
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Lisboa, 8 jan (EFE).- O Parlamento português aprovou hoje uma proposição de lei do Governo socialista para permitir o casa
mento civil entre pessoas do mesmo sexo, mas descartou a possibilidade de adoção por estes casais.
Após a votação, que contou com o apoio de toda a esquerda parlamentar, o primeiro-ministro português, José Sócrates, qualificou este dia como "um momento histórico" para Portugal no "combate contra a discriminação e a injustiça que existia na sociedade portuguesa".
"Fizemos o que qualquer humanista deve fazer, combater as injustiças dos outros como se fossem injustiças contra nós, combater as normas legais que impedem a igualdade como se afetasse a nós mesmos", disse Sócrates.
A proposta do Governo foi aprovada com os votos favoráveis do Partido Socialista (PS), que governa em minoria com 97 das 230 cadeiras da Assembleia; o Partido Comunista de Portugal (PCP), com 13 assentos; o Bloco de Esquerda, com 16, e os Verdes, com dois.
As duas deputadas do Movimento Humanismo e Democracia, independentes, mas escolhidas nas listas do PS, foram as únicas representantes da esquerda parlamentar que votaram contra.
Os deputados da principal força da oposição, o Partido Social Democrata (PSD), foram contra a proposição, exceto sete que se abstiveram, e também houve a rejeição dos parlamentares do conservador Centro Democrático Social-Partido Popular (CDS-PP).
O Parlamento não aprovou as proposições realizadas pelo Bloco de Esquerda e os Verdes, nas quais pediam a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e nas quais estava incluída a adoção.
A Assembleia da República também votou contra o projeto do PSD para a criação de uma união civil registrada que conferia, com alguns limites patrimoniais e parentais, os mesmos direitos que o casamento homossexual.
As propostas do Bloco de Esquerda e dos Verdes tiveram os votos contrários o CDS-PP, do PSD e da maioria dos socialistas.
Para que a lei entre em vigor, é necessário que esta seja promulgada nos próximos 40 dias pelo presidente português, Aníbal Cavaco Silva, com direito a veto.
Cavaco Silva, líder histórico do opositor Partido Social Democrata, não quis se pronunciar sobre a lei de casamento homossexual, mas destacou diversas vezes que sua atenção está em "outros problemas do país", e que não fará nada "que provoque fraturas" na sociedade.
mento civil entre pessoas do mesmo sexo, mas descartou a possibilidade de adoção por estes casais.Após a votação, que contou com o apoio de toda a esquerda parlamentar, o primeiro-ministro português, José Sócrates, qualificou este dia como "um momento histórico" para Portugal no "combate contra a discriminação e a injustiça que existia na sociedade portuguesa".
"Fizemos o que qualquer humanista deve fazer, combater as injustiças dos outros como se fossem injustiças contra nós, combater as normas legais que impedem a igualdade como se afetasse a nós mesmos", disse Sócrates.
A proposta do Governo foi aprovada com os votos favoráveis do Partido Socialista (PS), que governa em minoria com 97 das 230 cadeiras da Assembleia; o Partido Comunista de Portugal (PCP), com 13 assentos; o Bloco de Esquerda, com 16, e os Verdes, com dois.
As duas deputadas do Movimento Humanismo e Democracia, independentes, mas escolhidas nas listas do PS, foram as únicas representantes da esquerda parlamentar que votaram contra.
Os deputados da principal força da oposição, o Partido Social Democrata (PSD), foram contra a proposição, exceto sete que se abstiveram, e também houve a rejeição dos parlamentares do conservador Centro Democrático Social-Partido Popular (CDS-PP).
O Parlamento não aprovou as proposições realizadas pelo Bloco de Esquerda e os Verdes, nas quais pediam a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e nas quais estava incluída a adoção.
A Assembleia da República também votou contra o projeto do PSD para a criação de uma união civil registrada que conferia, com alguns limites patrimoniais e parentais, os mesmos direitos que o casamento homossexual.
As propostas do Bloco de Esquerda e dos Verdes tiveram os votos contrários o CDS-PP, do PSD e da maioria dos socialistas.
Para que a lei entre em vigor, é necessário que esta seja promulgada nos próximos 40 dias pelo presidente português, Aníbal Cavaco Silva, com direito a veto.
Cavaco Silva, líder histórico do opositor Partido Social Democrata, não quis se pronunciar sobre a lei de casamento homossexual, mas destacou diversas vezes que sua atenção está em "outros problemas do país", e que não fará nada "que provoque fraturas" na sociedade.
O caso do casal gay preso no Malauí dias depois de seu casamento é uma agressão tão óbvia aos dire
itos humanos que a Anistia Internacional resolveu intervir. Nesta quarta, 06, a organização pediu que o governo do país liberte os dois homens. Em seu comunicado, a Anistia afirma que a prisão do casal viola os direitos de "liberdade de consciência, expressão e privacidade". Para a organização, indivíduos detidos apenas por conta de seua orientação sexual pode ser considerado um "prisioneiro de consciência". "A prisão coloca na clandestinidade homens que têm sexo com homens, tornando mais difícil o acesso à informação sobre prevenção ao HIV e serviços de saúde", divulgou a entidade. No começo desta semana, o pedido para libertar Steve Mojeza e Tiwonge Chimbalanga foi negado por um tribunal superior. Caso sejam condenados, os dois podem pegar 14 anos de prisão, que é a pena prevista para o "crime" de homossexualidade no Malauí.
itos humanos que a Anistia Internacional resolveu intervir. Nesta quarta, 06, a organização pediu que o governo do país liberte os dois homens. Em seu comunicado, a Anistia afirma que a prisão do casal viola os direitos de "liberdade de consciência, expressão e privacidade". Para a organização, indivíduos detidos apenas por conta de seua orientação sexual pode ser considerado um "prisioneiro de consciência". "A prisão coloca na clandestinidade homens que têm sexo com homens, tornando mais difícil o acesso à informação sobre prevenção ao HIV e serviços de saúde", divulgou a entidade. No começo desta semana, o pedido para libertar Steve Mojeza e Tiwonge Chimbalanga foi negado por um tribunal superior. Caso sejam condenados, os dois podem pegar 14 anos de prisão, que é a pena prevista para o "crime" de homossexualidade no Malauí.O jogador argentino de futebol Jesús Dátolo pode ser punido pela diretoria do Napoli, time onde joga desde ja
neiro de 2009. Tudo porque Dátolo, ex-jogador do Boca Juniors, fez um ensaio sensual para a revista gay italiana Romeo Mag.O presidente do clube, Aurélio De Laurentis, não gostou do fato do jogador ter posado em algumas fotos com a camisa do Napoli.
“Violaram os direitos de imagem que são propriedade exclusiva do Napoli”, teria dito o dirigente. Sites argentinos afirmam, no entanto, que De Larentis teria ficado revoltado por ser uma revista para o público gay.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Um tribunal de Malauí se recusou nesta segunda-feira a libertar sob fiança dois homens presos na semana pass
ada, acusados de indecência pública, depois de se tornarem o primeiro casal gay a se casar em um país onde a homossexualidade é ilegal.
Acusados de indecência pública, Steven Monjeza (e) e Tiwonge Chimbalanga são vistos após audiência pública em Blantyre, no Maláui: eles se tornaram o primeiro casal gay a se casar em um país onde a homossexualidade é ilegal (04/01/2010)
Chimbalanga e Steven Monjeza se casaram no mês passado no sul do Malauí em uma cerimônia tradicional, mas simbólica, que atraiu centenas de espectadores curiosos. O homossexualismo é proibido no país africano conservador e pode ser punido com a pena máxima de 14 anos de prisão.Nesta segunda-feira, o magistrado Nyakwara Usiwausiwa disse, diante de um tribunal lotado, que não podia libertar o casal sob fiança e disse que a decisão judicial foi tomada para a proteção dos dois homens."O público aí fora está revoltado com eles", disse o magistrado. Promotores do governo pediram ao tribunal que os dois homens sejam detidos por mais tempo para uma maior investigação. A polícia informou que os dois homens foram submetidos a exames médicos para comprovar se tiveram relações sexuais. (por Mabvuto Banda)
ada, acusados de indecência pública, depois de se tornarem o primeiro casal gay a se casar em um país onde a homossexualidade é ilegal.Acusados de indecência pública, Steven Monjeza (e) e Tiwonge Chimbalanga são vistos após audiência pública em Blantyre, no Maláui: eles se tornaram o primeiro casal gay a se casar em um país onde a homossexualidade é ilegal (04/01/2010)
Chimbalanga e Steven Monjeza se casaram no mês passado no sul do Malauí em uma cerimônia tradicional, mas simbólica, que atraiu centenas de espectadores curiosos. O homossexualismo é proibido no país africano conservador e pode ser punido com a pena máxima de 14 anos de prisão.Nesta segunda-feira, o magistrado Nyakwara Usiwausiwa disse, diante de um tribunal lotado, que não podia libertar o casal sob fiança e disse que a decisão judicial foi tomada para a proteção dos dois homens."O público aí fora está revoltado com eles", disse o magistrado. Promotores do governo pediram ao tribunal que os dois homens sejam detidos por mais tempo para uma maior investigação. A polícia informou que os dois homens foram submetidos a exames médicos para comprovar se tiveram relações sexuais. (por Mabvuto Banda)
O que era para ser apenas uma pesquisa virtual de opinião acabou se transformando em motivo para a emis
sora britânica BBC ser acusada de homofobia. Em uma enquete que promoveu em seu site na última quinta-feira, 17, perguntava se “Os gays deveriam ser executados?”.O objetivo da pergunta era debater a Lei Anti-Homossexualidade de Uganda, que prevê a execução de homossexuais no país africano, mas foi vista por associações LGBT como uma incitação à violência contra a diversidade sexual. A emissora considerou a repercussão nada favorável de sua pesquisa de opinião e mudou a pergunta para “Uganda deveria debater a execução de gays?”. Ainda no mesmo dia, o diretor da BBC World Service, Peter Horrocks, pediu desculpas publicamente reconhecendo que “a chamada original em nosso site foi muito forte. Pedimos desculpas por qualquer ofensa. Mas isso não pode diminuir a importância de um debate crucial para os africanos e o mundo”. O diretor alegou ainda que “a pesquisa tinha as melhores intenções e total responsabilidade para apoiar o debate livre sobre uma proposta de lei que pode matar alguns homossexuais em Uganda – uma importante questão onde a BBC encontrou a oportunidade para oferecer um espaço de discussão que não seria possível existir mundialmente se não fosse dessa forma”.
sora britânica BBC ser acusada de homofobia. Em uma enquete que promoveu em seu site na última quinta-feira, 17, perguntava se “Os gays deveriam ser executados?”.O objetivo da pergunta era debater a Lei Anti-Homossexualidade de Uganda, que prevê a execução de homossexuais no país africano, mas foi vista por associações LGBT como uma incitação à violência contra a diversidade sexual. A emissora considerou a repercussão nada favorável de sua pesquisa de opinião e mudou a pergunta para “Uganda deveria debater a execução de gays?”. Ainda no mesmo dia, o diretor da BBC World Service, Peter Horrocks, pediu desculpas publicamente reconhecendo que “a chamada original em nosso site foi muito forte. Pedimos desculpas por qualquer ofensa. Mas isso não pode diminuir a importância de um debate crucial para os africanos e o mundo”. O diretor alegou ainda que “a pesquisa tinha as melhores intenções e total responsabilidade para apoiar o debate livre sobre uma proposta de lei que pode matar alguns homossexuais em Uganda – uma importante questão onde a BBC encontrou a oportunidade para oferecer um espaço de discussão que não seria possível existir mundialmente se não fosse dessa forma”.Um casal gay foi foco de parte da revista Martha Stewart Weeding, publicação anual dedicada só a
casamentos. Em sua 15ª edição, a revista dirigida por uma gigante da comunicação norte-americana mostrou casais da vida real e todos os detalhes de seus casamentos. Uma das cerimônias de matrimônio apresentadas foi a de Jeremy Hooper e Andrew Shulman. Eles moram em Connecticut, um dos seis Estados americanos que permitem o casamento gay. O casamento entre os rapazes foi descrito pela revista como extrem
casamentos. Em sua 15ª edição, a revista dirigida por uma gigante da comunicação norte-americana mostrou casais da vida real e todos os detalhes de seus casamentos. Uma das cerimônias de matrimônio apresentadas foi a de Jeremy Hooper e Andrew Shulman. Eles moram em Connecticut, um dos seis Estados americanos que permitem o casamento gay. O casamento entre os rapazes foi descrito pela revista como extremdomingo, 3 de janeiro de 2010
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
A grife norte-americana American Apparel lançou uma nova linha de camisetas, duas delas com estampas pró-G
ays.Uma das camisetas traz a foto de dois homens abraçados durante a Parada Gay de West Hollywood, em 1984.A outra estampa mostra um protesto contra a homofobia em Anaheim, Califórnia, em 1989. As camisetas custam US$ 30 (R$ 51) e podem ser adquiridas na página da marca.Esta não é a primeira vez que a American Apparel cria produtos para o público Gay.No ano passado, em resposta à chamada Proposition 8, que proibiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia, a grife lançou a série de camisetas "Legalize Gay", com o intuito de promover a diversidade sexual.
ays.Uma das camisetas traz a foto de dois homens abraçados durante a Parada Gay de West Hollywood, em 1984.A outra estampa mostra um protesto contra a homofobia em Anaheim, Califórnia, em 1989. As camisetas custam US$ 30 (R$ 51) e podem ser adquiridas na página da marca.Esta não é a primeira vez que a American Apparel cria produtos para o público Gay.No ano passado, em resposta à chamada Proposition 8, que proibiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia, a grife lançou a série de camisetas "Legalize Gay", com o intuito de promover a diversidade sexual.Leandro Cunha, vocalista da banda Multiplex, está desenvolvendo outros talentos artísticos. O cantor, q
ue já se apresentou em festivais de música LGBT como o Mix Music e a Feira Cultural da Semana do Orgulho de São Paulo, agora investe em sua criatividade como ilustrador, desenvolvendo vários trabalhos homoeróticos masculinos e femininos.A ideia dos quadros com carga homoerótica nasceu pelo seu interesse pelo tema. “Meu objetivo é dar vazão ao meu próprio tesão, além de obviamente provocar desconforto no espectador e fazer uma apologia do homoerotismo, chocar o papai e a mamãe, coisas assim. Minhas referências vem da pornografia mesmo, que eu consumo e acredito que tenha alto valor estético e sensorial”, conta o assumido Cunha. Os trabalhos devem ser apresentados em São Paulo no início de 2010, em duas exposições ainda sem data confirmada. Ao lado da artista Natt Cout, apresentará trabalhos eróticos no bar Z Carniceria. Já no clube Berlin, um dos principais redutos de shows de bandas independentes, produzirá uma mostra de seu trabalho de forma geral, que reunirá também ilustrações inspiradas em outros temas.
O grupo pop sueco ABBA, que se manteve no topo das principais paradas do mundo entre a segunda meta
de da década de 1970 e o início dos anos 1980 com sucessos “gays” como Mamma Mia! e Dancing Queen, está entre os novos eleitos para integrar o Hall da Fama do Rock (Rock and Roll Hall of Fame) nos Estados Unidos.Formado no início dos anos 1970 pelos músicos e compositores Björn Ulvaeus e Benny Andersson e as vocalistas Agnetha Fältskog e Anni-Frid Lyngstad (conhecida como Frida), o ABBA foi eleito em votação realizada entre os mais de 500 integrantes da entidade. Alem do quarteto sueco, as bandas The Stooges, Genesis, The Hollies e o cantor jamaicano Jimmy Cliff também foram escolhidos para fazer parte do Hall. Os músicos concorriam com outros nomes célebres, como Red Hot Chili Peppers, LL Cool J e Kiss. A 25ª cerimônia de introdução no Hall da Fama do Rock, onde constam personalidades como Beatles, Rolling Stones, James Brown, Queen, Bob Dylan, The Clash e Elvis Presley, acontece no dia 15 de março de 2010, no Waldorf Astoria, em Nova York. Ao destacar a importância do Abba para a história da música, os diretores da entidade afirmaram se tratar de “um dos grupos que mais vendeu na história da música pop”, além da banda também ser responsável pela inserção da Suécia “no mapa mundial do rock”.Também terão seu trabalho reconhecido durante o evento os compositores Barry Mann, Cynthia Weil, Elle Greenwich, Jeff Barry, Jesse Stone, Mort Shuman e Otis Blackwell, assim como o executivo da indústria fonográfica David Geffen. Eles receberão o prêmio Ahmet Ertegun, cujo nome é uma homenagem ao lendário fundador da Atlantic Records.Os argentinos Alex Freyre, 39 anos, e José María Di Bello, 41 anos, os primeiros homossexuais a se
casarem na América Latina, celebraram a vitória jurídica declarando acreditar que muitos casais do mesmo sexo poderão concretizar sua união devido ao precedente que abriram.Os dois, que são soropositivos e tinham conseguido autorização para se casarem em Buenos Aires no dia 1º de dezembro (Dia Mundial de Luta contra a Aids), tiveram seus planos desmoronados por uma decisão judicial, que anulou a permissão anterior. Na segunda-feira, dia 28 de dezembro, entretanto, casaram-se na província da Terra do Fogo.O casamento, que ocorreu em um cartório civil em Ushuaia, a 3.500 quilometros ao sul da capital argentina, só foi possível porque a governadora da Terra do Fogo, Fabiana Ríos, aceitou o recurso do casal e, por decreto, ordenou que o Registro Civil realizasse a união. “É uma governadora valente. E não vamos ser o último casal a se casar na Terra do Fogo”, profetizaram Alex e José. “Estamos incentivando a apresentação de amparos e haverão muitos casais no ano que vem. Não é tão importante ser o primeiro. O importante é que tenhamos a lei”, afirmou Freyre ao canal de televisão TN, na última terça-feira, dia 29 de dezembro, comprometendo-se a defender o direito de todas e todos que queiram se casar com uma pessoa do mesmo sexo . “Já há mais de 30 amparos apresentados na Justiça argentina”, acrescentou.“O que fizeram para adiar o casamento é realmente ilegal, está cheio de vícios. Mas a Constituição Nacional é superior, está acima de qualquer lei”, comemorou Di Bello durante a entrevista, ao defender o decreto da governadora.segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Um casal homossexual argentino e o prefeito de Buenos Aires prometeram nesta terça-feira apelar c
ontra um decreto de última hora que bloqueou os planos do primeiro casamento de pessoas do mesmo sexo na América Latina.
Alex Freyre, de 39 anos, e José Maria Di Bello, de 41, conseguiram uma licença de casamento de um juiz municipal há duas semanas. O documento permitia que os dois homens se casassem na capital, apesar de uma política nacional que define o casamento como a união entre um homem e uma mulher.
Mas uma juíza federal ordenou na segunda-feira a suspensão da cerimônia, que estava planejada para terça-feira, dizendo que o juiz municipal não tinha competência para decretar a sentença.
"O casamento foi suspenso, mas estamos apelando para a Suprema Corte hoje para que saibamos que decreto judicial seguir", disse Ivan Pavlovsky, porta-voz do prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri.
A igreja católica romana da argentina criticou a decisão judicial de deixar os homens se casarem e pediu que as autoridades reconsiderassem.
Macri, que considera uma possível candidatura presidencial em 2011, resistiu às pressões para mudar a decisão da corte, argumentando que já é hora de o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo acontecer.
Freyre e Di Bello, ambos HIV positivos, planejavam se casar na terça-feira em homenagem ao Dia Mundial da Aids.
Maria Rachid, advogada do casal, disse à Reuters que o decreto impedindo o casamento era "ilegítimo".
"Vamos pedir a anulação da decisão da juíza para suspender o casamento e vamos processá-la por abuso de poder e por ir contra a lei", acrescentou Rachid.
Em 2002, a Argentina se tornou o primeiro país latino-americano a permitir uniões entre pessoas do mesmo sexo.
As uniões civis em Buenos Aires e em outras cidades argentinas garantem direitos maritais legais para casais do mesmo sexo, mas não outros direitos como o de adoção.
ontra um decreto de última hora que bloqueou os planos do primeiro casamento de pessoas do mesmo sexo na América Latina.Alex Freyre, de 39 anos, e José Maria Di Bello, de 41, conseguiram uma licença de casamento de um juiz municipal há duas semanas. O documento permitia que os dois homens se casassem na capital, apesar de uma política nacional que define o casamento como a união entre um homem e uma mulher.
Mas uma juíza federal ordenou na segunda-feira a suspensão da cerimônia, que estava planejada para terça-feira, dizendo que o juiz municipal não tinha competência para decretar a sentença.
"O casamento foi suspenso, mas estamos apelando para a Suprema Corte hoje para que saibamos que decreto judicial seguir", disse Ivan Pavlovsky, porta-voz do prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri.
A igreja católica romana da argentina criticou a decisão judicial de deixar os homens se casarem e pediu que as autoridades reconsiderassem.
Macri, que considera uma possível candidatura presidencial em 2011, resistiu às pressões para mudar a decisão da corte, argumentando que já é hora de o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo acontecer.
Freyre e Di Bello, ambos HIV positivos, planejavam se casar na terça-feira em homenagem ao Dia Mundial da Aids.
Maria Rachid, advogada do casal, disse à Reuters que o decreto impedindo o casamento era "ilegítimo".
"Vamos pedir a anulação da decisão da juíza para suspender o casamento e vamos processá-la por abuso de poder e por ir contra a lei", acrescentou Rachid.
Em 2002, a Argentina se tornou o primeiro país latino-americano a permitir uniões entre pessoas do mesmo sexo.
As uniões civis em Buenos Aires e em outras cidades argentinas garantem direitos maritais legais para casais do mesmo sexo, mas não outros direitos como o de adoção.
Cala a Boca Pedofilo.
Um cardeal católico disse nesta quarta-feira (2) que gays e transexuais nunca irão para o Céu, no q
ue foi repreendido pelo próprio Vaticano.
"Transexuais e homossexuais não entrarão no Reino dos Céus, não sou eu quem diz, e sim são Paulo", disse o cardeal mexicano Javier Barragan, recém-aposentado de funções no Vaticano, referindo-se a uma das epístolas de são Paulo.
Em declarações publicadas no site www.pontifex.roma.it, ele afirmou: "Não se nasce homossexual, torna-se homossexual. Por várias razões, por educação, por não ter desenvolvido sua dignidade durante a adolescência... Talvez (os homossexuais) não sejam culpados, mas por irem contra a dignidade do corpo eles certamente não entrarão no Reino dos Céus".
"Tudo que vai contra a natureza e contra a dignidade do corpo ofende a Deus", acrescentou.
Aurelio Mancuso, presidente da principal organização de homossexuais da Itália, a Arcigay, disse que as declarações do cardeal se incluem nas "ridículas teorias (da Igreja) sobre a sexualidade e a dignidade das pessoas".
O Vaticano se distanciou das declarações numa nota de caráter excepcional, já que raramente a Santa Sé faz críticas, ainda que indiretas, a um prelado.
O porta-voz Federico Lombardi afirmou que o site não deve ser visto como uma autoridade no pensamento católico "a respeito de questões complexas como a homossexualidade".
Ele citou o catecismo oficial católico, segundo o qual os atos homossexuais são um "distúrbio", mas que admite que muitas pessoas têm "tendências homossexuais inatas" e devem ser tratadas com respeito e sem discriminação.
A Igreja Católica prega que os atos homossexuais são pecaminosos, mas não a homossexualidade em si.
ue foi repreendido pelo próprio Vaticano."Transexuais e homossexuais não entrarão no Reino dos Céus, não sou eu quem diz, e sim são Paulo", disse o cardeal mexicano Javier Barragan, recém-aposentado de funções no Vaticano, referindo-se a uma das epístolas de são Paulo.
Em declarações publicadas no site www.pontifex.roma.it, ele afirmou: "Não se nasce homossexual, torna-se homossexual. Por várias razões, por educação, por não ter desenvolvido sua dignidade durante a adolescência... Talvez (os homossexuais) não sejam culpados, mas por irem contra a dignidade do corpo eles certamente não entrarão no Reino dos Céus".
"Tudo que vai contra a natureza e contra a dignidade do corpo ofende a Deus", acrescentou.
Aurelio Mancuso, presidente da principal organização de homossexuais da Itália, a Arcigay, disse que as declarações do cardeal se incluem nas "ridículas teorias (da Igreja) sobre a sexualidade e a dignidade das pessoas".
O Vaticano se distanciou das declarações numa nota de caráter excepcional, já que raramente a Santa Sé faz críticas, ainda que indiretas, a um prelado.
O porta-voz Federico Lombardi afirmou que o site não deve ser visto como uma autoridade no pensamento católico "a respeito de questões complexas como a homossexualidade".
Ele citou o catecismo oficial católico, segundo o qual os atos homossexuais são um "distúrbio", mas que admite que muitas pessoas têm "tendências homossexuais inatas" e devem ser tratadas com respeito e sem discriminação.
A Igreja Católica prega que os atos homossexuais são pecaminosos, mas não a homossexualidade em si.
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