quinta-feira, 17 de março de 2011
O governo do Nepal acaba de divulgar seu plano de trabalho para o período de 2011-2014. No plano divulgado, há o apoio oficial à agenda LGBT do primeiro-ministro nepalês, Pushpa Kamal Dahal, e do Conselho Ministerial do governo.
Tal demanda era uma exigência da Corte Suprema do Nepal, que, em 2007, pediu para o governo trabalhar no sentido de acabar com a discriminação aos LGBTs e escrever uma legislação que incluísse o matrimônio igualitário.
A partir do programa de Direitos Humanos, o governo do Nepal espera incrementar sistematicamente a aceitação das pessoas LGBTs. Como parte do plano, inúmeros seminários serão realizados por todo o país. O governo também estuda coletar informações a respeito do cotidiano da Comunidade Gay nepalesa.
O programa de educação oficial do governo também pretende atuar de maneira a ajudar a se construir uma base sólida para as políticas LGBTs e também servir de apoio à ação parlamentar, para assim atingir os objetivos traçados pela Corte Suprema do Nepal.
Central de noticias gays
Tal demanda era uma exigência da Corte Suprema do Nepal, que, em 2007, pediu para o governo trabalhar no sentido de acabar com a discriminação aos LGBTs e escrever uma legislação que incluísse o matrimônio igualitário.
A partir do programa de Direitos Humanos, o governo do Nepal espera incrementar sistematicamente a aceitação das pessoas LGBTs. Como parte do plano, inúmeros seminários serão realizados por todo o país. O governo também estuda coletar informações a respeito do cotidiano da Comunidade Gay nepalesa.
O programa de educação oficial do governo também pretende atuar de maneira a ajudar a se construir uma base sólida para as políticas LGBTs e também servir de apoio à ação parlamentar, para assim atingir os objetivos traçados pela Corte Suprema do Nepal.
Central de noticias gays
quarta-feira, 16 de março de 2011
A cantora Lady Gaga rompeu um acordo comercial com a rede de lojas de departamento Target. A empresa norte-americana venderia com exclusividade uma edição de luxo do álbum "Born this way", que será lançado em maio.
Gaga resolveu rescindir o contrato após descobrir que a rede patrocinou e ainda apoia políticos da direita norte-americana que são contrários aos direitos gays. A parceria envolvia uma campanha pró-LGBT com a Target.
Tanto Lady Gaga quanto a empresa ainda não se pronunciaram a respeito do rompimento. A assessoria da cantora apenas confirmou o fim do contrato e disse que, por hora, não existe a intenção de promover outra campanha nos mesmos moldes.
A Capa
Gaga resolveu rescindir o contrato após descobrir que a rede patrocinou e ainda apoia políticos da direita norte-americana que são contrários aos direitos gays. A parceria envolvia uma campanha pró-LGBT com a Target.
Tanto Lady Gaga quanto a empresa ainda não se pronunciaram a respeito do rompimento. A assessoria da cantora apenas confirmou o fim do contrato e disse que, por hora, não existe a intenção de promover outra campanha nos mesmos moldes.
A Capa
Homofobia e a discriminação sexual são as bases para o espetáculo teatral "Amor Que (Não) Ousa Dizer Seu Nome", que estreia em São Paulo em 2 de abril. O projeto mescla dois assuntos aparentemente desconexos: a prisão do escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900), no final do século XIX, e o famoso Maníaco do Trianon, que na década de 80 foi acusado de matar 13 gays no conhecido parque paulistano.
Wilde foi preso por "cometer atos imorais com rapazes" - o mais famoso deles, o jovem Alfred Bosie Douglas. O Maníaco do Trianon, por sua vez, foi condenado por apenas três dos treze assassinatos que teria cometido.
No espetáculo, tais julgamentos vêm à tona através de dois homens que pesquisam a homofobia, debruçando-se sobre os dois casos. "Ambos são muito envolventes. Um traz, junto à questão social da intolerância, abordagens cheias de poesia do grande criador de imagens Oscar Wilde", diz Marcelo Braga, autor da dramaturgia da peça, e que também atua na montagem.
"O outro carrega o peso dos assassinatos e dos relatos do assassino e de testemunhas do processo", continua Marcelo. "A constatação de que as coisas não mudaram muito ao longo desses 100 anos é o que vamos testemunhar no palco".
A montagem tem um caráter quase jornalístico e documental, ao fazer uso de imagens e vídeos que serão projetados, misturando-se às cenas, procurando denunciar o tratamento que a mídia dispensa aos casos de violência contra gays. "Queremos também provocar o espectador e fazê-lo refletir. Por que a sexualidade do outro interessa tanto?", questiona Milton Morales Filho, diretor da peça, que ressalta: "Mesmo que a montagem busque a possibilidade de traçar um panorama histórico acerca da questão, não há ilusões em acreditar que um espetáculo daria conta de abarcar todo o tema".
Serviço:
Amor Que (Não) Ousa Dizer Seu Nome
Concepção e Dramaturgia Marcelo Braga
Direção Milton Morales Filho
Com Alexandre Cruz e Marcelo Braga
De 02/04 a 28/05
Estação Caneca - R. Frei Caneca, 384 - SP
Sábados - 21h / Domingos - 20h
60 minutos
R$ 20 ou R$ 10
A capa
Wilde foi preso por "cometer atos imorais com rapazes" - o mais famoso deles, o jovem Alfred Bosie Douglas. O Maníaco do Trianon, por sua vez, foi condenado por apenas três dos treze assassinatos que teria cometido.
No espetáculo, tais julgamentos vêm à tona através de dois homens que pesquisam a homofobia, debruçando-se sobre os dois casos. "Ambos são muito envolventes. Um traz, junto à questão social da intolerância, abordagens cheias de poesia do grande criador de imagens Oscar Wilde", diz Marcelo Braga, autor da dramaturgia da peça, e que também atua na montagem.
"O outro carrega o peso dos assassinatos e dos relatos do assassino e de testemunhas do processo", continua Marcelo. "A constatação de que as coisas não mudaram muito ao longo desses 100 anos é o que vamos testemunhar no palco".
A montagem tem um caráter quase jornalístico e documental, ao fazer uso de imagens e vídeos que serão projetados, misturando-se às cenas, procurando denunciar o tratamento que a mídia dispensa aos casos de violência contra gays. "Queremos também provocar o espectador e fazê-lo refletir. Por que a sexualidade do outro interessa tanto?", questiona Milton Morales Filho, diretor da peça, que ressalta: "Mesmo que a montagem busque a possibilidade de traçar um panorama histórico acerca da questão, não há ilusões em acreditar que um espetáculo daria conta de abarcar todo o tema".
Serviço:
Amor Que (Não) Ousa Dizer Seu Nome
Concepção e Dramaturgia Marcelo Braga
Direção Milton Morales Filho
Com Alexandre Cruz e Marcelo Braga
De 02/04 a 28/05
Estação Caneca - R. Frei Caneca, 384 - SP
Sábados - 21h / Domingos - 20h
60 minutos
R$ 20 ou R$ 10
A capa
Algumas celebridades estão usando o prestigio que têm para pressionar o presidente norte-americano Barack Obama a apoiar o casamento gay nos Estados Unidos.
Por isso, a ONG Freedom to Marry lançou a campanha “Say, I Do” (‘diga, eu aceito’) com uma carta aberta ao presidente.
No texto, a ONG lembra que “o casamento é pra unir duas vidas, marcado por uma promessa pública de amor e responsabilidade em frente aos amigos e à família. Ele não traz só respeito público e significado pessoal, mas também uma segurança de proteções legais, direitos e responsabilidades para os quais não há substitutos”.
Num outro trecho, a nova geração de LGBTs é lembrada. “Você pode oferecer esperança a milhões de jovens gays e lésbicas. Norte-americanos que encaram a discriminação. Você pode dizer a eles que o seu futuro é brilhante, que eles também podem ser capazes de crescer e casar com a pessoa que eles amam, que buscar a felicidade pertence a todos nós.”
Uol Gay
Por isso, a ONG Freedom to Marry lançou a campanha “Say, I Do” (‘diga, eu aceito’) com uma carta aberta ao presidente.
No texto, a ONG lembra que “o casamento é pra unir duas vidas, marcado por uma promessa pública de amor e responsabilidade em frente aos amigos e à família. Ele não traz só respeito público e significado pessoal, mas também uma segurança de proteções legais, direitos e responsabilidades para os quais não há substitutos”.
Num outro trecho, a nova geração de LGBTs é lembrada. “Você pode oferecer esperança a milhões de jovens gays e lésbicas. Norte-americanos que encaram a discriminação. Você pode dizer a eles que o seu futuro é brilhante, que eles também podem ser capazes de crescer e casar com a pessoa que eles amam, que buscar a felicidade pertence a todos nós.”
Uol Gay
terça-feira, 15 de março de 2011
A emblemática banda Village People fará show em Florianópolis no dia 28 de maio próximo e em São Paulo, no dia 27. A banda vem com sua formação original para comemorar seus 30 anos de carreira. O show foi batizado com o nome de uma das músicas de maior sucesso da banda, Macho Man.
Em São Paulo o sexteto nova-iorquino se apresenta no HSBC Brasil, e em Florianópolis no Floripa Music Hall. Os ingressos para o show de São Paulo já estão à venda e custam entre R$ 80 e R$ 280. As entradas podem ser compradas pelo site www.ingressorapido.com.br e na bilheteria do HSBC Brasil. Para Florianópolis, os ingressos custam de R$ 100 a R$ 400 e estão a venda na bilheteria da casa.
A banda promete executar todos seus maiores hits como "Macho Man", "Y.M.C.A”, "In The Navy", "Go West", "Can't Stop The Music" e "Sex Over The Phone". A formação atual do Village People são Felipe Rose (índio), Alex Briley (soldado), David Hodo (carpinteiro), Ray Simpson (policial), Jeff Olson Icaubói) e Eric Anzalone (motociclista).
VILLAGE PEOPLE EM SP
27/05, a partir das 22h
HSBC Brasil (Rua Braganca Paulista, 1281, Chácara Sto Antônio)
Quanto: R$ 80 (setor 3), R$ 140 (setor 2), R$ 150 (cadeira alta), R$ 180 (setor 1), R$ 220 (frisas), R$ 240 (setor vip), R$ 250 (camarote) e R$ 280 (setor vip premium) --há meia-entrada em todos os setores
Ingressos: www.ingressorapido.com.br e na bilheteria do HSBC Brasil
VILLAGE PEOPLE EM FLORIANÓPOLIS
28/05, a partir das 23h
Floripa Music Hall (Rua Henrique Valgas, 113, Centro)
Quanto: R$ 100 (pista 1º lote), R$ 180 (mezanino 1º lote), R$ 200 (pista premium 1º lote) e de R$ 250 a R$ 400 (camarotes)
Ingressos: bilheteria da casa
MixBrasil
Em São Paulo o sexteto nova-iorquino se apresenta no HSBC Brasil, e em Florianópolis no Floripa Music Hall. Os ingressos para o show de São Paulo já estão à venda e custam entre R$ 80 e R$ 280. As entradas podem ser compradas pelo site www.ingressorapido.com.br e na bilheteria do HSBC Brasil. Para Florianópolis, os ingressos custam de R$ 100 a R$ 400 e estão a venda na bilheteria da casa.
A banda promete executar todos seus maiores hits como "Macho Man", "Y.M.C.A”, "In The Navy", "Go West", "Can't Stop The Music" e "Sex Over The Phone". A formação atual do Village People são Felipe Rose (índio), Alex Briley (soldado), David Hodo (carpinteiro), Ray Simpson (policial), Jeff Olson Icaubói) e Eric Anzalone (motociclista).
VILLAGE PEOPLE EM SP
27/05, a partir das 22h
HSBC Brasil (Rua Braganca Paulista, 1281, Chácara Sto Antônio)
Quanto: R$ 80 (setor 3), R$ 140 (setor 2), R$ 150 (cadeira alta), R$ 180 (setor 1), R$ 220 (frisas), R$ 240 (setor vip), R$ 250 (camarote) e R$ 280 (setor vip premium) --há meia-entrada em todos os setores
Ingressos: www.ingressorapido.com.br e na bilheteria do HSBC Brasil
VILLAGE PEOPLE EM FLORIANÓPOLIS
28/05, a partir das 23h
Floripa Music Hall (Rua Henrique Valgas, 113, Centro)
Quanto: R$ 100 (pista 1º lote), R$ 180 (mezanino 1º lote), R$ 200 (pista premium 1º lote) e de R$ 250 a R$ 400 (camarotes)
Ingressos: bilheteria da casa
MixBrasil
O Espaço Cênico Ademar Guerra, no Centro Cultural São Paulo, recebe na próxima quarta-feira, 16, às 21h, a estreia da peça “Luis Antonio – Gabriela”, que tem um nome que já adianta o tema central da montagem: a vida (real) de uma travesti de meia-idade que se torna conhecida no exterior com o nome de Gabriela. A peça será apresentada de quarta a sábado, sempre às 21h, com entrada franca, e fica em cartaz até o dia 23 de abril.
Com texto e direção de Nelson Baskerville, a Cia. Mungunzá de Teatro usa impressões recortadas e um levantamento biográfico que inclui fotografias, diários, cartas, entrevistas com familiares e amigos e objetos pessoais de Gabriela para levar ao público parte da movimentada história da trans.
Uma narrativa sobre as dificuldades de ser travesti com o reflexo da violência familiar em decorrência da tensão da época da Ditadura Militar. No elenco estão Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias, Lucas Beda, Marcos Felipe e Day Porto. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados duas horas antes de cada sessão.
“Luis Antonio – Gabriela” – estreia quarta-feira, às 21h
Quarta a sábado, às 21h
Centro Cultural São Paulo: Rua Vergueiro – 1000 (estação Vergueiro do Metrô)
Tel.: (11) 3397-4002
Entrada franca
MixBrasil
Com texto e direção de Nelson Baskerville, a Cia. Mungunzá de Teatro usa impressões recortadas e um levantamento biográfico que inclui fotografias, diários, cartas, entrevistas com familiares e amigos e objetos pessoais de Gabriela para levar ao público parte da movimentada história da trans.
Uma narrativa sobre as dificuldades de ser travesti com o reflexo da violência familiar em decorrência da tensão da época da Ditadura Militar. No elenco estão Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias, Lucas Beda, Marcos Felipe e Day Porto. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados duas horas antes de cada sessão.
“Luis Antonio – Gabriela” – estreia quarta-feira, às 21h
Quarta a sábado, às 21h
Centro Cultural São Paulo: Rua Vergueiro – 1000 (estação Vergueiro do Metrô)
Tel.: (11) 3397-4002
Entrada franca
MixBrasil
PENSE NISSO!
Nenhum exílio pode servir de álibi para a esterilidade intelectual.
José Guilherme Merquior
José Guilherme Merquior
Um adolescente de 17 anos foi apreendido depois de quebrar os vidros de um centro comunitário, em Cuiabá, no Mato Grosso.
Segundo o boletim policial, o jovem se revoltou depois que a família descobriu um caso amoroso do adolescente com um homem de 32 anos e o proibiu de manter esse relacionamento.
Depois de prestar depoimento, o adolescente foi liberado e entregue para os pais.
Cena G
Segundo o boletim policial, o jovem se revoltou depois que a família descobriu um caso amoroso do adolescente com um homem de 32 anos e o proibiu de manter esse relacionamento.
Depois de prestar depoimento, o adolescente foi liberado e entregue para os pais.
Cena G
O ator de Hollywood Ethan Hawke é o mais novo astro a apoiar a causa gay.
Ethan e a atual esposa Ryan Hawke aparecem num novo vídeo da Human Rights Campaign, que lançou uma campanha batizada de New Yorkers for Marriage Equality Campaign, onde habitantes de Nova York manifestam-se a favor da união civil gay.
No vídeo, Ethan e a esposa aparecem declarando: "Nosso relacionamento é reconhecido pelo governo, mas alguns de nossos amigos não têm a mesma oportunidade". Ryan complementa: "Então junte-se a nós e lute pela igualdade dos casamentos em Nova York".
A campanha visa forçar uma nova votação para aprovar a lei que regularizaria as uniões gays em Nova York.
Cena G
Ethan e a atual esposa Ryan Hawke aparecem num novo vídeo da Human Rights Campaign, que lançou uma campanha batizada de New Yorkers for Marriage Equality Campaign, onde habitantes de Nova York manifestam-se a favor da união civil gay.
No vídeo, Ethan e a esposa aparecem declarando: "Nosso relacionamento é reconhecido pelo governo, mas alguns de nossos amigos não têm a mesma oportunidade". Ryan complementa: "Então junte-se a nós e lute pela igualdade dos casamentos em Nova York".
A campanha visa forçar uma nova votação para aprovar a lei que regularizaria as uniões gays em Nova York.
Cena G
segunda-feira, 14 de março de 2011
A ex-spice girl Geri Halliwell está negociando sua vinda para a “Parada Gay de São Paulo”. A bonitona poderá prestigiar a festa “Gay Day”, que faz parte da programação do evento, ainda sem data definida na capital paulista. A Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) vai realizar sua 15ª edição. Os organizadores do evento prometem fazer um evento histórico para festejar a ocasião.
Gay 1
Igualdade de direitos. Fim da discriminação. Fim da violência. Cidadania plena. Reconhecimento. Respeito. Essas são as nossas reivindicações. Somos milhões de brasileiras e brasileiros, ainda excluídos da democracia e ignorado pelas leis do país.
Somos lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), de todos os cantos do país, de todas as profissões, de todos credos, de todas raças, de todos sotaques, de todas opiniões, de todas etnias, de todos gostos e culturas. Mas temos algo em comum. Não usufruímos nossos direitos pelo simples fato de termos uma orientação sexual ou identidade de gênero diferente da maioria. Somos milhões de cidadãos /ãs de “segunda classe “ em nosso Brasil.
Faz 22 anos que o Brasil se democratizou e promulgou a “Constituição Cidadã”. Entretanto, em todo esse período, nossa jovem democracia não foi capaz de incorporar a população LGBT. Até hoje não existe sequer uma lei que assegure nossos direitos civis. Não existem leis que nos protejam da violência homofóbica.
A homofobia não é um problema que afeta apenas a população LGBT. Ela diz respeito também ao tipo de sociedade que queremos construir. O Brasil só será um país democrático de fato se incorporar todas as pessoas à cidadania plena, sem nenhum tipo de discriminação. O reconhecimento e o respeito à diversidade e à pluralidade constituem um fundamento da democracia. Enquanto nosso país continuar negando direitos e discriminando lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais não teremos construído uma democracia digna desse nome.
Por essa razão é que a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT, convoca e coordenará todos os/as ativistas de suas 237 ONGs afiliadas e pessoas e organizações aliadas à II Marcha Nacional contra a Homofobia, a ser realizada na cidade de Brasília , em 18 de maio de 2011, com concentração às 9h, na Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral Metropolitana.
O dia 17 de maio é comemorado como o dia internacional contra a homofobia (ódio, agressão, violência, discriminação e até morte de LGBT). A data marca uma vitória histórica do Movimento LGBT internacional. Foi quando a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade do Código Internacional de Doenças.
Vamos a Brasília, novamente, para denunciar a homofobia, o racismo, o machismo e a desigualdade social. Temos assistido nos últimos meses ao recrudescimento da violência homofóbica, a exemplo do que ocorreu recentemente em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará, no Paraná e em Minas Gerais. Chama a atenção o fato de que muitos dos agressores não pertencem a grupos de extrema-direita violentos, mas são jovens de classe média, o que demonstra como a homofobia está amplamente difundida em toda sociedade.
O Brasil está mudando. Elegemos um operário e agora uma mulher presidenta da República, que coloca como meta central de seu governo a erradicação da extrema pobreza. A sociedade brasileira não é contra o reconhecimento dos direitos LGBT. A grande oposição à cidadania LGBT vem dos fundamentalistas religiosos. Algumas denominações evangélicas e parte da igreja católica dedicam esforços imensos a atacar permanentemente a comunidade LGBT e bloquear qualquer ação que garanta direitos a essa população.
O Brasil é um país plural e diverso, que respeita todas os credos e religiões, contudo nosso Estado é laico separamos a religião da esfera pública, isso está garantido constitucionalmente. O movimento LGBT defende a mais ampla liberdade religiosa. Respeitamos todos os credos e opiniões, mas, entendemos que crenças religiosas pertencem à esfera privada - individual ou comunitária. Religião é uma escolha, a cidadania não!
Não aceitamos que dogmas religiosos sejam usados como justificativas para o preconceito e negação de direitos aos LGBT. É preciso assegurar a laicidade do Estado e garantir o respeito à diversidade.
A II Marcha Nacional Ccontra a Homofobia é, portanto, um grito, um protesto, um manifesto de respeito aos direitos individuais e coletivos.
Queremos igualdade de direitos e políticas públicas de combate à homofobia. Reivindicamos que o Estado brasileiro, de conjunto (ou seja, os três poderes), e em todas as esferas da federação (União, Estado e municípios) incorporem a diretriz de combater a homofobia e promover a cidadania plena para a população LGBT.
Defendemos que:
- o Estado laico seja assegurado, sem interferência dos fundamentalismos religiosos;
- o Governo Federal acelere a implementação do Plano Nacional de Promoção dos Direitos Humanos e Cidadania de LGBT, garantindo recursos orçamentários e o necessário controle social e accountability na sua execução, promovendo a diminuição da homofobia;
- todos governos estaduais e municipais instituam : coordenadorias LGBT, Conselhos LGBT e Planos de Combate à Homofobia;
- o Congresso Nacional aprove a criminalização da homofobia (PLC 122), a união estável e o casamento civil; a alteração do prenome das pessoas transexuais, o reconhecimento do nome social das travestis;
- o Judiciário, em todos os níveis, faça valer a igualdade plena entre todas as pessoas, independente de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero;
- o Superior Tribunal de Justiça reconheça como entidades familiares as uniões entre pessoas do mesmo sexo;
- o Supremo Tribunal Federal julgue favoravelmente às Ações que pleiteiam a união estável entre pessoas do mesmo sexo e o direito das pessoas transexuais alterarem seu prenome.
Na ocasião da II Marcha, convidamos a todas e todas para participar do VIII Seminário LGBT no Congresso Nacional, a ser realizado no dia 17 de maio – Dia Internacional Contra a Homofobia – no auditório Nereu Ramos.
Gay 1
Somos lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), de todos os cantos do país, de todas as profissões, de todos credos, de todas raças, de todos sotaques, de todas opiniões, de todas etnias, de todos gostos e culturas. Mas temos algo em comum. Não usufruímos nossos direitos pelo simples fato de termos uma orientação sexual ou identidade de gênero diferente da maioria. Somos milhões de cidadãos /ãs de “segunda classe “ em nosso Brasil.
Faz 22 anos que o Brasil se democratizou e promulgou a “Constituição Cidadã”. Entretanto, em todo esse período, nossa jovem democracia não foi capaz de incorporar a população LGBT. Até hoje não existe sequer uma lei que assegure nossos direitos civis. Não existem leis que nos protejam da violência homofóbica.
A homofobia não é um problema que afeta apenas a população LGBT. Ela diz respeito também ao tipo de sociedade que queremos construir. O Brasil só será um país democrático de fato se incorporar todas as pessoas à cidadania plena, sem nenhum tipo de discriminação. O reconhecimento e o respeito à diversidade e à pluralidade constituem um fundamento da democracia. Enquanto nosso país continuar negando direitos e discriminando lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais não teremos construído uma democracia digna desse nome.
Por essa razão é que a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT, convoca e coordenará todos os/as ativistas de suas 237 ONGs afiliadas e pessoas e organizações aliadas à II Marcha Nacional contra a Homofobia, a ser realizada na cidade de Brasília , em 18 de maio de 2011, com concentração às 9h, na Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral Metropolitana.
O dia 17 de maio é comemorado como o dia internacional contra a homofobia (ódio, agressão, violência, discriminação e até morte de LGBT). A data marca uma vitória histórica do Movimento LGBT internacional. Foi quando a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade do Código Internacional de Doenças.
Vamos a Brasília, novamente, para denunciar a homofobia, o racismo, o machismo e a desigualdade social. Temos assistido nos últimos meses ao recrudescimento da violência homofóbica, a exemplo do que ocorreu recentemente em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará, no Paraná e em Minas Gerais. Chama a atenção o fato de que muitos dos agressores não pertencem a grupos de extrema-direita violentos, mas são jovens de classe média, o que demonstra como a homofobia está amplamente difundida em toda sociedade.
O Brasil está mudando. Elegemos um operário e agora uma mulher presidenta da República, que coloca como meta central de seu governo a erradicação da extrema pobreza. A sociedade brasileira não é contra o reconhecimento dos direitos LGBT. A grande oposição à cidadania LGBT vem dos fundamentalistas religiosos. Algumas denominações evangélicas e parte da igreja católica dedicam esforços imensos a atacar permanentemente a comunidade LGBT e bloquear qualquer ação que garanta direitos a essa população.
O Brasil é um país plural e diverso, que respeita todas os credos e religiões, contudo nosso Estado é laico separamos a religião da esfera pública, isso está garantido constitucionalmente. O movimento LGBT defende a mais ampla liberdade religiosa. Respeitamos todos os credos e opiniões, mas, entendemos que crenças religiosas pertencem à esfera privada - individual ou comunitária. Religião é uma escolha, a cidadania não!
Não aceitamos que dogmas religiosos sejam usados como justificativas para o preconceito e negação de direitos aos LGBT. É preciso assegurar a laicidade do Estado e garantir o respeito à diversidade.
A II Marcha Nacional Ccontra a Homofobia é, portanto, um grito, um protesto, um manifesto de respeito aos direitos individuais e coletivos.
Queremos igualdade de direitos e políticas públicas de combate à homofobia. Reivindicamos que o Estado brasileiro, de conjunto (ou seja, os três poderes), e em todas as esferas da federação (União, Estado e municípios) incorporem a diretriz de combater a homofobia e promover a cidadania plena para a população LGBT.
Defendemos que:
- o Estado laico seja assegurado, sem interferência dos fundamentalismos religiosos;
- o Governo Federal acelere a implementação do Plano Nacional de Promoção dos Direitos Humanos e Cidadania de LGBT, garantindo recursos orçamentários e o necessário controle social e accountability na sua execução, promovendo a diminuição da homofobia;
- todos governos estaduais e municipais instituam : coordenadorias LGBT, Conselhos LGBT e Planos de Combate à Homofobia;
- o Congresso Nacional aprove a criminalização da homofobia (PLC 122), a união estável e o casamento civil; a alteração do prenome das pessoas transexuais, o reconhecimento do nome social das travestis;
- o Judiciário, em todos os níveis, faça valer a igualdade plena entre todas as pessoas, independente de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero;
- o Superior Tribunal de Justiça reconheça como entidades familiares as uniões entre pessoas do mesmo sexo;
- o Supremo Tribunal Federal julgue favoravelmente às Ações que pleiteiam a união estável entre pessoas do mesmo sexo e o direito das pessoas transexuais alterarem seu prenome.
Na ocasião da II Marcha, convidamos a todas e todas para participar do VIII Seminário LGBT no Congresso Nacional, a ser realizado no dia 17 de maio – Dia Internacional Contra a Homofobia – no auditório Nereu Ramos.
Gay 1
Um aluno heterossexual da Universidade George Washington, localizada na capital dos Estados Unidos, foi atacado em um crime com características homofóbicas.
A vítima, estudante do último ano, foi atacada no salão de mármore da universidade por outro estudante.
Segundo a polícia, a vítima foi espancada até sofrer ferimentos na cabeça, enquanto o agressor, identificado como Ross Richardson, o chamava de "bichinha de merda".
Ross Richardson está preso e vai responder na Justiça por crime de ódio.
Cena G
A vítima, estudante do último ano, foi atacada no salão de mármore da universidade por outro estudante.
Segundo a polícia, a vítima foi espancada até sofrer ferimentos na cabeça, enquanto o agressor, identificado como Ross Richardson, o chamava de "bichinha de merda".
Ross Richardson está preso e vai responder na Justiça por crime de ódio.
Cena G
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