quinta-feira, 9 de junho de 2011


A nova ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann é considerada pelos seus pares e pela oposição como uma política de linha dura e muito rígida em suas decisões. Por conta disso já é chamada de a "Dilma da Dilma". Nas suas primeiras aparições na mídia nacional - que se deu por conta de sua beleza, algo que ela refuta - a nova ministra realmente se revelou rígida e até mesmo conservadora em temas como o aborto e a criminalização da homofobia.

Em suas declarações, a ministra disse que é preciso trabalhar para criminalizar a postura de "gente como o Bolsonaro, que sai pelas ruas espalhando o preconceito", mas não interferir na liberdade de culto. Para Hoffmann, ainda vivemos numa sociedade estruturada nos valores religiosos e que não é possível mudar de uma hora para a outra a base social.
No entanto, Hoffmann ressaltou que é preciso lutar contra a homofobia e que apoia o PLC 122, mas com ressalvas. A ministra declarou que a sociedade não pode ser tolerante frente ao preconceito e a discriminação. Sobre o aborto, a ministra disse que é contra a descriminalização da prática.
Assim como muitos do atual Executivo, Gleisi Hoffmann é reticente sobre os temas do aborto e da criminalização da homofobia, pesa também o fato de que a senadora se recusou a assinar e a integrar a Frente Parlamentar LGBT do Congresso Nacional.
Apesar dos dois fatos negativos no que diz respeito à comunidade LGBT e às mulheres, parte dos ativistas gays do Brasil já declarou considerar um avanço e um bom sinal a substituição de Palocci por Hoffmann. Enfatiza-se que, em um país tão machista e homofóbico como o Brasil, é um avanço ter duas mulheres como as principais mandatárias.
Gay 1
Depois de garantir ao movimento LGBT do Chile que se empenharia em aprovar políticas públicas que reconhecessem os direitos dos homossexuais ainda na época das eleições, em 2010, o atual presidente chileno Sebastián Piñera sofreu duras críticas na semana passada, por descumprir as promessas eleitorais. Após cinco meses no poder sem levar à frente qualquer projeto em prol dos gays, o Movimento de Libertação Homossexual decidiu romper com o presidente chileno. “Sebastián Piñera preferiu ficar ao lado dos setores mais conservadores e homofóbicos do Chile. Com isso, entendemos que a sua campanha pró-LGBT foi uma farsa eleitoral e usada para conseguir votos do eleitorado gay”, declarou o movimento em comunicado.Abalado pela perda de apoio do movimento, o presidente chileno acaba de anunciar que “nas próximas semanas ou meses” dará início ao debate sobre a legalização da união civil e enviará ao Parlamento um projeto que regularize a união estável entre casais do mesmo sexo. “Em breve, vamos enviar um projeto de lei que regulamenta e protege as uniões de fato, entre casais do mesmo sexo ou de sexos diferentes, em questões de previdência, saúde, herança, entre tantas outras”, disse em entrevista ao canal local TVN.
“Vamos oferecer uma solução a dois milhões de chilenos que vivem juntos de maneira não oficial”, garantiu o presidente. Agora, a militância LGBT do país aguarda o andamento das novas promessas para só assim retomar o apoio ao presidente.
Vale lembrar que enquanto candidato, Sebastian gravou um vídeo ao lado de casais e famílias formadas por homossexuais.
MixBrasil 
O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), acabou de indeferir um projeto de decreto legislativo (PDC) proposto pelo deputado federal João Campos (PSDB-GO), que visava derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal que legalizou em todo o Brasil a união estável homoafetiva.

João Campos, um dos líderes da bancada evangélica na Câmara, havia declarado que “o argumento do Supremo de que o Legislativo se omitiu do tema não é verdadeiro”. Segundo o parlamentar, o Congresso tem discutido o assunto (união civil gay), mas que a maioria dos deputados e senadores é contra a questão e por conta disso é que as leis apresentadas não são aprovadas.
MixBrasil
A cidade inglesa de Manchester realizou no último fim de semana o primeiro casamento judeu entre pessoas do mesmo sexo, realizado pela Liberal Judaism, uma parte mais moderna do judaísmo. O primeiro casal gay e judeu a se unir foi os ingleses Jeffrey Levine e Roman Hunter-Fox.

A cerimônia foi realizada no Lowry Hotel e contou com tudo o quê tinha direito, incluindo o tradicional ketubah, que é um contrato de casamento judeu todo cheio de ornamentos e deveres. Eles disseram o "sim" para sempre e trocaram as alianças embaixo de uma chuppah, aquela pequena tenda tradicional nos casamentos judeus.
Ainda seguindo a tradição, eles quebraram copos enquanto rolava o shevah brachot, que são as sete bênçãos para os noivos, consideradas o coração da cerimônia de casamento judeu. Não foi a primeira união entre dois judeus gays embaixo de uma chuppah, mas foi a primeira oficial, realizada pela igreja, que após uma conferência em abril deste ano decidiu realizar as cerimônias também para casais de mesmo sexo.
MixBrasil

quarta-feira, 8 de junho de 2011


O reconhecimento da união estável para casais de mesmo sexo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pode ser derrubado pelo Congresso Nacional. É o que pede o Projeto de Decreto Legislativo 224/11, que está em análise na Câmara dos Deputados e, se aprovado, terá o poder de sustar a decisão do Supremo. A proposta chegou na última terça-feira, 7, à Mesa Diretora da Câmara e tem cinco sessões ordinárias como prazo para recurso.

De autoria do deputado federal João Campos (PSDB-GO), a proposta foi apresentada em 25 de maio pela Frente Parlamentar Evangélica, que no último dia 1o. de junho realizou, juntamente com o pastor da Igreja de Cristo Silas Malafaia, uma manifestação em Brasília para pressionar a Mesa Diretora da Câmara a ter mais agilidade na análise do projeto.
Como em outros casos de assuntos polêmicos em tramitação na Câmara, a Agência Câmara está realizando uma enquete para saber a opinião da população brasileira sobre a suspensão da decisão do STF. Para votar na enquete é só clicar aqui. http://www2.camara.gov.br/agencia/
MixBrasil

Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marco Damigo) estão cada vez mais próximos em "Insensato Coração". Depois de terminar seu namoro com Paula (Tainá Müller), Eduardo começa a sair com o professor. Eles vão ao cinema, saem para jantar e passeiam juntos por uma livraria. Mas um dos autores da trama, Ricardo Linhares, ainda não sabe se a novela da Globo vai ter o primeiro beijo entre dois homens. "O beijo entre Eduardo e Hugo não depende da minha vontade. É uma questão institucional, da emissora", disse Ricardo por e-mail.

O ator Rodrigo Andrade entende que seu personagem tomará um rumo importante na trama. "Estou achando essa história genial. Eduardo e Hugo vão ter uma responsabilidade social muito grande. Os relacionamentos homossexuais são comuns nos dias de hoje", diz o ator.
Vale lembrar que em "América", um beijo entre os personagens de Bruno Gagliasso e Erom Cordeiro chegou a ser gravado, mas não foi exibido. O mesmo aconteceu mais recentemente, na série "Clandestinos - O Sonho Começou". Luiz Erlanger, diretor da Central Globo de Comunicação, justificou o veto à exibição de um beijo gay no seriado em uma carta enviada como resposta a um questionamento de Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). A cena gravada do beijo, que deveria ter ido ao ar no episódio de 9 de dezembro de 2010, mostra o ator Hugo (Hugo Leão) cumprimentando seu amigo e diretor Fábio (Fábio Henriquez) com um beijo na boca.
Na carta de resposta, datada de 3 de fevereiro de 2011, o diretor alega que "emissora entende que a classificação estabelecida pelo Ministério da Justiça para a programação televisa não se limita a ser indicativa, uma vez que efetivamente proíbe a veiculação de programas que apresentem conteúdos considerados “sensíveis”, fora das faixas horárias determinadas, e que, inclusive, substitui o poder parental, uma vez que não há a possibilidade de que os pais autorizem a exibição para seus filhos, como ocorre no cinema para sessões de filmes classificados”.
Procurada pela equipe de reportagem do portal UOL, a Central de Comunicação da Globo diz que a emissora mantém sua posição quanto à exibição do beijo gay.
UOL GAY


Os Cristãos fundamentalistas estão ficando loucos.

Os ataques de religiosos ao projeto de lei contra homofobia continua no DF. Um panfleto denominado “Em Defesa de uma Lei Superior – 10 razões para rejeitar o PLC 122, a Lei da Homofobia” foi distribuído na Plataforma Superior da Rodoviária do Plano Piloto.

Entre os pontos apresentados está a idéia de que a proposta de lei “atrai os castigos de Deus”.
O argumento mais usado pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, autor do material, diz respeito à situação de dispensa de uma suposta “babá lésbica”. Diz o panfleto: “Você concorda que uma creche ou escola seja fechada e processada porque se nega a contratar um homossexual, lésbica ou transexual?”



O Tribunal Justiça de São Paulo condenou o governo paulista a pagar indenização, por danos morais, a um estudante homossexual da rede pública.
Numa palestra na qual um médico urologista tinha como tarefa orientar os alunos sobre homossexualidade, o médico carregou no preconceito. Segundo testemunhas, ele associou violência e uso de drogas a homossexualidade. A afirmação provocou a ira de um grupo de alunos que chegou a fazer um abaixo-assinado reclamando providências à direção da escola.
Uma professora reconheceu que o palestrante foi infeliz em algumas declarações. Segundo ela, o médico disse que o mundo está sob o domínio da maldição e citou como exemplos a violência, o uso de drogas e a separação de casais. E, segundo a professora, ele disse ainda que o homem foi criado para se relacionar com uma mulher e vice-versa e quando isso não acontece também haveria um mal.
O valor da indenização foi arbitrado no correspondente a cem salários mínimos (cerca de R$ 50 mil).
Cena G
Segundo uma pesquisa feita na Bélgica, o país registra mais de mil casamentos entre pessoas do mesmo sexo desde que, em 2003, legalizou as uniões homoafetiva.

Os dados são do instituto de estatística local. Em 2003 foram 854 casamentos e desde então o número de uniões cresceu gradativamente: 1.069 em 2004, 1.027 em 2005, 1.124 em 2006, 1.150 em 2007, 1.092 em 2008, e 1.066 em 2009, o último ano de que há estatísticas.
Cena G

terça-feira, 7 de junho de 2011