segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O cantor porto-riquenho Ricky Martin, que no ano passado assumiu sua homossexualidade, afirmou que "todo gay nasce gay" e essa é sua "natureza". Ele disse ainda que muitas fãs falaram que não vão voltar a ouvir suas músicas.
DivulgaçãoRicky assumiu homossexualidade em 2010"Queria que o mundo entedesse que amar da forma que amo não é revolucionário, é algo natural, minha natureza me fez assim. Todo gay nasce gay. A vida social se opõe a essa naturalização e aí começam os conflitos", afirmou Martin em entrevista à revista Veja.
Na reportagem, o cantor admitiu que várias de suas fãs e "muita gente" em todo o mundo disse que não voltarão a escutar suas canções, após ele falar que é gay.
Ricky Martin, de 39 anos e ex-integrante da antiga boyband Menudo, tem dois filhos, nascidos em 2008 após serem gerados através de fertilização in vitro e barriga de aluguel. Segundo o cantor, foi o "olhar" das crianças que o fez assumir publicamente sua condição sexual.
Gay 1

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O PLC 122, projeto de lei que pretende criminalizar a homofobia no Brasil, foi arquivado no Senado na quarta-feira passada. O arquivamento é ação comum no regimento da Casa, que arquiva projetos de lei não votados no mandato anterior. Como o PLC 122 foi apresentado em 2006, ele e outros projetos apresentados no mesmo ano foram arquivados juntos. Para ser desarquivado, o PLC 122 precisaria de um novo relator e da assinatura de 27 senadores.

Mas o arquivamento do PLC 122 pode ter sido irregular. É o que argumenta o gabinete da Senadora Fátima Cleide, do PT de Rondônia, que foi relatora do projeto nos últimos quatro anos. Segundo o regimento interno do Senado, é proibido arquivar projetos de lei que tenham sido criados pela Câmara dos Deputados e que aguardam votação dos Senadores, como é o caso do PLC 122 _de autoria da então deputada federal Iara Bernardi, também do PT.
No Capítulo 17 do Regimento Interno do Senado, quando trata de arquivamentos de projetos de lei, está escrito.
“Art. 332: Ao final da legislatura serão arquivadas todas as proposições em tramitação no Senado, exceto:
- As originárias da Câmara ou por ela revisadas".
De qualquer forma, caso a Comissão de Direitos Humanos do Senado acate a argumentação do gabinete de Fátima Cleide e desarquive o projeto, o PLC 122 volta a tramitar apenas quando ganhar nova relatoria, já que Fátima Cleide não foi reeleita. A senadora eleita Marta Suplicy já manifestou interesse em ocupar essa relatoria. Marta e os demais senadores eleitos tomam posse em 1o. de fevereiro.
MixBrasil
Segundo informado no site do Mix Brasil - Central de Notícias - e confirmado no facebook por Igor Martins, Conselheiro da Secretaria de Direitos Humanos, os homossexuais vítimas de ataques de homofobia agora têm mais um canal para denunciarem essas agressões. É que, desde o começo deste ano, o Governo Federal ampliou as populações atendidas pelo Disque 100 e agora recebe também ligações de casos de intolerância à diversidade sexual.

O Disque 100 era antes voltado apenas a receber denúncias de casos envolvendo crianças e adolescentes. Agora recebe também denúncias de ataques contra LGBT, idosos e portadores de deficiência.
Portanto, exerça a cidadania. Se você for vítima ou testemunhar agressões físicas ou verbais contra lésbicas, bissexuais, gays, travestis e transexuais ligue para o número 100 e faça sua denúncia. A ligação é gratuita.
Repasse para todos esta informação e não se esqueça de também esclarecer que o mesmo número de telefone serve para denunciar violência contra crianças e adolescentes, idosos e portadores de deficiência.
Temos que aplaudir o que merece elogios, mas não sejamos hipócritas ou limitados.
O Governo Federal permanece no morde e assopra. Abre espaço para a denúncia da agressão contra os LGBTs, mas descaradamente se omite - há muitos anos - para que o projeto de lei contra a homofobia seja aprovado no Senado Federal. Se quisesse, com a bancada majoritária governista, teria aprovado.
Portanto, nosso governo reconhece a violência sofrida pelos LGBTs, mas não contribui para que exista uma tentativa de solução, com a efetiva prevenção e repressão, que decorre de uma lei penal específica para o caso.

PROCURA-SE HOMOFÓBICO (PERIGOSO)

Este elemento, Jonathan Lauton Domingues, é um homofóbico foragido da justiça paulista. Ficou nacionalmente conhecido após fazer parte da quadrilha que agredia na Avenida Paulista, com lampada fluorescente, quem considerasse homossexual.

Seus comparsas, quatro menores, em razão da idade, haviam sido "internados", mas o valente machão pediu arrego e fugiu de ir para o xilindró como uma mocinha medrosa, após ser decretada sua prisão.
Segundo ainda a R7 Notícias, a Justiça determinou nesta quinta-feira (22) que três dos quatro menores envolvidos nas agressões contra homossexuais na av. Paulista, no último dia 14 de novembro, em São Paulo, terão de prestar serviços a ONGs que atendem grupos que sofrem discriminação.
A decisão é da 1ª Vara Especial da Infância e Juventude, que liberou hoje os três rapazes, até então internados na Fundação Casa, antiga Febem. Apenas um dos adolescentes permanece no local.
Perfeita a decisão da Justiça em determinar aos menores que prestem serviços a ONGs para cidadãos que sofrem discriminação. Espera-se o óbvio, que estas ONGs sejam LGBTs, caso contrário a medida educacional não servirá ao fim pretendido.
Não sei como funciona, mas espero que ONGs LGBTs de São Paulo estejam cadastradas junto ao governo do estado para que sejam encaminhados para elas estes jovens agressores. Trabalho não falta.
Uma ONG séria aproveitaria os serviços destes rapazes para levá-los as escolas estaduais e municipais para contribuir com palestras contra a homofobia. Acredito que seria edificante para outros jovens ouvirem deles a triste experiência experimentada após a "farra" de espancarem homossexuais, a fama nacional negativa de suas imagens, a narrativa da vivência de suas internações, o sofrimento de suas famílias e como foi a expectativa de esperar uma sentença.

VIDA GAY

Prefira as empresas que anunciam em revistas e jornais gays.
Marco Nanini é Artur, mas é também Ema na nova montagem de “Pterodátilos”, comédia ácida e questionadora escrita por Nicky Silver e dirigida por Felipe Hirsch. Atualmente em cartaz no Rio de Janeiro, no Teatro das Artes, o espetáculo faz sua estreia em São Paulo no dia 18 de março, no Teatro Faap.

No enredo, depravações sexuais, falsidade, alcoolismo, violência e abandono tratados com muito humor negro e diálogos rápidos e inteligentes, afinal, é Marco Nanini em cena. E ele mostra todo seu talento ao ser, sem muitas alterações de figurino, pai e filha no mesmo cenário, assinado por Daniela Thomas.
A peça volta a ser montada como um tipo de comemoração aos 45 anos de carreira de Nanini, que divide o palco com Mariana Lima (Grace), Álamo Facó (Todd) e Felipe Abib (Tom) interpretando um empregado bem suspeito. Vale lembrar que Nanini protagonizou, ao lado de Ney Latorraca, a primeira versão do cheio de trocas de roupas “O Mistério de Irma Vap”.


Pterodátilos – sextas e sábados às 21h; domingos às 20h
Teatro das Artes: Rua Marquês de São Vicente, 52 – 2º piso – Gávea
Tel.: (21) 2540-6004
Portal LGBT
A série animada “Os Simpsons”, voltou a abordar a homossexualidade em seus episódios. Na 8º temporada, um episódio da família de Springfield tratou da homofobia e na 16º temporada falou sobre o casamento gay.

Agora, “Os Simpsons” voltam a mergulhar no mundo LGBT com uma história onde Walylon Smithers, depois de ser mais uma vez humilhado por seu chefe, o sr. Burns, resolve sair do armário indo ao bar gay de Springfield, mas acaba discriminado até no ambiente homossexual.
Enquanto isso, os negócios de Mo vão de mal a pior levando o dono do bar a aceitar uma ajuda de Smithers para reformar o lugar que se transforma no novo point gay da cidade.O episódio trás referências do mundo LGBT com músicas de Madonna e até mesmo um discurso de Mo inspirado no militante Harvey Milk.
Cena G

DE OLHO NO DINHEIRO ROSA.

A empresa mexicana Bodega 12 lançou duas cervejas especialmente para o público LGBT, a Salamadra e a Purple Hand, essa última voltada a lésbicas.

As primeiras 500 caixas já foram vendidas e a cervejaria tem recebido solicitações de compra de vários países da América do Sul e Central e de Miami.
Cena G

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O BRASIL É UM ESTADO LAICO!

Recém-nomeado pelo Papa para um dos nove ministérios da Igreja Católica, o arcebispo de Brasília Dom João Braz de Aviz diz que vai discutir melhor com Dilma as convicções religiosas dela, isso para que o diálogo entre eles possa continuar. Entram aí nessa conversa a opinião e consequente ação de Dilma com relação à legalização ou não do aborto e garantia ou não dos direitos LGBT.

Braz disse esperar um bom relacionamento entre a Igreja e o Governo Federal, mas quer saber melhor de Dilma quais as convicções religiosas dela. “Há aspectos muito bonitos com relação à questão social, mas temos aborto, homossexualismo, um monte de coisa que precisamos ver como vai ficar”, cobrou na imprensa nesta semana, completando que “ela precisa explicar melhor as suas convicções religiosas para que o diálogo possa progredir.
O ministro do Vaticano não poupou palavras e declarou ainda que “o que sabemos é que Dilma mostrou flexibilidade com relação a temas importantes para a Igreja. Mas também sabemos que políticos fazem isso: durante a campanha é uma coisa, e na prática o caminho às vezes é outro”.
MixBrasil
Organizações de gays e lésbicas da França pediram ao Conselho Constitucional do país que analise se o casamento gay está de acordo com a Carta Magna.

Segundo os ativistas, a decisão pode abrir uma porta para a legalização da união civil entre pessoas do mesmo sexo na França.
O casamento gay é considerado ilegal pela legislação francesa. No entanto, organizações homossexuais consideram a proibição uma discriminação contrária à Constituição, por isso pedem a revisão dos artigos do Código Civil.
Cena G

PENSE NISSO!

O prazer é um pecado e, algumas vezes, pecar é um prazer.
Lord Byron

VIDA GAY!

Se você é dono do seu próprio negócio e vem prosperando, não esqueça de fazer doações aos grupos políticos que defendem as causas dos gays e das lésbicas
Ariadna, primeira eliminada do "Big Brother Brasil 11" com 49% dos votos, deixou para contar aos outros participantes que é transexual apenas quando deixava a casa. Em entrevista coletiva, ela contou que gosta de Diogo e que não foi com a cara de Natália. Além disso, afirmou que gostaria de posar nua para uma revista feminina com fotos no Centro do Rio de Janeiro.

Apesar de o índice de rejeição ter sido alto, a transexual tem uma torcida forte do lado de fora, principalmente no Twitter. O autor Aguinaldo Silva escreveu que a saída de Ariadna na primeira semana é como matar um protagonista de novela.
"Alguém falou e eu concordo: tirar Ariadna do ´BBB´ é o mesmo que matar o protagonista da novela no primeiro capítulo. Fica sem graça!", postou para em seguida completar: "quem é que vai causar agora no ´BBB´? Aquele bando de homens com cara de quem não lava as partes há vários dias? Sem graça!".
"Eu se fosse o Boninho virava a mesa, trazia a bicha de volta e, quando me perguntasse porquê, eu responderia ´por que eu quero, p***!".
Com a saída da transexual, os Internautas criaram uma campanha no Twitter pedindo a volta de Ariadna ao programa.
Cena G
Tramita de forma discreta e silenciosa no Supremo Tribunal Federal, um processo movido pelo governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral que pede mudanças na lei do casamento para que homossexuais também possam se casar judicialmente.

O pedido do governador foi feito em 2008 e é simples: ele pede que os funcionários homossexuais do Estado do Rio possam se casar para que se equipare direitos dados a casais heterossexuais (pensão, previdência, auxílio moradia, financiamentos especiais...).
Ao propor tal processo, Sergio Cabral sabia que caso o Supremo aprovasse seu pedido, automaticamente TODOS os brasileiros gozariam da decisão, já que decisões do Supremo são válidas para todo território nacional sem possibilidade de recurso.
O pedido está em fase final de conclusão e será votado em plenário no mês de fevereiro. A chance de ele ser aprovado é praticamente certa.
Como você já viu aqui no Cena G, o relator do processo é o ministro Carlos Ayres Britto. Ele está finalizando o parecer sobre o assunto durante suas férias. E ele será apresentado aos outros ministros do Supremo em fevereiro. Para alegria dos ativistas, esse parecer do Ministro será favorável ao casamento gay.
Se essa informação se confirmar, no texto que o ministro redige atualmente ele expõe os motivos pelos quais acredita que o casamento gay deve ser permitido no Brasil. O texto também norteia os votos de outros ministros.
Nos bastidores do Supremo a aposta é que a maioria dos ministros siga esse entendimento. E tem mais: a Presidenta Dilma deu um jeito de mostrar-se favorável ao tema: a Advocacia Geral da União, que é montada pela presidenta, encaminhou parecer ao STF defendendo a posição do governo FAVORÁVEL ao reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo.
Cena G

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O horror deve, mais uma vez, mostrar sua face no Irã. Está marcada para a próxima sexta-feira, 21, a execução da sentença que condenou dois jovens à morte. A razão é a homossexualidade. Identificados como Ayub e Mosleh, de 20 e 21 anos, respectivamente, os rapazes foram condenados ao apedrejamento.

Os dois teriam filmado cenas de sexo nas quais é possível ver uma foto do presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, e do líder religioso Ali Khamenei, pregadas na parede.
O Comitê contra o Apedrejamento está realizando uma campanha para tentar suspender a senteça. Na visão de Mina Ahadi, diretora do comitê, casos como o de Sakineh, condenada à morte acusada de adultério e depois perdoada, demonstram que a pressão internacional pode dar frutos. No entanto, a linha ultra conservadora iraniana afirma que não irá amolecer a lei islâmica sob influência do Oriente.
Nos primeiros 18 dias de 2011 47 pessoas já foram executadas pelo governo do Irã, número que representa uma "farra de execuções", na opinião da organização Campanha Internacional pelos Direitos Humanos no Irã.
O ativista Luiz Mott, do GGB, pediu a presidenta Dilma Rousseff para que ela interceda pela vida dos rapazes e deixe claro a posição do Brasil neste caso.
MixBrasil