terça-feira, 9 de junho de 2009



Cazuza é considerado hoje um dos maiores poetas do rock nacional. Rebelde e lírico, sempre foi uma mistura interessante.
Nasceu no Rio de Janeiro no dia 4 de abril de 1958 com o nome de Agenor Miranda de Araújo Neto, mas ficou conhecido nacionalmente por Cazuza. Teve uma certa dificuldade para descobrir que seu negócio era música. Antes de fazer sucesso foi funcionário da Som Livre, fez cursos de fotografias, trabalhou em peças teatrais. E foi exatamente em um espetáculo teatral, "Pára-quedas do coração" que se viu fazendo o que queria: cantar. Em 1981 encontrou-se com as pessoas que viriam a se companheiros de estrada. Conheceu Roberto Frejat, Dé, Maurício Barros e Gutti Goffi (guitarra, baixo, teclados e bateria, respectivamente) que estavam procurando um vocalista para a banda Barão Vermelho que, nesta época, ainda não tinham umtrabalho próprio. Surgia aí a grande Banda Barão vermelho. O caminho foi o tradicional. Tocavam em alguns teatros, fazia o difícil trabalho de divulgação até o produtor Ezequiel Dias ouviu uma fita demo do grupo. Mostrou a Guto Graça Mello, diretor artístico da Som Livre e tiveram que convencer o pai de Cazuza, João Araújo, a lançar o próprio filho. O começo foi humilde. Uma produção barata e um disco gravado as pressas que agradou o classe artística, tanto que Caetano Veloso viria a gravar futuramente "Tudo que houver nessa vida", música que encabeçava este primeiro trabalho.
Neste momento já começava a se delinear o letrista Cazuza. Além de ser um cantor instigante, com sua atitude rebelde, assumidamente bissexual, aparecia o poeta. Um tipo de letras que falava de dores, de sofrimento, de paixões. Recheando ritmos como baladas, rocks juvenis e blues, essas letras causaram intenso impacto. Em 83 foi lançado o segundo disco "Barão Vermelho 2" que não fez assim tanto sucesso. Vendeu mais que o anterior, mas não passou dos 15 mil exemplares vendidos. Mas conseguiu manter a qualidade do repertório e chamou mais atenção para o grupo. A dupla Cazuza/Frejat estava se consolidando, tanto que Ney Matogrosso primeira estrela nacional a gravar uma composição deles, resolveu fazer uma releitura da música "Pro dia nascer feliz". O sucesso viria um pouco mais tarde, com a música "Bete Balanço", encomendada para ser a música-título do filme de Lael Rodrigues, e que foigravada em um compacto. A aceitação foi tanta que "Bete Balanço" foi incluída no terceiro disco, "Maior Abandonado" e este vendeu mais de 60 mil cópias.
Em 85 Cazuza decide seguir a carreira solo. Em novembro lança o álbum "Cazuza" que traz parcerias (além de Frejat, que continuou amigo e parceiro) com Ezequiel Neves, Leon e Reinaldo Arias. É uma nova fase para Cazuza. Seus shows são mais elaborados e o público reconhece seu valor. No entanto ele já sabia que estava doente. Um novo exame confirma o vírus da Aids. Em 87 foi para Boston, onde ficou dois meses, e começo o tratamento com AZT. Quando voltou, gravou o disco "Ideologia", onde falava de suas experiências com a perspectiva da morte e ainda tocava em assuntos relacionados a questões sociais do país. No ano seguinte ganha o prêmio SHARP como melhor cantor de pop-rock e de melhor música pop-rock. Estavamadurando a sua carreira. O show "Ideologia", dirigido por Ney Matogrosso viaja por todo o país, vira um programa na Rede Globo e é gravado para ser transformado em um disco, "Cazuza ao vivo, o tempo não pára". Este disco vende mais de 560 mil cópias e é o registro dos maiores sucessos de sua carreira.
Apareceu na capa de uma revista semanal assumindo que estava com Aids. Foi um baque nacional. Era a primeira personalidade pública a assumir que estava doente. Talvez a proximidade com a morte o tenha levado a compor compulsivamente. Em 89 gravou o álbum duplo "Burguesia" que viria a ser seu último registro musical. Morreu no Rio de Janeiro, em 7 de julho de 1990, com 32 anos de idade.

Cantora, compositora e pianista, iniciou a carreira em casas noturnas do Rio de Janeiro, onde cantava e se acompanhava. O apelido Rô Rô veio por causa da voz grossa e rouca. Influenciada por cantoras como Maysa e musas do jazz norte-americano como Ella Fitzgerald, foi para Londres na época do regime militar, onde cantou em pubs a trabalhou em restaurantes. De volta ao Brasil, gravou seu primeiro disco em 1979, com "Amor, Meu Grande Amor" (com Ana Terra), seu primeiro grande sucesso, e "Tola Foi Você". Era um disco bastante romântico, com clima bluseiro, algo incomum na época. Em, 80, gravou o LP "Só Nos Resta Viver", cuja faixa-título de sua autoria é sucesso até hoje. "Escândalo", seu terceiro LP, trazia o título na capa como uma manchete de jornal, parodiando as notícias escandalosas que saíram na imprensa por conta de seu rompimento com a cantora Zizi Possi. A faixa-título de Caetano era um blues que traduzia perfeitamente aquele momento da cantora. Em 82, Angela estourou com "Simples Carinho" (João Donato/ Abel Silva). No ano seguinte, Maria Bethânia voltou a gravar uma música de sua autoria, "Fogueira" (a primeira fora "Gota de Sangue", no LP "Mel" (79). Em 84, fez sucesso com o fox "A Vida É Mesmo Assim" e no ano seguinte, com "Mônica", feita sobre a morte de uma estudante assassinada pelo namorado.Conhecida por seu temperamento irreverente, por suas "doses a mais" de bebida e por ter sido a primeira cantora brasileira a trazer a público (e às letras de suas canções) sua homossexualidade, Angela acabou ficando uma artista maldita, gravando desde então apenas dois discos ("Prova de Amor", em 88 e "Nosso Amor ao Armagedom - Ao Vivo", em 93), e participando dos Songbooks, produzidos por Almir Chediak. As músicas mais marcantes de seu repertório são baladas de amor, blues e jazz. Em 2000, Angela Ro Ro retoma sua carreira, com o CD “Acertei no milênio”, que traz nove canções inéditas e quatro releituras de clássicos da MPB. Destaque para a romântica "A Princesa E O Mar", além de "All of Me" (composta em 1931 e gravada por Billie Holiday, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, entre outros), uma versão elétrica de Don’t Let Me Be Misunderstood (clássico nas interpretações de The Animals, ) e a bela Gota D’Água (composta por Chico Buarque para a peça homônima) em ritmo de blues.
Os Stones sempre presentes no Play List da Homo Sapiens OnLine

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Estamos em troca de equipamento

sábado, 30 de maio de 2009





Filha de dois ícones da música popular brasileira, a cantora Elis Regina e o músico César Camargo Mariano, Maria Rita formou-se em comunicação social e estudos latino-americanos na época que morou com o pai nos Estados Unidos. Apesar de decidir-se pela carreira musical tardiamente, aos 24 anos, o disco de estréia de Maria Rita, produzido por Tom Capone, foi lançado superando as expectativas, vendendo mais de 350 mil cópias em dois meses e faturando diversos prêmios, incluindo três Grammy Latinos.

Nilson Chaves, nasceu em Belém do Pará onde começou sua carreira participando de festivais de música e compondo para grupos de teatro paraenses. Por volta de 1975 decide mudar-se para o Rio de Janeiro onde canta em casas de shows, compõe para espetáculos de teatro e dança e torna-se parceiro, entre outros, de Luli e Lucina e Thereza Tinoco, que registram essas parcerias em discos. Vencedor de vários festivais, lança seu primeiro Lp, faz shows e o tempo se incube de mostrar-lhe que é na terra natal que corre a seiva de sua música.Dono de uma voz suave e sensibilidade de um compositor que capta as saudades e lembranças de sua terra, Nilson Chaves, ao deixar fluir essa combinação, encontrou seu caminho de cantador e violeiro amazônico.

quarta-feira, 27 de maio de 2009



Renato Manfredini Junior gostava de fantasiar que fazia parte de uma banda de rock imaginária chamada 47th Street Band, na pele do fictício Eric Russel. De quebra, quis homenagear o iluminista suíço Jean-Jacques Rousseau, o filósofo inglês Bertrand Russel e o pintor francês Henri Rousseau. Tornou-se Renato Russo. Despontou para o sucesso em Brasília. Professor de inglês, criou em 1978 o Aborto Elétrico, grupo influenciado pelo punk rock inglês. Em 1982, saiu do Aborto e montou a Legião Urbana. O resto é história, sedimentada em uma carreira de sucesso, com letras de músicas que atraíam e atraem até hoje uma multidão de fãs. Seus discos solos, entretanto, não apresentaram composições próprias, mas standards americanos e italianos, em que confirmava sua voz possante (muito comparada à de Jerry Adriani). A aposta em um repertório alheio foi uma tentativa de não misturar sua carreira solo com a da Legião. Em 1994, o título de seu primeiro disco solo — The Stonewal Celebration Concert — foi uma homenagem ao ativismo gay americano, que comemorava 25 anos. Além disso, o trabalho teve 50% da vendagem revertida para os projetos sociais da Ação da Cidadania contra a Miséria e a Fome. O repertório do disco era composto de música popular americana acompanhada por violão e piano, cantada por Renato em um inglês perfeito, aprendido dos sete aos dez anos, quando morou com os pais em Nova York. O disco vendeu 250 mil cópias. No ano seguinte, foi a vez da língua italiana, em Equilíbrio Distante, homenagem às raízes de sua família. Em 1997, o CD atingiu um milhão de cópias vendidas. O disco foi considerado brega, mas popularizou Renato para além do reduto rock e abriu espaço para a redescoberta da música italiana no Brasil. Um ano depois de sua morte foi lançado o póstumo O Último Solo, com sobras das gravações de Stonewall e Equilíbrio. São oito músicas, quatro de cada disco, produzidas pelo mesmo Carlos Trilha dos trabalhos solos, com o acréscimo de orquestra gravada no estúdio Abbey Road, em Londres. E uma faixa interativa com o clipe de Strani Amore e trechos em áudio de uma entrevista do cantor. Renato morreu vítima de broncopneumonia, septicemia e infecção urinária, decorrentes da Aids, depois de seis anos como portador do vírus HIV. Depois de sua morte, não faltaram homenagens de fãs e artistas: discos, livros, clones, shows. Como todo roqueiro que morre cedo, Renato Russo virou mito.

Nascida em Juiz de Fora, a cantora, compositora, arranjadora, violonista e percussionista Ana Carolina começou cantando nos bares de sua cidade e teve seus primeiros espetáculos produzidos pela atriz e cantora Zezé Motta. Sua voz de timbre grave chamou a atenção de Luciana de Moraes, filha de Vinicius, que resolveu apostar em sua carreira. Assim, em 1999, Ana lançou seu primeiro álbum, "Ana Carolina", que teve como destaques a música "Garganta" (feita para ela pelo compositor Totonho Villeroy) e as recriações muito pessoais (entre o tango e o blues) de "Retrato em Branco e Preto" (Tom Jobim e Chico Buarque) e "Alguém Me Disse" (de Evaldo Gouvêia e Jair Amorim). Em 2003, Ana Carolina lança seu terceiro CD, "Estampado". Com esse trabalho a cantora obtém reconhecimento da crítica e aprovação do público. No mesmo ano é lançado o DVD “Estampado”, um misto de filme-documento e musical.Além do show no Largo da Carioca, o DVD também apresenta performances de voz e violão da artista. Em 2005, Ana Carolina lança “Ana & Jorge”, o álbum que registra um show que a cantora fez em parceria com Seu Jorge em agosto de 2005, em São Paulo.

sábado, 23 de maio de 2009

HS OnLine A web rádio que toca em você.


Vitória no Espírito Santo

Visite Vitória
A capital gay do Brasil.



Comunicado Hs OnLine.

Estamos construindo o nosso "Site" que em breve estará oferecendo mais interação com nossos ouvintes.
Nosso Blog foi atacado por web piratas homofóbicos e tivemos de reformata-lo perdendo muitas informações de nossos seguidores.
aguardamos novos contatos.
Abraços a todos

Ney Matogrosso
sempre presenta na programação da Hs OnLine

Ney Matogrosso será o Bandido da Luz Vermelha em novo longa
Quando se fala em Ney Matogrosso, 67 anos, as primeiras coisas que vêm à cabeça são a dança ousada e a voz aguda. Os acostumados a essa imagem terão uma surpresa no começo do próximo ano, quando começam as filmagens do longa “Luz Nas Trevas – A Revolta de Luz Vermelha”, continuação do clássico de 1968 “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla, baseado na história do criminoso João Acácio (1942-1998). No filme, ele interpretará o próprio bandido, vivido por Paulo Villaça (1946-1992) no primeiro filme. “Assim como o personagem, Ney tem personalidade fortíssima”, afirma a diretora e viúva de Sganzerla, Helena Ignez. “É um artista extraordinário.”Ao contrário do que parecia no final do longa anterior, Luz nas Trevas não morreu e ficou preso por décadas. Quarenta anos depois, ele descobre que tem um filho, Tudo ou Nada (André Guerreiro Lopes), e sai atrás dele. Ao observá-lo, vê que o rapaz herdou a malandragem e o caráter duvidoso. “Aceitei fazer o papel justamente pelo contraponto”, conta Ney. “Acho que o público pode estranhar um pouco, mas isso é o fascinante em atuar.” O elenco do longa ainda conta com nomes como Maria Luisa Mendonça, Djin Sganrzela e Simone Spoladore. Selton Mello e Daniel Filho também devem fazer participações
Enviado por Fernando Oliveira - Diário de S.Paulo
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