barriga no Parque Garota de Ipanema após a 15ª Parada LGBT do Rio de Janeiro.
Neste contexto, causa-nos indignação extrema, o pronunciamento atribuído ao deputado federal Jair Bolsonaro, integrante desta Comissão, e noticiado nos últimos dias, no sentido de afirmar “Se o filho começa a ficar assim meio gayzinho, [ele] leva um couro e muda o comportamento dele”... “O pai tem o direito de dar umas palmadas no filho dele. Se o garoto anda com maconheiro, ele vai acabar cheirando, e se anda com gay, vai virar boiola com toda certeza. Nesse momento, umas palmadas nele coloca o garoto no rumo certo”. O Deputado ainda teria afirmado que acha um “absurdo” não ser permitido fazer piadas sobre gays. “Não venham querer se impor, achar que são uma classe a parte, que são privilegiados”.
Ora, tal postura é incompatível com o papel esperado de um membro da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, primeiro porque reproduz e endossa o preconceito que em última instância resulta em atos de discriminação e violência contra a população LGBT, e segundo porque fere os preceitos do Estatuto da Criança e do Adolescente, nos termos do artigo 18, entre outros: “É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.”
Assim sendo, vimos requerer que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias discuta e tome eventual providência em face de declarações do deputado Jair Bolsonaro, conforme elencadas acima.

Na expectativa de sermos atendidos, estamos à disposição.
Respeitosamente

Toni Reis
Presidente

O QUE OS GAYS DO AMAZONAS ESTÃO ESPERANDO? LUTEM POR SEUS DIREITOS JÁ!

Ser homossexual no Amazonas é motivo de grande preocupação. Isso porque, de todos os tipos de discriminação no Estado, os mais registrados pelo Departamento de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) são contra homossexuais.

A informação é da coordenadora do departamento, Michele Custódio, que afirmou que das 42 denúncias registradas, a maior parte (cerca de 30%) são casos de agressões ou constrangimentos sofridos por pessoas que se relacionam com outras do mesmo sexo.
A coordenadora destacou o caso envolvendo um casal gay que, ao trocar carícias em público, foi agredido fisicamente e verbalmente por um homofóbico. “A pessoa se sentiu incomodada, se levantou e agrediu uma das vítimas. Essa situação gerou um problema muito grande para elas,” disse.
Como não existe lei que criminaliza a homofobia, a maior parte dos casos encaminhados à Justiça e que se referem à discriminação são enquadrados como crimes de calúnia e difamação.
Segundo o juiz da 8ª Vara Criminal, Carlos Zamith, as pessoas que denunciam os crimes homofóbicos esperam que medidas severas sejam tomadas – como a prisão do agressor - mas acaba concretizando-se somente com pagamento de cestas básicas e prestação de serviços comunitários.

Três dos agressores homofóbicos já se entregaram à Fundação Casa

O quarto adolescente suspeito de envolvimento nas agressões a pessoas e roubo na região da Avenida Paulista e numa boate em Moema, na Zona Sul de São Paulo, em 14 de novembro, deve se entregar à Vara da Infância e Juventude, no Brás, região central da capital, nas próximas 48 horas, segundo seu advogado.
O garoto de 16 anos é apontado como um dos cinco jovens que participaram dos ataques. A Justiça determinou a internação provisória de quatro menores de 18 anos numa das unidades da Fundação Casa.
Até o último sábado (27), três já haviam se apresentado. O único maior teve a prisão preventiva pedida pela polícia na sexta (26).

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou recurso do Ministério Público do Paraná e abriu caminho para a adoção de crianças, de qualquer sexo e idade, pelo casal formado pelo brasileiro Toni Reis e o inglês David Harrad, que vivem juntos em Curitiba há 20 anos. A decisão foi tomada pelo ministro Marco Aurélio Mello no dia 16 e publicada ontem.

A Justiça paranaense havia restringido a adoção a meninas maiores de 10 anos. O Tribunal de Justiça considerou "inadmissível" a decisão, mas o Ministério Público recorreu ao STF.
"Delimitar o sexo e a idade da criança a ser adotada por um casal homoafetivo é transformar a sublime relação de filiação, sem vínculo biológico, em ato de caridade provido de obrigações sociais e totalmente desprovido de amor e comprometimento", declarou Mello.
O ministro rejeitou por razões processuais o recurso no qual o MP contestava decisão favorável ao casal. "Não adentrei no mérito. Não houve a adoção de um entendimento pelo STF." O recurso do MP foi rejeitado porque estava em descompasso com a decisão da Justiça paranaense. "Agora vou realizar meu sonho de exercer a paternidade e ser feliz ao lado do meu marido e nossos filhos", disse Harrad.
CUIDADO A FOLHA DE SÃO PAULO ODEIA OS GAYS. BOICOTE A FOLHA!

QUE BOSTA DE JORNAL - Folha de S. Paulo diz que PLC-122 deve ser revisto em nome da liberdade de opinião religiosa


Em sua edição do último domingo (28), o Jornal Folha de S. Paulo defendeu a “liberdade de opinião” dos conservadores e religiosos diante do Projeto de Lei da Câmara 122-06.
No editorial, o jornal lembrou as agressões que os jovens homossexuais sofreram na Av. Paulista por parte de outros jovens homofóbicos.
De forma conservadora, a Folha de S. Paulo defende a liberdade de expressão de setores religiosos e opositores dos direitos dos homossexuais.
Resumindo, na opinião do o jornal, o PLC-122/06 é inconstitucional.
Segundo a Folha, os homossexuais já têm esse direito resguardado na Constituição no texto de 1989 que trata do “preconceito racial” na Constituição, mas não explica como essa lei seria favorável aos LGBT.
No Hemisfério Norte, isso é comum, mas ‘abaixo da linha do Equador’ nem tanto. Um anúncio de uma fábrica de móveis gaúcha, a S.C.A., chama atenção por vincular o produto a diferentes tipos de relações amorosas, inclusive a homossexual.

Em um dos anúncios, publicado na revista Casa Cor, dois rapazes aparecem juntos e acompanhados do texto: “Parceiro pode significar bem mais que grande amigo”.

Ricky Martin passeia com os filhos gêmeos e o namorado

 Ricky Martin foi fotografado por paparazzi enquanto curtia a companhia dos filhos gêmeos, Matteo e Valentino, em um parque de Miami, neste final de semana. O cantor estava acompanhado de uma babá e do namorado, cujo nome prefere manter em segredo.
O ex-Menudo, que assumiu ser homossexual no mês de maio, contou em entrevista ao apresentador americano Larry King sobre seus planos de se casar com o companheiro.
“Não é fácil começar um namoro, ainda mais com Ricky Martin. Eu posso ir para a Espanha, quero algo lindo. Mas não posso fazer no quintal de casa. Quero essa opção, não quero ser cidadão de segunda classe. Por que temos que ir para outro lugar?”, desabafou o cantor, que nasceu em Porto Rico.
Quando sou boa, sou ótima. Quando sou má, sou melhor ainda.
Mae West

domingo, 28 de novembro de 2010

Para o estudo da identidade de adolescentes, deve-se partir da premissa fundamental de que o homem é um ser social, sendo a sua subjetividade construída nas relações sociais, com a família e demais grupos do qual fará parte. Assim, cada pessoa aprende a ser o que é no contato com o outro, quando desenvolve a capacidade de se apropriar da realidade existente (Castañeda, 2007).



O adolescente homoerótico vê-se diante da masculinidade que é imposta pela família, amigos, escola e estranhos. Connell (1995, p.123) afirma que na adolescência a heterossexualidade e suas normas são práticas coletivas e impostas pelos pares como naturais. Este natural é sempre questionado porque é imposto. A dificuldade para o adolescente é que o desejo homoerótico ameaça a hegemonia masculina, por isso os pares sentem a necessidade de mantê-la e garanti-la.


O primeiro desafio enfrentado é a auto-aceitação, pois a descoberta do eu-homossexual gera inúmeros pensamentos no adolescente e ele, por ter medo da família, dos amigos e da sociedade, sofre calado. Os transtornos são maiores quando a família e amigos homofóbicos desconfiam da sua orientação sexual. Na esperança de um ombro amigo, encontra a indiferença, um escândalo ou uma humilhação dentro de casa. É aí que se juntam as piadinhas chatas na escola e as caras viradas de alguns amigos. As barreiras sociais, os preconceitos e a falta de aceitação levam muitos adolescentes a situações extremas, crises nervosas, choro, depressão profunda, evasão escolar e suicídio (Castañeda, 2007).