quinta-feira, 17 de março de 2011

O governo do Nepal acaba de divulgar seu plano de trabalho para o período de 2011-2014. No plano divulgado, há o apoio oficial à agenda LGBT do primeiro-ministro nepalês, Pushpa Kamal Dahal, e do Conselho Ministerial do governo.

Tal demanda era uma exigência da Corte Suprema do Nepal, que, em 2007, pediu para o governo trabalhar no sentido de acabar com a discriminação aos LGBTs e escrever uma legislação que incluísse o matrimônio igualitário.
A partir do programa de Direitos Humanos, o governo do Nepal espera incrementar sistematicamente a aceitação das pessoas LGBTs. Como parte do plano, inúmeros seminários serão realizados por todo o país. O governo também estuda coletar informações a respeito do cotidiano da Comunidade Gay nepalesa.
O programa de educação oficial do governo também pretende atuar de maneira a ajudar a se construir uma base sólida para as políticas LGBTs e também servir de apoio à ação parlamentar, para assim atingir os objetivos traçados pela Corte Suprema do Nepal.
Central de noticias gays

quarta-feira, 16 de março de 2011

A cantora Lady Gaga rompeu um acordo comercial com a rede de lojas de departamento Target. A empresa norte-americana venderia com exclusividade uma edição de luxo do álbum "Born this way", que será lançado em maio.

Gaga resolveu rescindir o contrato após descobrir que a rede patrocinou e ainda apoia políticos da direita norte-americana que são contrários aos direitos gays. A parceria envolvia uma campanha pró-LGBT com a Target.
Tanto Lady Gaga quanto a empresa ainda não se pronunciaram a respeito do rompimento. A assessoria da cantora apenas confirmou o fim do contrato e disse que, por hora, não existe a intenção de promover outra campanha nos mesmos moldes.
A Capa
Homofobia e a discriminação sexual são as bases para o espetáculo teatral "Amor Que (Não) Ousa Dizer Seu Nome", que estreia em São Paulo em 2 de abril. O projeto mescla dois assuntos aparentemente desconexos: a prisão do escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900), no final do século XIX, e o famoso Maníaco do Trianon, que na década de 80 foi acusado de matar 13 gays no conhecido parque paulistano.

Wilde foi preso por "cometer atos imorais com rapazes" - o mais famoso deles, o jovem Alfred Bosie Douglas. O Maníaco do Trianon, por sua vez, foi condenado por apenas três dos treze assassinatos que teria cometido.
No espetáculo, tais julgamentos vêm à tona através de dois homens que pesquisam a homofobia, debruçando-se sobre os dois casos. "Ambos são muito envolventes. Um traz, junto à questão social da intolerância, abordagens cheias de poesia do grande criador de imagens Oscar Wilde", diz Marcelo Braga, autor da dramaturgia da peça, e que também atua na montagem.
"O outro carrega o peso dos assassinatos e dos relatos do assassino e de testemunhas do processo", continua Marcelo. "A constatação de que as coisas não mudaram muito ao longo desses 100 anos é o que vamos testemunhar no palco".
A montagem tem um caráter quase jornalístico e documental, ao fazer uso de imagens e vídeos que serão projetados, misturando-se às cenas, procurando denunciar o tratamento que a mídia dispensa aos casos de violência contra gays. "Queremos também provocar o espectador e fazê-lo refletir. Por que a sexualidade do outro interessa tanto?", questiona Milton Morales Filho, diretor da peça, que ressalta: "Mesmo que a montagem busque a possibilidade de traçar um panorama histórico acerca da questão, não há ilusões em acreditar que um espetáculo daria conta de abarcar todo o tema".
Serviço:
Amor Que (Não) Ousa Dizer Seu Nome
Concepção e Dramaturgia Marcelo Braga
Direção Milton Morales Filho
Com Alexandre Cruz e Marcelo Braga
De 02/04 a 28/05
Estação Caneca - R. Frei Caneca, 384 - SP
Sábados - 21h / Domingos - 20h
60 minutos
R$ 20 ou R$ 10
A capa
Algumas celebridades estão usando o prestigio que têm para pressionar o presidente norte-americano Barack Obama a apoiar o casamento gay nos Estados Unidos.

Por isso, a ONG Freedom to Marry lançou a campanha “Say, I Do” (‘diga, eu aceito’) com uma carta aberta ao presidente.
No texto, a ONG lembra que “o casamento é pra unir duas vidas, marcado por uma promessa pública de amor e responsabilidade em frente aos amigos e à família. Ele não traz só respeito público e significado pessoal, mas também uma segurança de proteções legais, direitos e responsabilidades para os quais não há substitutos”.
Num outro trecho, a nova geração de LGBTs é lembrada. “Você pode oferecer esperança a milhões de jovens gays e lésbicas. Norte-americanos que encaram a discriminação. Você pode dizer a eles que o seu futuro é brilhante, que eles também podem ser capazes de crescer e casar com a pessoa que eles amam, que buscar a felicidade pertence a todos nós.”
Uol Gay

terça-feira, 15 de março de 2011

A emblemática banda Village People fará show em Florianópolis no dia 28 de maio próximo e em São Paulo, no dia 27. A banda vem com sua formação original para comemorar seus 30 anos de carreira. O show foi batizado com o nome de uma das músicas de maior sucesso da banda, Macho Man.

Em São Paulo o sexteto nova-iorquino se apresenta no HSBC Brasil, e em Florianópolis no Floripa Music Hall. Os ingressos para o show de São Paulo já estão à venda e custam entre R$ 80 e R$ 280. As entradas podem ser compradas pelo site www.ingressorapido.com.br e na bilheteria do HSBC Brasil. Para Florianópolis, os ingressos custam de R$ 100 a R$ 400 e estão a venda na bilheteria da casa.
A banda promete executar todos seus maiores hits como "Macho Man", "Y.M.C.A”, "In The Navy", "Go West", "Can't Stop The Music" e "Sex Over The Phone". A formação atual do Village People são Felipe Rose (índio), Alex Briley (soldado), David Hodo (carpinteiro), Ray Simpson (policial), Jeff Olson Icaubói) e Eric Anzalone (motociclista).


VILLAGE PEOPLE EM SP
27/05, a partir das 22h
HSBC Brasil (Rua Braganca Paulista, 1281, Chácara Sto Antônio)
Quanto: R$ 80 (setor 3), R$ 140 (setor 2), R$ 150 (cadeira alta), R$ 180 (setor 1), R$ 220 (frisas), R$ 240 (setor vip), R$ 250 (camarote) e R$ 280 (setor vip premium) --há meia-entrada em todos os setores
Ingressos: www.ingressorapido.com.br e na bilheteria do HSBC Brasil


VILLAGE PEOPLE EM FLORIANÓPOLIS
28/05, a partir das 23h
Floripa Music Hall (Rua Henrique Valgas, 113, Centro)
Quanto: R$ 100 (pista 1º lote), R$ 180 (mezanino 1º lote), R$ 200 (pista premium 1º lote) e de R$ 250 a R$ 400 (camarotes)
Ingressos: bilheteria da casa
MixBrasil
O Espaço Cênico Ademar Guerra, no Centro Cultural São Paulo, recebe na próxima quarta-feira, 16, às 21h, a estreia da peça “Luis Antonio – Gabriela”, que tem um nome que já adianta o tema central da montagem: a vida (real) de uma travesti de meia-idade que se torna conhecida no exterior com o nome de Gabriela. A peça será apresentada de quarta a sábado, sempre às 21h, com entrada franca, e fica em cartaz até o dia 23 de abril.

Com texto e direção de Nelson Baskerville, a Cia. Mungunzá de Teatro usa impressões recortadas e um levantamento biográfico que inclui fotografias, diários, cartas, entrevistas com familiares e amigos e objetos pessoais de Gabriela para levar ao público parte da movimentada história da trans.
Uma narrativa sobre as dificuldades de ser travesti com o reflexo da violência familiar em decorrência da tensão da época da Ditadura Militar. No elenco estão Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias, Lucas Beda, Marcos Felipe e Day Porto. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados duas horas antes de cada sessão.


“Luis Antonio – Gabriela” – estreia quarta-feira, às 21h
Quarta a sábado, às 21h
Centro Cultural São Paulo: Rua Vergueiro – 1000 (estação Vergueiro do Metrô)
Tel.: (11) 3397-4002
Entrada franca
MixBrasil

PENSE NISSO!

Nenhum exílio pode servir de álibi para a esterilidade intelectual.
José Guilherme Merquior
Um adolescente de 17 anos foi apreendido depois de quebrar os vidros de um centro comunitário, em Cuiabá, no Mato Grosso.

Segundo o boletim policial, o jovem se revoltou depois que a família descobriu um caso amoroso do adolescente com um homem de 32 anos e o proibiu de manter esse relacionamento.
Depois de prestar depoimento, o adolescente foi liberado e entregue para os pais.
Cena G
O ator de Hollywood Ethan Hawke é o mais novo astro a apoiar a causa gay.

Ethan e a atual esposa Ryan Hawke aparecem num novo vídeo da Human Rights Campaign, que lançou uma campanha batizada de New Yorkers for Marriage Equality Campaign, onde habitantes de Nova York manifestam-se a favor da união civil gay.
No vídeo, Ethan e a esposa aparecem declarando: "Nosso relacionamento é reconhecido pelo governo, mas alguns de nossos amigos não têm a mesma oportunidade". Ryan complementa: "Então junte-se a nós e lute pela igualdade dos casamentos em Nova York".
A campanha visa forçar uma nova votação para aprovar a lei que regularizaria as uniões gays em Nova York.
Cena G

segunda-feira, 14 de março de 2011

A ex-spice girl Geri Halliwell está negociando sua vinda para a “Parada Gay de São Paulo”. A bonitona poderá prestigiar a festa “Gay Day”, que faz parte da programação do evento, ainda sem data definida na capital paulista. A Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) vai realizar sua 15ª edição. Os organizadores do evento prometem fazer um evento histórico para festejar a ocasião.
Gay 1
Igualdade de direitos. Fim da discriminação. Fim da violência. Cidadania plena. Reconhecimento. Respeito. Essas são as nossas reivindicações. Somos milhões de brasileiras e brasileiros, ainda excluídos da democracia e ignorado pelas leis do país.

Somos lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), de todos os cantos do país, de todas as profissões, de todos credos, de todas raças, de todos sotaques, de todas opiniões, de todas etnias, de todos gostos e culturas. Mas temos algo em comum. Não usufruímos nossos direitos pelo simples fato de termos uma orientação sexual ou identidade de gênero diferente da maioria. Somos milhões de cidadãos /ãs de “segunda classe “ em nosso Brasil.
Faz 22 anos que o Brasil se democratizou e promulgou a “Constituição Cidadã”. Entretanto, em todo esse período, nossa jovem democracia não foi capaz de incorporar a população LGBT. Até hoje não existe sequer uma lei que assegure nossos direitos civis. Não existem leis que nos protejam da violência homofóbica.
A homofobia não é um problema que afeta apenas a população LGBT. Ela diz respeito também ao tipo de sociedade que queremos construir. O Brasil só será um país democrático de fato se incorporar todas as pessoas à cidadania plena, sem nenhum tipo de discriminação. O reconhecimento e o respeito à diversidade e à pluralidade constituem um fundamento da democracia. Enquanto nosso país continuar negando direitos e discriminando lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais não teremos construído uma democracia digna desse nome.
Por essa razão é que a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT, convoca e coordenará todos os/as ativistas de suas 237 ONGs afiliadas e pessoas e organizações aliadas à II Marcha Nacional contra a Homofobia, a ser realizada na cidade de Brasília , em 18 de maio de 2011, com concentração às 9h, na Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral Metropolitana.
O dia 17 de maio é comemorado como o dia internacional contra a homofobia (ódio, agressão, violência, discriminação e até morte de LGBT). A data marca uma vitória histórica do Movimento LGBT internacional. Foi quando a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade do Código Internacional de Doenças.
Vamos a Brasília, novamente, para denunciar a homofobia, o racismo, o machismo e a desigualdade social. Temos assistido nos últimos meses ao recrudescimento da violência homofóbica, a exemplo do que ocorreu recentemente em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará, no Paraná e em Minas Gerais. Chama a atenção o fato de que muitos dos agressores não pertencem a grupos de extrema-direita violentos, mas são jovens de classe média, o que demonstra como a homofobia está amplamente difundida em toda sociedade.
O Brasil está mudando. Elegemos um operário e agora uma mulher presidenta da República, que coloca como meta central de seu governo a erradicação da extrema pobreza. A sociedade brasileira não é contra o reconhecimento dos direitos LGBT. A grande oposição à cidadania LGBT vem dos fundamentalistas religiosos. Algumas denominações evangélicas e parte da igreja católica dedicam esforços imensos a atacar permanentemente a comunidade LGBT e bloquear qualquer ação que garanta direitos a essa população.
O Brasil é um país plural e diverso, que respeita todas os credos e religiões, contudo nosso Estado é laico separamos a religião da esfera pública, isso está garantido constitucionalmente. O movimento LGBT defende a mais ampla liberdade religiosa. Respeitamos todos os credos e opiniões, mas, entendemos que crenças religiosas pertencem à esfera privada - individual ou comunitária. Religião é uma escolha, a cidadania não!
Não aceitamos que dogmas religiosos sejam usados como justificativas para o preconceito e negação de direitos aos LGBT. É preciso assegurar a laicidade do Estado e garantir o respeito à diversidade.
A II Marcha Nacional Ccontra a Homofobia é, portanto, um grito, um protesto, um manifesto de respeito aos direitos individuais e coletivos.
Queremos igualdade de direitos e políticas públicas de combate à homofobia. Reivindicamos que o Estado brasileiro, de conjunto (ou seja, os três poderes), e em todas as esferas da federação (União, Estado e municípios) incorporem a diretriz de combater a homofobia e promover a cidadania plena para a população LGBT.


Defendemos que:
- o Estado laico seja assegurado, sem interferência dos fundamentalismos religiosos;
- o Governo Federal acelere a implementação do Plano Nacional de Promoção dos Direitos Humanos e Cidadania de LGBT, garantindo recursos orçamentários e o necessário controle social e accountability na sua execução, promovendo a diminuição da homofobia;
- todos governos estaduais e municipais instituam : coordenadorias LGBT, Conselhos LGBT e Planos de Combate à Homofobia;
- o Congresso Nacional aprove a criminalização da homofobia (PLC 122), a união estável e o casamento civil; a alteração do prenome das pessoas transexuais, o reconhecimento do nome social das travestis;
- o Judiciário, em todos os níveis, faça valer a igualdade plena entre todas as pessoas, independente de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero;
- o Superior Tribunal de Justiça reconheça como entidades familiares as uniões entre pessoas do mesmo sexo;
- o Supremo Tribunal Federal julgue favoravelmente às Ações que pleiteiam a união estável entre pessoas do mesmo sexo e o direito das pessoas transexuais alterarem seu prenome.
Na ocasião da II Marcha, convidamos a todas e todas para participar do VIII Seminário LGBT no Congresso Nacional, a ser realizado no dia 17 de maio – Dia Internacional Contra a Homofobia – no auditório Nereu Ramos.
Gay 1
Um aluno heterossexual da Universidade George Washington, localizada na capital dos Estados Unidos, foi atacado em um crime com características homofóbicas.

A vítima, estudante do último ano, foi atacada no salão de mármore da universidade por outro estudante.
Segundo a polícia, a vítima foi espancada até sofrer ferimentos na cabeça, enquanto o agressor, identificado como Ross Richardson, o chamava de "bichinha de merda".
Ross Richardson está preso e vai responder na Justiça por crime de ódio.
Cena G