sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A sessão das 21:45 de ontem, do filme Cisne Negro, no cinema Roxy, teve um início agitado. É que, antes mesmo de a sessão começar, quando as luzes ainda estavam acesas, um segurança do cinema repreendeu dois rapazes que estavam trocando um beijo apaixonado. O segurança se aproximou do casal e disse: "Aqui não é lugar disso". Os rapazes reagiram indignados e, em alto e bom som, afirmaram que eram homossexuais e estavam no direito deles de se beijarem no cinema. O segurança insistiu, afirmando que o cinema "não é lugar disso". Foi então que a platéia presente se manifestou a favor dos gays, vaiando o segurança! Uma senhora, que estava com seu companheiro, afirmou: "Desde sempre as pessoas vem ao cinema para namorar". Um grupo de moças, demonstrando forte indignação, argumentou: "Se fosse um casal heterossexual podia se beijar, como é um casal gay não pode? Que absurdo!". Mas, a defesa mais veemente veio de um machão, que estava acompanhado da namorada. Quando o segurança reclamou de os rapazes estarem se beijando, o bofe retrucou: "Por acaso eles tavam beijando a tua boca?".

Realmente o público ficou chocado com o preconceito ostensivo do segurança. Fato é que, depois do barraco, a sessão do filme Cisne Negro transcorreu normalmente. Inclusive com uma caliente cena de beijo entre as atrizes Natalie Portman e Mila Kunis.
Gay 1
Relator do processo que tramita no Superior Tribunal Federal tratando da união civil homoafetiva, o ministro Carlos Ayres Britto deve preparar seu voto sobre o tema até o fim deste mês. A afirmação foi feita pelo próprio ministro na última terça-feira, 15, durante encontro com a senadora Marta Suplicy.

Marta esteve no STF para saber a quantas anda o processo e saiu bastante esperançosa. "Apesar de não ter declarado o seu posicionamento, ele me pareceu uma pessoa extremamente sensível e humana. Temos esperança", disse Marta.
O posicionamento de Ayres Britto sobre a união entre pessoas do mesmo sexo deve servir como uma espécie de guia para os votos dos outros 10 ministros do STF. Após ser relatado, o texto seguirá para o Plenário do Supremo, onde espera-se que seja votado em breve.
O processo em questão foi movido pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pedindo que casais homoafetivos possam se unir judicialmente. A ação foi apresentada para que funcionários homossexuais do Estado do Rio de Janeiro possam se casar e, consequentemente, tenham acesso a direitos garantidos a casais heterossexuais.
Como as decisões do STF são válidas em todo o território nacional sem possibilidade de recurso, todos os brasileiros poderão ser beneficiados pela mudança na lei, caso ela seja aprovada.
Atuante
Responsável pela coleta de assinaturas que desarquivou o PLC 122, Marta Suplicy deve se reunir ainda esta semana com a ministra Ellen Gracie, também do STF, relatora de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela Procuradoria Geral da República ainda na era Lula. O texto pretende reconhecer a união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.
Por meio de sua assessoria, a senadora diz ter planos de se encontrar com outros ministros do Supremo para falar sobre a importância do tema.
MixBrasil
Caro homofóbico,

Suponho que agora, depois de ter me surrado, você esteja um pouquinho mais feliz.
Mesmo com dor pelo corpo todo, hematomas, nariz quebrado, sangue coagulado, marcas, costelas quebradas, mesmo sentindo toda a dor do mundo por ter sido espancado covardemente por você, fico feliz que tenha tido o poder imenso de te fazer um pouquinho mais feliz, ao menos, enquanto a surra durou.
Você pode me bater, me socar, xingar, tirar meu sangue, até me matar, mas, tenha a certeza de que aquela sementinha que você queria arrancar e tornar-me igual a você, continua aqui, intacta. Ainda continuarei te assombrando com o meu rebolado, com as minhas roupas chamativas, com o fato de eu amar e sentir tesão por outro homem, de cometer o crime inafiançável de andar de mãos dadas com outro homem no meio da rua.
Sabe essa felicidade que você viu estampada no meu rosto e que quis arrancar com socos e pontapés? Pois é, felizmente, ela continua aqui e não vai a lugar algum. Depois que a dor passar, que os ossos sararem, que meu medo cessar, vou continuar sendo gay, feliz, completo, e você?
Aqueles minutos em que me bateu já passaram e com eles o sentimento de poder e invencibilidade se foram também, não é? Agora você voltou a se sentir o lixo que você é, voltou a sentir o vazio que te consome as entranhas, voltou a engolir todos aqueles sentimentos que você teima em esconder, não é?
Ao me bater você se sentiu poderoso, homem com H maiúsculo, forte, machão, invencível. E agora, como voltar a ter essa sensação de novo? Bater em mais alguém? Pode até ser, mas e depois? Vai ficar batendo nas pessoas a sua vida inteira para se sentir bem consigo mesmo? Que vida triste essa sua. Prefiro a minha, aposto na minha – o sangue para de correr, a dor passa, mas esse vazio que você sente aí dentro vai passar? Pode ter a certeza que não. Ao me recuperar consegui pensar em muita coisa. Qual o real motivo de você ter me surrado?
Eu estava apenas andando na rua, com minhas roupas chamativas, com meu cabelo diferente, com um jeito de andar diferente. Por que você me escolheu para descarregar todas as suas frustrações por meio da violência? O que passou na sua cabeça quando você parou, me olhou, analisou, percebeu que eu era diferente de você e, simplesmente, resolveu me bater? O que você queria matar em mim? Minha sexualidade? E por que ela incomoda tanto a você? Eu sequer percebi a sua presença, não pode usar da desculpa que eu dei em cima de você, feri a sua masculinidade te olhando com olhos de desejo.
Será que feri o seu orgulho de macho apenas por ser quem eu sou? Será que você gostaria de se libertar de todas essas amarras com as quais cerceou a sua vida e ser igualzinho a mim? Eu daria tudo para saber o que se passou na sua mente nesses segundos antes de tomar a decisão. Será que nos seus pensamentos, nos seus mais loucos devaneios, você realmente achou que me batendo mataria em mim o gay que eu sou? Não vê que assim, você me dá mais poder do que eu jamais pensei que teria? Eu só posso ser muito especial a ponto de você se incomodar tanto e querer me machucar. Será que eu tenho alguma coisa realmente muito poderosa que você quer tão ardentemente arrancar de mim?
Fiquei divagando, e se eu usar essa coisa que você tanto quer a meu favor? Que puta poder eu teria, então.
Imaginou se todos os gays do mundo (e olha que são muitos, pode acreditar) usassem esse poder, essa coisa especial, a seu favor? Seria uma revolução. Você já pensou nisso, não seria melhor, então, nos deixar ser quem somos do que nos dar tanto poder? Em todas as guerras que já aconteceram ao longo da história da humanidade, os povos se matavam porque queriam alguma coisa que estava em posse do ‘inimigo’.
E quando essa ‘coisa’ passava de um povo para o outro, ele não se fortalecia e virava uma potência? É isso que você quer? Pegar a minha sexualidade para si e, assim, sentir-se completo e fortalecido? Imagina se todos os gays que já foram vítima de algum tipo de preconceito entendessem que sofreram essa retaliação porque têm em sua sexualidade um poder imensurável? Como seria? Certamente iríamos lutar de volta, mas sem a violência, porque somos seres humanos e não monstros boçais. Aí a história seria outra.
Eu percebi isso, que toda a sua violência foi em vão, porque estou mais forte, mais confiante. O que você quer, afinal, que eu me intimide, fique com medo de apanhar de novo e pare de usar roupas chamativas, de andar de mãos dadas com meu namorado, de beijar a pessoa que eu amo, de amar outro homem, e me transforme em você? Uma pessoa fria, infeliz, que passa pela vida apenas por passar, sem grandes ambições, a não ser bater e acabar com tudo aquilo que o lembre de toda a sua mediocridade?
Não, muito obrigado, a vida é curta e eu quero mais é viver, ser feliz, aproveitar cada segundo que me resta como se fosse o último, não tenho tempo a perder com idiotices, covardia, intolerância e mediocridade. Você arrancou o meu sangue, mas deixou marcado na minha alma algo muito mais profundo e importante: ser quem eu sou, aceitar quem eu sou e a minha verdade, é uma arma muito poderosa. E se isso te incomoda tanto, desculpe, eu não tenho nada a ver com isso, afinal, nem te conheço. Podem dizer o contrário, mas eu sei que vou para o céu.
Afinal, qual o meu crime? Amar, simplesmente. E o seu?
Se as igrejas e as religiões acham que isso é adorar Deus, incitar o ódio contra as diferenças, desculpe, mas isso não é para mim e não deveria ser para ninguém que é humano e tenha alguma noção de humanidade. Você tem todo o direito de não me aceitar, de achar que o que eu faço é errado, que eu vou queimar no fogo do inferno, mas daí a partir para violência? Quem será que está errado nessa história? Quem é você para me julgar? Antes de me apontar o dedo, por que você não se olha no espelho e repensa tudo que faz de errado? Obrigado pelos hematomas. Eles se tornarão cicatrizes de uma guerra que você acha que ganhou. O que você fez, realmente? Me bateu covardemente no meio da rua.
E eu? Ganhei mais força para me obrigar a ser feliz. E, enquanto eu for feliz, com minha coragem e minhas marcas da batalha, você continuará atolado na merda em que você afundou a sua vida e onde enterrou todas as suas chances de ser um pouco menos infeliz.
Quem ganhou, afinal?
MixBrasil
A OAB irá realizar em março o primeiro congresso nacional sobre os direitos homossexuais. A desembargadora aposentada Maria Berenice Dias está organizando, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil, o I Congresso Nacional Homoafetivo, que será realizado no Rio de Janeiro entre os dias 23 e 25 de março, e irá debater temas como a adoção de crianças por casais gays, criminalização da homofobia, entre outros assuntos relacionados à comunidade LGBT.
G Online

domingo, 13 de fevereiro de 2011

VIDA GAY.

Se você optou pela monogamia, saiba que não é nada fácil manter uma vida sexual exitante. Não é fácil mas é possível> Esteja preparado para um grande desafio.

PENSE NISSO!

O melhor dia da semana é segunda porque é o dia mais distante da segunda feira.
Vinicius Bly Zombie

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"Estou enviando este dinheiro, porque eu acho que não é justo que os homossexuais não sejam tratados igualmente. "

Esta nota, acompanhada por uma doação de $ 70 dólares, foi recebido pelo Los Angeles Gay & Lesbian Center, e assinada por Malcolm - um menino de 7 anos de idade. A doação de Malcolm o pequeno bilhete foi acompanhado por uma outra nota de sua mãe, onde se lê:
"Para ensinar a importância de melhorar o mundo ao seu redor, foi dado a Malcolm a quantia de $140 dólares para doar para a caridade de sua escolha. Depois de ouvir uma história no rádio sobre os maus tratos a gays e lésbicas, Malcolm ficou chateado e curiosoo sobre o assunto ... para ajudar, ele decidiu dividir o dinheiro entre o LA Gay & Lesbian Center e para a campanha da Fundação dos Direitos Humanos¨.
Lorrie L. Jean, representate da entidade, chamou Malcolm de pequeno campeão.
"O presente de Malcolm me deu muita esperança para o nosso futuro", disse Jean. "A esperança de que quando sua geração atingir a idade adulta, todas essas questões como homofobia, discriminação e abuso que todos nós sofremos todos os dias na comunidade LGBT não existirão mais. "
Jean disse que a mãe de Malcolm deu permissão ao centro para compartilhar essa história, e desafiou a organização para levantar mais $27 mil dólares em nome dele.
O Centro LA Gay & Lesbian fornece uma ampla gama de serviços para a comunidade LGBT, incluindo uma clínica de atendimento especial que oferece acesso gratuito e de baixo custo à saúde, saúde mental, testes de HIV / DST e prevenção.
O Centro também oferece serviços jurídicos, sociais, culturais e educacionais, com programas para idosos, famílias e jovens, incluindo um programa para jovens que vivem sem abrigo.
Um exemplo de família, que ensina desde cedo para seu filho como devemos respeitar o próximo e fazer diferença no mundo. Parabéns pela iniciativa e parabéns ao menino Malcolm.
Gay 1
Alexandre Mortagua, 16 anos, filho de Cristina Mortagua e do ex-jogador de futebol e comentarista da TV Bandeirantes Edmundo, disse que é gay mesmo, como sua mãe havia dito na delegacia.

Ao sair da delegacia, a ex-modelo declarou à imprensa que o filho era gay e drogado. “Não uso drogas. Isso é fruto de uma paranóia dela. Farei um exame toxicológico por vontade própria, para provar”, afirmou. “Sou gay. Ela não tem preconceito, mas esperava que eu me casasse e tivesse filhos. Ela joga isso na cara nas crises. Quando está normal, não fala nada”, disse.
O adolescente assumiu sua homossexualidade para a mãe em 2009, aos 14 anos. “Ela ficou tranqüila, não tocou no assunto por um bom tempo. Nunca apresentei namorado a ela”, declarou. Já para o pai Edmundo, Alexandre não disse nada: “Já me disseram que ele sabe. É difícil eu me encontrar com ele”.
Em seu Twitter, Alexandre disparou: "Acho interessante deixar registrado uma coisa: ser filho de EX-jogador e EX-modelo é uma merda! Não tentem em casa."
Gay 1

















quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O primeiro personagem gay da Archie Comics, chamado Kevin Keller, foi o primeiro homossexual na história da empresa que publica quadrinhos norte-americanos desde 1941.

Ele apareceu, pela primeira vez em 2010, como coadjuvante da revista "Veronica", mas agora vai ganhar a própria revista.
Em março ele ainda vai estar na revista “Verônica”, mas já no mês de junho deve sair sua revista, batizada de "Kevin Keller".
Cena G
No mesmo dia em que declarou que irá levar o PLC 122, projeto que criminaliza a homofobia no Brasil, à aprovação no Senado, Marta Suplicy (PT-SP) fez o seu primeiro discurso como senadora e nele defendeu a união civil gay e a criminalização da homofobia. Para a parlamentar, o Congresso Nacional se "apequenou" frente a estas questões.

Suplicy disse aos colegas que a sua trajetória profissional sempre esteve marcada pela luta em favor "dos mais pobres" e ao combate "a todo tipo de preconceito e discriminações". Em seguida, ela criticou o Parlamento no que diz respeito aos direitos LGBT.
"Quanto às relações homoafetivas, o parlamento brasileiro se apequenou e caminhou em total dissonância com o Poder Judiciário e com a sociedade civil, onde conquistas importantes foram feitas; assim como as foram no Executivo", declarou Suplicy, que em seguida protestou por hoje o Brasil ser notícia por conta de seus crimes homofóbicos.
"O número de assassinatos homofóbicos cresce no Brasil. Enquanto os países vizinhos avançaram nos direitos de cidadania GLBT, nós somos notícia com espancamento de homossexuais na principal avenida de São Paulo. Retomarei o tema, através do desarquivamento do PLC 122 que criminaliza a homofobia", avisou a senadora.
Por fim, a parlamentar falou da questão das mulheres e que, apesar dos progressos, muitas delas ainda sofrem com a violência. "Os dados são alarmantes. Há cerca de dois milhões de mulheres espancadas por ano, ou seja, uma a cada 15 segundos", denunciou.
Ao final de seu discurso, Marta Suplicy criticou o tom conservador que dominou a última campanha presidencial.

Confira a íntegra do primeiro discurso em plenário da 1ª vice-presidente do Senado, Marta Suplicy, realizado em sessão na tarde desta quarta-feira (9):

Saúdo o Presidente desta Casa José Sarney e os demais senadores e senadoras com o desejo que possamos, juntos, fazer desta legislatura um motivo de orgulho de todos os brasileiros, discutindo, debatendo e aprovando os projetos necessários para o desenvolvimento do nosso país.
É com imensa satisfação que inicio uma nova etapa da minha trajetória política. Assim como Deputada Federal, Prefeita de São Paulo e Ministra do Turismo chego ao Senado Federal com a consciência do papel que mais uma vez me cabe desempenhar: uma atuação responsável, inovadora e de compromisso com os interesses do estado de São Paulo e da população brasileira.
Estou certa que os oito milhões trezentos e quatorze mil votos que recebi são resultado do trabalho coletivo que nós do Partido dos Trabalhadores realizamos em São Paulo e no país nos últimos anos.
O governo da Presidenta Dilma Rousseff significará uma nova etapa na história da retomada do desenvolvimento do Brasil, iniciado pelo Presidente Lula. O avanço do projeto de transformação social, a consolidação de uma nação soberana e consciente da própria importância no cenário internacional foram bandeiras conquistadas e que ganharão ainda mais força e amplitude com a gestão da Presidenta Dilma.
Depois de eleger, por dois mandatos, um operário como presidente da República, o Brasil escolheu uma mulher, e isso é para mim um avanço extraordinário com desdobramentos importantes para as meninas e jovens deste país. Laura e Maria Luiza crescerão sabendo que mulher pode.
Estamos vivendo um quadro de profundas mudanças em nossa sociedade. Já demos saltos importantes em questões voltadas à transferência de renda e a inclusão social. E apesar da tentativa de determinados setores em extrair do velho baú os seus mais primitivos preconceitos, por meio de uma agenda conservadora, venceram os valores da mudança, da solidariedade, da tolerância e da democracia. Como disse Leonardo Boff, este momento exige como nunca antes na história a vivência dos valores do feminino, de “dar centralidade à vida, ao cuidado, à cooperação, à compaixão e aos valores humanos universais”. A expectativa de nosso povo é a de que possamos contribuir muito para o Brasil seguir mudando.
Sabemos que a pluralidade e a diversidade são a essência e a riqueza desta Casa. A mim não faltará disposição e coragem para o diálogo franco, aberto, e com muito respeito. Principalmente agora com a nova responsabilidade que me foi dada, sendo a primeira mulher a ocupar a vice-presidência do Senado Federal e a primeira senadora eleita pelo estado de São Paulo. A Presidenta Dilma em seu discurso de posse citou Guimarães Rosa, destacando “a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. E é esta coragem que teremos que ter para levar a frente, com flexibilidade e determinação, as reformas tributária e política que nos são exigidas.
A reforma tributaria para racionalizar e simplificar a cobrança dos impostos, desonerando a folha de pagamento, atacando o Custo-Brasil e acabando com a guerra fiscal predatória entre os estados. A política para decidirmos, enfim, sobre a melhor representatividade do voto. Em principio sou a favor da lista mista com quota para as mulheres e financiamento público para campanha, pois sem isso as mulheres vão levar 100 anos para terem equidade no parlamento.
Os últimos anos foram singulares na história econômica de nosso Brasil. Observamos a ascensão de um contingente de 30 milhões de pessoas à classe média, assim como o crescimento da renda real e do emprego formal a níveis inéditos. Quantas pessoas não compraram tênis novo para os filhos, trocaram de carro e geladeira, andaram de avião, adquiriram produtos de higiene pela primeira vez ou colocaram aparelho nos dentes? O resultado foi que os pobres seguraram a marolinha. E o mercado doméstico consolidou-se como principal força propulsora da economia nacional. Pensando naqueles que tem menos e na classe trabalhadora, o Presidente Lula construiu uma política econômica consistente e compromissada com a sustentabilidade macroeconômica.
Minha trajetória profissional e política sempre esteve marcada pela luta em favor dos mais pobres, o que pude fazer concretamente como prefeita, e o combate a todo tipo de preconceito e discriminação. Quanto às relações homoafetivas, o parlamento brasileiro se apequenou e caminhou em total dissonância com o Poder Judiciário e com a sociedade civil, onde conquistas importantes foram feitas; assim como as foram no Executivo.
O número de assassinatos homofóbicos cresce no Brasil. Enquanto nos países vizinhos avançaram nos direitos de cidadania GLBT, nós somos notícia com espancamento de homossexuais na principal Avenida de São Paulo. Retomarei o tema, através do desarquivamento do PLC 122 que criminaliza a homofobia.
Em relação à violência contra mulheres, apesar de muitos progressos, infelizmente, os dados ainda são alarmantes. Há cerca de dois milhões de mulheres espancadas por ano, ou seja, uma a cada 15 segundos. Há muito ainda a ser feito, como construção de casas de acolhimento e atendimento de qualidade nos hospitais públicos.
Na última campanha eleitoral vivemos outro retrocesso. Uma questão que provoca tanta dor e mortes, paixões e convicções religiosas como o aborto, foi tratado de forma eleitoreira e inadequada. Sobre este assunto teremos que debater com serenidade e respeito e avançar na legislação que hoje deixa milhares de mulheres abandonadas à própria sorte, ignorando os acordos internacionais compromissados pelo Brasil.
Legislarei e me posicionarei sempre em defesa dos direitos da cidadania de mulheres e homens e pelo respeito à diversidade cultural e liberdade de expressão; combatendo qualquer forma de violência ou discriminação social.
Outro tema de preocupação è a situação de dificuldade de gestão das metrópoles. Após a formulação da Constituição de 1988, desenvolveu-se um pacto federativo com governos locais relativamente independentes e fragmentados, submetidos à ausência de mecanismos eficientes de gestão metropolitana. Hoje a situação da segurança, do lixo, do transporte, dos hospitais, e do desenvolvimento regional não podem mais ser tratados isoladamente por cada cidade. Alguns países já acumularam a experiência de integração administrativa das metrópoles. Um bom exemplo é a região de Emilia Romana, na Itália que conseguiu excepcional desenvolvimento a partir deste planejamento econômico regional.
Vou propor alteração legislativa que avance além de consórcios e agências. Um novo pacto federativo criando regiões metropolitanas que planejem, cuidem e implementem esta aglomeração humana, característica da modernidade.
Passadas algumas semanas das tragédias provocadas por enchentes e tendo consciência de que a pauta midiática já excluiu o tema das manchetes, famílias ainda se encontram desabrigadas pelas chuvas e em luto com a perda de entes queridos. O governo Lula aportou 1,1 bilhão para obras de prevenção aos municípios paulistas, além de lançar o PAC 2 para dois milhões de moradias no programa Minha Casa Minha Vida.
Colaborarei com a Presidenta Dilma nas ações de prevenção que encaminhou ao Congresso. Sugiro a prefeitura de São Paulo, a recuperação do plano DRENUS - Programa de Drenagem Urbana e Resgate Social -, elaborado no final de nossa gestão para ser financiado pelo BID.
Concluo fazendo um chamamento para que esta Casa esteja mais do que nunca sintonizada com os grandes objetivos deste Governo, em especial a erradicação da miséria em nosso país.
Obrigada a todos pela atenção e pela oportunidade de ser a primeira Vice-presidenta do Senado Brasileiro.
A Capa

PENSE NISSO!

Não desfazendo de nossa lingua mãe,Mas certas coisas só ficam realmente bonitas quando escritas em inglês
Caísa Reis
O medalhista de ouro olímpico Matthew Mitcham se juntou ao coro de vozes da campanha Say Something (Diga Algo), incentivada pela ocasião do Sydney Gay and Lesbian Mardi Gras Festival.

Esse é um dos maiores festivais culturais LGBT’s do mundo, que tem como objetivo aumentar a visibilidade de transgêneros, gays, lésbicas e bissexuais, assim como a comunidade queer e sua cultura.
Mitcham, que é gay assumido, entrou na campanha pedindo que as pessoas parem de dizer "isso é tão gay", a menos que estejam se referindo a algo de bom.
Cena G