terça-feira, 22 de dezembro de 2009




O presidente Lula lançou nesta segunda-feira (21/12), no Palácio do Itamaraty, em Brasília, o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos que aborda, entre outros assuntos, a defesa de um projeto de lei que permita a união civil entre pessoas do mesmo sexo.Além de apoiar o casamento gay, o programa prevê que os sistemas de informação pública passem a considerar como informação autodeclarações de gays, lésbicas, travestis e transexuais. Estes dois últimos podem ainda ter o direito de escolher seus nomes em documentos sem necessidade de decisão judicial. No ano passado, durante a I Conferência Nacional LGBT, no qual participou da abertura, o presidente Lula afirmou "que seu governo é contrário a toda forma de preconceito". O 3º Programa Nacional de Direitos Humanos é coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos e elaborado com o apoio de mais 30 ministérios.
A minissérie global Cinquentinha pode voltar à telinha para uma segunda temporada em abril de 2010. A informação foi confirmada pelo autor Aguinaldo Silva em seu blog. "Recebi um longo telefonema da direção artística da Rede Globo, no qual ela não apenas me propôs o trabalho, como me perguntou se seria possível Cinquentinha estar de volta à telinha já daqui a quatro meses", postou Aguinaldo. A minissérie teve seu último capítulo exibido na sexta-feira, dia 18 de dezembro. Entre seus diferenciais, apresentou dois personagens gays assumidos e representados de forma diferente dos que são comumente mostrados na televisão: Carlo (Pierre Baitelli), um vilão manipulador, e Leila (Ângela Vieira), uma jornalista de meia idade, bonita, bem sucedida e "caçadora".Homossexual assumido, o autor Aguinaldo Silva revelou, meses antes da minissérie ir ao ar, estar cansado da forma como os gays eram retratados na teleinha. Em entrevista recente ao site G1, reafirmou sua visão: "A maioria desses personagens eram pasteurizados demais, além de se comportarem dentro dos padrões da classe média mais careta".Aguinaldo acrescentou ainda que tal "postura" se deve, sobretudo, à preocupação de outros autores em mostrar ao telespectador que os gays são normais. "O problema é que, como já disse aquele famoso filósofo baiano, de perto ninguém é normal, inclusive os gays", justificou.Sobre seus dois personagens gays de Cinquentinha, o autor confirmou que eles foram inspirados em pessoas reais. Já em relação ao aguardado beijo gay em novelas, Aguinaldo é taxativo: "Desisti de dar beijo gay na televisão. Agora só dou beijo gay em em casa".
O Governo do Estado de São Paulo e o Grupo E-jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados assinaram um convênio na semana passada que prevê a criação da primeira escola para jovens homossexuais do pais, a Escola Jovem LGBT.De acordo com Deco Ribeiro, do Grupo E-jovem e futuro diretor da escola, cursos serão abertos a jovens homossexuais, heterossexuais e bissexuais já a partir de 2010. “A escola é um Ponto de Cultura. O fato de os cursos serem abertos a todos e não só a jovens gays é parte da nossa estratégia de combate à homofobia. Preconceito é ignorância. Para vencer isso, precisamos levar nossa arte, nossa expressão e nosso discurso a quem não nos conhece. Se a valorização da cultura negra é estratégia do movimento negro, assim como de vários povos e regiões, por que não valorizar a cultura LGBT?” , indaga Deco Ribeiro.A escola terá sede em Campinas e deve atender a população da cidade assim como das regiões de Sorocaba, Grande São Paulo e da Baixada Santista. Segundo os organizadores, os alunos poderão fazer aulas de criação de zines e revistas, criação literária, dança, música, TV, cinema, teatro e até de performance drag. E o material produzido ao longo dos cursos, como CDs e DVDs, livros e revistas, devem ser posteriormente distribuídos gratuitamente. O projeto Escola Jovem LGBT, selecionado por meio de concurso público, será financiado por convênio entre o Governo do Estado de São Paulo e o Ministério da Cultura que visa apoiar entidades que desenvolvem papel na comunidade nas áreas de fomento, difusão, produção e formação cultural.As aulas devem começar em março de 2010 e tanto as matrículas quanto as inscrições para bolsas de estudo já estão abertas. Interessados devem entrar em contato através do e-mail escola@e-jovem.com ou pelo tel.: (19) 3307-3764.

Uma monografia apresentada neste fim de ano ao curso de graduação em Comunicação Social, com Habilitação em Publicidade e Propaganda, da Universidade Salvador (UNIFACS) concluiu que a publicidade pode ser uma poderosa multiplicadora da homofobia. A tese é da formanda Lara Bastos Abdala e analisa os elementos homofóbicos na campanha publicitária “In-your-face”, que a gigante Nike realizou em julho de 2008, nos Estados Unidos.O estudo analisa as peças publicitárias “That Ain’t Right”, “Isn’t That Cute” e “Punks Jump Up” e buscou identificar elementos (a boa e velha Semiótica) que, quando usados, fizeram as peças publicitárias reproduzirem a homofobia existente na sociedade. O trabalho é dividido em cinco partes e estuda a elaboração das mensagens publicitárias e sua importância e ainda esclarece o que é exatamente o preconceito contra homossexuais. O objetivo de Lara é apresentar as características julgadas como homofóbicas como forma de auxiliar os profissionais de comunicação a construírem uma imagem do homossexual masculino, com reflexos para todos os LGBT, condizente com a realidade, sem estereótipos.“É importante esclarecer que a questão não foi abordada sob a ótica das leis em vigor, a favor do respeito às diferenças, e nem leis contra as propagandas homofóbicas, mas sob a ótica do conteúdo simbólico das mensagens difundidas nos anúncios”, articula Lara na apresentação do trabalho.
A Assembleia Legislativa da Cidade do México aprovou na segunda-feira o casamento entre homossexuais, com os mesmos direitos das uniões entre pessoas de gêneros diferentes, o que inclui o direito a adotar filhos.De acordo com os vereadores, a capital mexicana se torna assim a primeira cidade latino-americana a autorizar o matrimônio homossexual.O projeto, criticado pela Igreja Católica, foi aprovado por 39 votos contra 20, após um acalorado debate na Assembleia Legislativa do Distrito Federal mexicano, onde a esquerda tem maioria."Estamos deixando de segregar ou estigmatizar um setor social dando-lhe acesso a uma instituição que é o matrimônio. É avançar na direção de direitos plenos", disse à Reuters o parlamentar David Razú, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia e autor do projeto.Em 2006, a Assembleia já havia aprovado a chamada Lei de Sociedade em Convivência, um contrato de união civil que garantia certos direitos, como a pensão alimentícia.A nova lei amplia os direitos de modo a incluir heranças, união patrimonial para a obtenção de crédito bancário e a possibilidade de receber benefícios do seguro social, entre outros."Estamos falando da possibilidade de ter um patrimônio familiar, de ter relações de parentesco e sucessão testamentária, entre muitas outras coisas", disse Razú, que durante o debate usou um cachecol com as cores da bandeira homossexual.Para a Arquidiocese do México, a legalização das uniões entre homossexuais é imoral e pretende destruir as famílias."O reconhecimento das sociedades de convivência homossexual como matrimônio vai contra o bem público e o desenvolvimento dos nossos filhos", disse Giovanni Gutiérrez, do conservador Partido Ação Nacional, no qual milita o presidente Felipe Calderón.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009




Preso desde o dia 10 passado por posse de droga, o cantor de reggae homofóbico Buju Banton é inocente, garante seu advogado.Banton, cujo nome real é Mark Anthony Myrie, foi preso em Miami, nos Estados Unidos, com mais de 5 Kg de cocaína. O cantor, que aguarda ser transferido para a prisão federal de Tampa, pode pegar até 20 anos de prisão, se condenado.Segundo as autoridades, Banton e mais duas pessoas teriam comprado a cocaína de um oficial secreto da Força Administrativa de Narcóticos. Para Herbert E. Walker III, advogado do cantor, Banton é inocente de todas as acusações.Essa não é a primeira vez que Buju Banton tem problemas com drogas. Em 2003 ele foi preso por plantar maconha em seu estúdio de gravação.Indicado ao Grammy de Melhor Álbum de Reggae pelo álbum Rasta Got Soul, é inimigo da comunidade LGBT por defender o assassinato de gays e lésbicas em suas músicas.



Um livro que será lançado em julho de 2010 promete trazer passagens polêmicas de um dos maiores sociólogos do Brasil, Gilberto Freyre (1900-87). De Menino a Homem, organizado pelo historiador Gustavo Henrique Tuna, reúne reflexões autobiográficas e uma delas fala sobre um relacionamento homossexual que o sociólogo teve na Alemanha nos anos 1920.Outra importante passagem traz uma narração de Freyre sobre a elaboração e o lançamento (em 1933) de Casa Grande & Senzala, uma das principais obras do escritor. Freyre ainda conta sobre sua relação tumultuada com Getúlio Vargas.O lançamento em julho foi proposital para coincidir com a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), que será realizada de 4 a 8 de agosto. Freyre será o homenageado da oitava edição do evento literário.


O Conselho de Ministros de Portugal aprovou nesta quinta, 17, a proposta de lei sobre o casamento gay. Antes de entrar em vigor, o texto precisa passar pelo Parlamento e o governo português espera que a proposta chegue às mãos dos parlamentares ainda em 2009. A decisão final deve sair em meados de 2010. O fim do ano só não será melhor para os LGBT portugueses porque a adoção de crianças por casais homossexuais não entrou no pacote aprovado. O governo justificou o veto alegando não ter "mandato democrático" para decidir sobre adoção, já que a proposta apresentada durante a campanha eleitoral fazia referência apenas ao casamento gay. Agora, o Bloco de Esquerda quer que o Poder Executivo avance com o projeto do casamento e um outro especificamente sobre adoção. O casamento gay foi um tema amplamente defendido por alguns partidos, principalmente o Partido Socialista, durante todo 2009. Políticos contrários ao projeto chegaram a requerer um referendo sobre o tema, mas a ideia foi rejeitada pelo governo. Segundo líderes do PS, o referendo é um modo de consulta popular que já mostrou ser pouco participativo.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009


Depois do bafo que deu terem assumido seu relacionamento dentro do Exército Brasileiro, o casal gay formado pelo sargento Laci Marinho e pelo ex-sargento Fernando Alcântara decidiu que vai montar em Brasília uma ONG para ajudar a acolher jovens expulsos de casa, homossexuais ou não, e militares que estejam sofrendo pressão por sua orientação sexual. A ideia já foi oficializada na capital federal no último dia 1º, Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, e a inauguração do espaço está marcada para janeiro de 2010.Em conversa com o Mix, Fernando revelou que objetivo da entidade é acolher, mediante uma entrevista prévia, inicialmente em uma casa no Lago Sul, em Brasília, 30 jovens de todas as orientações sexuais. “Mas a regra da casa é clara: se você é hétero e não se sente bem com os gays pode sair”, define. Com o nome de Abrigo do Ser, a nova ONG vai oferecer além de abrigo três refeições diárias, acompanhamento psicológico, jurídico e assistencial e a liberdade de não ter horários de entrada ou saída para os jovens. O acompanhamento psicológico vai ser garantido por uma parceria entre a ONG e o Movimento Manicomial do Distrito Federal, que vai oferecer também serviços médicos e odontológicos em geral. Já o jurídico vai ser feito por três advogados voluntários de Brasília. Os recursos necessários para manter os serviços serão garantidos por meio de parcerias já firmadas com uma entidade da Inglaterra e outra da Espanha, ou seja, sem dinheiro público “para não se alinhar à postura política do governo”.Fernando lembra ainda que a ideia inicial era montar uma ONG para amparar homossexuais dentro das Forças Armadas - se espelhando em seu próprio caso. “Mas ficou bem difícil porque armário é bem grande e não deixa os militares saírem de lá”, lamenta o ex-sargento. Mesmo assim, militares que estejam sofrendo por sua orientação sexual podem procurar refúgio no Abrigo do Ser e evitar o que Fernando chama de “coisa recorrente”: o suicídio motivado por esse preconceito. Para saber mais você pode acessar o http://institutoser.ning.com/.





A revista norte-americana Out, voltada para o público gay, colocou o clássico de David Bowie The Rise And Fall Of Ziggy Stardust & The Spiders From Mars no topo de sua lista dos discos mais gays de todos os tempos, deixando para trás os Smiths, Judy Garland, Tracy Chapman e Elton John.O top 100 organizado pela revista teve jurados de vários setores da sociedade, incluindo artistas do calibre de Cindy Lauper, que colocou na lista seu disco clássico She's So Unusual.Veja abaixo os 20 primeiros da lista e veja o resultado final1 - The Rise And Fall Of Ziggy Stardust & The Spiders From Mars - David Bowie 2 - The Smiths - The Smiths3 - Tracy Chapman - Tracy Chapman4 - Indigo Girls - Indigo Girls5 - Judy at Carnegie Hall - Judy Garland6 - The Queen Is Dead - The Smiths7 - Goodbye Yellow Brick Road - Elton John8 - The Immaculate Collection - Madonna9 - She's So Unusual - Ciydi Lauper10 - I am a Bird Now - Antony and the Johnsons11 - Trilha sonora de Rock, Amor e Traição - Vários12 - The Velvet Underground & Nico - The Velvet Underground & Nico13 - Dilate - Ani DiFranco14 - The Innocents - Erasure15 - Faith - George Michael16 - A Night at The Opera - Queen17 - Transformer - Lou Reed18 - Listen Without Prejudice - George Michael19 - The B-52's - The B-52's20 - A Day At The Races - Queen

terça-feira, 15 de dezembro de 2009



Um estudo feito pela consultoria Universal McCann e divulgado no último dia 7 mostra que um total de 62% dos gays na Colômbia, com idades entre 18 e 30 anos, são assumidos e têm aceitação da orientação sexual na família. A pesquisa entrevistou 4.470 pessoas homo e heterossexuais em quatro cidades colombianas - Bogotá, Medelin, Cali e Barranquilla – e analisou os resultados por grupos de idade.“Next” foi o nome dado ao grupo dos gays com idades entre 18 e 30 anos, onde 67% deles são assumidos para os amigos e 55% para os colegas de trabalho - sete em cada 10 entrevistados são universitários. Além disso, a pesquisa definiu que eles fazem sexo com frequência, são descomplicados e gostam de novidades. O personagem vivido por Tom Hanks no filme "Filadélfia", Beckett, é quem dá nome ao grupo com idade entre 31 e 40 anos, onde os pesquisadores constataram que existe mais estabilidade emocional, maior nível educacional e onde 43% dos participantes são casados. Já o grupo de idade entre 41 e 50 anos foi chamado de "Mercury" por causa do cantor Freddy Mercury: eles são os mais bem sucedidos economicamente e também os que mais escondem a sua orientação sexual. A mesma pesquisa também foi feita com lésbicas e constatou-se que elas gostam mais de privacidade e tranquilidade no que se refere à vida pessoal. Entre os 18 e 30 anos, 50% delas já estão empregadas. Já entre 31 e 40 anos, 65% têm pós-graduação e 45% o próprio negócio. Nas acima de 41 anos, cinco de cada 10 delas são assumidas e 40% vivem com uma companheira há mais de cinco anos.