segunda-feira, 3 de maio de 2010



Um artigo publicado em um blog e divulgado pelo Twitter convida "todas as pessoas livres" para um "beijaço" em protesto ao texto publicado no informativo "O Parasita" --atribuído aos alunos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo)-- em frente ao prédio do curso, no Butantã (zona oeste de SP), no dia 20 de maio.
Polícia abre inquérito para investigar informativoOrganizadores de festa repudiam discriminação em faculdadeCentro acadêmico condena publicação que incita homofobiaSuposto informativo de alunos da USP incita homofobia
A edição do mês passado do periódico dizia "jogue merda em um viado que você receberá, totalmente grátis, um convite de luxo para a Festa Brega 2010". O artigo "Beijos para despertar a farmácia uspiana" diz que "é intolerável que tal comportamento declaradamente homofóbico e mais ainda -, violento e ameaçador, seja tolerado e encontre eco".
Nesta terça-feira, o grupo Prisma do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da USP promove um "pré-beijaço" no gramado da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, a partir das 18h. O DCE publicou, em seu
site uma moção de repúdio contra as declarações homofóbicas do informativo.
Sobre o "pré-beijaço", um outro
blog diz que o objetivo da manifestação é "chamar atenção e combater a homofobia que diversos alunos de Farmácia vem sofrendo, tanto nas publicações quanto nas festas".
O aluno Augusto Patrini, mestrando em História Social na USP, afirma que ficou surpreso com o caso e, com ajuda de amigos que não são estudantes, está organizando o protesto do dia 20. "O prédio de farmácia é ao lado do da Faculdade de Ciência Humanas, onde eu estudo. E no meu prédio não temos problemas com isso. Achei que dentro da USP não acontecia esse tipo de coisa", disse Patrini.



A Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes (Abrat-GLS) lançou neste mês o programa “Eu Amo Viajar 2010", que tem como principal objetivo incentivar o turismo do segmento em todo o Brasil. A associação vai trabalhar em parceria com empresas como a Gol Linhas Aéreas e o Hotel 155, em São Paulo, para oferecer o melhor serviço para o turista da diversidade sexual.
Já estão previstos dois eventos para o primeiro semestre onde o programa vai atuar. O primeiro é o 1º Encontro de Turismo GLS do Sul do Brasil, que será realizada entre os dias 14 e 16 de maio em Friburgo, Santa Catarina, no Hotel Renar. A segunda participação da iniciativa será a 14ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que tem programação entre os dias 3 e 6 de junho, em São Paulo.Novos destinos para o segundo semestre já estão sendo planejados. Os estabelecimentos que quiserem participar do programa devem ser membros da Abrat e mostrar que estão preparados para receber a diversidade. Mais informações pelo telefone (11) 3101-4155 ou no site www.abratgls.com.br.



Florianópolis: um dos principais destinosUm acordo de cooperação técnica entre a Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes (Abrat-GLS) e a Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) vai ser firmado com o objetivo de promover com mais ênfase os destinos turísticos brasileiros para o povo da diversidade.O acordo será firmado neste ano para já começar a preparar o Brasil para o grande foco que será dado no País com a convenção de turismo que será organizada em 2012, em Florianópolis, pela International Gay and Lesbian Travel Association (ILGTA). O evento é considerado o maior do mundo no segmento turístico LGBT e vai ser realizado em um dos principais destinos gays do Brasil.A Embratur acredita que vale a pena investir neste nicho de mercado porque, segundo ela, o turista gay viaja quatro vezes mais que a média e chega a gastar 30% mais que o turista heterossexual. Segundo a IGLTA, o mercado de viagens para LGBT movimenta US$ 54 bilhões anuais.

A Associação Internacional de Turismo Gay & Lésbico - IGLTA anunciou recentemente o nome de sua nova embaixadora para o Brasil. Marta Dalla Chiesa, sócia-diretora da operadora Brazil Ecojourneys, assume o posto que era de Clóvis Casemiro e fica responsável por supervisionar as ações da entidade em terras brasileiras.
A gaúcha, que começou a trabalhar com turismo nos anos 90 durante uma temporada em Londres, sentiu vontade de voltar ao Brasil e atuar com visitantes estrageiros. Ela veio e sua companheira Lesley Cushing veio junto. Juntas ela abriram em Florianópolis a Brazil Ecojourneys, agência mais que gay-friendly especializada em ecoturismo e roteiros de aventura.
Atuando no preparo para que a capital catarinense receba a convenção anual da IGLTA em 2012, Marta bateu um papo sobre a atual situação do turismo LGBT no Brasil e atividades da Associação. Leia:

Como você começou seu envolvimento com turismo LGBT?

Junto com minha companheira inglesa montei a Brazil Ecojourneys em Florianópolis em 2003. Escolhi especificamente focar no sul do Brasil pois ninguém vendia esta região lá fora naquela época. Foi então que começou nosso envolvimento com o turismo GLS. Com a nossa história pessoal e por trabalharmos essencialmente com mercados muito liberais em relação a questão LGBT, como o norte-americano e o europeu, era óbvio que tínhamos que ser gay-friendly. Então selecionamos fornecedores e criamos nossos produtos já com esta premissa desde o início. Efetivamente nos tornamos a 1ª operadora incoming no sul abertamente gay-owned e gay-friendly. A partir daí fomos nos aproximando de parceiros e associações que lidavam com este segmento, como a ABRAT GLS e a IGLTA.

Quais os maiores desafios do turismo gay no Brasil?

O turismo GLS tem uma direta relação com a visibilidade de gays e lésbicas e com direitos LGBT. Ele surgiu no Brasil conforme fomos “saindo do armário” e nos fortalecendo como comunidade. Então, quanto mais friendly o Brasil se tornar, mais turismo GLS teremos. Por isso ainda podemos esperar por um crescimento muito forte, pois caminhamos, ainda que a passos muito lentos, na direção de direitos plenos como ocorre em todo o mundo. Acho que o desafio a curto prazo é ainda a desmistificação do segmento e a capacitação do trade turístico em geral para realmente receber bem a gays e lésbicas. Isto já esta acontecendo - temos tido cada vez mais interesse no trade do segmento. Em nível internacional o desafio será, como em outros segmentos, uma boa promoção do Brasil como destino GLS. Felizmente o Governo Federal está mostrando interesse e este novo acordo de parceria da ABRAT GLS com a EMBRATUR será um passo gigantesco neste sentido. A IGLTA é parceira da ABRAT GLS e vai dar todo o apoio ao nosso alcance.

Como você classificaria a visão que o turista homossexual de outros países tem do Brasil?

O Brasil é um pais mágico na imaginação de todo o turista e isto não é diferente para o turista gay. Eu participo muito de feiras internacionais e o que mais ouço das pessoas é que sonham um dia em vir ao Brasil. A imagem é ainda de sol e praias lindas, baladas e um povo receptivo, porque foi assim que o Brasil sempre foi vendido. Mas a cada dia o mercado gay e lésbico internacional se diversifica e se sofistica mais. Podemos também oferecer para o turista gay natureza, ecoturismo, cultura e até resorts para lua-de-mel.

Quais atividades da IGLTA estão em andamento no Brasil?

O nosso principal papel é auxiliar nossos associados a serem bem sucedidos neste mercado. Então, vamos tentar aproximar os nossos atuais membros para que se beneficiem mais da Associação. Neste sentido, esperamos ter alguns encontros regionais ao longo do ano para aumentar o networking interno dos associados da IGLTA no Brasil. Como mencionei estamos nos aproximando bastante da ABRAT GLS. Já somos apoiadores da CIT GLS em São Paulo e no 2º semestre estaremos juntos promovendo o Fórum Internacional de Turismo da ABRAT GLS no Rio de Janeiro e também no Salão de Turismo GLS do Festival de Turismo de Gramado.

Florianópolis será sede da convenção internacional da ILGTA em 2012. Como a cidade está se preparando para o evento?

Florianópolis já está trabalhando neste sentido já há alguns anos. Houve encontros de turismo LGBT, workshops de capacitação pela ABRAT GLS e Ministério de Turismo, além do próprio Simpósio da IGLTA no ano passado, realizado por um trabalho conjunto de varias entidades do setor turístico local. Inclusive a escolha da cidade pela IGLTA foi um reconhecimento deste esforço. Mas com certeza, o trade turístico vai se profissionalizar ainda mais até lá. A IGLTA também vai estar presente neste período dando consultoria e fazendo visitas técnicas para que o evento seja um sucesso. Este sucesso será fundamental para a imagem do turismo GLS brasileiro no mercado internacional, portanto vamos todos trabalhar muito neste sentido.


No dia 17 de maio o Brasil e o mundo todo vão celebrar o Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia. A militância de oito Estados Brasileiros já se mobilizou para realizar algum tipo de atividade de visibilidade em busca de mais respeito, menos preconceito e conquista do direito. Além disso, em Brasília, no dia 19, rola a 1ª Marcha Nacional Contra a Homofobia, que está mobilizando gente das quatro regiões brasileiras. Confira os eventos Brasil afora:Bahia- Mata de São João: Sessão Especial do Dia Internacional Contra a Homofobia na Câmara MunicipalMinas Gerais- Montes Claros: 7ª mostra de Homocultura e II Seminário “Sertão Sem Homofobia! Construindo a Cidadania!”, de 17 a 21 de maio no Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro/Unimontes- Viçosa: I Semana da Diversidade Sexual da Universidade Federal de Viçosa. De 10 a 14 de maio - São João del-Rei: Ação de advocacy no Legislativo Municipal para aprovação do Dia Municipal de Combate à Homofobia. Ocupação da tribuna da Câmara para discurso em referência aos 17 de MaioSanta Catarina- Florianópolis: II Concurso sobre Lesbofobia, Transfobia e Homofobia nas EscolasMato Grosso do Sul- Campo Grand: Lançamento da Cartilha Estadual de Direitos Humanos LGBT e do Conselho Estadual LGBT no dia 17 de maio. De 20 a 22 de maio: VI Encontro de Travestis e Transexuais do Estado de Mato Grosso do Sul. Realização da I Oficina do projeto Nós Temos Direito IIIRio de Janeiro- Rio de Janeiro:“ Ato Político na Praia de Ipanema no dia 16 de Maio às 15hRoraima- Boa Vista: Realização de campanha para denunciar aos órgãos públicos os crimes de ódio consumados nos últimos anos Paraná - Curitiba: Audiência Pública na Assembléia Legislativa do Estado e na Câmara Municipal de Curitiba


Uma exposição em Paris resgata mais de um século de nudez masculina em fotografias, desenhos e pinturas. Em cartaz na galeria Au Bonheur du Jour, as fotos são o maior destaque, com mais de uma centena de modelos expostos em 90 fotografias, de diversos autores, realizadas entre 1870 e 2010.A visita pela exposição é guiada pela colecionadora Nicole Canet, proprietária da galeria, que aborda as mudanças no corpo, atitudes e também das técnicas de fotografia ao longo dos anos. A mostra reúne desde fotos dos pioneiros italianos Wilhelm Von Gloeden, Von Plüschow e Galdi Vincenzo aos modelos "bodybuilders" cultuados nos anos 1950. “Somente na década de 1980 a fotografia do nu masculino foi democratizada, o que permitiu que muitos fotógrafos se expressassem em sua arte”, conta Nicole.A exposição fica em cartaz até o dia 26 de junho. Todas as fotografias estão à venda, com preços que variam entre 200 e 3 mil euros.


sexta-feira, 30 de abril de 2010



Cinema em casa



Pouco antes da 2ª Guerra Mundial, um Homossexual é preso e enviado para um campo de concentração nazista. Lá ele se esconde usando uma estrela que identifica os judeus, mas se apaixona por um prisioneiro que usa um triângulo rosa com orgulho no uniforme.


O ator Mark Wahlberg quase foi um dos protagonistas do filme "O Segredo de Brokeback Mountain", mas teria aberto mão do papel por motivos religiosos. Em entrevista concedida em 2007, ele confirmou que o diretor Ang Lee entrou em contato com ele e que chegou a ler parte do script. "Li 15 páginas do roteiro e fiquei um pouco assustado. Era muito descritivo, aquela coisa de cuspir na mão para fazer a coisa [falando em relação à primeira relação sexual entre os personagens Ennis e Jack]. Eu não me apressei para ver o filme. Não é a minha onda", disse na época.Agora, o jornal norte-americano National Enquirer afirma que Wahlberg recusou-se a participar do longa depois de ter sido aconselhado por um padre bem próximo a ele, o reverendo James Flavin. "Mark é um católico praticante e nunca toma uma decisão final sobre um papel principal até que o padre Flavin dê seu OK. Apesar de ter sido oferecido um dos papéis principais de 'Brokeback Mountain', ele recusou por conta da temática gay, que colide com a doutrina católica", disse uma fonte à publicação. O irônico nesta história é que o mesmo Mark Wahlberg interpretou um ator pornô viciado em cocaína e anfetamina em "Boogie Nights - Prazer sem Limites". Será que esse papel condiz com a "doutrina católica"? E alguém duvida que ter participado de "O Segredo de Brokeback Mountain" teria dado uma mega reavivada na carreira meio caidinha de Whalberg?


Um encontro de secretários do Parlamento da Finlândia, agendado para o próximo mês, definirá os novos rumos do casamento e a adoção por Homossexuais no país.Atualmente, casais Homossexuais contam apenas com um documento de união estável, permitindo a custódia de crianças em conjunto e a permanência de parceiros imigrantes no país.De acordo com o secretário Taru Tujunen, novos projetos de lei serão apresentados durante o encontro visando a igualdade de direitos entre casais Homossexuais e heterossexuais no que diz respeito ao casamento e à adoção.Quando forem aprovados, os projetos poderão passar a vigorar como lei a partir de 2011.




O gaúcho Maicon Nachtigall, ativista e policial rodoviário federal, é pré-candidato pelo P-Sol à disputa de uma das 31 vagas na Câmara Federal dos Deputados do Rio Grande do Sul.Sua candidatura já foi aprovada pelo partido em suas convenções e já é uma das principais no meio militante brasileiro. Maicon se diz pronto para representar a Comunidade Gay na Câmara Federal e se apóia em sua vivência Homossexual como principal norteadora de suas futuras propostas.Acompanhe agora a entrevista concedida por Nachtigall ao Mix Brasil:Como surgiu a ideia de se candidatar?Após me tornar um ativista político e perceber que somente Homossexuais poderiam perceber e entender as necessidades da Comunidade LGBT. Existem representantes heterossexuais apoiadores de nossas lutas, mas para tratar de determinados assuntos é preciso sentir na carne, estar no sangue. Também entendo que o ato de legislar é para todos, para que possamos achar o bem comum entre as pessoas, livre de crendices e mitos populares.Por que você acha que é uma boa opção para o eleitor?Ativista político que sou, atuo em diversas frentes fundamentais para o desenvolvimento humano de nossa sociedade. Atuante em assuntos LGBTs no Estado, um dos coordenadores da Parada LGBT de Pelotas e, juntamente com meu companheiro, realizo anualmente o Festival Gala Gay Pelotas contra a falsa moralidade, incentivando o desenvolvimento da cultura. Com graduação em Física pela UFRGS, fui professor por mais de três anos e desde 2005 sou policial rodoviário federal no Rio Grande do Sul. Não sou apenas um ativista do setor LGBT, também sou autor de vários projetos sociais desenvolvidos anualmente nas áreas de educação para o trânsito e de combate à fome, que, segundo levantamentos, são os principais motivos que levam a classe menos assistida da sociedade à criminalidade. Já morei em várias cidades do Rio Grande do Sul como Porto Alegre, Caxias do Sul, Rio Grande e hoje em Pelotas, além de já ter viajado o Brasil afora, o que me propiciou um conhecimento geográfico bastante amplo e conhecimento das necessidades de nossa população. A conquista da igualdade de direitos humanos é minha principal bandeira, mas não a única: educação e segurança pública são pré-requisitos fundamentais de desenvolvimento para o Brasil. Sigo a linha de coerência de meu partido no que diz respeito à defesa da justiça social e o combate ao preconceito e à corrupção, denunciando a banda podre da política brasileira.Quais são as suas propostas para os LGBTs?Acredito no combate ao preconceito por meio de emendas na Constituição Federal e no Código Civil Brasileiro - e relembro alguns dos 37 direitos civis negados à Comunidade LGBT como a união civil e a adoção, além dos direitos de ordem pecuniária como financiamentos conjuntos, direitos previdenciários e de herança, declaração em planos de saúde e imposto de renda, dentre outros, pois enquanto não conquistarmos nossa condição de igualdade de direitos junto aos heterossexuais, ainda passaremos por muitas situações constrangedoras e violentas em nosso cotidiano. O combate à homofobia começa aqui. Precisamos instituir nas grades escolares de ensino assuntos de diversidade sexual. Hoje falar em Homossexualidade em sala de aula ainda é tabu e o pior, tratada por muitos como se não fosse um ato natural. Precisamos formar a geração do futuro e não será apenas com Paradas LGBTs que faremos isso. Vou articular com o Ministério da Educação a inserção desse tema na grade, como já vem fazendo a ABGLT, além de ampliar nossa rede parlamentar de apoiadores, coisa que já venho fazendo.Como elas foram construídas?Homossexual assumido, aprendi muito enfrentando situações do dia-a-dia e percebendo que se tivéssemos amparo legal as maneiras de como lidar com as situações de discriminação seriam muito diferentes. Partindo daí comecei a militar, participar de inúmeros grupos de discussão sobre desigualdade social. Lendo e trocando ideias com especialistas no assunto, comecei a formatar minha percepção do que se faz necessário para promover uma justiça social para todos.Como pretende colocá-las em prática se vencer a eleição?Quando tivermos um representante LGBT legítimo no Congresso o tratamento dos projetos de leis que lutamos, dentre outros que proporei, serão tratados de maneira muito diferente e com mais seriedade. Hoje, se os Gays não se fazem representar não têm o mesmo moral de cobrar tratamento de igualdade. Em breve, teremos que ter no mínimo um representante LGBT por Estado brasileiro. Articularei esse chamado de nossa comunidade. Com a ideologia socialista que tenho acredito na manifestação popular para pressionar o governo. Uma pressão em massa, em todos os Estados ao mesmo tempo. Quem é mais politizado entende que o governo federal articula para possuir a maioria no Congresso e aprovar o que quer ou o que precisar. Estou no P-Sol justamente porque meu partido não prega isso, não realiza negociatas. Deixa seus parlamentares votarem conforme suas convicções.Quais são as principais três coisas que o eleitor deve observar em um candidato antes de votar nele?Caráter vinculado a sua índole, coerência entre seus discursos e atos e competência, já que os LGBTs querem e necessitam de um representante para sua classe que tenha conhecimento de causa e que atue ativamente na vida política de nosso País.Você considera importante os LGBTs se envolverem na política? Por quê?É muito importante todos os setores da sociedade se fazerem presentes nas diversas esferas da administração pública. Em especial na Câmara dos Deputados, temos que ter no mínimo um representante de cada Estado brasileiro. Temos no país 513 deputados justamente para isso, para termos representação dos mais diversos setores, e não para criar cabides de empregos. Como falam as mulheres, um homem jamais poderá saber o que é ser mãe. Se isto é verdade, analogamente, como um heterossexual saberá o que sente e as reais necessidades da Comunidade LGBT? Podem ter belíssimos assessores, e alguns até tem, mas ser Gay não é imaginar-se Gay e isto fará toda a diferença se a Comunidade LGBT me der a honra de poder representá-la.Quem quiser saber mais pode seguir Maicon no Twitter: @MaiconNachtigal e no Orkut.

quarta-feira, 28 de abril de 2010





A Eslovênia é um pais do leste europeu vizinho à Itália, que transmite uma sensação de amor, tranquilidade, e segurança. Não pelos dragões guardiões da paz, mas sim pelo não-preconceito que existe contra os Gays.“Aqui as pessoas são tratadas como iguais, cada um faz o que quer da vida, não temos separação de classes ou eventos somente voltados para o público Gay”, diz Jan Orsic, coordenador de projetos do Ljubljana Conventions & Visitors Boreau.Em Ljubljana, capital da Eslovênia, as pessoas se misturam nos bares e cafés às margens do Rio Ljubljanica. Mas se você quiser conhecer locais que têm a Bandeira Gay, com certeza vai encontrar.Visite o Open Café, totalmente Gay, aberto diariamente, onde rola música eletrônica e bate-papo. Além desse café, tem também o clube K4, onde os Gays e Lésbicas da cidade se reúnem para dançar ao som de eletro house. O melhor dia de curtir festas na capital é sexta-feira.Saindo de Ljubljana, você encontra Bled, uma cidade que tem um lindo lago, castelo, bares, cassinos, montanhas. Ali você pode praticar esportes, ter um maior contato com a natureza e relaxar.Conheça Bled e depois vá para Bohinj, pois neste povoado você será muito bem recebido por Samo Gardener, representante do Turismo: “aqui existem restaurantes e hotéis com a Bandeira Gay, e você pode tomar um banho nas águas verdes do lago”.Eslovênia é um país pequeno, mas também tem praia. E a praia mais Gay da Slovenia é Piran, com arquitetura antiga, cenário de filme. Tomar um banho no mar Adriático e depois apreciar um café ao fim da tarde admirando o pôr-do-sol, é, sem dúvida, inesquecível. No litoral à noite, bom mesmo é aproveitar as discotecas e bares de Portoroz.Este país tem uma população total de dois milhões de habitantes, valoriza o verde acima de qualquer coisa. A preservação da natureza, cultura, arte, vinhos, fazem parte do amor dos eslovenos pelo Turismo, e claro, com a educação formal, com certeza vão falar inglês com você.Uma dica: para conhecer a Eslovênia viaje de avião até a capital Ljubljana, alugue um carro e conheça as outras cidades. Como o país é pequeno, você deve gastar uns 50 euros de combustível para visitar as cidades mencionadas no texto. Vale a pena!


O clube Blue Space foi o primeiro em São Paulo a receber, na última sexta-feira, 23, o ex-BBB Dicesar Ferreira, a famosa drag queen Dimmy Kieer. O clube estava lotado e a expectativa para ver de perto Dimmy era grande. A drag abriu o show descendo por um balanço em formato de asas de borboleta e um figurino branco. Foi só gritos e palmas. Na segunda entrada, Dimmy soltou a voz cantando "Sou uma Diva" e contou com apoio das amigas drags, Fátima Fast Food, Amanda di Polly, Sisi Girl e Dindry Buck para dar muita pinta no palco. A noite contou com grandes nomes para essa festa. As cantoras Joe Welch e Lorena Simpon encantaram o publico com suas vozes e bailarinos, além das drags Stripperella e Raphaella com o seu bate-cabelo fervido. Dimmy terminou o show se desmontando e se tornando Dicesar, quando recebeu todo o elenco do show para agradecer a todos pela força e pela presença.






A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) da Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito nesta segunda-feira, 26 de abril, para investigar a denúncia de incitação à violência contra homossexuais na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo.O inquérito se refere a artigo publicado no jornal O Parasita, elaborado por estudantes da faculdade, cujo texto oferece um convite para uma festa a quem jogar fezes em um homossexual (veja texto na íntegra abaixo). Após a repercussão e os protestos contra o artigo, o próprio O Parasita pediu desculpas pela net no último domingo, 25 de abril, classificando o teor do texto como “exagero cometido na última edição”. A defensora pública Maíra Coraci Diniz também irá pedir uma investigação sobre o caso. “Não é uma brincadeira. Os termos incitam a violência contra a população homossexual”, afirmou Diniz. A diretoria da faculdade ressaltou que não apoia o artigo publicado, assim como desconhece seus autores, e afirmou estar instaurando sindicância administrativa para apurar fatos e responsabilidades. Já a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) pediu ao Ministério Público, à administração da USP e às autoridades competentes para identificar e punir “exemplarmente” os responsáveis.“Tendo em vista que este é o segundo caso noticiado de agressão homofóbica em menos de dois anos ocorrido na USP, entendemos também que cabe à administração da instituição tomar medidas corretivas práticas no sentido de promover a sensibilização do corpo docente e discente, funcionários/as em relação ao respeito à diversidade humana, inclusive o respeito a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, conforme deliberado na Conferência Nacional de Educação e na Conferência Nacional LGBT”, salienta Toni Reis, presidente da ABGLT. O primeiro caso a que Reis se refere aconteceu em 2008, quando um casal de estudantes homossexuais foi expulso de uma festa do Centro Acadêmico do curso de Medicina Veterinária ao demonstrarem afeto em público. Confira o texto publicado na edição de abril/maio do jornal O Parasita:
“Lançe-merdas e Brega será na Faixa - Ultimamente nossa gloriosa faculdade vem sendo palco de cenas totalmente inadmissíveis. Ano passado, tivemos o famoso episódio em que 2 viadinhos trocaram beijos em uma festa no porão de med. Como se já não bastasse, um deles trajava uma camiseta da Atlética. Porra, manchar o nome de uma instituição da nossa faculdade em teritório dos medicus não pode ser tolerado. Na última festa dos bixos, os mesmos viadinhos citados acima, aprontaram uma pior ainda. Os seres se trancaram em uma cabine do banheiro, enquanto se ouviam dizeres do tipo "Aí, tira a mão daí." Se as coisas continuarem assim, nossa faculdade vai virar uma ECA. Para retornar a ordem na nossa querida Farmácia, O Parasita lança um desafio, jogue merda em um viado, que você receberá, totalmente grátis, um convite de luxo para a Festa Brega 2010. Contamos com a colaboração de todos. Joãozinho Zé-Ruela"





Um julgamento do Superior Tribunal de Justiça, considerado histórico pelos próprios ministros, reconheceu na última terça-feira, 27 de abril, o direito de um casal homossexual de adotar crianças. A 4ª Turma do STJ ratificou, por unanimidade, o direito de adoção já reconhecido pela Justiça do Rio Grande do Sul a um casal de mulheres sobre dois meninos, irmãos biológicos, hoje com seis e sete anos de idade. Os dois já eram formalmente adotados por uma das companheiras. O direito pleiteado pelas duas mulheres, agora concedido, era registrar os dois como filhos de ambas. A decisão do STJ cria um precedente histórico sobre adoção por casais gays no país. “Não estamos invadindo o espaço legislativo. Não estamos legislando. Toda construção do direito de família foi pretoriana. A lei sempre veio a posteriori”, afirmou o ministro João Otávio de Noronha, presidente da 4ª Turma do STJ. “Esse julgamento é histórico pois dá dignidade ao ser humano, dignidade aos menores e às duas mulheres”, declarou o relator Luis Felipe Salomão. “Agora vai ficar mais fácil para os outros casais [homossexuais] protegerem seus filhos de forma conjunta”, comemorou a fisioterapeuta Lídia Guteres, a companheira que obteve o direito de ser reconhecida também como mãe dos meninos. A afirmação foi feita em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo.Entenda o casoOs dois meninos foram adotados ainda bebês pela psicóloga Luciana Reis Maidana, que vive com Lídia desde 1998. A fisioterapeuta ajuda na educação e no sustento dos menores desde que foram adotados por Luciana. A ação para adotá-los como casal visava garantir maior segurança às crianças, como benefícios de plano de saúde e pensão em caso de separação ou falecimento. As duas conseguiram decisões favoráveis da Justiça do Rio Grande do Sul, onde moram, na 1ª e na 2ª instâncias. O Ministério Público gaúcho, entretanto, resolveu recorrer ao STJ contra a decisão, alegando que a lei só permite a adoção por casais heterossexuais.Os cinco ministros que compõem a 4ª Turma do STJ confirmaram o parecer da justiça gaúcha, contra o ministério. Pelo entendimento do ministro relator do caso, Luis Felipe Salomão, o artigo 1.622 do Código Civil não impede a adoção por homossexuais, desde que comprovem viver em união estável. Para Salomão, a decisão deve servir de parâmetro para tribunais de todo o país.



Por essa o Vaticano não esperava. Motivado pela forma preconceituosa como a Santa Sé enxerga a homossexualidade e pela condenação católica ao uso da camisinha, o artista plástico australiano Ross Watson pintou uma obra que acerta o tom de provocação. No quadro que acaba de ser divulgado, o ator pornô francês François Sagat faz o santo e surge crucificado. O trabalho é inspirado na "Crucificação de São Pedro", pintado pelo italiano Caravaggio no século 17. O artista contemporâneo justificou a escolha de Sagat para estrelar o trabalho dizendo que o porn star vem desenvolvendo um trabalho importante em campanhas de prevenção e educação sobre HIV."O braço direito do papa [cardeal Tarcisio Bertone] recentemente relacionou homossexualidade e pedofilia. Isso me enfureceu. Então me parece justo retratar François Sagat como um santo dos dias atuais, já que ele está ajudando a salvar vidas, em vez de contribuir para causar doenças e morte de milhões de pessoas."
Reprodução
Sagat é crucificado na pintura de Watson Ross Watson lembrou ainda que no século 17, a maior parte dos patrocinadores de Caravaggio era da Igreja Católica e suas pinturas muitas vezes foram rejeitadas por serem consideradas inadequadas para um tema religioso."Isso me lembra minha liberdade como artista. Se Caravaggio estivesse vivo hoje, o que ele pintaria?".O australiano, que tem outros quadros de temática homoerótica, vem sendo considerado uma revelação nas artes plásticas de seu país. A gente acha chique.