quinta-feira, 12 de maio de 2011

Viva o Roni! Parabens e obrigado Leonardo, pelo carinho e pelo respeito.

Para Leonardo Miggiorin, atualmente, não há diversão maior do que gravar “Insensato Coração”. Afinal, para dar vida ao afetado promoter Roni Fragonard, o ator de 29 anos tem de contracenar quase que diariamente com Deborah Secco, intérprete da voluptuosa ex-participante de reality show Natalie Lamour. “A gente se dá muito bem em cena. Quando você faz um par romântico ou uma dupla tem que estar muito próximo. É fundamental que o respeito exista acima de tudo. E o núcleo todo do meu personagem – o Guilherme Piva, o Ricardo Tozzi e a Rosi Campos – interage bastante. Às vezes me sinto no Chaves, quando estou naquela cidade cenográfica. Tem uma coisa de seriado naquele núcleo”, conta ele, aos risos, durante entrevista exclusiva ao UOL feita em um intervalo de gravação do Projac, complexo de estúdios da Globo na zona oeste do Rio.

Feliz da vida com o papel que tem lhe rendido elogios das mais variadas faixas etárias e classes sociais na rua, Leonardo conta não se arrepender de ter tido a ousadia de pedir o papel a Gilberto Braga, autor da novela juntamente com Ricardo Linhares. “Depois de ‘Viver a Vida’, escrevi um e-mail para o Gilberto dizendo que adorava o trabalho dele, que sabia que ele estava com um novo projeto e queria me candidatar para algum teste. E ele me respondeu dizendo que falaria com o produtor de elenco dele, com a direção e que no momento adequado seria chamado para o teste. Já vibrei com a possibilidade de saber que teria a chance de participar”, lembra.
Pouco depois, Leonardo conta que foi chamado para fazer o teste para o Roni. “Primeiro, fiz um teste no Projac e depois outro com a Deborah [Secco]. Estava super ansioso para contracenar com ela. E um pouco nervoso também. O que soube depois que passei é que ela já estava torcendo por mim!”, orgulha-se ele, que ainda divide seu tempo com a banda Vista, da qual é vocalista.
Na entrevista a seguir, o ator fala ainda sobre a repercussão do personagem, a aceitação que está tendo por parte do público GLS e os trejeitos e expressões que criou para Roni e acabaram caindo no gosto da direção.


UOL – Como surgiu o convite para fazer o Roni em “Insensato Coração”?
Leonardo Miggiorin – Depois de “Viver a Vida”, escrevi um e-mail para o Gilberto [Braga] dizendo que adorava o trabalho dele, sabia que ele estava com um novo projeto e queria me candidatar para algum teste. E ele me respondeu dizendo que falaria com o produtor de elenco dele, com a direção e que no momento adequado seria chamado para o teste. Já vibrei com a possibilidade de saber que teria a chance de participar e passei a me preparar para um possível teste.


UOL – E quando foi chamado para o teste?
Leonardo Miggiorin – Pouco tempo depois. Primeiro, fiz um teste no Projac e depois outro com a Deborah [Secco]. Estava super ansioso para contracenar com ela. E um pouco nervoso também. O que soube depois que passei é que ela já estava torcendo por mim.
UOL – Você e Deborah já se conheciam?
Leonardo Miggiorin – Já. Ela era amiga da Júlia Almeida, minha ex-namorada, e a gente se conheceu em Nova York, quando eu morei lá. Já a admirava muito, acompanhava seu trabalho. Mas quando soube que contracenaria com ela me aproximei o máximo possível, para criar uma relação de relaxamento, de amizade, de intimidade.

UOL – E rola uma química muito forte entre vocês...
Leonardo Miggiorin – É... A gente se dá muito bem em cena. Quando você faz um par romântico ou uma dupla tem que estar muito próximo. É fundamental que o respeito exista acima de tudo. E o núcleo todo do meu personagem – o Guilherme Piva, o Ricardo Tozzi e a Rosi Campos – interage bastante. Às vezes me sinto no Chaves, quando estou naquela cidade cenográfica [risos]. Eu penso: "eu tô no Chaves?" Porque vem um personagenzinho, depois vem outro... Tem uma coisa de seriado ali naquele núcleo.


UOL – Em quem você se inspirou para fazer o Roni?
Leonardo Miggiorin – Prestei atenção a tudo que se relacionava ao universo dele. Eu tenho muitos amigos promoters, artistas. Sou convidado para festas há muito tempo. Conheço um pouco da profissão do promoter. Então pesquisei esses trejeitos. Também vi o Sean Penn fazendo um personagem gay no filme “Milk” e o Tom Hanks em “Filadélfia”. E fui descobrindo o sempre muito atrelado ao texto e ao que a direção me pedia.


UOL – Então o Roni não é baseado em ninguém especificamente?
Leonardo Miggiorin – Exatamente. Ele é uma somatória de muitos fatores e elementos. Às vezes me perguntam: “ah, por que você resolveu fazer aula de computação ou de desenho?”. Porque tudo na carreira do ator é o que ele pode absorver e que pode auxiliá-lo em cena. Então todas essas vivências e conhecimentos me ajudaram a compor o Roni.


UOL – Como tem sido a repercussão do personagem nas ruas?
Leonardo Miggiorin – Pessoas de todas as classes vêm falar comigo: isso que é muito bacana. É criança, adulto, homem, mulher, gay, profissionais de todas as áreas, executivos.


UOL – E o que as pessoas têm falado?
Leonardo Miggiorin – Ah! Elas se divertem muito. Dizem: ‘você tá ótimo!’. Existe muito respeito.


UOL – Já existiu preconceito por você interpretar um gay?
Leonardo Miggiorin – Não. Porque as pessoas já me conhecem de outros trabalhos, de outras profissões. Elas sabem que já fiz vários personagens. Então acho que é interessante a pessoa me ver num personagem completamente diferente de tudo que já fiz. É nisso que aposto na minha carreira. Que sorte que eu tive! Eu digo assim: “a gente vai atrás da sorte. A gente tem que correr atrás da sorte”. No caso, eu fui atrás dessa sorte. Mas que sorte que o personagem que surgiu para mim foi o Roni. Porque ele está sendo muito bem aprovado.


UOL – A que você atribui o sucesso do personagem?
Leonardo Miggiorin – Acho que tem a ver com a interação na hora da cena, com o momento da cena. Como a gente se relaciona ali para falar aquele texto... É lógico, tem um texto, tem uma coisa para seguir, mas também tem muita coisa que acontece por trás disso.
Às vezes me sinto no Chaves, quando estou naquela cidade cenográfica [risos]. Eu penso: "eu tô no Chaves?"... Tem uma coisa de seriado ali naquele núcleo.


Leonardo Miggiorin, atorUOL – O quê, por exemplo? Você já acrescentou algo ao Roni e os autores e a direção acabaram aderindo?
Leonardo Miggiorin – A minha ex-namorada [Júlia Almeida] usava um termo que eu achava muito engraçado, que era ‘sugar’. No dia de gravar a primeira cena, tinha uma palavra tipo ‘baby’, em inglês. Aí lembrei do ‘sugar’ que ela falava e perguntei para o diretor se eu podia usar. Ele achou legal e a gente encaixou o ‘sugar’. Mas eu também fico muito atento ao Twitter (@leomiggiorin), por exemplo. Tem muita gente que escreve. O público GLS é um público que se manifesta muito, que tem opinião. E é importante ver que eles estão recebendo de uma forma positiva o Roni.


UOL – O que o público GLS têm falado para você?
Leonardo Miggiorin – Eles me parabenizam, eles me abordam para falar que estão adorando e que se sentem identificados.


UOL – Você torce para que o Roni se envolva afetivamente com alguém?
Leonardo Miggiorin – Torço pela felicidade dele [risos]. Não penso muito sobre isso. Mas se vier no texto... Tenho certeza de que nada vai ser gratuito na novela. Tudo vai ser feito da maneira tranquila que tem sido feita até agora.


UOL – Você gostaria de dar o primeiro beijo gay da Globo?
Leonardo Miggiorin – Eu sou ator, sou profissional. Escreveu, está no texto, então eu estou disposto a fazer. Mas eu não fico pensando sobre isso nem dando muita trela para esse assunto. Mas acho que as pessoas querem que o Roni fique bem, que ele se sinta feliz.


UOL – O Roni cresceu muito desde a estreia da novela. A que você credita esse crescimento?
Leonardo Miggiorin – Eu estou dentro da parada, então não consigo enxergar se ele cresceu tanto assim, como as pessoas estão falando. É tão diferente para a gente que está fazendo. As pessoas têm me reconhecido muito mais. Às vezes ligo para pedir uma informação e elas já me conhecem pela voz. Engraçado, né? [risos]


UOL – Além de atuar, você é vocalista da banda Vista. Há quanto tempo canta?
Leonardo Miggiorin – Na verdade, sempre cantei em musicais. Nunca tinha pensado em ter uma banda. Ela surgiu quando fiz um seriado independente chamado “Surto”. Como fazia um cantor de uma banda de garagem, tive que gravar uma música. Foi dificílimo, mas gostava muito daquilo, queria fazer. Então gravei a música e fiquei fascinado. E depois o produtor dessa música me chamou para montar uma banda com ele. E falei: ‘como assim, montar uma banda?’.

UOL – E decidiu montar a banda?
Leonardo Miggiorin – É... Ela já existe há quatro anos e meio. Treinamos semanalmente em São Bernardo do Campo. Brinco que nessa novela ainda dá para eu ter uma febre. A banda é um projeto que tenho muito carinho, que levo em paralelo com a minha carreira de ator. Componho as letras, escrevo todas as músicas. Declamo poesias do Drummond e do Pessoa. Tem uma performance musical: músicas nossas e covers.
Uol noticias

Mais uma palhaçada do Bostanaro.

Jair Bostanaro mandou imprimir 50 mil cópias de um panfleto contra o plano nacional que defende os direitos dos gays. O deputado federal eleito pelo PP do Rio está distribuindo o material em residências e escolas do Estado.

Um dos textos do impresso chega a associar a homossexualidade à pedofilia.
Bostanaro não revelou quanto gastou, mas já disse que pretende repassar a conta para os cofres públicos: fala em incluir a despesa em sua verba de gabinete e pedir reembolso da Câmara.
Uol noticias

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O ativista Toni Reis e seu marido David Harrad, que se uniram na tarde desta segunda-feira, 9, em Curitiba, receberam um telefonema do ex presidente Lula parabenizando-os pela união e desejando felicidade ao casal.

Toni conta “foi o parabéns mais emocionante que recebi em toda minha vida”.
MixBrasil 

VIDA GAY.

Lembre-se: nenhuma situação (nem mesmo a AIDS) é tão grave que não permita uma pilhéria, mas lembre-se também: nenhuma situação é tão simples que lhe permita ser grosseiro ao fazer uma brincadeira, e por fim, nenhuma piada é tão boa a ponto de deixar infelizes os que não a ouviram.
Vai ao ar no capítulo desta quarta-feira (11) o primeiro beijo gay em uma novela brasileira. A cena será exibida na novela "Amor e Revolução", do SBT, de autoria de Tiago Santiago.

No Twitter, a autora da Globo Glória Perez elogiou a atitude de Santiago: "Ontem me perguntaram sobre o que achei do beijo gay na novela do SBT: achei ótimo q o tabu tenha sido quebrado! parabens ao Tiago! :)".
Glória Perez escreveu uma cena de beijo gay na novela "América", exibida pela Globo em 2008. Porém, a emissora resolveu em cima da hora cortar a sequência, o que irritou a novelista.
Em "Amor e Revolução", Marcela vai consolar Marina, dona do jornal O Brasileiro.
Marina está triste porque Tiago (Mario Cardoso) não dá bola para ela. A advogada então se aproveita da situação e afirma que conhece uma pessoa homossexual que gosta dela. "Desconfio que essa amiga seja você", retruca Marina.
Marcela dispara que realmente é apaixonada por ela e as duas se beijam. As cenas entre as duas vão se tornar frequentes na novela do SBT.
Em entrevista à revista "Veja" a atriz Giselle Tigre comentou a cena: "Foi um beijaço, e só foi o começo. Nós duas estamos na expectativa de fazer uma cena de amor", afirmou.
Giselle Tigre contou na entrevista que ficou eufórica por ser pioneira do beijo gay na teledramaturgia, e que nunca tinha beijado uma mulher antes.
Uol Noticias
A Anoreg (Associação dos Notários e Registradores do Brasil, que representa os Cartórios do Brasil), enviou uma orientação para que seja concedida a Escritura Declaratória da União Estável para casais com parceiros do mesmo sexo.

A orientação não obriga nenhum cartório a cumprir a realizar a união homoafetiva, mas é um reforço no à decisão STF.
A Anoreg disse que não é necessário que os cartórios aguardem a publicação da decisão do STF para a medida ter efeito.
Cena G
O conselho administrativo de um condomínio em Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, foi condenado a pagar 20 mil reais de indenização por danos morais a um casal gay.

De acordo com a acusação, o conselho fez várias tentativas para proibir que o casal Marcio Soares e Roberto Freitas fizesse uma festa no salão.
Os administradores tentaram restringir o espaço da comemoração, não queriam permitir a colocação de uma bandeira do arco-íris no salão e a presença de uma convidada drag queen.
A juíza Daniela Reetz de Paiva considerou que não havia nada de indecente ou ofensivo na festa que justificasse as ações do condomínio.
"As nuanças da conduta do condomínio réu (...) demonstram que as restrições impostas aos autores foram motivadas, principalmente, pelo preconceito e não por eventual inadimplência dos autores e/ou falta de apresentação de lista de convidados", afirmou.
Quanto à decoração, a juíza afirmou que a bandeira do arco-íris "não possuía nenhuma conotação política na festa dos autores, mas era tão somente uma forma de celebração. A bandeira do arco-íris representava, na festa dos autores, o mesmo que uma cruz e/ou um anjo em uma festa de batizado e primeira comunhão, ou até mesmo o Papai Noel na festa de Natal e/ou a Iemanjá ou a cor branca dos festejos de réveillon".
Segundo a magistrada, um dos condôminos chamou a polícia para verificar se a conduta do casal era permitida. O agente foi ao local e autorizou a festa.
"A presença do policial, chamado por um condômino, ao verificar a licitude da conduta dos autores e liberar o local, foi, no meu entender, fator decisivo para a realização da festa."
Cena G

terça-feira, 10 de maio de 2011

Lacraia, cujo nome verdadeiro era Marco Aurélio Silva da Rosa, ficou famosa em 2003 por sua participação no mega-hit de funk carioca Eguinha Pocotó, ao lado do MC Serginho. Outro sucesso da dupla foi a faixa Vai, Serginho. A parceria foi desfeita em 2009. Lacrai voltou a cena LGBT como "Mulher Feijoada" se apresentando em casas noturnas e apareceu na parada LGBTS de Brasília de 2010.

A causa da morte ainda não foi divulgada. A dançarina estava internada no Hospital Universitário Gaffrée Guinle, na Tijuca, no Rio de Janeiro.
A morte foi confirmada pelo hospital.
A notícia foi lançada no Twitter pelo repórter do SBT David Brazil:
"Ô meu pai celestial, acabei de receber uma noticia tão triste, a animadíssima LACRAIA faleceu hoje as 5 da manha. QUE DEUS A TENHA!" e "Hoje cedo sua irmã me ligou dando a triste noticia".
Gay 1
A cada dois dias, uma pessoa é morta por conta de sua orientação sexual; centenas de jovens são expulsos de casa e milhares são demitidos ou perseguidos no trabalho; muitos são obrigados a abandonar as escolas por falta de uma política de respeito à diversidade sexual.

Por isso, foi realizada uma sessão solene para celebrar o Dia Mundial e Nacional de Combate a Homofobia, visando contribuir para dar visibilidade ao problema enfrentado por lésbicas, gays, travestis e transexuais, além de buscar a discussão e reflexão sobre a necessidade de garantir de fato o respeito à dignidade humana, combatendo o preconceito e a discriminação por conta da orientação sexual e identidade de gênero.
Aproveitando o encontro, foi lançada na Câmara Legislativa a Frente Parlamentar Suprapartidária Pela Cidadania e Direitos LGBT.
A Frente se estabelece como mobilização de natureza política não ideológica, com atuação na Câmara Legislativa do Distrito Federal e tem como objetivo reunir todos os parlamentares comprometidos com os direitos humanos, com o combate à discriminação e preconceito de todos os tipos.
Cena G
O ator André Gonçalves voltou à TV com seu segundo personagem gay em novelas. Na novela “Morde & Assopra”, o ator interpreta Áureo, um rapaz que deixou, no passado, o noivado com Celeste (Vanessa Giácomo) e desapareceu da cidade. Agora, o rapaz volta para Preciosa assumidamente gay, para desespero dos pais.
Vale lembrar que em 1995, o ator interpretou Sandrinho, que compunha com Jefferson (Lui Mendes) um casal homossexual na novela “A Próxima Vítima”. Na época, ele foi vítima de violência física nas ruas do Rio de Janeiro por causa do personagem. A história do casal foi um dos marcos LGBT na teledramaturgia brasileira.
Cena G



O chamado dinheiro rosa.

Uma pesquisa feita em dez estados brasileiros mostra que 40% dos gays brasileiros se encaixam nas classes A e B.

A pesquisa, realizada pela Insearch - Tendências e Estudo de Mercado, mostra ainda que cerca de 64% dos entrevistados afirmaram possuir pelo menos um cartão de crédito. Oito em cada dez navegam e costumam comprar na Internet, e 64% gastam mais do que os héteros com produtos de beleza.
O mercado imobiliário também está de olho do poder de compra do público gay, já que, os homossexuais gastam 25% a mais na compra de imóveis.
Cena G
Ainda longe de ter conquistado o grande público, a novela “Amor e Revolução”, do SBT, exibe nesta quarta-feira uma cena inédita na TV brasileira: um beijo quente, um “beijaço”, entre duas mulheres, as personagens Marcela e Marina.

Em conversa com o blog, Tiago Santiago conta que vai ouvir a opinião do público, em pesquisas na internet, sobre o beijo das duas personagens. “O romance entre elas só vai se desenvolver se o público torcer por elas”, conta. E acrescenta: “De acordo com a repercussão, é possível fazer também um beijo gay entre dois homens, os personagens Duarte (Carlos Thiré) e Jeová (Lui Mendes).”
O autor de “Amor e Revolução” diz que chegou a propor à Record, durante a exibição de “Mutantes”, uma cena de beijo gay, mas a emissora não aprovou. “Nunca falei publicamente sobre isso”, disse.
Abaixo, a íntegra da entrevista com Tiago Santiago, feita por telefone, na manhã desta segunda-feira:


BEIJO GAY
Novela é um espelho da realidade. “Amor e Revolução” tem um tom realista. Homossexuais existem na realidade. É legítimo, por isso, mostrar um beijo entre duas mulheres.
Só uma personagem, Marcela (Luciana Vendramini), é lésbica. A outra, Marina (Gisele Tigre), não é. O romance entre elas só vai se desenvolver se o público torcer por elas. Pretendemos fazer pesquisas e votações interativas na internet. Usei este recurso em “Prova de Amor” (exibida pela Record, em 2005) e deu muito certo.
Acho que existe este anseio da sociedade e, em particular, da comunidade GLTB. Um anseio antigo. Gloria Perez e Aguinaldo Silva tentaram na Globo. Eu mesmo cheguei a propor à Record em “Mutantes”, mas não apoiaram. Só que, diferentemente da Gloria Perez, nunca falei publicamente sobre isso.
E a cena vem em bom momento, dias depois de o STF ter aprovado os direitos de casais gays. Foi um passo à frente na luta contra a homofobia.


SILVIO SANTOS
No SBT não tive nenhuma manifestação contrária. Silvio Santos deixa claro que temos total liberdade. O comentário dele para Maisa (“a novela precisa de mais amor e menos revolução”) foi mais em tom de pergunta. E depois, quando me encontrou no SBT, ele disse: “Pelo amor de Deus, escreva a novela do jeito que você quiser”. Foi só uma opinião dele.
De acordo com a repercussão, é possível fazer também um beijo gay entre dois homens, os personagens Duarte (Carlos Thiré) e Jeová (Lui Mendes).


MENOS TORTURA
Diminui, sim, as cenas de tortura. Acompanhando o Ibope no minuto a minuto, notei que havia uma fuga de público nas cenas de tortura. Eu achava, antes, que o público já estava acostumado com cenas de violência dos filmes de Hollywood e de outras novelas. Mas como “Amor e Revolução” é baseada em fatos reais, as pessoas ficam mais incomodadas. Diminuímos bem o sofrimento dos torturados.


EXCESSO DE DIDATISMO
O didatismo tem dois lados. Uma parte do público desconhece totalmente o que houve naquela época, o que é ato-institucional, UNE. E tem gente, das classes AB, que fica incomodada com o tom didático. Os primeiros 50 capítulos estão carregados de didatismo, mas vai melhorar.


IBOPE BAIXO
A novela estreou contra o último mês de uma novela, “Ribeirão do Tempo”, que estava há quase um ano em cartaz. Isso foi um fator forte. Outro fator: a audiência média do SBT é mais baixa mesmo. Mas está em tendência de alta.
O apoio da comunidade GLBT pode ajudar a novela. Também acho que, com a chegada do inverno, aumenta o número de aparelhos ligados, o que também pode nos favorecer. Vai ter uma curva ascendente e vai terminar, sim, com dois dígitos (acima de 10% de audiência).
Uol Gay

segunda-feira, 9 de maio de 2011