terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Será realizado, na próxima sexta-feira, dia 28, o 3º Seminário da Visibilidade de Travestis e Transexuais do Distrito Federal, promovido pela ONG Elos LGBT/DF e AnavTrans.
As inscrições serão feitas no local com direito a certificado, a partir das 18h30, no auditório da CUT/DF, localizado no endereço SDS Ed. Venâncio V Subsolo – Brasília-DF (em frente ao Hotel Nacional).
O seminário vai abordar temas de travestis e transexuais no Distrito Federal e Entorno, situações no âmbito da vida social, afetivo, educação, saúde, segurança pública, trabalho e direitos humanos, em razão do Dia da Visibilidade das Travestis e Transexuais que se comemora no dia 29 de janeiro.
Mais informações:
(61) 8424-3878/8487-1315
Cena G

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

VIDA GAY.

Cuidado com frases homofóbicas. E lembre-se de que muitas vezes, para fazer gracinha, você mesmo usa essas tiradas nas suas conversas.

PENSE NISSO!

O ódio nos faz falta. Dele nascem nossas idéias.
Jean Genet

Gay e filho de prostituta, Jean Genet virou um dos pensadores mais importantes do século 20

Genet transitou tanto pela alta sociedade quanto pelo submundo.

Centenário de Nascimento de Jean Genet. O Contestador incontestável.
No final de 2010 foi comemorado o centenário de nascimento do escritor, poeta, militante político e dramaturgo homossexual Jean Genet.
O Ministério da Cultura da França inscreveu essa efeméride entre suas celebrações nacionais, homenagem acompanhada de seminários e fóruns de debate.
A Editora Gallimard presenteou o centenário com preciosas edições e reedições.
Outra das mais relevantes homenagens foi a da France Culture, emissora do serviço público audiovisual (do grupo Radio France), que preparou uma série de programas em cadeia nacional (entre 15 e 25 de novembro) sobre o contestador incontestável.


Jean Genet nasceu em Paris no dia 19 de dezembro de 1910, filho de Camille Grabrielle Genet, uma prostituta que deu o filho para adoção, e de pai desconhecido.
Acolhido aos sete meses de idade (julho de 1911) por Charles Regnier e sua mulher, casal que residia em Morvan,na Borgonha, foi batizado, freqüentou a Igreja Católica onde cantou no coro e era o favorito entre os demais adotados pelo casal. A mãe adotiva tinha até esperança que ele se tornasse padre.
Os que o conheceram na juventude falaram de um jovem introvertido, bom estudante e interessado em Latim, com raro talento para recitar poesia. Desde cedo era, também, um leitor voraz - hábito que cultivou pelo resto da vida - fascinado por arte, literatura, psicologia e ciência política.
Em 1922 morreu a mãe adotiva e Genet passou a viver com Berthe Renault, filha dela.
Aos 14 anos, foi recolhido pela “Assistance Publique” (um Serviço Social) e enviado para a Escola de Alembert, para estudar tipografia,mas fugiu dali. Recolhido pela polícia em Nice, foi enviado para outra escola, de onde também fugiu.
Foi preso em junho de 1926 por estar viajando de Meaux para Paris sem ter comprado passagem e enviado ao reformatório de Mettray, na região de Tours.
Há males que vêm para bem
Esta instituição, construída para salvar menores de idade das brutais condições da Revolução Industrial, passou a servir como escola de treinamento naval até ser fechada pelo Ministério da Justiça francês em 1939.
Ali Genet presenciou brutalidades, roubos, violência sexual e até homicídios, e afirmou sua homossexualidade, sempre produzindo literatura. Lá ele tomou contato com a poesia de Pierre Ronsard e com as histórias de aventuras de Paul Féval, Michel Zévaco e Ponson de Terrail.
Seus primeiros trabalhos, “Nossa Senhora das Flores” e “O Milagre da Rosa”, chamaram a atenção de Jean Cocteau. Compôs “O Balcão”, “Os Negros” e “Os Biombos”, enquanto construía fama marcada por escândalos, roubos e brigas.
Freqüentou, ao mesmo tempo, a nata da intelectualidade europeia pelas mãos de Jean Paul Sartre e o baixo mundo parisiense, acompanhado por uma série de amantes.
Foi amigo dos filósofos Jacques Derrida e Michel Foucault, dos escritores Juan Goytisolo e Alberto Moravia, dos compositores Igor Stravinski e Pierre Boulez, do diretor de teatro Roger Blin, dos pintores Leonor Fini e Christian Bérad e dos líderes políticos Georges Pompidou e François Mitterrand.
Genet atravessou a década de 1960 colhendo frutos de sucesso de seus romances, peças e roteiros. Mergulhado em profunda depressão com suicídio de um de seus amantes e do amigo e tradutor Bernard Frechtman, tentou também matar-se em num quarto de hotel na Itália, em 1967.
Militante
A partir dos anos 70, engajou-se na defesa de trabalhadores imigrantes na França, assumiu a causa dos palestinos e envolveu-se no movimentos norte-americanos Panteras Negras (Partido criado com objetivo de patrulhar guetos negros para proteger os residentes dos atos de brutalidade da polícia, depois tornado grupo revolucionário marxista que defendia o armamento de todos os negros) e Beatniks (movimento socio-cultural que pregava estilo de vida anti-materialista, na sequência da 2.ª Guerra Mundial).
Esteve em São Paulo para assistir a montagem de sua peça “O Balcão”, encenada pelo diretor argentino Victor Garcia, produzida por Ruth Escobar na sala Gil Vicente, em 1969.
Publicou suas memórias no livro "Diário de um Ladrão", onde recorda aventuras e andanças pela Europa e amores.
Morreu em 15 de abril de 1986, ainda de luto pelo suicídio do último companheiro, Abdallah. Naquele momento Genet corrigia as provas do livro “Captf amoureux”, que deveria devolver à sua editora, a Gallimard. Foi enterrado no cemitério espanhol de Larache, no Marrocos.
MixBrasil
Pelo menos 12 moradores do Edifício Marfim, condomínio de classe média alta na rua Bela Cintra, em São Paulo, têm sido vítimas de constantes ameaças e agressões por parte de outro morador do local, o office-boy Thiago da Silva Vallin, de 25 anos.

Na semana passada, por volta de 9 da noite, Thiago agrediu um morador de 53 anos que precisou ser atendido no pronto-socorro onde levou seis pontos no supercílio.
A vítima registrou queixa na delegacia da Consolação e também na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.
A vítima conta que está sendo agredida verbalmente pelo Office Boy desde outubro. Na época, ele procurou a síndica do condomínio, mas a mesma ignorou a gravidade do caso.
Cena G
Com ajuda da voluntária da ONG Casarão Brasil, Annabella Andrade, os moradores denunciaram o caso à Defensoria Pública do Estado de São Paulo e também à Nossa Casa, administradora do condomínio.
De acordo com o morador agredido, a violência foi motivada por homofobia, já que ele é homossexual assumido.
O cantor porto-riquenho Ricky Martin, que no ano passado assumiu sua homossexualidade, afirmou que "todo gay nasce gay" e essa é sua "natureza". Ele disse ainda que muitas fãs falaram que não vão voltar a ouvir suas músicas.
DivulgaçãoRicky assumiu homossexualidade em 2010"Queria que o mundo entedesse que amar da forma que amo não é revolucionário, é algo natural, minha natureza me fez assim. Todo gay nasce gay. A vida social se opõe a essa naturalização e aí começam os conflitos", afirmou Martin em entrevista à revista Veja.
Na reportagem, o cantor admitiu que várias de suas fãs e "muita gente" em todo o mundo disse que não voltarão a escutar suas canções, após ele falar que é gay.
Ricky Martin, de 39 anos e ex-integrante da antiga boyband Menudo, tem dois filhos, nascidos em 2008 após serem gerados através de fertilização in vitro e barriga de aluguel. Segundo o cantor, foi o "olhar" das crianças que o fez assumir publicamente sua condição sexual.
Gay 1

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O PLC 122, projeto de lei que pretende criminalizar a homofobia no Brasil, foi arquivado no Senado na quarta-feira passada. O arquivamento é ação comum no regimento da Casa, que arquiva projetos de lei não votados no mandato anterior. Como o PLC 122 foi apresentado em 2006, ele e outros projetos apresentados no mesmo ano foram arquivados juntos. Para ser desarquivado, o PLC 122 precisaria de um novo relator e da assinatura de 27 senadores.

Mas o arquivamento do PLC 122 pode ter sido irregular. É o que argumenta o gabinete da Senadora Fátima Cleide, do PT de Rondônia, que foi relatora do projeto nos últimos quatro anos. Segundo o regimento interno do Senado, é proibido arquivar projetos de lei que tenham sido criados pela Câmara dos Deputados e que aguardam votação dos Senadores, como é o caso do PLC 122 _de autoria da então deputada federal Iara Bernardi, também do PT.
No Capítulo 17 do Regimento Interno do Senado, quando trata de arquivamentos de projetos de lei, está escrito.
“Art. 332: Ao final da legislatura serão arquivadas todas as proposições em tramitação no Senado, exceto:
- As originárias da Câmara ou por ela revisadas".
De qualquer forma, caso a Comissão de Direitos Humanos do Senado acate a argumentação do gabinete de Fátima Cleide e desarquive o projeto, o PLC 122 volta a tramitar apenas quando ganhar nova relatoria, já que Fátima Cleide não foi reeleita. A senadora eleita Marta Suplicy já manifestou interesse em ocupar essa relatoria. Marta e os demais senadores eleitos tomam posse em 1o. de fevereiro.
MixBrasil
Segundo informado no site do Mix Brasil - Central de Notícias - e confirmado no facebook por Igor Martins, Conselheiro da Secretaria de Direitos Humanos, os homossexuais vítimas de ataques de homofobia agora têm mais um canal para denunciarem essas agressões. É que, desde o começo deste ano, o Governo Federal ampliou as populações atendidas pelo Disque 100 e agora recebe também ligações de casos de intolerância à diversidade sexual.

O Disque 100 era antes voltado apenas a receber denúncias de casos envolvendo crianças e adolescentes. Agora recebe também denúncias de ataques contra LGBT, idosos e portadores de deficiência.
Portanto, exerça a cidadania. Se você for vítima ou testemunhar agressões físicas ou verbais contra lésbicas, bissexuais, gays, travestis e transexuais ligue para o número 100 e faça sua denúncia. A ligação é gratuita.
Repasse para todos esta informação e não se esqueça de também esclarecer que o mesmo número de telefone serve para denunciar violência contra crianças e adolescentes, idosos e portadores de deficiência.
Temos que aplaudir o que merece elogios, mas não sejamos hipócritas ou limitados.
O Governo Federal permanece no morde e assopra. Abre espaço para a denúncia da agressão contra os LGBTs, mas descaradamente se omite - há muitos anos - para que o projeto de lei contra a homofobia seja aprovado no Senado Federal. Se quisesse, com a bancada majoritária governista, teria aprovado.
Portanto, nosso governo reconhece a violência sofrida pelos LGBTs, mas não contribui para que exista uma tentativa de solução, com a efetiva prevenção e repressão, que decorre de uma lei penal específica para o caso.

PROCURA-SE HOMOFÓBICO (PERIGOSO)

Este elemento, Jonathan Lauton Domingues, é um homofóbico foragido da justiça paulista. Ficou nacionalmente conhecido após fazer parte da quadrilha que agredia na Avenida Paulista, com lampada fluorescente, quem considerasse homossexual.

Seus comparsas, quatro menores, em razão da idade, haviam sido "internados", mas o valente machão pediu arrego e fugiu de ir para o xilindró como uma mocinha medrosa, após ser decretada sua prisão.
Segundo ainda a R7 Notícias, a Justiça determinou nesta quinta-feira (22) que três dos quatro menores envolvidos nas agressões contra homossexuais na av. Paulista, no último dia 14 de novembro, em São Paulo, terão de prestar serviços a ONGs que atendem grupos que sofrem discriminação.
A decisão é da 1ª Vara Especial da Infância e Juventude, que liberou hoje os três rapazes, até então internados na Fundação Casa, antiga Febem. Apenas um dos adolescentes permanece no local.
Perfeita a decisão da Justiça em determinar aos menores que prestem serviços a ONGs para cidadãos que sofrem discriminação. Espera-se o óbvio, que estas ONGs sejam LGBTs, caso contrário a medida educacional não servirá ao fim pretendido.
Não sei como funciona, mas espero que ONGs LGBTs de São Paulo estejam cadastradas junto ao governo do estado para que sejam encaminhados para elas estes jovens agressores. Trabalho não falta.
Uma ONG séria aproveitaria os serviços destes rapazes para levá-los as escolas estaduais e municipais para contribuir com palestras contra a homofobia. Acredito que seria edificante para outros jovens ouvirem deles a triste experiência experimentada após a "farra" de espancarem homossexuais, a fama nacional negativa de suas imagens, a narrativa da vivência de suas internações, o sofrimento de suas famílias e como foi a expectativa de esperar uma sentença.

VIDA GAY

Prefira as empresas que anunciam em revistas e jornais gays.
Marco Nanini é Artur, mas é também Ema na nova montagem de “Pterodátilos”, comédia ácida e questionadora escrita por Nicky Silver e dirigida por Felipe Hirsch. Atualmente em cartaz no Rio de Janeiro, no Teatro das Artes, o espetáculo faz sua estreia em São Paulo no dia 18 de março, no Teatro Faap.

No enredo, depravações sexuais, falsidade, alcoolismo, violência e abandono tratados com muito humor negro e diálogos rápidos e inteligentes, afinal, é Marco Nanini em cena. E ele mostra todo seu talento ao ser, sem muitas alterações de figurino, pai e filha no mesmo cenário, assinado por Daniela Thomas.
A peça volta a ser montada como um tipo de comemoração aos 45 anos de carreira de Nanini, que divide o palco com Mariana Lima (Grace), Álamo Facó (Todd) e Felipe Abib (Tom) interpretando um empregado bem suspeito. Vale lembrar que Nanini protagonizou, ao lado de Ney Latorraca, a primeira versão do cheio de trocas de roupas “O Mistério de Irma Vap”.


Pterodátilos – sextas e sábados às 21h; domingos às 20h
Teatro das Artes: Rua Marquês de São Vicente, 52 – 2º piso – Gávea
Tel.: (21) 2540-6004
Portal LGBT
A série animada “Os Simpsons”, voltou a abordar a homossexualidade em seus episódios. Na 8º temporada, um episódio da família de Springfield tratou da homofobia e na 16º temporada falou sobre o casamento gay.

Agora, “Os Simpsons” voltam a mergulhar no mundo LGBT com uma história onde Walylon Smithers, depois de ser mais uma vez humilhado por seu chefe, o sr. Burns, resolve sair do armário indo ao bar gay de Springfield, mas acaba discriminado até no ambiente homossexual.
Enquanto isso, os negócios de Mo vão de mal a pior levando o dono do bar a aceitar uma ajuda de Smithers para reformar o lugar que se transforma no novo point gay da cidade.O episódio trás referências do mundo LGBT com músicas de Madonna e até mesmo um discurso de Mo inspirado no militante Harvey Milk.
Cena G

DE OLHO NO DINHEIRO ROSA.

A empresa mexicana Bodega 12 lançou duas cervejas especialmente para o público LGBT, a Salamadra e a Purple Hand, essa última voltada a lésbicas.

As primeiras 500 caixas já foram vendidas e a cervejaria tem recebido solicitações de compra de vários países da América do Sul e Central e de Miami.
Cena G

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O BRASIL É UM ESTADO LAICO!

Recém-nomeado pelo Papa para um dos nove ministérios da Igreja Católica, o arcebispo de Brasília Dom João Braz de Aviz diz que vai discutir melhor com Dilma as convicções religiosas dela, isso para que o diálogo entre eles possa continuar. Entram aí nessa conversa a opinião e consequente ação de Dilma com relação à legalização ou não do aborto e garantia ou não dos direitos LGBT.

Braz disse esperar um bom relacionamento entre a Igreja e o Governo Federal, mas quer saber melhor de Dilma quais as convicções religiosas dela. “Há aspectos muito bonitos com relação à questão social, mas temos aborto, homossexualismo, um monte de coisa que precisamos ver como vai ficar”, cobrou na imprensa nesta semana, completando que “ela precisa explicar melhor as suas convicções religiosas para que o diálogo possa progredir.
O ministro do Vaticano não poupou palavras e declarou ainda que “o que sabemos é que Dilma mostrou flexibilidade com relação a temas importantes para a Igreja. Mas também sabemos que políticos fazem isso: durante a campanha é uma coisa, e na prática o caminho às vezes é outro”.
MixBrasil
Organizações de gays e lésbicas da França pediram ao Conselho Constitucional do país que analise se o casamento gay está de acordo com a Carta Magna.

Segundo os ativistas, a decisão pode abrir uma porta para a legalização da união civil entre pessoas do mesmo sexo na França.
O casamento gay é considerado ilegal pela legislação francesa. No entanto, organizações homossexuais consideram a proibição uma discriminação contrária à Constituição, por isso pedem a revisão dos artigos do Código Civil.
Cena G

PENSE NISSO!

O prazer é um pecado e, algumas vezes, pecar é um prazer.
Lord Byron