sábado, 2 de julho de 2011

Um dos mais respeitados médicos do Brasil, Dráuzio Varela se manifestou nesta semana contra a opressão vivida por quem não tem a heterossexualidade como orientação sexual. Em artigo publicado em seu blog, ele relembra que a homossexualidade é encontrada em várias outras espécies animais, mas recriminada apenas na humana.

Em um texto que prega o fim da intolerância, Dráuzio diz que “considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas rigorosas”. E continua: “a sexualidade não admite opções, simplesmente é. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais”.
O médico lembra ainda que “mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países fazem com o racismo”.
Mix Brasil
Já começou a divulgação para a Marcha Pelo Estado Laico, que vai ser realizada em São Paulo no dia 31 de julho, um domingo, a partir das 14h, com concentração no MASP, na Avenida Paulista. O objetivo é protestar contra a constante interferência da religião nas decisões do Estado.

A Marcha vem para protestar contra ações como a do juiz de Goiânia Jeronymo Pedro Villas Boas, que anulou uma união estável entre pessoas do mesmo sexo e disse que "agiu por Deus". É para levar bandeiras, faixas, cartazes, guarda-chuva do arco-íris e tudo mais que caiba em um protesto.
MixBrasil


sexta-feira, 1 de julho de 2011


Em nome do pai, em nome do filho...! Veja em quém você tá votando!

Depois de saber que o pai foi absolvido pela Comissão de Ética da Câmara, o filho de Jair Bolsonaro (PP-RJ), o vereador Carlos Bolsonaro (PP-RJ), foi ao Twitter comemorou com a seguinte frase:

"Chuuuuuupa viadada. Viva a liberdade de expressão. Parabéns
Cena G
Além das 4 milhões de pessoas que tomaram conta da avenida Paulista neste domingo durante a Parada Gay, outro fato chamou a atenção: pendurados nos novos e belíssimos postes de iluminação, cerca de 50 cartazes com santos musculosos e o slogan "Nem santo te protege. Use camisinha" alertavam para a importância do uso de preservativos na relações sexuais.

As imagens, feitas pelo fotógrafo Ronaldo Gutierrez, foram doadas para a APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo) e causaram polêmica com a Igreja Católica. O cardeal Odilo Scherer chegou a comentar que os cartazes "ofendem profundamente e ferem o sentimento religioso do povo". "O uso debochado da imagem dos santos é ofensivo e desrespeitoso, o que nós desaprovamos", disse o cardeal.
Em entrevista exclusiva ao site A Capa, Ronaldo Gutierrez explica que sua intenção não foi causar atritos com a igreja e, sim, "fazer algo de bom para as pessoas". O fotógrafo chegou a receber e-mails com ameaças, mas diz que já esperava por essa reação negativa. Leia a seguir.


Como surgiu a ideia da campanha?
Sempre fui fascinado pela arte sacra e, apesar de não ser católico, gosto dos santos, li suas biografias e cheguei até a estudar a bíblia durante muitos anos. As histórias são cativantes. Juntei a isso meu gosto por pinturas e fiz esse trabalho para mim mesmo. A campanha surgiu depois, o Eduardo Lima (do Guia São Paulo de Bolso) entrou em contato com a APOGLBT e eu liberei o uso para eles. Gostei da ideia e cedi todos os direitos gratuitamente, e todo e qualquer dinheiro que entrar com essa campanha será doado a ONGs que ajudam pessoas carentes.


Quantos cartazes foram produzidos e quanto custou a campanha?
Bom, para ser sincero não sei, falaram que iriam produzir 50 cartazes além das camisinhas, mas pelo que pude ver na Parada esse número foi maior. Quanto aos custos, realmente não sei, deixei tudo isso nas mãos deles. Como não teria nenhum ganho financeiro com isso, nem me preocupei com custos, queria realmente fazer algo de bom para as pessoas.


Você disse que pesquisou sobre a imagem de santos para realizar as fotos. Como ocorreu essa pesquisa?
Pesquiso arte sacra há muitos anos, sempre vou a museus e igrejas e, na Europa, visitei todas as grandes igrejas. Especificamente para essas imagens, pesquisei antes na internet para depois começar a pensar em cada imagem de santo.


O cardeal dom Odilo Scherer chegou a comentar que as imagens "ofendem profundamente" a Igreja Católica. Você está sendo ameaçado de alguma maneira?
Não é bom ouvir na TV e ler nos jornais pessoas dizendo que você as está ofendendo, quando minha única intenção era ajudar. Venho recebendo algumas mensagens pesadas, que machucam. Mas já esperava por essa reação negativa...


Por que mexer num tema tão espinhoso como a religião?
Não é com a religião que estou mexendo, é com as pessoas que dizem que mandam nela. Como disse, acho a vida dos santos um exemplo de bondade e amor ao próximo, mas não é isso que vejo naqueles que comandam. Sei que a grande maioria dos católicos é formada por gente muito boa e que quer ajudar. Outros, infelizmente, aqueles que detém os meios de comunicação, são preconceituosos e ignorantes.


Você pretende expor as imagens em outros espaços?
Adoraria expor esse trabalho em algum lugar que respeitasse a ideia, mas por enquanto não posso, precisaria de um patrocínio para fazer isso. Não ganhei absolutamente nada com essas imagens, fiz realmente por achar que seria bonito e as pessoas gostariam de ver. Se eu conseguisse quem patrocinasse, faria a exposição com o maior carinho.
A Capa


Está no auge a polêmica envolvendo a ex-atriz Myriam Rios. Como já é de conhecimento público, a deputada estadual (PDT-RJ) proferiu um discurso onde defendeu o direito de demitir funcionários homossexuais, além de relacionar perigosamente os gays com atos de pedofilia e crime.

A situação surpreendeu a mídia e a classe artística, além de chocar toda uma geração, de pessoas entre 30 e 45 anos, que cresceram assistindo com simpatia à atuação da então atriz Myriam na TV. A imagem pública dela sempre foi agradável, e ela chegou a ser chamada por Caetano Veloso de "a primeira-dama da MPB" - obviamente, por ter sido esposa de Roberto Carlos durante dez anos.
Para entender Myriam Rios, é preciso conhecer sua história. Nascida em Belo Horizonte no final de 1958, ela iniciou carreira artística ainda adolescente. Em 1976, com 17 anos, venceu um concurso de novas atrizes no programa de TV de Moacyr Franco, na Rede Globo.
Logo estava na novela "O Feijão e o Sonho", no mesmo ano, exibida pela emissora às 18h. Myriam e Lídia Brondi interpretavam as filhas adolescentes do casal protagonista. Sua carreira como atriz de TV começou a crescer. Ela atuou nas novelas "Escrava Isaura" (1976/77), "Duas Vidas" (1976/77), "Sem Lenço Sem Documento" (1977/78), "Pecado Rasgado" (1978/79), "Memórias de Amor" (1979), "Marrom Glacé" (1979/80), "Coração Alado" (1980/81) e "O Amor é Nosso!" (1981).
A essa altura, ela já era um rosto conhecido no Brasil. E um corpo também - afinal, posou nua para as revistas "Lui" (em 1978) e "Ele & Ela" (duas vezes, em 1979). Outra razão de sua fama aumentar foi, claro, o relacionamento com Roberto Carlos. O cantor chegou, inclusive, a comprar das editoras os direitos sobre esses ensaios fotográficos, para impedir a republicação das fotos.
Atualmente, tais revistas valem ouro em sebos - mas em compensação, LPs de vinil com coletâneas estilo "Disco Hits 76" custam R$1, e em pelo menos duas delas Myriam posa na capa: seminua, contracenando com uma motocicleta (foto).
No livro "Roberto Carlos em Detalhes" (de Paulo César de Araújo, publicado em 2006 e recolhido das livrarias por ordem judicial, a pedido do próprio Roberto Carlos), o autor fala sobre a relação da atriz com o Rei. O namoro começou em 1978, e tornou-se público no ano seguinte. Eles se casaram no final dos anos 70. Myriam tornou-se uma espécie de "Lady Di" brasileira, e passou a acompanhar o marido em turnês, shows e camarotes de Carnaval.
Como ela mesma mencionou, Roberto solicitava a presença da esposa ao seu lado, priorizando a própria carreira dele. E assim ela fez: em 1981, foi anunciado que a novela "O Amor é Nosso!" seria sua despedida da profissão.
Apesar disso, ao longo dos anos 80 ela voltou a aparecer: atuou nos filmes "A Filha dos Trapalhões" (85, com o quarteto humorístico) e "Banana Split" (87, onde fazia uma moça meio "piranha", no início dos anos 60), e nas novelas "Tititi" (85/86) e "Bambolê" (87/88) - em ambas, contracenando com o ator Paulo Castelli, já que Roberto Carlos só confiava no rapaz para fazer cenas de beijos com sua então esposa.
Também foi apresentadora do musical "Globo de Ouro", ao lado do falecido Lauro Corona (1957-1989). O que pensaria Lauro, se estivesse vivo, da atual opinião de Myriam sobre os gays?
Em 1989, Myriam se separou de Roberto Carlos. Novamente, como ela declarou no livro citado, estava se sentindo frustrada, pois queria ter filhos, mas o Rei não concordava. Queria retomar sua carreira de vez, e ele também era contra.
Uma vez separada, ela tentou voltar à tona. Atuou na minissérie "Floradas na Serra" (91, na extinta TV Manchete) e "Irmã Catarina" (96, na CNT, interpretando uma freira). Conseguiu voltar para a Globo, onde atuou em "Era Uma Vez..." (98), "Aquarela do Brasil" (2000) e "O Clone" (2001, atualmente em reprise no "Vale a Pena Ver de Novo").
Ao longo desse período, conseguiu enfim ter filhos: um com o médico Edmar Fontoura, e outro com o ator André Gonçalves - com quem contracenou em "Era Uma Vez..".
Aí viria a mudança: em 2002, converteu-se à Renovação Carismática Católica, entrando assim para o time de ex-atrizes dos anos 70 e 80 que seguem o mesmo trajeto: posam nuas, fazem filmes "ousados", atuam na TV, e depois que são desprezadas pela mídia, vão buscar refúgio em religiões austeras e repressoras, e algumas viram até bispas, pastoras e pregadoras. Exemplos: Darlene Glória, Simone Carvalho, Leila Lopes (1959-2009), Luíza Tomé...
Depois de se converter, Myriam passou a atuar em prol da religião. Apresenta programas de TV, rádio e internet da comunidade Canção Nova, lançou CDs com material religioso, e o livro "Eu, Myriam Rios", de 2006 - editado também pela empresa Canção Nova.
Foi eleita deputada em outubro de 2010, com o apoio de uma votação expressiva coordenada por Wagner Montes - também ele, figura dos anos 70 e 80, ex-ator, ex-jurado do "Show de Calouros" do SBT, atualmente apresentador de TV, e que costuma também disparar opiniões bastante retrógradas.
Enfim, depois de todo esse histórico, fica mais fácil entender o disparate atual de Myriam Rios, uma ex-celebridade que volta à mídia de forma pouco louvável. Vale lembrar que o vídeo no YouTube com Myriam Rios fazendo o seu discurso homofóbico, além de tudo, impede os usuários de postarem comentários. Mais uma atitude despótica das mídias religiosas, que pregam a liberdade de direitos e de expressão para todos, menos para aqueles que querem criticá-las. É a velha história: todo mundo é livre, desde que seja a favor deles.
A Capa
Já está definido qual ator irá interpretar o personagem que será vítima fatal de um ataque homofóbico em "Insensato Coração". Não será nenhum dos personagens gays que já estão na trama e, sim, um novo personagem que deve entrar nos próximos capítulos.

O escolhido foi o ator Miguel Roncato, que fez sua estreia na TV na novela "Passione", no papel de Alfredo. Miguel atualmente está no ar no quadro "Dança dos Famosos" do programa "Domingão do Faustão".
Na cena, seu personagem será atacado por um grupo de pitboys e acabará morrendo em decorrência dos ferimentos da agressão.
A Capa

Pense nisso!

A confiança do ingênuo é a arma mais útil do mentiroso.
Stephen King

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Conselho de ètica? Quanta impunidade!

O deputado Jair Bolsonaro foi inocentado pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

Para a Comissão, a atitude do parlamentar não feriu o decoro parlamentar.
Jair Bolsonaro respondia por três processos: no primeiro ele era acusado de ter ofendido a senadora Marinor Brito durante a Comissão de Direitos Humanos do Senado, que discutia o PLC 122/06; o segundo processo dizia a respeito a um panfleto que atacava o "Kit Escola Sem Homofobia" - na acusação, dizia-se que Bolsonaro tinha utilizado dinheiro público para produzir o material; e o terceiro processo dizia respeito à entrevista do parlamentar ao programa "CQC", onde ele ofendeu a cantora Preta Gil e era acusado de racismo.
Cena G
Pense bem! Com o seu voto você pode ser mais ético que esse conselho. Não vote em politicos nazistas.

Pense nisso!

Não importa o que o passado fez de mim. Importa é o que farei com o que o passado fez de mim.
Jean-Paul Sarte



O Festival MixBrasil de Cinema da Diversidade Sexual – um dos maiores do mundo neste segmento – promove, em parceria com a Fnac e com a Prefeitura do Rio, uma mostra gratuita de curtas e longas metragens que vai passar pelas cidades de Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro nos próximos dias.



Em Brasília e Curitiba, será apresentada uma seleção de 15 curtas nacionais que fizeram parte da 18ª edição do festival.


Fnac Brasília – dia 30, às 18h


Apresentação do jornalista André Fischer, curador do festival


Fnac Curitiba – dia 30, às 18h

No Rio de Janeiro, os filmes serão exibidos dentro da programação da Semana Carioca da Diversidade.


Sexta-Feira - 01/07

21h - Dzi Croquetes
O documentário brasileiro mais premiado nos 02 últimos anos.


Sábado - 02/07


19h - Competitiva Brasil I
Seleção de curtas nacionais premiados no festival de 2010.
Filmes: Eu não quero voltar sozinho / Handebol / Eu e o cara da Piscina / Aviário / Luz


21h - Sexy Boys
Uma mostra dos mais novos e “apimentados” curtas LGBT mundiais.
Filmes: Síndrome de Gogo / Cai Cai Balão / Depois de Klara / Revelação Explicita / Duelo / Stephen faz a festa / Vapor / Crepúsculo em Tel-Aviv


Domingo - 03/07


19h - Competitiva Brasil II
Filmes: Bailão / O Capitão chamava Carlos / Não me deixe em casa / O Bolo; Mais ou Menos


21h - Como Esquecer
Com Ana Paula Arosio, Murilo Benicio e Natalia Lage.

Todos os filmes serão exibidos no Planetário da Gávea, na Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100 - Gávea - Tel. 2274-0046
MixBrasil

Luisa Marilac no Programa Provocações - Parte 1/3

Luisa Marilac no Programa Provocações - Parte 2/3

Luisa Marilac no Programa Provocações - Parte 3/3


Bruno Chateaubriand e André Ramos já deram andamento no processo de adoção. Durante o 1º Prêmio Rio Sem Preconceito, realizado nesta terça-feira (28), o empresário falou sobre a vontade de ter filhos. "Eu sempre quis ter filhos, mas o André só começou a ter interesse faz uns 3 anos Agora, sempre que vê uma criança, ele chora.", contou.

O casal pretende adotar irmãos, independente do sexo. "Só quero que eles sejam pequenos, assim poderemos aproveitar todas as etapas de crescimento das crianças".
Cena G



A Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio promoveu na noite desta terça-feira, dia 28, a entrega do 1º Prêmio Rio Sem Preconceito. O evento, realizado no Teatro Oi Casa Grande, no Leblon, homenageou doze personalidades, das mais diversas áreas, que se destacaram na luta contra o preconceito. Elas foram eleitas por um grupo de vinte jornalistas. A premiação abriu a programação da 1ª Semana Carioca da Diversidade, em pleno Dia Mundial do Orgulho Gay.

O prefeito Eduardo Paes destacou que “o Rio é uma cidade aberta que precisa estar a frente dessa questão. Esse prêmio é muito importante, mas é fundamental que sejamos capazes de construir políticas que possam permitir que não exista nenhum tipo de desrespeito tanto com os iguais quanto os diferentes”.
Ele ainda elogiou o trabalho que vem sendo realizado pelo coordenador especial da Diversidade Sexual, da Prefeitura do Rio, Carlos Tufvesson. “O evento representa o reconhecimento a todas as pessoas que lutam contra o preconceito. A luta contra o preconceito é de todos. Não podemos deixar de reconhecer exemplos e nos inspirar neles. E preconceito não combina com o Rio”, afirmou Tufvesson.
O representante do Governador Sérgio Cabral, o secretário de estado da Casa Civil, Régis Fichtner, destacou a atuação do governador do Rio na defesa pela tolerância à diversidade sexual: “O governo do Estado tem sido precursor nas questões da diversidade sexual e da tolerância no Rio de Janeiro. O governador Sergio Cabral foi o primeiro a provocar o Supremo Tribunal Federal no reconhecimento da união estável entre homossexuais. Como deputado, foi o primeiro a reconhecer uma lei que reconhece os direitos dos homossexuais, a pensão dos servidores. Enfim, o governador estimula e tem estimulado muito a questão da opção sexual, da valorização e do respeito”, enumerou.
Ainda na premiação, público assistiu a apresentações da cantora Bebel Gilberto e a números de stand up comedy com os atores Aloísio de Abreu e Luis Salem. Outro destaque foi a presença da modelo transexual Lea T.
Entre os homenageados da noite, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto; o deputado federal Jean Wyllys; o jogador de vôlei do clube Futuro, Michael; o diretor do grupo AfroReggae, José Júnior; além da cantora Preta Gil, dos novelistas Gilberto Braga e Ricardo Linhares, do apresentador Luciano Huck, de Lucinha Araújo (da Associação Viva Cazuza), e da modelo Lea T.
MixBrasil

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Começa nesta quarta-feira, às 16h, a venda de ingressos para os shows de Ricky Martin em São Paulo e Rio de Janeiro. Nos dois primeiros dias, a venda é restrita para clientes Credicard, Citibank e Diners, e o público em geral pode adquirir os ingressos a partir de 1º de julho.

Em São Paulo, os preços variam entre R$ 90 (plateia superior) e R$ 500 (pista premium e camarotes setor I). No Rio, os valores são R$ 160 (pista), R$ 300 (pista premium e poltronas) e R$ 400 (camarotes). Os ingressos estão à venda pelo site www.ticketsforfun.com.br, pelo telefone 4003-0806 e nos pontos de venda credenciados.
Ricky Martin se apresenta no Credicard Hall, em São Paulo, no dia 26 de agosto, e faz show no Rio de Janeiro no dia seguinte, no Citibank Hall. O cantor também passa por Porto Alegre, no Ginásio Gigantinho, no dia 30 de agosto. Informações sobre os ingressos do show na capital gaúcha ainda não foram divulgadas.
Após a passagem pelo Brasil, Ricky Martin segue para o Uruguai, Argentina e Chile. No momento, o cantor porto-riquenho Ricky Martin está em Buenos Aires para promover seu álbum "Música+Alma+Sexo".
Uol Noticias



O infeliz comentário do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer

Arcebispo Metropolitano de São Paulo a respeito da Parada Gay que lotou a Av. Paulista com mais de 4 milhões de pessoas, demonstra bem a arrogância de quem se pressupõe dono da verdade.
Como tema, a Parada levou a frase “Amai-vos uns aos outros”, na expectativa de amenizar os crimes homofóbicos que se espalham pelo Brasil em nome da fé cristã, da família e principalmente dos proclamados dogmas morais.
O Sr. Arcebispo concluiu sua fala indignada, dizendo da Igreja Católica se sentir ofendida com as imagens de santos, principalmente São Sebastião cultuado pelos gays, com apelos sensuais e eróticos.
Mas tudo não passa de uma idealização, a própria imagem de Jesus é idealizada a partir da imagem do deus da mitologia romana Apolo, o deus sol, que era adorado pelo imperador Constantino, que ao se dizer convertido, passou a adorar Apolo na figura de Jesus, o que foi aceito pela arte renascentista que passou a representar Jesus com os olhos azuis, cabelos longos e sedosos, uma barba bem aparada e de uma pele branca sem manchas. Características incompatíveis com o biótipo árabe principalmente naqueles tempos .
Se a própria imagem de Jesus foi deturpada ao bel prazer de quem o adora, talvez para facilitar essa adoração, porque os gays não podem transformar seus santos de devoção também a seus próprios arquétipos , o processo é o mesmo, e o mesmo se dá com a frase atribuída a Jesus o “Amai-vos uns aos outros”, onde está o erro de se usar um apelo tão altruísta em prol da promoção do amor e do respeito? O fato de sermos gays? De sermos minoria? De lutarmos pelos nossos direitos sem nos deixarmos levar pela dominação ideológica? Por sermos minoria e não nos deixarmos esmagar pelo preconceito do estigma?
Desculpe Sr. Arcebispo mas temos o direito sim de idealizarmos nossos santos da mesma maneira que sua crença fez e de interpretarmos as parábolas ao nosso jeito, da mesma maneira que sua igreja fez.
Outro caso recente e curioso é o do Sr. Jeronymo Villas Boas, Juiz do estado de Goiás que em desrespeito aos STF, cancelou o reconhecimento dos direitos civis do primeiro casal gay a usufruir dessa prerrogativa legal no Brasil.
Ele se diz que não é homofóbico mas age como se fosse, suas palavras são cheias de aversão e preconceito. Ele falou que sua decisão nada tem com a sua religião, ele é pastor da Assembléia de Deus, mas se disse incomodado, nem imagino como, por Deus que o compeliu a tomar essa atitude. Quanta contradição.
Em recente entrevista ao programa Fantástico da rede Globo, esse referido juiz criou a hipotética situação de um estado formado somente por gays em uma hipotética ilha deserta , esse estado não sobreviveria a uma geração.
A esdrúxula hipótese , me surpreende por ser de um juiz, de que adiantou tanto estudo para tanta estupidez.
Caro Sr. Jeronymo, nós gays não queremos uma sociedade só de gays, isso é impossível, pois o que é mais importante na humanidade é a sua própria diversidade, o que propomos é o cultivo do respeito e da liberdade de cada um, assim podemos prever não uma sociedade de gays e nem de heteros, nem de cristãos e nem de mulçumanos, mas de harmonia ao que cada um é. Devemos respeito a essa diversidade que é a verdadeira maioria social do mundo.
Vamos esperar que a justiça de verdade prevaleça mais uma vez, e o STF se pronuncie ante esse desrespeitoso magistrado.
By Phil - ES Hoje