Esta semana, o Conselho Federal de Medicina deu um importante passo contra a discriminação aos homossexuais. Agora, casais do mesmo sexo podem recorrer a técnicas de reprodução assistida para ter filhos. Antes esses procedimentos só podiam ser feitos em casais heterossexuais.
“O importante é que todas as pessoas, independente da qualidade ou do estado civil da suas uniões, tenham acesso a esta técnica”, afirmou Roberto d’Ávila, presidente do Conselho Federal de Medicina.
Este é mais um de uma série de avanços recentes no reconhecimento dos direitos de gays e lésbicas, num país que infelizmente ainda luta para combater a intolerância.
Um espancamento brutal. “Eu tenho essas marcas que estão aqui, meus dentes saíram do lugar. Eu estou sempre com a sensação de que algo de ruim vai me acontecer. Sempre em pânico”, conta Bruna Freire Silva, vítima de agressão.
Um tiro a queima-roupa. “A bala entrou aqui e saiu aqui”, lembra outra vítima.
De acordo com o Grupo Gay da Bahia, organização que monitora casos de violência em todo o país, a cada dois dias, um homossexual é assassinado no Brasil.
No Rio de Janeiro, único estado com estatística oficial de agressão contra gays, foram 378 casos de homofobia em 2010, mais de um por dia. E nove assassinatos.
“Ele foi apedrejado, ele foi torturado. O caso do Alexandre se tornou um símbolo nacional da luta contra a homofobia”, lembra Marco Duarte, primo de Alexandre. Alexandre Ivo morreu em junho deste ano.
Todos os acusados respondem em liberdade. “É um garoto de 14 anos. Ele perdeu o direito dele de viver”, destaca Marco.
A intolerância pode acontecer à luz do dia. Felipe foi expulso de um ônibus a ponta pés só porque tentava ajudar um cadeirante a embarcar. “As três pessoas que estavam reclamando se voltaram contra mim alegando que eu não era homem”, lembra ele.
Ele procurou a polícia imediatamente. Se fosse em outra época, talvez Felipe ficasse calado.
“O que acontece é que anos atrás, talvez, as famílias não assumiam que um filho que morreu de homofobia morria de homofobia. Não ia à delegacia falar: ‘meu filho é gay e morreu porque é gay’. E agora essas denúncias têm esse teor”, afirma ele.
“Como estão perdendo no âmbito da civilidade esse debate, estão partindo para o âmbito da violência, para o campo do terror e do ódio”, explica o gestor público Cláudio Nascimento.
Contra o ódio, uma festa concorridíssima. “A gente tinha pensado num evento para no máximo 30 ou 40 pessoas, uns amigos. E foram 300 pessoas”, lembra Cláudio, falando sobre seu casamento.
Como o Brasil não tem uma lei de união civil de pessoas do mesmo sexo, Cláudio e João assinaram um pacto homoafetivo. É um documento público registrado em cartório para oficializar o que a vizinhança inteira já sabia.
“É uma vida normal, como a de qualquer outro casal, com sonhos, desejos, desafios, obstáculos”, afirma Cláudio.
O Estado brasileiro também resolveu enxergar o óbvio. “Dorme, planeja a vida, paga as contas. Vê lá quanto que entrou de dinheiro no final do mês”, diz Cláudio.
A Receita Federal anunciou que casais de mesmo sexo vão poder incluir dependentes ou fazer declaração conjunta do Imposto de Renda deste ano. E uma portaria do Ministério da Previdência, enfim, decidiu tornar regra o que a Justiça já obrigava por força de liminar: homossexuais e seus companheiros terão direito à pensão e aposentadoria.
A Justiça do Rio Grande do Sul foi a primeira a determinar que ações envolvendo pensões, heranças e partilha de bens de casais homossexuais saíssem das varas cíveis e passassem a ser discutidas nas varas de família. Ou seja, o Judiciário entendeu que o caso aí era menos de uma relação de negócio e mais de uma relação de afeto entre pessoas do mesmo sexo. Isso só foi possível graças à atuação decisiva da desembargadora Maria Berenice Dias.
Heterossexual, casada cinco vezes, três filhos, e ainda assim vítima de preconceito por defender os direitos dos homossexuais.
“Parece que é uma coisa depreciativa.Tanto que todo mundo diz: ‘mas, Berenice, tu não te incomoda?’ Mas não me ofende acharem que eu sou homossexual porque eu não acho que eles sejam um segmento assim: ‘ai, que horrível!’ Para mim, em primeiro lugar não me importa o que os outros pensam a meu respeito, né?”, afirma ela.
A desembargadora aposentada Maria Berenice Dias foi a primeira a dar razão a um casal gay numa ação judicial em 2000. De lá para cá, ela já contou 808 decisões favoráveis de dezenas de juízes pelo país afora.
Para ela, só falta o Congresso Nacional mudar de comportamento. “Um fundamentalismo perverso, acho que uma postura covarde do nosso legislador que, não sei se tem medo de ser rotulado de homossexual, tem uma visão muito fechada do conceito de família, mas no Legislativo não se consegue avançar”, destaca ela.
Existem 19 projetos de lei tramitando em Brasília, inclusive, o que torna crime a homofobia. “Isso também não avança”, lembra a desembargadora.
Mesmo sem uma lei específica, por exemplo, sobre adoção de crianças por casais de mesmo sexo, pelo menos 20 sentenças já foram proferidas.
“O que a Justiça faz? A Justiça aplica a Constituição Federal que manda se ter uma proteção integral a crianças e adolescentes”, diz a desembargadora.
O Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro diz que não há qualquer risco de sequela psicológica para a criança. “As pré-condições para que uma adoção seja bem sucedida são afeto e disponibilidade dos adultos em acolher essa criança. E afeto e disponibilidade não estão relacionados à orientação sexual”, destaca Eliana Olinda, psicóloga do CRP-RJ.
“Tudo o que eu faço, desde que eu acordo até a hora que eu vou dormir, é em função da Maria Vitória. Não tem como”, afirma a funcionária pública Cristiane Carvalho Corrêa.
Cristiane adotou Vitória quando ela era bebê. Agora a companheira dela, Sílvia, entrou na Justiça para ser, legalmente, a mãe que já é na prática.
“Aí a Cris falava: ‘Não, Sílvia, feijão tem que dar escondido, põe o arroz e a carne por cima’. Todo um malabarismo na colher para esconder o feijão. Ela vai comer o feijão, ela tem que saber que tem que comer feijão, que feijão é bom para ela”, lembra Sílvia.
Uma tem coração mole. “Às vezes ela deixa fazer as coisas!”, diz Vitória. A outra contrabalança: “O quartel!”, brinca Vitória.
Se tudo der certo, Vitória terá duas mães na certidão de nascimento. Carinho em dobro, ela já tem. “Todos nós podemos viver no mesmo mundo. Não há um mundo separado”, diz Cris.
Gay 1 - Reprodução Fantastico
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
A dançarina
Luana Campos, de 24 anos, eleita Rainha do carnaval 2011 de São Paulo na
madrugada deste sábado (8), representou uma agremiação que se declara a primeira
com orientação LGBT da capital paulista: a Escola de Samba Arco-Íris. “O
presidente me convidou para representar a escola no concurso e eu aceitei. Eles
[componentes] fazem parte da minha vida”, comentou a vencedora, que não é
homossexual.
Fundada em 2008, a escola
ainda desfila como bloco carnavalesco no Centro da capital paulista, mas
pretende começar a se apresentar no Sambódromo do Anhembi em 2012. Os
representantes da agremiação comemoraram muito a eleição de Luana. “Essa vitória
é como se a gente ganhasse o carnaval. É muito importante, porque conseguimos
vencer escolas grandes”, afirmou o vice-presidente da agremiação, Wagner
Gaspar.
Luana havia concorrido ao
posto de Rainha em 2008, pela Rosas de Ouro, e ficado em 4º lugar. Depois, a
dançarina mudou para fora do país e só retornou agora. Ela disse que ficou muito
emocionada com a vitória. “É a realização de um sonho. Esse ano eu vim mais
preparada, confiante”, afirmou. “A emoção maior foi ouvir todo mundo gritar meu
nome.”
Gay 1
Sempre friendly, a MTV
brasileira reagiu à recente onda de homofobia na Avenida Paulista, em São Paulo,
e está usando sua programação para dizer não à intolerância. Uma vinheta foi
especialmente produzida pela emissora para dizer que “A MTV é contra qualquer
tipo de preconceito”. O vídeo traz ainda dados sobre assassinatos de LGBT no
Brasil, confira:
MixBrasil
Como adiantado pelo MixBrasil na semana passada, o co-autor da novela “Insensato
Coração”, da Rede Globo, Ricardo Linhares confirmou que o preconceito contra
homossexuais “entrará de forma violenta” na trama. "Vamos abordar homofobia na
história, mas não é a trama principal da novela. A intolerância (sexual,
religiosa etc.) está presente no dia-a-dia do espectador, apesar do
politicamente correto tentar segurá-la. Vamos abordar um assunto contemporâneo e
pertinente numa novela das oito, de forma crítica, combatendo o preconceito e
promovendo a aceitação", disse Ricardo Linhares ao jornalista Daniel Castro,
especializado em TV.
Ele revelou mais detalhes do “núcleo gay” da trama. "O personagem do Leonardo Miggiorin é um gay que dá pinta. E temos dois outros personagens gays, um advogado quarentão bem-sucedido (Edson Fieschi) e um professor universitário de direito (Marcos Damigo), ambos sem trejeitos. Os três já saíram do armário e não têm conflito por assumir sua condição sexual. Eles não são bandeira de nenhum movimento, são reflexo da diversidade da vida contemporânea”, explicou ele. Está é a primeira vez que uma novela brasileira conta com um núcleo gay independente.
Sobre a homofobia do personagem de Cássio Gabus Mendes, Ricardo Linhares explicou que esse não é um traço decisivo na trama e que a intolerância não virá dele, mas de forma violenta através de outro personagem. "Homofobia não é o traço principal do personagem do Cassio. Não se trata de um caso de homossexualidade mal resolvida. Ele é um jornalista da Economia, da velha guarda, que não se adapta bem às 'novidades', em termos de comportamento e tecnologia. Tem conflitos com seu editor, que é mais jovem e gay, não efeminado. É contra antecipar temas no plantão on-line do jornal, por exemplo. Prefere segurar a exclusividade para o papel, porque acha que o assunto fica mais bem abordado. É separado da personagem da Isabela Garcia. Eles têm uma filha adolescente. Não gosta que a filha use gírias. É machista e ciumento. Enfim, é um pouco jurássico e não se adapta aos novos tempos", abre Linhares.
Contudo, nega que a personagem de Cristiana Oliveira seja lésbica. "É uma presidiária rude. Mas não há indicações de que seja lésbica. O tema não será abordado nessa trama", conta.
MixBrasil
Ele revelou mais detalhes do “núcleo gay” da trama. "O personagem do Leonardo Miggiorin é um gay que dá pinta. E temos dois outros personagens gays, um advogado quarentão bem-sucedido (Edson Fieschi) e um professor universitário de direito (Marcos Damigo), ambos sem trejeitos. Os três já saíram do armário e não têm conflito por assumir sua condição sexual. Eles não são bandeira de nenhum movimento, são reflexo da diversidade da vida contemporânea”, explicou ele. Está é a primeira vez que uma novela brasileira conta com um núcleo gay independente.
Sobre a homofobia do personagem de Cássio Gabus Mendes, Ricardo Linhares explicou que esse não é um traço decisivo na trama e que a intolerância não virá dele, mas de forma violenta através de outro personagem. "Homofobia não é o traço principal do personagem do Cassio. Não se trata de um caso de homossexualidade mal resolvida. Ele é um jornalista da Economia, da velha guarda, que não se adapta bem às 'novidades', em termos de comportamento e tecnologia. Tem conflitos com seu editor, que é mais jovem e gay, não efeminado. É contra antecipar temas no plantão on-line do jornal, por exemplo. Prefere segurar a exclusividade para o papel, porque acha que o assunto fica mais bem abordado. É separado da personagem da Isabela Garcia. Eles têm uma filha adolescente. Não gosta que a filha use gírias. É machista e ciumento. Enfim, é um pouco jurássico e não se adapta aos novos tempos", abre Linhares.
Contudo, nega que a personagem de Cristiana Oliveira seja lésbica. "É uma presidiária rude. Mas não há indicações de que seja lésbica. O tema não será abordado nessa trama", conta.
MixBrasil
Ministro do STF, Carlos Ayres Britto concluirá parecer a favor do casamento gay
O ministro do STF Carlos Ayres Britto é relator de um
processo movido pelo governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, relativo ao
casamento gay. Sergio pede no processo que o casamento gay seja validado no
Brasil, equiparado em nível judicial ao casamento hétero. O processo corre há
pouco mais de um ano no STF, a instância máxima do pode judiciário e, claro,
gerará discussões profundas antes de ser votado. O lado bom é que o STF é pouco sensível à opinião pública, já que toma suas decisões baseadas na Constituição e não no ardor popular. O ministro relator Carlos Britto está debruçado no processo, mesmo em férias, já que seu parecer deve ser entregue em fevereiro. Seu texto está quase pronto, e é dada como certo que seu relatório será favorável ao pedido. Isso é: o ministro deve sugerir que os seus companheiros de corte aprovem o casamento gay no Brasil.
UOL Gay
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
No Brasil, casais do mesmo sexo podem agora declarar juntos o Imposto de Renda; na Argentina, a união gay foi oficializada; e, nos EUA, integrantes das Forças Armadas estão, agora, livres do fantasma da discriminação, independentemente de manifestar preferências sexuais. Gays se divertem em torno de piscina em cruzeiro feito só para eles, em Florianópolis (SC)
No setor de viagens, já há algum tempo, o mercado GLS não para de crescer --e tanto agências como órgãos de fomento turístico oferecem informações em páginas on-line e guias especialmente voltados para esse público.
Em outubro, na Feira das Américas --Abav 2010, realizada no Rio, um passo importante foi dado no turismo GLS no Brasil. A Abrat GLS (Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes) e a Embratur assinaram um acordo para divulgar o Brasil GLS lá fora.
A primeira ação será em março, na ITB, em Berlim, uma das principais megafeiras mundiais de turismo. De acordo com Almir Nascimento, presidente da Abrat GLS, haverá um estande no setor GLS do evento. "O turismo internacional trabalha essa segmentação de públicos e estamos seguindo esse movimento", diz Nascimento.
Sobre as conquistas do ano passado, ele é cético: diz que "foram boas, mas pontuais". "Ainda estamos engatinhando no Brasil."
De fato, empreendimentos hoteleiros "hetero friendly" -voltados à comunidade gay e que recebem héteros- ultrassofisticados, uma realidade em Buenos Aires, Nova York e Barcelona, onde há hotéis da rede Axel, não existem no país; e nem se sonha por aqui com resorts como o The Royal Palms, de Fort Lauderdale, Flórida (EUA).
Mesmo no Rio, não há hotéis exclusivamente gays. Em São Paulo, onde ocorre a maior Parada Gay do mundo, demorou a surgir um posto oficial de informações voltado para os homossexuais.
MAIS INFORMAÇÃO
Inaugurada em 2010, essa primeira CIT (Central de Informação Turística) GLS paulistana é uma parceria de SPTuris, São Paulo Convention&Visitors Bureau, Cads (Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual), Abrat GLS e Casarão Brasil.
O espaço, voltado ao público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), recebe cerca de 15 pessoas por dia, segundo Annabella Andrade, funcionária do estabelecimento.
A maioria dos turistas que procuram o local, um portãozinho no número 1.057 da rua Frei Caneca (região central), são da América Latina e da Europa. Muitos buscam informações por telefone (0/ xx/ 11/ 3101-4155) e por e-mail (info@abratgls.com.br).
Dois atendentes bilíngues ficam no chamado Casarão Brasil --ali funciona ainda a sede da Abrat GLS.
No principal panfleto distribuído pela CIT, em mapas turísticos que focam o centro paulistano, a região da Paulista e o bairro de Pinheiros, há dicas de bares, restaurantes, casas noturnas e saunas.
Paulo Sampaio-15.fev.2009/Folhapress
A militância está apostando em um trabalho discreto com os senadores para que eles assinem pela volta do Projeto de Lei da Câmara que criminaliza a homofobia, conhecido como PLC 122. O objetivo da discrição é não expor o nome dos favoráveis ao desarquivamento do projeto de lei, que poderiam ser interpelados pela oposição.São necessárias 27 assinaturas de senadores, além de um novo relator ou relatora. A relatora já existe: Marta Suplicy.
Ela já disse que vai de senador a senador pedindo a assinatura de cada um deles para que o projeto volte a tramitar.
Cena G
O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido de habeas corpus de Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos, acusado de participar das agressões contra jovens na Avenida Paulista.
Jonathan teve a prisão preventiva pedida pela agressão de três jovens que caminhavam pela avenida. Ele segue foragido. Outros quatro adolescentes, menores de idade, foram acusados pelo crime.
As agressões aconteceram no dia 14 de novembro. Na mesma madrugada, um rapaz também foi agredido por um dos menores na porta de uma casa de festas na Avenida Ibirapuera, número 1891, em Moema.
Os demais acusados estavam apreendidos e foram soltos pela Justiça no dia 24 de dezembro.Cena G
A próxima nova novela das 8 da Rede Globo, “Insensato Coração”, que estréia dia 17, terá seis personagens homossexuais e pela primeira vez na história das telenovelas brasileiras haverá um núcleo gay com trama própria.
A história é escrita por Gilberto Braga e Ricardo Linhares e vai contar com um quiosque gay no Leme, onde todos esses personagens vão se encontrar. O quiosque será da mãe de um dos meninos gays; a atriz que interpreta a mãe é a hilária Louise Cardoso.
Ricardo Linhares disse que haverá “gays para todos os gostos”.
Cena G
PENSE NISSO!
Milagrosamente, nunca fui agredido, mesmo em cena, cantando quase nu para 20 mil ou 50 mil pessoas.
Ney Matogrosso
Ney Matogrosso
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
O turismo LGBT está no topo dentre os que mais chamam atenção do setor há muito anos. Uma prova disso é matéria de seis páginas do caderno Turismo da Folha de S. Paulo da quinta-feira (6). Ela mostra como os serviços destinado ao segmento arco-íris tem se consolidado no mundo e o Brasil está acordando para isso. A matéria dá destaque ao centro de atendimento ao turista recém-fundado em São Paulo, as movimentações da associação nacional do setor e ao quanto Florianópolis tem atraído turistas LGBTs. Falando do que já existe pelo mundo, mostra-se hotel em que roupa na piscina é optativa, o quanto o sexo é importante para esses turistas e o sucesso que são as hospedagens exclusivas para homossexuais.
Cena G
Os vídeos fazem parte da campanha “It gets better” e conta com muito mais gente legal: Perez Hilton, Ellen Degeneres, Jake Shears, Michael Urie, Elton John, Eve, Lance Bass, Ricky Martin, Joel Madde, Hillary Clinton.
A campanha surgiu depois que o caso do suicídio de um garoto de 15 anos, Billy Lucas, em setembro passado, foi divulgado. Em um texto que o próprio adolescente explica o motivo de seu ato, publicado no Facebook, ele afirma que não agüentava mais sofrer perseguição homofóbica no colégio.
O garoto, como ameaçou no texto, se jogou de uma ponte e morreu.
Se você quiser ver todos esses vídeos, além de incontáveis de anônimos, políticos e artistas poucos conhecidos no Brasil, clique no canal da campanha no YouTube.
Cena G
Ele ainda nem foi lançado, oficialmente, mas um conjunto de material didático destinado a combater a homofobia nas escolas públicas promete longa polémica. Um convénio firmado entre Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos) produziu um kit educativo, composto de vídeos, boletins e cartilhas, que será distribuído para 6 mil escolas da rede pública em todo país.
Parte do que se pretende apresentar nas escolas foi mostrada, ontem, em audiência na Comissão de Legislação Participativa, na Câmara. No vídeo intitulado Encontrando Bianca, um adolescente de 15 anos apresenta como José Ricardo, nome dado pelo pai, que era fã de futebol. O garoto do filmete, no entanto, aparece caracterizado como uma menina, como exemplo de um travesti jovem. No relato dele, o garoto conta que gosta de ser chamado de Bianca, pois é o nome da atriz preferida, e reclama que os professores insistem em chamá-lo de José Ricardo na hora da chamada.
O jovem travesti do filme aponta um dilema do momento de escolher o banheiro feminino em vez do masculino e simula flerte com um colega do sexo masculino. Na versão feminina da peça audiovisual, o material educativo anti-homofobia mostra duas meninas namorando.
Parte do que se pretende apresentar nas escolas foi mostrada, ontem, em audiência na Comissão de Legislação Participativa, na Câmara. No vídeo intitulado Encontrando Bianca, um adolescente de 15 anos apresenta como José Ricardo, nome dado pelo pai, que era fã de futebol. O garoto do filmete, no entanto, aparece caracterizado como uma menina, como exemplo de um travesti jovem. No relato dele, o garoto conta que gosta de ser chamado de Bianca, pois é o nome da atriz preferida, e reclama que os professores insistem em chamá-lo de José Ricardo na hora da chamada.
O jovem travesti do filme aponta um dilema do momento de escolher o banheiro feminino em vez do masculino e simula flerte com um colega do sexo masculino. Na versão feminina da peça audiovisual, o material educativo anti-homofobia mostra duas meninas namorando.
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