sábado, 30 de outubro de 2010

Psicólogo especialista em sexualidade humana, Claudio Picazio vai lançar no dia 18 de novembro, às 18h30, na Loja das Artes da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, seu mais novo livro, o didático “Uma outra verdade – Perguntas e respostas para pais e educadores sobre homossexualidade na adolescência” (Edições GLS).
São 104 páginas de, como já diz o título, um bate-bola bem claro e direto sobre várias questões pertinentes à época e à orientação sexual. Perguntas como “a homossexualidade é genética?”, “qual é a diferença entre homossexuais, transexuais e travestis?” e “casais gays podem namorar no intervalo das aulas?” respondidas sem rodeios, com direito ainda a textos informativos em cada capítulo.
Claudio Picazio é formado pela Universidade São Marcos e especialista em sexualidade humana e em violência doméstica e abuso sexual infantil. Ele atua como psicólogo clínico já há 27 anos atendendo adolescentes e adultos e oferecendo terapias para casais homo e heterossexuais. É autor ainda dos livros “Diferentes desejos: adolescentes homo, bi e heterossexuais” e “Sexo secreto – Temas polêmicos da sexualidade”, ambos da Edições GLS.
Lançamento “Uma outra verdade”
18 de novembro – 18h30 às 21h30
Livraria Cultural Conjunto Nacional: Avenida Paulista, 2073

SP: USP terá ato contra homofobia no próximo dia 4

Bandejão da USP de São Paulo vai ter ato contra a homofobia no próximo dia 4
USP já teve outros atos contra homofobia
Todas as pessoas que são contra a homofobia e o preconceito estão convidadas a participar de uma manifestação no próximo dia 4, no Bandejão Central – CRUSP, em São Paulo. O “Ato Fúnebre - Contando as nossas mortes” rola a partir das 11h às 14h e das 17h30 às 19h45 e tem como objetivo chamar atenção para os assassinatos contra LGBT cometidos no Brasil.
Outra motivação do ato foi a recente agressão na USP contra um estudante de Biologia gay assumido. “Queremos comunicar à comunidade uspiana os casos de violência extrema que tiraram a vida dessas pessoas por conta da sua orientação sexual e identidade de gênero”, esclarece o organizador, Dário Neto.
Só para lembrar, não é o primeiro ato contra a homofobia na USP, basta conferir nas notícias relacionadas ao lado direito. Mais informações pelo telefone (11) 6442-9045.

PENSE NISSO.

O governo (FHC) tentou criar a Previdência do além. O aposentado só desfrutaria do benefício de sua contribuição depois de morto. 
 Beto Mansur
A escola de ensino fundamental Stoke Newington, do Norte de Londres, adotou há 5 anos as aulas de História da Homossexualidade em seu currículo. Hoje o local pioneiro foi transformado em centro de capacitação para docentes para que ensinem o tema em outras escolas.

Com aulas sobre autores gays como Oscar Wilde, Alan Turing, e menções a produções artísticas de Andy Warhol e exibição do filme Priscilla, a Rainha do Deserto, a escola alega que conseguiu erradicar o preconceito e os maus tratos aos alunos homossexuais.
Para Elly Barnes, coordenadora do curso de diversidade, a chave do sucesso foi educar e celebrar. Para a educadora, seu foco é erradicar a homofobia das escolas e instituições de ensino, dando aos educadores confiança e materiais para isso, junto com boas práticas sob o lema “educar e celebrar”.
Porém a educadora diz que muitos professores tem medo de que os alunos os julgue como gays ou esperem que eles sejam homossexuais ao tratarem o tema. Para ela, o papel do professor é dar o assopro de conhecimento.
“Eu ouvia o termo gay sempre de forma pejorativa, hoje mal o ouço”, disse a professora ao jornal The Guardian. Um relatório da Comissão de Igualdade e Direitos Humanos do país afirmou que dois terços dos estudantes gays sofrem com o bullying e que 17% já sofreram ameaças de morte. Um estudo recente indicou que apenas um décimo dos professores afirmou ter recebido instruções de como reagir ao bullying homofóbico no país.

Fonte: Revista LadoA
O instituto de pesquisas Ibope, um dos mais conceituados no país, divulgou nesta quinta-feira (28.10) uma sondagem onde a candidata do PT, Dilma Rousseff, aparece com 14 pontos percentuais à frente de seu adversário, o tucano José Serra. Enquanto Dilma tem 57% dos votos válidos, Serra tem distantes 43%. Ou seja, no próximo dia 31 de outubro, o Brasil deve eleger a primeira mulher presidente da história do país.
Desde o início do segundo turno das eleições para presidente este ano, a trajetória de Dilma na intenção de voto da população é ascendente. A cada pesquisa divulgada a petista aparece em melhor posição, consolidando seu nome como sucessora de Luiz Inácio Lula da Silva.
A mais recente sondagem do Ibope ouviu 3.010 eleitores entre os dias 26 e 28 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os 14 pontos percentuais de vantagem para Dilma são referentes aos votos válidos, quando já estão descontados brancos, nulos e indecisos. Levando-se em consideração todos os votos (incluindo indecisos, nulos e brancos), a diferença de Dilma para Serra é de 13%. Porém, na hora da totalização dos votos por parte da Justiça Eleitoral, o que conta são os votos válidos.
A três dias da eleição, o percentual de brancos e nulos se manteve inalterado, sendo que 4% alegaram ainda não saber em quem vão votar e 5% disseram que vão anular o voto ou votar em branco. A pesquisa foi encomendada pelo jornal O Estado de São Paulo e pela Rede Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo número 37.596/2010.
Em Mato Grosso, assim como em nível nacional, a campanha de Dilma tem se baseado em mostrar as diferenças existentes entre os governos tucano e petista. E pelo jeito, a estratégia tem surtido efeito, porque a petista continua na frente nas pesquisas com boa margem de vantagem.
Outra pesquisa recente que mostra o favoritismo de Dilma é a do instituto Data Folha, também divulgada na quinta-feira, que mostra 12 pontos percentuais a mais para a petista. Nesta sondagem, Dilma tem 56% e Serra, 44% dos votos válidos. Nessa mesma pesquisa, o índice de eleitores indecisos caiu de 8% para 4%.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A DEMAGOGIA DO ABORTO!

QUE CARA RIDICULO.



Ao encerrar o seu discurso em ato da campanha presidencial na tarde desta quinta-feira em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o candidato José Serra (PSDB) apelou até para as “meninas bonitas” irem a campo em busca dos votos dos seus pretendentes masculinos. E orientou as moças a usarem a internet.
“Quero me concentrar agora no que vamos fazer até domingo. Temos que não apenas votar, temos que ganhar voto de quem está indeciso, voto de quem não está ainda muito decidido do outro lado”, disse, acrescentando que cada um dos seus apoiadores deve buscar ao menos mais um voto.
Disse que os que trabalham na saúde, área em que Serra atuou como ministro, podem conseguir cinco votos para ele. E acrescentou: “Se é menina bonita, tem que ganhar 15 [votos]. É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45″.

PAULO PEIXOTO




Conhecer gente nova, adquirir experiência, participar de ambientes descontraídos e festivos e promover um grande evento. Essas são algumas vantagens de ser voluntário da parada do Orgulho LGBT-Rio.

As inscrições para ser voluntário da 15ª parada do Orgulho LGBT-Rio, no dia 15 de novembro, ficam abertas até o dia 5 de novembro. A programação oficial deste ano conta ainda com uma série de eventos nos mais variados espaços de cultura de nossa cidade.
Para se cadastrar, o candidato deve comparecer à sede do grupo Arco-Íris, na rua do Senado 230, no Centro do Rio de Janeiro em horário comercial e preencher a ficha de cadastramento.
De acordo com o presidente do grupo, Julio Moreira, a homofobia só terá fim se todos lutarem para isso.

- A parada é um evento comunitário e os voluntários são fundamentais para que essa festa da cidadania possa acontecer. A transformação social só se dará quando mais e mais pessoas se mobilizarem para acabar com o preconceito. A homofobia só terá fim se todos lutarmos para isso.


Para se cadastrar, o voluntário deve:


– Ser maior de 18 anos, ou acima de 16 anos com a autorização dos responsáveis assinada e reconhecida a firma;


– Ter disponibilidade de tempo para o serviço voluntário, de acordo com as necessidades da organização do evento, contribuindo de duas a três vezes por semana, de acordo com a sua disponibilidade, não ultrapassando uma carga horária de oito horas semanais.


– Estar em plenas condições de saúde.


– Ter disponibilidade para participar dos encontros de capacitação sobre voluntariado nos eventos e na Parada.


Para se inscrever como candidato a voluntário é preciso:


– Preencher ficha de cadastro de candidato a voluntário e termo de adesão ao serviço voluntário;


– Entregar uma foto 3 x 4 colorida para afixação na ficha de cadastro;


– Apresentar cópia de carteira de identidade, CPF e comprovante de residência.
Nesta seção, discutiremos a construção discursiva da sexualidade (homoerótica) e do gênero (masculino) na adolescência. Aquela se inicia nos primeiros anos de vida, por isso, antes de tratarmos da adolescência, faremos uma breve discussão teórica sobre a infância. Geralmente, a orientação sexual, o sexo pelo qual sentiremos amor e desejo, manifesta-se durante a infância, e a identidade sexual (assumir uma orientação, no caso desta pesquisa, a homoerótica) inicia-se antes da adolescência e passa a ser construída e tomar forma a partir da adolescência até a fase adulta.
Antes da homossexualidade* se desenvolver, a criança começa a ter a consciência do gênero desde os dois anos, quando vê que pertence a um sexo e não a outro e, conseqüentemente, isso traz uma série de condutas. A partir dos três anos, a criança já se identifica como menino ou menina; pode acontecer de um menino se sentir mais identificado com as meninas e desenvolver as condutas e preferências que são associados somente ao sexo oposto, como brincar de boneca (Castañeda, 2007).
Muitos sujeitos homoeroticamente inclinados contam que se identificaram muito cedo com o sexo oposto, como relata Green (1985, p. 339): “Todos os homossexuais que atendi contaram que se sentiam diferentes de seus pares a partir dos três anos de idade. Descreveram que eram mais sensíveis e mais chorões e por serem diferentes se sentiam estranhos.”
De acordo com Castañeda (2007), no final da infância e início da puberdade, momento em que começa a se definir a orientação sexual, os pré-adolescentes são bombardeados, na socialização formal e informal, com imagens e mensagens do casal heterossexual. O menino e a menina com desejos afetivo-sexuais predominantemente voltados para o mesmo sexo biológico sentem-se perdidos e oprimidos neste mundo que rotula sentimentos mais íntimos e profundos com palavras insultuosas: descaração, sem-vergonhice ou pouca vergonha, frescura, pecado mortal, dentre outras.
Essas condutas e atitudes consideradas femininas e que são exercidas por meninos são reprovadas pela sociedade, pois há papéis definidos e impostos para cada gênero. O adolescente efeminado pode passar a construir a sua homossexualidade durante a sua adolescência, passando a sofrer preconceito desde a sua infância, no entanto esse momento que o menino teve condutas consideradas femininas não pode ser usado como um signo precursor do homoerotismo (Castañeda, 2007).
O período em que o adolescente vai descobrindo a sua homossexualidade é marcado por vivências em que os meninos efeminados são alvos de chacota e são estigmatizados desde a infância.
Na adolescência, os sentimentos podem estar confusos e a admiração que se tem por colegas do mesmo sexo pode se confundir com atração física. Mas, conforme explicita Gewandsznajder (2004, p. 78), não se deve ir rotulando os outros em decorrência disso. Melhor do que ficar se preocupando com rótulos é desenvolver a auto-estima e o respeito por si mesmo. Só assim todas as relações, do presente e do futuro, independentemente de serem amizades ou algo mais, vão ter a dignidade que todo mundo merece.
Para Abramovay (2004, p. 278), no período da adolescência, o indivíduo convive sociopsicologicamente com vários desafios relacionados ao que ele é ou o que pode chegar a ser. A adolescência constitui um período de dúvidas em que o processo de firmar uma identidade envolve inúmeros conflitos: desde a despedida da infância, passando pela descoberta das mudanças do corpo e da dimensão emocional, até a escolha do caminho para a vida adulta, tudo isso acontecendo ao mesmo tempo.
O início da adolescência é marcado pela procura por afeto e amor. Os adolescentes “começam a se envolver com os significados/discursos do amor, do afeto e do sexo” (Moita Lopes, 2002, p. 98). O adolescente passa a ter desejos sexauis, comumente, por alguém do sexo oposto. Porém, podem acontecer manifestações sexuais entre pessoas do mesmo sexo que também estão se descobrindo. Muitos adolescentes experimentam o contato sexual com uma pessoa do mesmo sexo, sem que esse ato implique uma orientação pelo homoerotismo. Apesar de estar cada vez mais presente no discurso social, o homoerotismo ainda acarreta grande impacto e restrições.
De acordo com Castañeda (2007, p. 89), na fase da adolescência “os jogos sexuais são muito freqüentes, sendo atividades comuns (...) fazendo parte da iniciação da sexualidade”. Nesse processo de exploração é que o adolescente começa a se identificar como homoerótico, podendo se manifestar logo ao se sentir independente e mais seguro em relação à sua orientação sexual. Outros não se revelam jamais por estarem inseguros de sua inclinação e ainda não terem apoio de amigos e/ou família. Vejamos a seguir como se dá a construção dessa identidade na rede de relações sociais.
Adolescentes masculinos que se encontram no processo de descoberta de seus desejos homoeróticos e que estão construindo uma identidade pessoal relativa a essas descobertas e à participação em momentos sociais assumem algum grau de familiaridade com a linguagem e as práticas culturais homoeróticas. Na ausência de tal informação, o significado se torna dependente de um contexto específico (ao invés de pré-discursivo), de negociação e de inferência e de uma dupla subjetividade (baseado no ouvinte e no orador), e de alguma forma em condição de risco. Esta ausência de informação foi denominada por Lead (1996, p. 266) de “discurso silencioso”.
Na construção do discurso silencioso, encontram-se as tentativas de suicídio de adolescentes que lutam para colocar um fim em seu homoerotismo. Ao se reportarem a sua adolescência, os homens homoeróticos se referem a um período de solidão e isolamento, segundo Lead (1996, p. 266), ou, ainda, como um tempo de compreensão de sentimentos, recentemente descobertos, de emoções e de interesses, ao reunirem informações que os ajudaram a compreender melhor essas descobertas.
A orientação homoerótica como uma identidade culturalmente existente pode ser avaliada pelo grau de aderência do orador às máximas, comunicando sua sexualidade. Revelar-se pressupõe que a audiência se subscreve ao modelo normativo de gênero e sexualidade e que o modo mais efetivo para desalojar a pressuposição heterossexual insinua que os dois modelos de gênero citados não são compartilhados pelo orador.
Lead (1996) reafirma que gays, termo usado pelo autor, que passam como heterossexuais apresentam uma identidade que é dissonante com a forma com a qual eles na verdade experimentam ser. Identidades declaradas e implicadas são um resultado de decisões lingüísticas modificadas no curso de uma interação, na qual a contribuição de cada indivíduo reflete a intenção tanto do indivíduo quanto dos constrangimentos sociais locais e globais. Este processo de negociação entre indivíduos, intenções e forças culturais ilustra a conexão íntima entre linguagem e identidade existente.
Assim, a adolescência é o período da vida dos jovens cujas práticas discursivas relacionam-se com a construção da identidade social. Segundo Erickson (1962, p. 13), a adolescência é “considerada um momento na vida quando as pessoas estão envolvidas na construção de um sentido coerente de quem são no mundo social, sendo então um processo crucial para detectar os discursos de construção da identidade em desenvolvimento”. Nas palavras de Erickson (1962, p. 14), “o adolescente deve perceber uma semelhança significativa entre o que ele vê em si mesmo e o que sua consciência aguçada indica que os outros julgam ou esperam que ele seja”. Desta forma, o termo adolescência é usado para descrever tanto as mudanças físicas da puberdade como os aspectos psicológicos e sociais que caracterizam essa etapa da vida.
Do ponto de vista individual, cada adolescente constrói o seu homoerotismo sem seguir um modelo, pois há uma infinidade de formas que podem assumir as relações entre homens e mulheres e também variam segundo lugares e épocas históricas. Não há uma seqüência lógica de práticas sexuais do sujeito homoerótico. Geralmente, poderíamos afirmar que o homoerotismo na adolescência se desenvolve primeiramente a partir das experiências ou práticas sexuais e, depois, há uma consciência do homoerotismo. Muitas vezes os homens são iniciados no homoerotismo por práticas sexuais que lhes são impostas na infância ou adolescência. Ao tomar a consciência de seu desejo, o adolescente pode assumir o seu homerotismo para si próprio e para a sociedade. Então, há primeiramente uma junção de práticas, sentimentos e desejos; depois, um processo em que o adolescente aceita o seu homoerotismo para si mesmo, e depois diante da sociedade, diferentemente do que ocorre com o heterossexual.
A fase de desenvolvimento da homossexualidade na adolescência é muito diferente da heterossexualidade. Na vida dos heterossexuais, as relações amorosas progridem em etapas mais ou menos previsíveis e cada uma delas prepara, de alguma forma, a seguinte. Com os adolescentes homoeróticos, as experiências amorosas, muitas vezes, podem ser construídas num processo silencioso. O menino pode estar apaixonado por outro sem nunca se expressar e nem consumar os seus sentimentos. Ele se constrói num processo silencioso (Castañeda, 2007), da qual a família nem sempre participa.
A identidade homossexual é primeiramente construída durante a adolescência, quando os jovens vão desenvolver e estabelecer uma identidade social independente da família. Esse desenvolvimento para os heterossexuais é facilitado pela sociedade. As escolas, as festas e a cultura em geral encaminham o adolescente a desenvolver características e comportamentos para um futuro como heterossexual (Castañeda, idem). Para o adolescente homossexual, tudo é diferente. Aos poucos, descobre que os seus desejos sexuais não se parecem com aqueles dos seus colegas, e as fantasias eróticas não correspondem com o que vê na televisão e no dia-a-dia (Castañeda, idem).
No momento em que o adolescente passa a descobrir esses contrastes, produzem-se várias situações que podem determinar o curso de toda a sua vida. No início, sente-se como diferente, de forma que nota que é visto como ilícito, por causa dos comentários e “brincadeiras” que escuta em relação ao homoerostismo. Segundo Castañeda (idem, p. 85), “essas falas, aliás, são freqüentes: 97% dos estudantes do ensino fundamental e/ou do ensino médio americanos contam que ouvem regularmente comentários homofóbicos.”
Dessa forma, o adolescente homossexual identifica-se menos com seus colegas e não participa mais do grupo. Vê que não é igual aos outros e tem desejos e objetivos amorosos que não correspondem aos dos seus amigos (Castañeda, idem).
Aos poucos, sabe que não pode compartilhar o que se passa com os outros e começa a se sentir só e, às vezes, excluído da sociedade. Sente muitas vezes vergonha de ser homossexual e isso acaba afetando a sua auto-estima e a sua relação com o mundo (Castañeda, idem).
Para os familiares e os colegas, o sujeito homossexual é uma pessoa que não teve relações com o sexo oposto; se as tivesse tido, ele não seria homossexual. Ou, ainda, acredita-se que os homossexuais têm pavor do sexo oposto. Na verdade, muitos homossexuais, homens e mulheres, fizeram esforço para ter experiências heterossexuais – seja para experimentá-las, seja para negar sua homossexualidade. Esse tipo de atitude é mais comum do que se imagina e faz parte da construção da identidade gay (Castañeda, idem).
Quando o adolescente toma consciência da sua homossexualidade, passa por um processo que não é simples; e é ainda mais complexo pela dificuldade que todos os adolescentes têm de entender e expressar claramente seus sentimentos. A verbalização não é um ponto forte entre os jovens, e menos ainda quando a cultura de seu meio não lhes oferece o vocabulário necessário e a sociedade censura a expressão de certos desejos e sentimentos. Essa primeira fase na construção da identidade homossexual é, portanto, cheia de dúvidas, de solidão, de confusão e muitas vezes de vergonha.
E numa segunda fase, o jovem homossexual consegue enfim nomear o que sente; começa a reconhecer a possibilidade de que seus sentimentos, desejos e fantasias sejam homossexuais. Começa a explorar essa idéia e a compartilhá-la, talvez, com um confidente.
*O termo homossexual será usado quando abordarmos os autores que adotam este termo em suas pesquisas.

Izaac Azevedo dos Santos
Mestre em Letras pela PUC-Rio

Chega de TERROR. Chega de MORTE AOS GAYS! ABAIXO O NAZISMO!

O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, disse a pastores evangélicos em Foz do Iguaçu que não sancionará o projeto de lei que tramita no Congresso que considera crime qualquer ato de discriminação aos homossexuais. Serra disse que o texto interfere na liberdade religiosa, já que muitas congregações pregam contra a homossexualidade. "Não aprovarei esse projeto do jeito que está", disse, seguido de aplausos dos pastores.

"O projeto do jeito que está não pode ser aprovado, porque ele passa a perseguir igrejas que têm posições a respeito do homossexualismo, de que deve ser evitado, enfim, da pregação de seus fiéis", justificou. A afirmação foi feita durante reunião com os pastores que participam da 50ª Convenção de Pastores da Assembleia de Deus do Paraná, mas não foi repetida na entrevista concedida pelo tucano.
Questionado como barraria o projeto sem ter maioria no Congresso, Serra disse que poderia recorrer ao poder do veto, mas discordou de que não terá maioria. "Essa questão de maioria eles estão falando muito, apresentando como um fator, no caso a candidata Dilma, de ter a maioria no congresso e eu não. Isso não é fato. Eu conheço bem o congresso e posso dizer que nós vamos ter maioria, porque os partidos não são homogêneos e, segundo, tem o veto, que para ser derrubado, precisa de um quociente muito mais elevado que o de aprovação de uma lei", afirmou
Por: Hyago Alves
base-blush@hotmail.com

Pense Nisso.

Dizer que um crente é mais feliz que um cético é como dizer que um bêbado é mais feliz do que um sóbrio. 
 George Bernard Shaw

Dilma Lá - Sem medo de ser feliz!