terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Travestis recebem prêmio do Ministério da Saúde por histórias de vida

Daniele, Patrícia, Raíssa têm histórias de vida em comum. Passaram por humilhação, sofrimento na família e na sociedade, situações de violência e exclusão. Nessa trajetória conturbada, algumas delas contraíram o HIV em relações sem preservativos.
O concurso "Vidas em Crônica", para premiar relatos de travestis que vivem ou convivem com HIV ou aids, contados em forma de texto literário, foi lançado em dezembro de 2010 pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Agora, é a vez de os ganhadores receberem o prêmio.
Entre os critérios de seleção, foram avaliados a adequação ao tema, o respeito aos direitos humanos e a criatividade. As travestis que tiveram seus textos selecionados receberam um netbook como prêmio na última sexta-feira (28).
A cerimônia de entrega contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e autoridades das Secretarias da Saúde do Estado e município de São Paulo.
As histórias finalistas estão disponíveis no site www.aids.gov.br/vidas e serão adaptadas para publicação. O objetivo é dar visibilidade às dificuldades e superação dessas pessoas. O projeto também pretende conscientizar a sociedade pelo fim da transfobia, pela inclusão social e redução de situações de vulnerabilidade da categoria.
A escolha das travestis como público-alvo do concurso traz para a terceira edição do "Vidas em Crônica" uma nova perspectiva sobre o viver com aids atualmente. “Contribuirá para nós, gestores, pensarmos nas políticas públicas focadas na maneira como as pessoas estão vivendo”, afirma Eduardo Barbosa, diretor adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério.
Cena G

PENSE NISSO!

Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.

Antoine de Saint-Exupéry

VIDA GAY.

O mundo pode violentamente homofóbico. Qualquer que seja seu temperamento (calmo,brigão) mantenha-se sempre preparado para agir com inteligência. Não se deixe apanhar de surpresa.
Jonathan Knight, integrante do grupo musical New Kids on the Block, assumiu sua homossexualidade em mensagem divulgada neste domingo no site da banda.

Ele frisou que nunca escondeu o fato de ser gay: "Eu tenho vivido minha vida de forma muito aberta. Mas aparentemente o pré-requisito para ser uma figura pública gay é aparecer na capa de uma revista com a frase ´Eu sou gay´".
A mensagem foi posta em resposta a uma declaração recente da cantora Tiffany. Ela afirmou que saía com o cantor na década de 1990 até descobrir que ele era homossexual. "Eu fiz isso vinte anos atrás e nunca achei que teria que fazer isso de novo", completou o artista.
Cena G

POLITÍCA DO ÓDIO

Uma reportagem da Folha de S. Paulo mostrou um dos aspectos que terá destaque nos próximos quatro anos no Congresso Nacional: a luta do arco-íris contra a cruz!

O texto fala de quatro projetos de lei polêmicos. Um é o aborto. Os outros três dizem respeito à temática LGBT.
O projeto que criminaliza a homofobia, a legalização da união de pessoas do mesmo sexo e, novidade, a ação contra a reprodução assistida para homossexuais, recém-permitida, serão foco incessante da bancada religiosa no Congresso Nacional.
Cena G
Dois jovens afirmam terem sido vítimas de mais um ataque homofóbico na região da Avenida Paulista, em São Paulo. O incidente aconteceu na madrugada da última terça-feira (25), dia do aniversário da cidade, quando um estudante e um amigo caminhavam na Rua Frei Caneca voltando de uma boate gay.

Eles foram surpreendidos por um grupo de dez pessoas. Sem falar nada, um homem com cabeça raspada e usando roupas pretas partiu pra cima dos dois com uma garrafa.
O universitário de 27 anos ficou com ferimentos nos olhos após ter sido atingido. Ele tem certeza de que foi alvo de homofobia e acusa policiais de uma base móvel de omissão no caso.
Quinto caso
Esse foi o quinto caso de agressão contra homossexuais na mesma região em São Paulo, em pouco mais de dois meses. Em novembro, quatro adolescentes e um jovem de 19 anos promoveram ataques na Avenida Paulista.
Em um deles, um menor deu um golpe no rosto de um rapaz com uma lâmpada fluorescente.
Gay 1
Rio - Eleito em 2009 melhor destino gay do mundo pelo site TripOutTravel e pelo canal americano Logo, da MTV, o Rio tem estatísticas que em nada combinam com a imagem descolada e liberal que ganhou o mundo: estudo inédito feito entre julho de 2009 e novembro de 2010 contabiliza 48 registros por mês de crime presumidamente motivado por homofobia no estado todo.

Douglas foi baleado em novembro por militar do Exército depois da passeata do Orgulho Gay, em Ipanema.
A capital lidera, com 485 casos (62,5%), e justo a Zona Sul, onde estão concentradas boates voltadas ao público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) e onde é promovida anualmente a Parada LGBT de Copa, está no topo do ranking.
O levantamento, feito pelo Programa Rio Sem Homofobia mostrou que a delegacia recordista de boletins de agressão contra LGBT é a 14ª DP (Leblon). Lá estão concentrados 7% dos casos da cidade do Rio. A delegacia da Penha teve menos de um terço desse número e a de Bonsucesso, por exemplo, também não chegou à metade.
A 35ª DP (Campo Grande) e as Delegacias de Atendimento à Mulher estão na segunda posição, com 6,8% dos registros cada, seguidas pela 9ª DP (Catete), que engloba o bairro da Glória — onde há conhecido calçadão de prostituição — com 6,4% das ocorrências.
“A Zona Sul é onde há mais lugares com diversão para o público gay. O que preocupa é que, se há grande procura nas delegacias de lá, a vítima pode estar se sentindo inibida de fazer o registro no seu bairro de origem”, disse o superintendente estadual de Direitos Individuais, Coletivos e Difuso, Claudio Nascimento.
O mapa da homofobia no estado aponta que, dos 92 municípios, 42% tiveram alguma ocorrência de violência contra homossexuais notificada. Depois da capital, a Baixada Fluminense, com 15,1% dos casos, é onde há maior número de registros. Nessa região, Comendador Soares está no alto da lista, com 21,3% das situações levantadas.
“Esses dados mostram que a homofobia está presente em todo o estado. Esses números poderiam ser ainda maiores, se não fosse o medo. Queremos transformar um ciclo vicioso de impunidade num círculo virtuoso de cidadania”, explicou Nascimento.
Segundo o estudo, homens entre 30 e 39 anos são os que mais sofrem preconceito. Entre as lésbicas, as estudantes, donas de casas e comerciantes são os principais alvos. A maioria das ocorrências ocorre por injúria, ameaça e furto.
Alvo e autor de agressões são, na maioria, homens
Os homens não são só as principais vítimas de homofobia, eles também são os principais agressores. O estudo mostra que pelo menos 50,6% dos autores de delito são do sexo masculino — só 16% são mulheres e 33,4% não tiveram sexo identificado — e a maioria tem entre 30 e 39 anos.
A travesti Rafaela Muniz, 25 anos, reconhece, nas estatísticas, o retrato de seus algozes no dia a dia. No final do ano passado, ela foi barrada na porta de uma casa noturna na Lapa. Primeiro, informaram a ela que não poderia entrar por causa da roupa curta. Ao voltar de calça jeans e camiseta, dois seguranças informaram que o lugar não aceitava travestis.
“Passei por um constrangimento horrível. As pessoas olhando e os funcionários falando que não poderia entrar por causa da minha orientação sexual. Me senti pior que um animal”.
Estudantes e cabeleireiros são principais vítimas
Foi justamente na recordista de registros de homofobia, a Zona Sul do Rio, que o estudante Douglas Igor Marques, de 19 anos, viveu momentos de terror, em novembro. Com um grupo de amigos homossexuais no Arpoador, em Ipanema, ele foi baleado por um militar do Exército e quase morreu.
O que Douglas não sabia é que estudante são algumas das principais vítimas deste tipo de crime. Pelo menos 13,5% dos agredidos têm a mesma ocupação do jovem agredido do Arpoador, segundo a pesquisa do Rio Sem Homofobia. Os cabeleireiros, com 6,5%, aparecem em segundo lugar como vítimas que mais procuram as delegacias para registrar boletim. Em seguida, vêm os aposentados, com 6%, funcionários públicos, com 4%, e militares, com 3,5%.
“Assumi minha homossexualidade aos 12 anos e nunca pensei que o preconceito levaria uma pessoa a atirar na outra. Achei que iria morrer. Enquanto a lei que criminaliza a homofobia não for aprovada, nós, homossexuais, nunca teremos paz”, diz o jovem, que foi atingido ao sair da passeata do Orgulho Gay.
Jovem morto estava com gays
Nesta quinta-feira, a assistente administrativa Angélica Vidal Ivo, 40 anos, vai à terceira audiência do que ela chama de “causa da sua vida”. No processo, estão os últimos passos do filho, o estudante Alexandre Ivo Rajão, 14, morto, em São Gonçalo, por ser considerado homossexual.
A luta da mãe é para provar que o filho foi uma vítima porque estava com gays. “Estive com o investigador no Instituto Médico Legal (IML) e ele não me disse que se tratava de um crime de ódio. A Justiça, na minha condição social, não existe. Só acontece para quem pode bancar um advogado”, diz Angélica Vidal Ivo.
Apesar das dificuldades enfrentadas, o caso de Alexandre é uma exceção. Dos 776 registros de homofobia, apenas 8,5% estão em andamento. A maioria, 33%, encontra-se no Juizado Especial Criminal, por ser considerada crime de menor potencial ofensivo.
Reportagem de Mahommed Saig e Christina Nascimento


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Você deve se lembrar da polêmica campanha brasileira do Doritos veiculada há dois anos e acusada de homofóbica (veja no quadro Leia Também ao lado para relembrar). Pois agora dois comerciais da marca rodados nos Estados Unidos estão causando. Mas pelo motivo oposto: eles são gays demais. A ponto de algumas TVs não toparem veiculá-los. Em um deles, uma tórrida cena de sauna. Na outra, um jardineiro admira dois gays na piscina de forma mais que lasciva. Tudo está aí abaixo. Opine baby.

MixBrasil

Told You So - 2011 Doritos Superbowl Commercial Ad

A Rede Globo arma uma Parada Gay para servir de cena na novela Insensato Coração. É verdade. Sueli (Louise Cardoso) vai ficar conhecida pela comunidade gay quando seu quiosque inaugurar e ainda mais querida quando passar a defender os meninos na Polícia e Governo. Convidada para participar de uma Parada, ela será uma espécie de madrinha gay.

— Eu não sou gay, mas todos sabem que eu não tenho preconceitos. Tomara que as pessoas se identifiquem com essa personagem para que a gente possa diminuir essa discriminação. Eu nunca estive em uma passeata gay, mas já sei que a novela gravou cenas de uma manifestação e vai inserir a Sueli e o Eduardo (seu filho na trama, interpretado por Rodrigo Andrade) nela — disse a atriz.
Sobre a função social de sua personagem, Louise foi brilhante:
- Então, quero mesmo que essa personagem aconteça! Não pelo fato de fazer sucesso, mas para as pessoas se identificarem com ela, que é humana, toda coração. Isso pode ajudar muito. Se ela vai contra, pode ser um caminho andado para que essas pessoas ignorantes comecem a se questionar. Tudo o que eu quero é iluminar essa gente.


Quiosque gay
Sueli, nestes primeiros capítulos da trama, é a funcionária de um quiosque gay que fica na orla de Copacabana. Mas logo ela vai ganhar o quiosque de presente da Vitória (Nathalia Timberg), quando ficar provado que não foi seu irmão Jonas (Tucá Andrada), que assaltou a casa da empresária. Para corrigir a injustiça, Natália arruma um emprego em sua empresa para Eduardo, o filho gay de Sueli, e compra o quiosque para a mãe. Sueli se empolga e quer mudar a decoração do quiosque. Ela compra uma bandeira do arco-íris sem saber que trata-se de um símbolo gay.
Ela coloca a bandeira na porta do quiosque sem imaginar que aquilo vai transformar seu estabelecimento em point gay. Sueli vira confidente de seus clientes, uma espécie de mãezona e então descobre que seu filho também é gay. Mas aí ela fica chocada. Aos poucos ela aceita a homossexualidade de seu filho e passa a defender a classe quando ataques de pit boys a gays pipocam pela cidade.
MixBrasil
A proibição do casamento gay não é contrária à Carta Magna francesa, segundo a decisão adotada pelo Conselho Constitucional, que decidiu que é de competência do Legislativo mudar a lei para autorizar este tipo de união.

A sentença, muito esperada pelas organizações francesas de defesa dos direitos dos homossexuais, representa um balde de água fria para os anseios dos que contavam com esta via para ter liberado na França um tipo de casamento que já existe em países vizinhos como a Espanha, Bélgica e Holanda.
Uma pesquisa divulgada pela rede de televisão "Canal+" revela que 58% dos franceses concorda com os casamentos homossexuais, uma porcentagem que evoluiu com relação aos 46% que aprovavam a liberação há quatro anos.
O Conselho Constitucional justificou sua decisão afirmando que a lei atual não priva os homossexuais do direito de ter uma vida familiar normal, já que têm a opção de viver "em concubinato" ou de constituir um casal de fato.
Cena G

PENSE NISSO!

Viver não é nada. Continuar vivendo é que constitui ato de bravura.
Carlos Drummond de Andrade

VIDA GAY.

Saiba que o fato de você assumir sua condição de gay não é uma panacéia: Não fará com que todos os seus problemas desapareçam milagrosamente.
Um homem que se intitula “Pastor Poroca do sertão da Paraíba, o homem que falou com Deus” está fazendo um estudo sobre a relação entre a Bíblia Sagrada e a homossexualidade e acaba de divulgar o primeiro vídeo de suas conclusões.

Nele, o ‘religioso’ faz diversos ataques à homossexualidade, avisos de que os gays são abominações e queimarão no inferno e críticas ao casal de pastores fundadores da Igreja Cristã Contemporânea do Rio de Janeiro, Marcos Gladstone e Fábio Inácio.
Com um discurso que chega a ser engraçado e circense, o pastor a cidade de Marizópolis a Bíblia para tentar provar que ser homossexual é coisa do diabo e que todos devem se arrepender. “Se tu é ladrão é perdoado, se é sapatona é perdoado, se é homissexual (sic) é perdoado. Mas se tu morrer assim será condenado”
Cena G

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Record exibiu, sem querer, um beijo gay durante transmissão ao vivo do "Jornal da Record" na noite desta terça-feira (25).
A emissora fazia uma reportagem direto da Praça da República, em São Paulo, mostrando as comemorações do aniversário da cidade. Enquanto exibia a imagem do local, dois homens começaram a se beijar durante a transmissão.
O beijo foi exibido durante 4 segundos enquanto a câmera fazia uma panorâmica do local.
UolGay