quarta-feira, 13 de julho de 2011



Pense nisso!

Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor. Wolfgang Amadeus Mozart

terça-feira, 12 de julho de 2011





O Departamento de Cultura e Eventos da OAB de São Paulo realiza, no dia 1º de agosto, a partir das 9h30, no Salão Nobre da OAB-SP, uma jornada jurídica que vai tratar de temas como homoafetividade, união estável, casamento e os avanços e controvérsias que envolvem os direitos dos homossexuais.

O evento será comandando pela Dra. Kátia Boulos, que é advogada; vice-presidente da Comissão de Direito de Família, membro da Comissão da Mulher Advogada da OAB SP e de Estudos de Direito da Família do IASP; além de autora e coordenadora de diversos projetos institucionais.
As inscrições gratuitas podem ser feitas clicando aqui, ou pessoalmente na Praça da Sé, 385 – Térreo. É preciso doar uma lata ou pacote de leite integral em pó – 400g.
MixBrasil
Depois da repercussão da entrevista concedida pelo deputado Jean Wyllys ao MixBrasil na última terça-feira, em que ele criticava a senadora Marta Suplicy, a relatora do quase falecido PLC 122 convidou os deputados e senadores que integram a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT para discutir o novo projeto elaborado por ela, ao lado de Marcelo Crivella, Demóstenes Torres e Toni Reis.

No encontro, marcado para o próximo dia 12, a senadora Marta Suplicy pretende colher as opiniões de outros deputados e senadores com o objetivo de aperfeiçoar a atual proposta.
MixBrasil




Chi Chi Chi Le Le Le Viva o Chile!

O governo do Chile está disposto a legalizar a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

De acordo com o jornal chileno "La Tercera", o governo do país está preparando sua legislação para reconhecer legalmente a união civil entre os casais gays.
O projeto de lei, que deve ser apresentado ao Congresso na próxima semana, irá conceder direitos legais a casais gays que vivem juntos há mais de um ano.
No mês passado, o presidente chileno Sebastián Piñera demonstrou seu apoio pela aprovação do projeto. Com isso, ele pretende garantir "a dignidade desses casais", declarou Piñera.
A capa


Deputada Myrian Rios, Pense antes de falar - Honre a cadeira onde senta!

A atriz e deputada estadual Myrian Rios (PDT) divulgou no início da noite desta segunda-feira uma nota em que pede desculpas por seu discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em 21 de junho. Na ocasião, ela, ao se posicionar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acrescenta a orientação sexual às formas de discriminação puníveis no Estado, insinuou que uma babá gay poderia praticar pedofilia contra suas filhas. "Repudio veementemente o pedófilo e jamais tive a intenção de igualar esse criminoso com o homossexualismo. Se entenderam desta maneira, peço desculpas", disse. Já em nota oficial Myrian Rios pede desculpas pelo o que foi dito segue a Nota:



Nota Oficial


Rio de Janeiro, 27 de junho de 2011


Iniciei meu discurso de 21 de junho na tribuna da Alerj relatando a minha condição de católica, missionária consagrada da comunidade Canção Nova e, como tal, eu prego o respeito, o amor ao próximo, o perdão. Destaco que Deus ama a todas as pessoas, pois Ele não faz diferenciação. Em um dos trechos, afirmo: não sou preconceituosa e não descrimino.Repudio veementemente o pedófilo e jamais tive a intenção de igualar esse criminoso com o homossexualismo. Se entenderam desta maneira, peço desculpas. Conto na minha família com parentes e amigos homossexuais e os amo, respeito como seres humanos e filhos de Deus. Da mesma forma repudio a agressão aos homossexuais, pois nada justifica tamanha violência.Votei contra a PEC-23 por minhas convicções e não contra este ou aquele segmento de determinada orientação sexual.
MYRIAN RIOS
MixBrasil

sábado, 9 de julho de 2011




Toni Reis - Escreve.

Cada pessoa faz suas análises a partir de sua visão de mundo. Tem pessoas que vêem uma chuva maravilhosa e pensam no barro que vai causar. Outras vêem a limpeza e ar puro que pode causar.

“O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade". (Winston Churchill)
O Governo Dilma atuou de forma maravilhosa e competente nas Nações Unidas (ONU). Por meio do Ministério das Relações Exteriores, ajudou a aprovar, no conselho de Direitos Humanos, a mais importante resolução que já tivemos até hoje em prol das pessoas LGBT, de todo o mundo.
Essa atuação mostrou que o governo da Presidenta Dilma está totalmente comprometido com os direitos humanos da nossa população e com certeza contribuirá para que a perseguição contra LGBT em vários países do mundo recue.
O Governo Dilma, com o apoio da Secretaria de Direitos Humanos e por meio da Advocacia Geral da União e da Procuradoria Geral da República, defendeu a aprovação da união estável entre pessoas do mesmo sexo no STF. Nos votos dos eminentes Ministros do Supremo muitas políticas públicas do Governo Federal foram citadas.
O Governo Dilma , por meio da Secretaria de Direitos Humanos, deu posse ao Conselho Nacional LGBT, com representantes de 15 ministérios e 15 representantes da sociedade Civil. No total, são - sem mencionar os suplentes - 30 pessoas envolvidas do Governo Federal e 30 da sociedade civil que estão conselheiras e conselheiros, titulares e suplentes. Não se tem notícia de algo parecido em outros países do mundo.
A presidenta Dilma e a ministra Maria do Rosário convocaram a II Conferência Nacional LGBT e as 27 Unidades da Federação já estão organizando as Conferências Estaduais LGBT, das quais cinco já convocaram ( MS, MG, RS, SP e AP). Importante ressaltar que o tema da Conferência aponta para o debate da superação da pobreza e da miséria entre a população LGBT, algo inovador.
O Governo Dilma, por meio da Ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, lançou o Grupo de Trabalho de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, assim como editais para o financiamento de projetos. Pela primeira vez, mulheres trans foram contempladas em políticas neste Ministério, mais um avanço desse governo.
O Governo Dilma, através da Secretaria de Direitos Humanos, lançou o módulo LGBT no serviço Disque Direitos Humanos (Disque 100). Até 12% dos atendimentos realizados são de LGBT.
O Governo Dilma, por meio da Secretaria Geral da Presidência da República e do Ministério do Planejamento, está discutindo com a sociedade civil o PPA (Plano Plurianual) para ampliar as ações de promoção da cidadania LGBT. A Secretaria de Direitos Humanos já se comprometeu a incluir um Programa Temático Específico, intitulado "Promoção da Cidadania LGBT" no PPA, o que vai facilitar a garantia de recursos orçamentários para o Plano Nacional LGBT nos próximos anos.
O Governo Dilma, de conjunto, recebeu o movimento social LGBT quando da realização da II Marcha Nacional Contra Homofobia. Fomos recebidos por 15 Ministérios. Foram 10 Ministras e Ministros que representam a Presidenta Dilma, já que ocupam suas pastas por vontade expressa da Presidenta.
O Governo Dilma, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego, convocou 10 lideranças travestis e transexuais para iniciar o projeto "Astral TOP" e combater a exclusão das pessoas trans no mercado de trabalho.
O Governo Dilma, por meio do Ministério da Defesa, que acatou nossa reivindicação, mandará projeto de lei para o Congresso Nacional a fim de retirar as palavras "homossexual" e "pederastia" do Código Penal Militar.
O Governo Dilma, por meio do Ministério da Saúde e do Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais, lançou edital para financiamento de projetos de assessoria jurídica e também de prevenção nas paradas do Orgulho LGBT.
O Governo Dilma, em ação da Secretaria de Direitos Humanos, lançou o edital para projetos de educação em direitos Humanos e Centros de Referências que contemplam as demandas LGBT.
O Governo Dilma, em atitude ousada, regulamentou a visita íntima para casais do mesmo sexo a pessoas privadas de liberdade, em todo o Brasil.
O Governo Dilma já declarou inúmeras vezes que é contra homofobia e contra todas as formas de violência e que trabalhará para combater a homofobia.
Efetivar esse compromisso fez com o Governo Dilma - por meio da SDH - lançasse, já em fevereiro de 2011, a campanha Faça do Brasil um Território Livre da Homofobia, campanha que deverá atingir todo o território nacional.
O Governo Dilma mantém duas importantes estruturas institucionais de promoção dos direitos de LGBT em seu governo: a Coordenação Nacional LGBT e a Secretaria Executiva do Conselho Nacional LGBT, ambas instaladas na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
O Governo Dilma, por meio da Receita Federal, recebeu, pela primeira vez na história do Brasil, as declarações conjuntas de Imposto de Renda de casais homossexuais.
Ao contrário do que muitas vezes é dito, o Governo Dilma não vetou o “Kit” do Projeto Escola sem Homofobia. Apenas suspendeu-o temporariamente e já está dialogando para melhorar e ampliar o raio de atuação do Escola Sem Homofobia.
A proposta é construir um material que combata todas as formas de discriminação e bullying no ambiente escolar. Será um "Kit Respeito e Cidadania" nas escolas. Afinal, nós LGBT sofremos também outras discriminações cruzadas e acrescidas se somos negros, mulheres, pobres, pessoas com deficiência, etc. Devemos nos solidarizar com todas as pessoas que sofrem outros tipos de bullying e violência escolar, incluindo a violência sofrida pelos milhares de professoras e professores do nosso país.
Com certeza, são muitos os avanços em apenas seis meses de Governo Dilma. Nem todos dos quais estão registrados aqui, mas todos vão na direção de garantir a cidadania plena da nossa população LGBT.
O Governo Dilma, por meio de suas lideranças no Congresso Nacional, já confirmou que é favorável à criminalização da homofobia,
"O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso. (Ariano Suassuna)".
O Governo Dilma representa a continuidade do governo Lula, que foi o que mais fez pela cidadania LGBT na história do Brasil.
O Governo Dilma é aliado dos direitos Humanos e da cidadania da população LGBT do Brasil e do mundo. Cabe a nós, do movimento LGBT fazer a mobilização e pressão, mas sempre no diálogo respeitoso com um governo que é nosso aliado.
Não podemos, nunca, sob pena de retrocedermos, confundir aliados que cometem erros ou recuam, com adversários ou com inimigos fundamentalistas.
Com aliados se conversa, se negocia, se entende e se avança.
Toni Reis - Presidente ABGLT




Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. De fato, não há nada de errado no cristianismo. O problema são vocês, cristãos. Vocês nem começaram a viver segundo os seus próprios ensinos” Mahatma Gandhi.


Deus socorre o perseguido - Salmos 56


Com a proclamação da república em 1889, o Brasil se tornou um estado laico, o que quer dizer que não existe uma religião oficial do estado e todos estão livres para manifestarem as suas creças, mesmo ser ateus. Mas os católicos sempre se mantiveram na tentativa de domínio, o que gerou uma forte opressão aos chamados protestantes e adeptos das religiões afro-brasileiras como a Umbanda e o Candonblé, ao mesmo tempo que coagiram parlamentares aos dogmas da fé. Leis que beneficiaram as mulheres, a lei do divorcio e ainda hoje leis de uso de células tronco ou mesmo de liberdade de expressão esbarram nos códigos canonicos e no moralismo religioso.


Curiosamente os evangélicos que sofreram desde Lutero com a opressão católica, hoje se embriagaram no poder e se tornaram ferozes preconceituosos e opressores, se diferenciando em pouco ou nada do mais tenso periodo fundamentalista católico: a inquisição, pois certamente se pudessem também ergueriam foguerias em praças públicas.


A bancada evangélica no congresso, principalmente no senado, tenta ser maioria para dominar a democracia, e esquece que na democracia os direitos das minorias são resguardados e protegidos, para não sofrerem a opressão do poder. Entra aí o Supremo Tribunal Federal, defensor da constituição e da democracia, portanto das minorias, que na interpretação da carta-magna toma decisões para suprir a ausência de legislação específica. Foi assim o reconhecimento dos direitos civis aos casais homoafetivos e deverá ser assim diante do entrave ante a crimanilização da homofobia, onde de maneira até fantasiosa a bancada evangélica argumanta a demonização (?) da PL122/06.


Chega de perseguições e mortes, somos cidadãos, pagamos nossos impostos, os salários desses parlamentares. Exigimos o respeito e a proteção legal que a democracia concede às minorias. Aguardamos, novamente, o posicionamento do STF.
By Phil - Esírito Santo Hoje


Há exatos 21 anos, morria o cantor e compositor Cazuza, vítima da Aids. Mas parece que muito jovens ainda não estão usando o preservativo como deveriam.

Menos da metade dos jovens usa preservativos em todas as relações sexuais com parceiros casuais. As pesquisas mostram que o jovem usa o preservativo na primeira relação, mas a partir do momento em que confia no parceiro, pára de usar a camisinha.
Normalmente, em um mês de relacionamento, ele já faz sexo sem preservativo e se expões às doenças sexualmente transmissíveis.
Cena G

Agora é tarde - Entrevista com Marta Suplicy [Danilo Gentili]

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Gays: Eu RESPEITO, e você?

O projeto de lei 122/06, que criminaliza a homofobia, foi abandonado depois de um acordo entre a senadora Marta Suplicy, a ABGLT, e a bancada religiosa do Congresso Nacional. Agora, uma nova proposta será feita. Para a realização do novo texto, a ABGLT pede sugestões antes de bater o martelo sobre o projeto, que é mais amplo que o PLC 122/06. A proposição sob análise torna a homofobia um agravante nos julgamentos de assassinatos e deixa clara a penalização para quem xinga homossexuais.
Cena G 

As cenas do romance gay entre Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marcos Damigo) estão dando o que falar em Insensato Coração, novela das 21h, da Globo. O assunto já teria virado tabu nos bastidores, mas o ator Rodrigo Andrade afirmou que está na torcida para que o beijo gay aconteça. "Os autores têm essa vontade, mas não depende apenas deles. Quero que role porque vai ser importante para a sociedade, para o personagem e para minha carreira", disse.

Com o personagem ganhando destaque, Rodrigo já sente a repercussão nas ruas e acha que um beijo seria fundamental para mudar a postura das pessoas. "Muita gente se identifica e me conta que criou coragem para assumir a homossexualidade. O Eduardo está aí para fazer as pessoas felizes. Se a felicidade for sair do armário, que ele saia logo", opinou.
Gay 1 



O Sindicato dos Advogados de São Paulo e o Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual (GADVS) realizam a I Jornada de Direito da Antidiscriminação, que acontece entre os dias 23 e 26 de agosto, na Sala do Estudante da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, capital paulista.

O seminário será aberto pelo juiz federal de Porto Alegre, professor da UFRGS e parceiro do movimento LGBT Roger Raupp Rios e pelo advogado e membro da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap), Aton Fon Filho. Na mesma noite, vai rolar uma apresentação cultural comandada pela atriz e cantora Renata Perón.
O evento é aberto aos defensores de Direitos Humanos, estudantes, bacharéis, advogados e demais interessados no tema.


Veja a programação completa:


23/08 (terça-feira) às 19hs: Direito da Antidiscriminação e movimentos sociais
Mesa: Roger Raupp Rios ( Juiz Federal da 4ª Região, Doutor em Direito pela UFRGS)
Aton Fon (Advogado da Renap)

Abertura cultural:Bloco Afro Ilú Obá De Min


24/08 (quarta-feira) às 19hs: Direito, defesa de ações afirmativas e combate à discriminação racial
Mesa: Representante do Comitê Contra o Extermínio da População Negra e da Uneafro Brasil
Silvio Luiz de Almeida (Advogado, doutorando em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela USP, Presidente do Instituto Luiz Gama)
Intervenção cultural: Milton Salles ( Rapper, fundador do MH20- Movimento Hip Hop Organizado)
Tchellão ( Rapper)


25/08 (quinta-feira) às 19hs: Direito e combate à discriminação de gênero
Mesa: Nalu Faria (Marcha Mundial de Mulheres)
Kenarik Boujikian Fellipe (Associação dos Juízes pela Democracia)
Intervenção cultural: Peça "Carne" - Cia Kiwi de Teatro


26/08 (sexta-feira) às 19hs: Direito e combate à homofobia
Mesa: Marisa Fernandes (Coletivo de Feministas Lésbicas de São Paulo)
Paulo Mariante (Advogado, militante do IDENTIDADE- Grupo de Luta por Diversidade Sexual)
Intervenção cultural: Renata Peron ( cantora e Drag Queen)


Encerramento cultural: Roda de Samba com “Unidos da Lona Preta (MST)”
Local: Sala dos Estudantes - Faculdade de Direito da USP, Largo de São Francisco, nº 95, São Paulo
Inscrições e maiores informações podem ser obtidas pelo e-mail sindicato.adv@terra.com.br ou pelo fone: (11) 3105-2516
MixBrasil