quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PENSE NISSO!

E nossa história
Não estará
Pelo avesso assim
Sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá
Vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora, ahh!
Apenas começamos.
Legião Urbana


Morreu na noite da última segunda-feira (31) o ator Nildo Parente, aos 74 anos, no Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro. Nildo estava internado havia dois meses devido a um AVC e morreu por conta de suas complicações.

Nildo Parente nasceu em 1936, em Fortaleza, e estreou no cinema em 1968, em O Homem que Comprou o Mundo, de Eduardo Coutinho. Já em 1969 conquistou o papel de protagonista no longa Azyllo Muito Louco (1969), de Nelson Pereira dos Santos. Ele ainda voltaria a filmar com Nelson em Quem é Beta? (1972), Tenda dos Milagres (1977) e Memórias do Cárcere (1983).
Parente teve seu principal período de atuação na década de 70, quando fez mais de 20 filmes - entre eles Anjos e Demônios (1970), de Carlos Hugo Christensen, São Bernardo (1972), de Leon Hirszman, Os Condenados (1973), de Zelito Viana, e Coronel Delmiro Gouvêa (1977), de Geraldo Sarno. Nos anos 80 e no começo dos 90 fez mais de dez filmes, incluindo Rio Babilônia (1982), de Neville D´Almeida, O Beijo da Mulher-Aranha (1984), de Hector Babenco, e Natal da Portela (1988), de Paulo Cezar Saraceni.
Nos anos 90, participou dos longas Bela Donna (1998), de Fábio Barreto, Seja o que Deus Quiser (2002), de Murilo Salles, e Inesquecível, de Paulo Sérgio Almeida. O ator ainda tem em seu currículo passagens por novelas como Pátria minha, A viagem, O Dono do Mundo, Vereda Tropical, América, Senhora do Destino e Celebridade, todas na Rede Globo. Ele também atuou no polêmico curta-metragem Depois de tudo, de Rafael Saar, em que contracenou com Ney Matogrosso. Na trama, ator e cantor vivem um casal de homossexuais.
Cena G
Aproveitando que nesta terça-feira (01) começa a nova legislatura do Congresso Nacional, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) divulgou uma carta aberta pedindo a aprovação do PLC 122/2006. O Projeto de Lei Complementar criminaliza atitudes discriminatórias contra o público LGBT.

O documento cita recentes casos de violência contra homossexuais em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Paraná, além de um levantamento do Grupo Gay da Bahia. Segundo dados da entidade, houve aumento de assassinatos em todo o país em função da vulnerabilidade LGBT, principalmente das travestis.
Cena G

VIDA GAY.

Devolva intocada qualquer proposta de assinatura de revistas, dizendo aos remetentes que só se interessará pelo assunto quando eles venderem também literatura gay.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Condoms are bad?

VIDA GAY.

Quando quaisquer revistas ou jornais divulguem matérias sobre gays ou lésbicas, compre-os. Deixe que os editores saibam que publicações com temas gays vendem bem.
Recordista no número de eventos de visibilidade LGBT no mundo todo (foram pelo menos 200 em 2010), o Brasil já tem para este ano, segundo a militância, pelo menos 23 manifestações contra a intolerância marcadas para rolar nas cinco regiões. E isso porque o ano mal começou e a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) ainda está recebendo o cadastramento de mais eventos de visibilidade LGBT.


Confira a lista:
06/03 – Altamira (PA): 4ª Parada do Orgulho LGBT da Transamazônica e Xingu
23/03 - Rio de Janeiro (RJ): I Congresso Nacional de Direito Homoafetivo
18/04 – Esteio (RS): 1º Fórum LGBT do Vale dos Sinos
29/05 - Santo André (SP): VII Parada do Orgulho LGBT de Santo André - Região do Grande ABC
11/06 - Santo André (SP): VI Feira da Diversidade Cultural de Santo André (Parque Prefeito Celso Daniel)
26/06 – Campinas (SP): 11ª Parada LGBT de Campinas
26/06 – São Paulo (SP): 15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo
03/07 - Bady Bassitt (SP): 3ª Parada Gay de Bady Bassitt
10/07 – Bebedouro (SP): Parada da Diversidade de Bebedouro
31/07 – Parnaíba (PI): IV Parada da Diversidade de Parnaíba
31/07 - Macaé (RJ): Parada do Orgulho LGBT de Macaé
14/08 - Rio Verde (GO): 2ª Parada da Diversidade e Orgulho LGBT de Rio Verde
27/08 - Santo André (SP): III Virada Lésbica de Santo André & III Miss Lésbica - Região do ABC
28/08 – Jataí (GO): 5ª Parada do Orgulho LGBT do Sudoeste Goiano
01/09 - Cabo Frio (RJ): 8º Cabo Free - Encontro Cultural LGBT de Cabo Frio
04/09 - Cabo Frio (RJ): 7ª Parada do Orgulho LGBT de Cabo Frio
11/09 – Salvador (BA): 10ª Parada Gay de Salvador
11/09 - Rio das Ostras (RJ): 5ª Parada da Diversidade de Rio das Ostras
11/09 - Campos de Goytacazes (RJ): Parada do Orgulho LGBT de Campos de Goytacazes
18/09 - São Pedro da Aldeia (RJ): Parada do Orgulho LGBT de São Pedro da Aldeia
20/09 - Santo André (SP): I Mostra de Documentários LGBT
09/10 – Rio de janeiro: 14ª Parada LGBT do Rio de Janeiro
23/10 – Maceió (AL): 11ª Parada do Orgulho LGBT de Maceió
MIXBRASIL

NA LUTA CONTRA A HOMOFOBIA.

O deputado federal eleito, Jean Wyllys, compareceu neste domingo (30) a Câmara dos Deputados em visita guiada para conhecer o novo local de trabalho. A posse acontecerá na terça-feira (1) e Jean já anunciou que pretende disputar uma nova vaga nas comissões de Direitos Humanos e de Educação.

“Antes de ser um militante do movimento gay, eu sou um defensor dos direitos humanos e das liberdades constitucionais. Mas, além disso, quero trabalhar com a Comissão de Educação porque é de lá que partem as diretrizes que darão sustentação a uma revolução educacional que precisamos criar no país”, disse Jean.
O deputado já foi colunista da G Magazine e deve voltar a escrever nas próximas edições.
UOL GAY


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Travestis recebem prêmio do Ministério da Saúde por histórias de vida

Daniele, Patrícia, Raíssa têm histórias de vida em comum. Passaram por humilhação, sofrimento na família e na sociedade, situações de violência e exclusão. Nessa trajetória conturbada, algumas delas contraíram o HIV em relações sem preservativos.
O concurso "Vidas em Crônica", para premiar relatos de travestis que vivem ou convivem com HIV ou aids, contados em forma de texto literário, foi lançado em dezembro de 2010 pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Agora, é a vez de os ganhadores receberem o prêmio.
Entre os critérios de seleção, foram avaliados a adequação ao tema, o respeito aos direitos humanos e a criatividade. As travestis que tiveram seus textos selecionados receberam um netbook como prêmio na última sexta-feira (28).
A cerimônia de entrega contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e autoridades das Secretarias da Saúde do Estado e município de São Paulo.
As histórias finalistas estão disponíveis no site www.aids.gov.br/vidas e serão adaptadas para publicação. O objetivo é dar visibilidade às dificuldades e superação dessas pessoas. O projeto também pretende conscientizar a sociedade pelo fim da transfobia, pela inclusão social e redução de situações de vulnerabilidade da categoria.
A escolha das travestis como público-alvo do concurso traz para a terceira edição do "Vidas em Crônica" uma nova perspectiva sobre o viver com aids atualmente. “Contribuirá para nós, gestores, pensarmos nas políticas públicas focadas na maneira como as pessoas estão vivendo”, afirma Eduardo Barbosa, diretor adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério.
Cena G

PENSE NISSO!

Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.

Antoine de Saint-Exupéry

VIDA GAY.

O mundo pode violentamente homofóbico. Qualquer que seja seu temperamento (calmo,brigão) mantenha-se sempre preparado para agir com inteligência. Não se deixe apanhar de surpresa.
Jonathan Knight, integrante do grupo musical New Kids on the Block, assumiu sua homossexualidade em mensagem divulgada neste domingo no site da banda.

Ele frisou que nunca escondeu o fato de ser gay: "Eu tenho vivido minha vida de forma muito aberta. Mas aparentemente o pré-requisito para ser uma figura pública gay é aparecer na capa de uma revista com a frase ´Eu sou gay´".
A mensagem foi posta em resposta a uma declaração recente da cantora Tiffany. Ela afirmou que saía com o cantor na década de 1990 até descobrir que ele era homossexual. "Eu fiz isso vinte anos atrás e nunca achei que teria que fazer isso de novo", completou o artista.
Cena G

POLITÍCA DO ÓDIO

Uma reportagem da Folha de S. Paulo mostrou um dos aspectos que terá destaque nos próximos quatro anos no Congresso Nacional: a luta do arco-íris contra a cruz!

O texto fala de quatro projetos de lei polêmicos. Um é o aborto. Os outros três dizem respeito à temática LGBT.
O projeto que criminaliza a homofobia, a legalização da união de pessoas do mesmo sexo e, novidade, a ação contra a reprodução assistida para homossexuais, recém-permitida, serão foco incessante da bancada religiosa no Congresso Nacional.
Cena G
Dois jovens afirmam terem sido vítimas de mais um ataque homofóbico na região da Avenida Paulista, em São Paulo. O incidente aconteceu na madrugada da última terça-feira (25), dia do aniversário da cidade, quando um estudante e um amigo caminhavam na Rua Frei Caneca voltando de uma boate gay.

Eles foram surpreendidos por um grupo de dez pessoas. Sem falar nada, um homem com cabeça raspada e usando roupas pretas partiu pra cima dos dois com uma garrafa.
O universitário de 27 anos ficou com ferimentos nos olhos após ter sido atingido. Ele tem certeza de que foi alvo de homofobia e acusa policiais de uma base móvel de omissão no caso.
Quinto caso
Esse foi o quinto caso de agressão contra homossexuais na mesma região em São Paulo, em pouco mais de dois meses. Em novembro, quatro adolescentes e um jovem de 19 anos promoveram ataques na Avenida Paulista.
Em um deles, um menor deu um golpe no rosto de um rapaz com uma lâmpada fluorescente.
Gay 1
Rio - Eleito em 2009 melhor destino gay do mundo pelo site TripOutTravel e pelo canal americano Logo, da MTV, o Rio tem estatísticas que em nada combinam com a imagem descolada e liberal que ganhou o mundo: estudo inédito feito entre julho de 2009 e novembro de 2010 contabiliza 48 registros por mês de crime presumidamente motivado por homofobia no estado todo.

Douglas foi baleado em novembro por militar do Exército depois da passeata do Orgulho Gay, em Ipanema.
A capital lidera, com 485 casos (62,5%), e justo a Zona Sul, onde estão concentradas boates voltadas ao público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) e onde é promovida anualmente a Parada LGBT de Copa, está no topo do ranking.
O levantamento, feito pelo Programa Rio Sem Homofobia mostrou que a delegacia recordista de boletins de agressão contra LGBT é a 14ª DP (Leblon). Lá estão concentrados 7% dos casos da cidade do Rio. A delegacia da Penha teve menos de um terço desse número e a de Bonsucesso, por exemplo, também não chegou à metade.
A 35ª DP (Campo Grande) e as Delegacias de Atendimento à Mulher estão na segunda posição, com 6,8% dos registros cada, seguidas pela 9ª DP (Catete), que engloba o bairro da Glória — onde há conhecido calçadão de prostituição — com 6,4% das ocorrências.
“A Zona Sul é onde há mais lugares com diversão para o público gay. O que preocupa é que, se há grande procura nas delegacias de lá, a vítima pode estar se sentindo inibida de fazer o registro no seu bairro de origem”, disse o superintendente estadual de Direitos Individuais, Coletivos e Difuso, Claudio Nascimento.
O mapa da homofobia no estado aponta que, dos 92 municípios, 42% tiveram alguma ocorrência de violência contra homossexuais notificada. Depois da capital, a Baixada Fluminense, com 15,1% dos casos, é onde há maior número de registros. Nessa região, Comendador Soares está no alto da lista, com 21,3% das situações levantadas.
“Esses dados mostram que a homofobia está presente em todo o estado. Esses números poderiam ser ainda maiores, se não fosse o medo. Queremos transformar um ciclo vicioso de impunidade num círculo virtuoso de cidadania”, explicou Nascimento.
Segundo o estudo, homens entre 30 e 39 anos são os que mais sofrem preconceito. Entre as lésbicas, as estudantes, donas de casas e comerciantes são os principais alvos. A maioria das ocorrências ocorre por injúria, ameaça e furto.
Alvo e autor de agressões são, na maioria, homens
Os homens não são só as principais vítimas de homofobia, eles também são os principais agressores. O estudo mostra que pelo menos 50,6% dos autores de delito são do sexo masculino — só 16% são mulheres e 33,4% não tiveram sexo identificado — e a maioria tem entre 30 e 39 anos.
A travesti Rafaela Muniz, 25 anos, reconhece, nas estatísticas, o retrato de seus algozes no dia a dia. No final do ano passado, ela foi barrada na porta de uma casa noturna na Lapa. Primeiro, informaram a ela que não poderia entrar por causa da roupa curta. Ao voltar de calça jeans e camiseta, dois seguranças informaram que o lugar não aceitava travestis.
“Passei por um constrangimento horrível. As pessoas olhando e os funcionários falando que não poderia entrar por causa da minha orientação sexual. Me senti pior que um animal”.
Estudantes e cabeleireiros são principais vítimas
Foi justamente na recordista de registros de homofobia, a Zona Sul do Rio, que o estudante Douglas Igor Marques, de 19 anos, viveu momentos de terror, em novembro. Com um grupo de amigos homossexuais no Arpoador, em Ipanema, ele foi baleado por um militar do Exército e quase morreu.
O que Douglas não sabia é que estudante são algumas das principais vítimas deste tipo de crime. Pelo menos 13,5% dos agredidos têm a mesma ocupação do jovem agredido do Arpoador, segundo a pesquisa do Rio Sem Homofobia. Os cabeleireiros, com 6,5%, aparecem em segundo lugar como vítimas que mais procuram as delegacias para registrar boletim. Em seguida, vêm os aposentados, com 6%, funcionários públicos, com 4%, e militares, com 3,5%.
“Assumi minha homossexualidade aos 12 anos e nunca pensei que o preconceito levaria uma pessoa a atirar na outra. Achei que iria morrer. Enquanto a lei que criminaliza a homofobia não for aprovada, nós, homossexuais, nunca teremos paz”, diz o jovem, que foi atingido ao sair da passeata do Orgulho Gay.
Jovem morto estava com gays
Nesta quinta-feira, a assistente administrativa Angélica Vidal Ivo, 40 anos, vai à terceira audiência do que ela chama de “causa da sua vida”. No processo, estão os últimos passos do filho, o estudante Alexandre Ivo Rajão, 14, morto, em São Gonçalo, por ser considerado homossexual.
A luta da mãe é para provar que o filho foi uma vítima porque estava com gays. “Estive com o investigador no Instituto Médico Legal (IML) e ele não me disse que se tratava de um crime de ódio. A Justiça, na minha condição social, não existe. Só acontece para quem pode bancar um advogado”, diz Angélica Vidal Ivo.
Apesar das dificuldades enfrentadas, o caso de Alexandre é uma exceção. Dos 776 registros de homofobia, apenas 8,5% estão em andamento. A maioria, 33%, encontra-se no Juizado Especial Criminal, por ser considerada crime de menor potencial ofensivo.
Reportagem de Mahommed Saig e Christina Nascimento