quinta-feira, 15 de março de 2012

Personagens LGBTs - Saiba mais! Cassia Eller.

Filha de um sargento pára-quedista do Exército e de uma dona-de-casa, seu nome foi sugerido pela avó, devota de Santa Rita de Cássia.

Nascida no Rio de Janeiro, aos 6 anos mudou-se com a família para Belo Horizonte. Aos 10, foi para Santarém, no Pará. Aos 12 anos, voltou para o Rio. O interesse pela música começou aos 14 anos, quando ganhou um violão de presente. Tocava principalmente músicas dos Beatles. Aos 18, chegou a Brasília. Ali, cantou em coral, fez testes para musicais, trabalhou em duas óperas como corista, além de se apresentar como cantora de um grupo de forró. Também fez parte, durante dois anos, do primeiro trio elétrico de Brasília, denominado Massa Real, e tocou surdo em um grupo de samba. Trabalhou em vários bares (como o Bom Demais), cantando e tocando. Despontou no mundo artístico em 1981, ao participar de um espetáculo de Oswaldo Montenegro.
Um ano mais tarde, foi para Minas Gerais, onde trabalhou como servente de pedreiro. "Fiz massa e assentei tijolos", contava. Na escola, não chegou a terminar o ensino médio, por causa também dos shows que fazia, não teria tempo para estudar.
Caracterizada pela voz grave e pelo ecletismo musical, interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro, como Cazuza e Renato Russo, além de artistas da MPB como Caetano Veloso e Chico Buarque, passando pelo pop de Nando Reis e o incomum de Arrigo Barnabé e Wally Salomão, até sambas de Riachão e rocks clássicos de Jimi Hendrix, Rita Lee, Beatles, John Lennon e Nirvana.
2001 foi um ano bastante produtivo para Cássia Eller. Em 13 de janeiro de 2001, apresentou-se no Rock in Rio III, num show em que baião, samba e clássicos da MPB foram cantados em ritmo de rock. Neste dia, o organograma de apresentação foi o seguinte: R.E.M., Foo Fighters, Beck, Barão Vermelho, Fernanda Abreu e Cássia Eller. 190 mil pessoas compareceram a esta apresentação.

Entre maio e dezembro, Cássia Eller fez 95 shows. O que levou a cantora a gravar um DVD, nos moldes de sua preferência - ao vivo: o Acústico MTV, gravado entre 7 e 8 de março, em São Paulo, no qual Cássia contou com o um grupo de alto nível técnico e artístico: Nando Reis (direção musical/autoria, voz e violão em "Relicário" / voz em "De Esquina" de Xis), os músicos da banda Luiz Brasil (direção musical /cifras / violões e bandolim), Walter Villaça (violões e bandolim), Fernando Nunes (baixolão), Paulo Calasans (piano acústico Hammond e órgão Hammond), João Vianna (bateria, surdo, ganzá, ralador e lâmina), Lan Lan (percussão) e Thamyma Brasil (percussão), os músicos convidados Bernardo Bessler (violino), Iura (Cello), Alberto Continentino (contrabaixo acústico), Cristiano Alves (clarinete e clarone), Dirceu Leite (sax, flauta e clarineta), entre muitos outros. Este álbum foi composto por 17 faixas, acrescidas do Making Of, galeria de fotos, discografia e i.clip. O álbum vendeu até hoje mais de um milhão de cópias e se tornou o maior sucesso da carreira de Cássia, sendo que até então, apesar das boas vendagens e da experiência, ela não era considerada uma cantora extremamente popular.
No fim do ano, ela se apresentaria na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, no Rio, durante os festejos do réveillon. Faleceu dois dias antes, em 29 de dezembro. Foi substituída por Luciana Mello. Em vários pontos do Rio de Janeiro, fez-se um minuto de silêncio durante a comemoração da passagem do ano em memória de Cássia Eller. Vários artistas também prestaram homenagem à cantora em seus shows, na virada do ano.
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Quem disse?

Até hoje me assusto quando tem 30 mil pessoas me vendo. Suava para botar mil pessoas num lugar.

Cássia Eller


quarta-feira, 14 de março de 2012

2 Chopes com Jean Wyllys

PL 122/06 Urgente!

Um casal homossexual foi agredido por seis homens na estação de ônibus de Pirajá, em Salvador, na noite de sábado (10). O local, normalmente, é bastante movimentado no horário em que a agressão ocorreu, mesmo nos finais de semana.



Uma das vítimas sofreu dois cortes na cabeça. O rapaz foi socorrido por uma equipe do Samu e encaminhado para um posto de emergência no bairro de Pau da Lima, onde recebeu cerca de dez pontos.


Segundo relato das vítimas, que preferem não ser identificadas, eles retornavam de uma festa no bairro do Rio Vermelho e ao descer do ônibus na Estação Pirajá, um dos rapazes encostou a cabeça no ombro do namorado. Nesse momento, os seis suspeitos apareceram carregando pedaços de madeira e facas.


Segundo uma das vítimas, o casal começou a correr, mas acabou sendo alcançado pelos agressores que deram dois golpes nas costas de um dos rapazes. Ele caiu e foi atingido com outros golpes na cabeça, o que resultou em dois cortes profundos. “Eu tive medo e fiquei sem entender o motivo daquela agressão”, relatou a vítima que teve o ferimento na cabeça.


O rapaz ainda relata que os suspeitos gritavam insultos ao casal de homossexuais como: “Bate nesses viadinhos. Bate nesses gays mauricinhos”. As vítimas afirmam que no momento agressão a estação de ônibus estava cheia de passageiros, mas ninguém demonstrou intenção de ajudá-los. “Não sei se as pessoas não fizeram nada porque eles estavam com armas ou se foi porque nós somos gays. Mas ninguém fez nada”, afirmou um dos rapazes.


Após a agressão, uma patrulha da Polícia Militar esteve no local e acionou uma equipe do Samu, já que, segundo as vítimas, os policiais informaram que não poderiam conduzí-los para uma unidade hospitalar. De acordo com a vítima que teve o corte na cabeça, ele aguardou cerca de uma hora até que o socorro chegasse.


Após passar por três delagacias de Salvador, nos bairros de Cajazeiras, São Caetano e Pau da Lima, o casal conseguiu registrar um boletim de ocorrência (BO), nesta segunda-feira (12), na 11ª Delegacia de Polícia, localizada no bairro de Tancredo Neves, área um pouco distante de onde o crime ocorreu. A unidade policial informou que o caso foi registrado na delegacia como lesão corporal. "Espero que algo seja feito pela polícia, que o crime não fique impune", disse uma das vítimas.
Noticias Gays







Personagens Lgbt - Saiba Mais - Mestre Zimba

Desde os doze anos envolvido com o mundo teatral, deixa sua terra natal em 1941, com 33 anos, quando emigra para o Brasil.

Chamado carinhosamente de Zimba, é considerado um dos fundadores do moderno teatro brasileiro por sua encenação inovadora do texto Vestido de Noiva, em 1943 do dramaturgo Nelson Rodrigues. Com esta montagem e por seu processo de ensaio, introduz-se a noção de diretor no teatro brasileiro, aquele que cria uma encenação, quase como um pintor da cena, substituindo a de ensaiador, aquele que se preocupava apenas em distribuir papéis e ordenar a movimentação em cena.
Antes de chegar ao Brasil, formou-se em letras e cursou a Escola de Arte Dramática do Teatro Municipal de Cracóvia, atuando em mais de vinte papéis entre 1927-1929. Depois desloca-se para Varsóvia onde trabalha como diretor e ator no "Teatr Polski" (Teatro Polaco) e "Teatr Mały" (Teatro Pequeno). Em 1931, já em Łódź atua e dirige algumas peças no Teatro Municipal e no Teatro de Câmara. Em 1923 retorna a Varsóvia, onde trabalha intensamente até o início da Segunda Guerra Mundial. O repertório das peças dirigidas por Ziembinski na Polônia foi majoritariamente de textos de autores poloneses, o inverso do que fará em nosso país, procurando encenar autores de muita importância na dramaturgia universal.
Antes de se mudar para São Paulo, convidado a participar do Teatro Brasileiro de Comédia, Ziembinski dirige em Recife o simbólico Nossa Cidade, de Thornton Wilder (1949), Pais e Filhos, de Ivan Turgueniev, e Esquina Perigosa, de J. B. Priestley, no Teatro de Amadores de Pernambuco TAP. Outra incursão, agora no Teatro Universitário de Pernambuco (TUP), será Além do Horizonte, de Eugene O'Neill, e Fim de Jornada, de Robert Sheriff.

Em 1950 além de trabalhar no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) de Franco Zampari, fez vários trabalhos com Cacilda Becker e também leciona arte dramática na então Escola de Arte Dramática (EAD), de Alfredo Mesquita, entre 1951 e 1957.
No cinema participa do filme Tico-tico no Fubá, com Anselmo Duarte e Tônia Carrero. Tendo participado em mais de cem espetáculos em solo brasileiro e trabalhado com importantes atores como Cacilda Becker, Walmor Chagas, Cleyde Yáconis, Nicette Bruno, Paulo Goulart, Fernando Torres, marcou uma geração inteira de artistas, ao mesmo tempo que trouxe a cena uma quantidade importantes de importantes dramaturgos da cena internacional.
Já nos anos setenta será contratado pela Rede Globo onde coordenou diversos núcleos de produção, especialmente o Departamento de Casos Especiais.
Foram 50 anos de teatro, 35 deles no Brasil dirigindo 94 peças. Também foi pintor e fotógrafo até 1978. Morreu aos 70 anos. Para o crítico Sábato Magaldi Ziembiński foi "um monstro do teatro, figura extraordinária que pairou sobre a beleza do Rio de Janeiro".
 Wikipédia, a enciclopédia livre


Coluna do Phil

Bote a boca no trombone!



Já foi o tempo em que ser homossexual era um segredo e tínhamos de ficar calados. Quando ofendidos, insultados, humilhados sem a quem recorrer, se levantávamos a voz para nos defender éramos chamados de exibicionistas que queriam atenção. Como gostamos de sexo, como todo mundo gosta, éramos pervertidos, se pegávamos Aids era bem feito, nós merecíamos, merecíamos também ser assassinados, espancados, expulsos de ambientes chamados familiares, e quando falávamos em publico sobre os nossos direitos, éramos aliciadores de menores.


Mas hoje, aqui em Vitória, já contamos com o CAVVID (Coordenação de Atendimento às Vitimas de Violência e Discriminação) e podemos “Botar a boca no trombone”. O CAVVID foi criado para prestar atendimento a todos que se sintam de alguma forma discriminados o violados em seus direitos devido a sua orientação sexual. Presta atendimento social, psicológico e orientação jurídica com relação a preconceito também a cor, raça e a mulheres vitimas de violência.


Então se você se sente vítima de homofobia, com qualquer tipo de violência, procure o CAVVID, recolha o Maximo de informações possível como o nome do agressor (se for possível), hora e local onde aconteceu o fato, o nome da empresa, se for o caso, e consiga duas testemunhas munido disso vá à Casa do Cidadão de Vitória, Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos, Avenida Maruipe, 2544 no Bairro de Itararé e procure a equipe do CAVVID, anote o telefone: 3382 5464 ou 3382 5465.


Ajude a luta pela cidadania LGBT de Vitória, esse é o processo de desconstrução da homofobia. Sei que muitas vezes é difícil até por questões de família, mas já passou o tempo em que tínhamos de ficar calados, já passou o tempo das máscaras, da opressão e da mordaça. E se a tempestade passou é hora do Arco Íris brilhar. Procure ajuda e se ajude, mesmo que alguns políticos não queiram, Homofobia é crime sim! Então denuncie não importa quem seja: se na escola, no trabalho, na igreja, na rua, onde for denuncie. Você é um cidadão e merece respeito. E se vir alguém sofrendo essa violência, ajude essa pessoa a tomar uma posição leve-a até o CAVVID e seja uma testemunha.


“Pela livre orientação e expressão sexual”. Pelos direitos iguais e respeito às diferenças, em caso de homofobia bote a boca no trombone, procure o CAVVID.
Jornal ES Hoje



Brasília vai receber nos próximos dias 15 e 16 de maio, véspera do Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia, 17 de maio, o 9º Seminário LGBT no Congresso Nacional, que neste ano tem como tema "Infância e Sexualidade". A iniciativa é da Frente Parlamentar Pela Cidadania LGBT e tem como objetivo principal proteger a infância e reconhecer a diversidade sexual. Serão convidados especialistas em Direito, Educação, Sexualidade, Psicologia e Cultura.

Segundo declarou à Agência Câmara o deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ), também será adotado um lema para o seminário: "Todas as Infâncias são Esperança". “Em torno desse tema a gente quer discutir o próprio reconhecimento de uma sexualidade infantil, proteger as crianças que escapam dos papéis de gênero definidos pela sociedade da violência.”
Ainda de acordo com Jean, “a gente sabe que tem muita criança que sofre violência doméstica terrível, são queimadas, são espancadas porque não se enquadram em papéis de gênero. Ou seja, aquele garoto que, com 6, 7 anos de idade, quer brincar de boneca e os pais batem".
MixBrasil

Quém disse?

Os loucos as vezes se curam, os imbecis nunca.
Oscar Wilde

terça-feira, 13 de março de 2012



O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi condenado a conceder o benefício de pensão por morte a um homem que mantinha união homoafetiva com o falecido até a data do óbito. O juiz federal Fernando Henrique Correa Custódio, da 4ª Vara-Gabinete do Juizado Especial Federal em São Paulo, julgou procedente o pedido.

Para obter o benefício de pensão por morte são necessários três requisitos: óbito do instituidor, qualidade de segurado do falecido e condição de dependente do requerente.
Segundo informações da Justiça, embora o artigo 226 da Constituição Federal reconheça como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, a própria Carta Magna, em outros artigos afirma que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza” e que constitui objetivo da República Federativa do Brasil “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.
Para Fernando Custódio, “mesmo que não esteja de forma explícita no texto constitucional, das bordas de seus princípios e objetivos deve se extrair a conclusão de que a união homoafetiva deve ser amparada e protegida pelo Estado”.
Ainda, considerando que o requerente apresentou documentos suficientes comprovando que na data da morte do companheiro estava configurada a união estável, o juiz entendeu que é devido o benefício desde a data do requerimento administrativo.
O INSS terá 45 dias para implantar o benefício, pagar uma renda mensal de R$ 1.834,19, além do montante das prestações vencidas no valor de R$ 48.964,91.
Gay 1

Coluna doPhil

Na era do Pós- Gênero,



“...Minha porção mulher que até então se resguardara é a porção melhor que trago em mim agora, é a que me faz viver.” – Gilberto Gil


Aos 60 anos o cartunista Laerte se descobriu transgênero, tirou do guarda- roupas todas as suas roupas masculinas, não ficou nem uma cueca, brinca ele. E passou a se vestir como uma mulher, sutiã, calcinha, saia, saltos altos, pinta as unhas e se maquia, e segue o seu dia a dia em casa, no trabalho, na padaria, enfim, leva uma vida normal vestido de mulher.


Ao classificar os gêneros hoje, não dá para ser só homem e mulher apenas, o ser humano é múltiplo na sua diversidade. Na Austrália, os documentos passaram a trazer as alternativas: Masculino, Feminino ou Indeterminado, para que o cidadão manifeste sua orientação sexual livremente. O mais interessante e que em muitos casos a pessoa prefere se posicionar como transgênera, ou sem gênero definido.


Laerte é casado, avô e não consegue se definir homossexual, no máximo bissexual, definição cada vez mais usada ultimamente, assim Laerte não se preocupa com um rótulo, acredita estar vivendo a era do Pós- gênero.


O mundo pop está acostumado a conviver com Boy George, cantor e compositor assumidamente gay. Boy George tem a identidade de gênero masculina, mas se veste como requintes femininos. Antes de entrar para o mundo da música, ele foi um bem sucedido pugilista. Com sua aparência ambígua o cantor já protagonizou muitas cenas confusas em hotéis e aeroportos.


Também uma personalidade do mundo artístico o cantor Marilyn Mason, se tornou um ícone do pós- gênero, não dá pra definir seu status sexual, até seu nome foi construído de forma a absorver todas as identidades de gêneros. Mas Hollywood já convive com a transgeneralidade a algum tempo, o diretor Ed Wood se classificava como heterossexual mas se vestia de mulher para, segundo ele, aquietar seu espírito.


São muitos e cada vez mais numerosos os casos dos transgêneros, uns estão acomodados por pressão social, muitos se manifestam de forma ostensiva, e outros, como Laerte, só se percebem ao entrarem na terceira idade ou morrem sem entenderem a si mesmos. E você? Já se percebeu em algum momento transgênero? Não só falando em atração sexual, mas também em sentimentos, atitudes e manifestações espontâneas de desejos ocultos? Eu, pelo meu lado, estou como Pepeu Gomes -“ Se Deus é menina e menino, sou masculino e feminino”.
Jorna ES Hoje 



O ator George Clooney, 50, falou sobre os boatos de que seria gay em entrevista à revista "The Advocate".

"Acho engraçado", afirmou. "Mas a última coisa que você me verá fazendo e sair por aí dizendo: 'É mentira!'."
"Isso seria injusto e grosseiro com os meus bons amigos da comunidade gay", disse. "Não vou deixar ninguém fazer parecer que ser gay é uma coisa ruim."
"A quem incomoda o fato de alguém ser gay?", prosseguiu. "Eu estarei morto há muito tempo e as pessoas continuarão dizendo que eu era gay. Não me importo."
"Minha vida particular é particular, e estou muito feliz com ela", contou. "Você vive sua vida bem, trata as pessoas bem e espera que ninguém invente histórias sobre você, mas elas inventam de qualquer forma."
Clooney, que frequentemente diz não querer se casar novamente --ele foi casado de 1989 a 1993 com a atriz Talia Balsam--, namora a lutadora Stacy Keibler, 32, e milita em prol do casamento gay.
Folha Online


Saiba mais! Oscar Wilde.

Wilde foi criado numa família protestante (convertendo-se à Igreja Católica depois), estudou na Portora Royal School de Enniskillen e no Trinity College de Dublin, onde sobressaiu como latinista e helenista. Ganhou depois uma bolsa de estudos para o Magdalen College de Oxford .[2].

Wilde saiu de Oxford em 1878. Um pouco antes havia ganhado o prêmio "Newdigate" com o poema "Ravenna".
Em Maio de 1895, após três julgamentos, foi condenado a dois anos de prisão, com trabalhos forçados, por "cometer atos imorais com diversos rapazes".[5] Wilde escreveu uma denúncia contra um jovem chamado Bosie, publicada no livro De Profundis, acusando-o de tê-lo arruinado. Bosie era o apelido de Lorde Alfred Douglas, um dos homens de que se suspeitava que Wilde fosse amante. Foi o pai de Bosie, o Marquês de Queensberry, que levou Oscar Wilde ao tribunal. No terrível período da prisão, Wilde redigiu uma longa carta a Douglas.
A imaginação como fruto do amor é uma das armas que Wilde utiliza para conseguir sobreviver nas condições terríveis da prisão. Apesar das críticas severas a Douglas, ele ainda alimenta o amor dentro de si como estratégia de sobrevivência. A imaginação, a beleza e a arte estão presentes na obra de Wilde.
Após a condenação a vida mudou radicalmente e o talentoso escritor viu, no cárcere, serem consumidas a saúde e a reputação. No presídio, o autor de Salomé (1893) produziu, entre outros escritos, De Profundis, o clássico anarquista, A Alma do Homem sob o Socialismo e a célebre Balada do Cárcere de Reading'.
Foi libertado em 19 de maio de 1897. Poucos amigos o esperavam na saída, entre eles o maior, Robert Ross.
Passou a morar em Paris e a usar o pseudônimo Sebastian Melmoth. As roupas tornaram-se mais simples, e o escritor morava em um lugar humilde, de apenas dois quartos. A produtividade literária é pequena.
O fato histórico de seu sucesso ter sido arruinado pelo Lord Alfred Douglas (Bosie) tornou-lhe ainda mais culto e filosófico, sempre defendendo o amor que não ousa dizer o nome, definição sobre a homossexualidade, como forma de mais perfeita afeição e amor.
Oscar Wilde morreu de um violento ataque de meningite (agravado pelo álcool e pela sífilis) às 9h50 do dia 30 de novembro de 1900.
Em seu leito de morte Oscar Wilde foi aceito pela Igreja Católica Romana e Robert Ross, em sua carta para More Adey (datada de 14 de Dezembro de 1900), disse: Ele estava consciente de que havia pessoas presentes, e levantou sua mão quando pedi, mostrando entendimento. Ele apertou nossas mãos. Eu então fui enviado em busca de um padre, e depois de grande dificuldade encontrei o Padre Cuthbert Dunne, que foi comigo e administrou o Batismo e a Extrema Unção - Oscar não pode tomar a Eucaristia.
Wilde foi enterrado no Cemitério de Bagneux fora de Paris, porém mais tarde foi movido para o Cemitério de Père Lachaise em Paris. Sua tumba em Père Lachaise foi feita pelo escultor Sir Jacob Epstein, à requisição de Robert Ross, que também pediu um pequeno compartimento para seus próprios restos. Seus restos foram transferidos para a tumba em 1950.
Wikipédia, a enciclopédia livre.

Quém disse?

Quando as pessoas concordam comigo eu sempre sinto que devo estar errado.
Oscar Wilde