quarta-feira, 27 de abril de 2011

Carta do Deputado Jean Wyllys - uma ode ao estado Laico

Em primeiro lugar, quero lembrar que nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e laico. Para quem não sabe o que isso quer dizer, “Estado laico”, esclareço: O Estado, além de separado da Igreja (de qualquer igreja), não tem paixão religiosa, não se pauta nem deve se pautar por dogmas religiosos nem por interpretações fundamentalistas de textos religiosos (quaisquer textos religiosos). Num Estado Laico e Democrático de Direito, a lei maior é a Constituição Federal (e não a Bíblia, ou o Corão, ou a Torá). Logo, eu, como representante eleito deste Estado Laico e Democrático de Direito, não me pauto pelo que diz A Carta de Paulo aos Romanos, mas sim pela Carta Magna, ou seja, pelo que está na Constituição Federal. E esta deixa claro, já no Artigo 1º, que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana e em seu artigo 3º coloca como objetivos fundamentais a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A república Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos princípios da prevalência dos Direitos Humanos e repúdio ao terrorismo e ao racismo.
Sendo a defesa da Dignidade Humana um princípio soberano da Constituição Federal e norte de todo ordenamento jurídico Brasileiro, ela deve ser tutelada pelo Estado e servir de limite à liberdade de expressão. Ou seja, o limite da liberdade de expressão de quem quer que seja é a dignidade da pessoa humana do outro. O que fanáticos e fundamentalistas religiosos mais têm feito nos últimos anos é violar a dignidade humana de homossexuais.
Seus discursos de ódio têm servido de pano de fundo para brutais assassinatos de homossexuais, numa proporção assustadora de 200 por ano, segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia e da Anistia Internacional. Incitar o ódio contra os homossexuais faz, do incitador, um cúmplice dos brutais assassinatos de gays e lésbicas, como o que ocorreu recentemente em Goiânia, em que a adolescente Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, que, segundo a mídia, foi brutalmente assassinada por parentes de sua namorada pelo fato de ser lésbica. Ou como o que ocorreu no Rio de Janeiro, em que o adolescente Alexandre Ivo, que foi enforcado, torturado e morto aos 14 anos por ser afeminado.
O PLC 122 , apesar de toda campanha para deturpá-lo junto à opinião pública, é um projeto que busca assegurar para os homossexuais os direitos à dignidade humana e à vida. O PLC 122 não atenta contra a liberdade de expressão de quem quer que seja, apenas assegura a dignidade da pessoa humana de homossexuais, o que necessariamente põe limite aos abusos de liberdade de expressão que fanáticos e fundamentalistas vêm praticando em sua cruzada contra LGBTs.
Assim como o trecho da Carta de Paulo aos Romanos que diz que o “homossexualismo é uma aberração” [sic] são os trechos da Bíblia em apologia à escravidão e à venda de pessoas (Levítico 25:44-46 – “E, quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas…”), e apedrejamento de mulheres adúlteras (Levítico 20:27 – “O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles…”) e violência em geral (Deuteronômio 20:13:14 – “E o SENHOR, teu Deus, a dará na tua mão; e todo varão que houver nela passarás ao fio da espada, salvo as mulheres, e as crianças, e os animais; e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o despojo dos teus inimigos, que te deu o SENHOR, teu Deus…”).
A leitura da Bíblia deve ensejar uma religiosidade sadia e tolerante, livre de fundamentalismos. Ou seja, se não pratica a escravidão e o assassinato de adúlteras como recomenda a Bíblia, então não tem por que perseguir e ofender os homossexuais só por que há nela um trecho que os fundamentalistas interpretam como aval para sua homofobia odiosa.
Não declarei guerra aos cristãos. Declarei meu amor à vida dos injustiçados e oprimidos e ao outro. Se essa postura é interpretada como declaração de guerra aos cristãos, eu já não sei mais o que é o cristianismo. O cristianismo no qual fui formado – e do qual minha mãe, irmãos e muitos amigos fazem parte – valoriza a vida humana, prega o respeito aos diferentes e se dedica à proteção dos fracos e oprimidos. “Eu vim para que TODOS tenham vida; que TODOS tenham vida plenamente”, disse Jesus de Nazaré.
Não, eu não persigo cristãos. Essa é a injúria mais odiosa que se pode fazer em relação à minha atuação parlamentar. Mas os fundamentalistas e fanáticos cristãos vêm perseguindo sistematicamente os adeptos da Umbanda e do Candomblé, inclusive com invasões de terreiros e violências físicas contra lalorixás e babalorixás como denunciaram várias matérias de jornais: é o caso do ataque, por quatro integrantes de uma igreja evangélica, a um centro de Umbanda no Catete, no Rio de Janeiro; ou o de Bernadete Souza Ferreira dos Santos, Ialorixá e líder comunitária, que foi alvo de tortura, em Ilhéus, ao ser arrastada pelo cabelo e colocada em cima de um formigueiro por policiais evangélicos que pretendiam “exorcizá-la” do “demônio”.
O que se tem a dizer? Ou será que a liberdade de crença é um direito só dos cristãos?
Talvez não se saiba, mas quem garantiu, na Constituição Federal, o direito à liberdade de crença foi um ateu Obá de Xangô do Ilê Axé Opô Aforjá, Jorge Amado. Entretanto, fundamentalistas cristãos querem fazer uso dessa liberdade para perseguir religiões minoritárias e ateus.
Repito: eu não declarei guerra aos cristãos. Coloco-me contra o fanatismo e o fundamentalismo religioso – fanatismo que está presente inclusive na carta deixada pelo assassino das 13 crianças em Realengo, no Rio de Janeiro.
Reitero que não vou deixar que inimigos do Estado Democrático de Direito tente destruir minha imagem com injúrias como as que fazem parte da matéria enviada para o Jornal do Brasil. Trata-se de uma ação orquestrada para me impedir de contribuir para uma sociedade justa e solidária. Reitero que injúria e difamação são crimes previstos no Código Penal. Eu declaro amor à vida, ao bem de todos sem preconceito de cor, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de preconceito. Essa é a minha missão.
Jean Wyllys (Deputado Federal pelo PSOL Rio de Janeiro)
Uma pesquisa realizada pela consultoria Diversity Inc., resultou num ranking com as dez melhores empresas para os LGBT trabalharem.

No topo desta lista ficou a multinacional KPMG, que oferece serviços de auditoria e está presente em 150 países, incluindo o Brasil. Ainda na lista entram a IBM, Ernst & Young, Sodexo e American Express.
Os critérios utilizados para avaliar as empresas foram políticas de integração dos funcionários LGBT, implementação de benefícios para adoção e licença de luto.
CENA G
O deputado Taiga Ishikawa, primeiro político japonês a assumir a homossexualidade, expressou seu desejo de dar esperanças às minorias sexuais no país com sua trajetória.

"Espero que minha vitória dê fé no futuro a pessoas como eu, já que muitos deles não se aceitam como são, sentem-se sozinhos e algumas vezes chegam ao suicídio".
Ishikawa, de 36 anos, eleito no domingo pela assembléia municipal do distrito de Toshima em Tóquio, explicou que é o primeiro japonês abertamente homossexual a vencer uma eleição.
CENA G

VIDA GAY.

CUIDADO! É uma contradição ser gay e votar em politicos homofóbicos.
Supremo Tribunal Federal (STF) julga no próximo dia 4 de maio dois processos envolvendo a união de pessoas do mesmo sexo. Os ministros deverão analisar, sobre a união homoafetiva, a ação direta de inconstitucionalidade (ADI), da Procuradoria Geral da República (PGR), que pede o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Pede, também, que os mesmos direitos e deveres dos companheiros nas uniões estáveis sejam estendidos aos companheiros nas uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Os ministros vão analisar ainda a arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), do governo do estado do Rio de Janeiro, que alega que o não reconhecimento da união homoafetiva contraria preceitos fundamentais como igualdade, liberdade (da qual decorre a autonomia da vontade), e o princípio da dignidade da pessoa humana, todos da Constituição Federal.
Gay 1

terça-feira, 26 de abril de 2011

As autoridades na Alemanha ordenaram a expulsão de visitante islâmico que defende em público que os homossexuais devem ser condenados à morte.

Ameena Abu Bilal Philips é um islâmico radical originário da Jamaica e que vive no Qatar.
Philips defende o uso da pena de morte para a homossexualidade e recebeu ordem de saída do país esta quarta-feira sem possibilidade de retorno.
A ordem foi transmitia antes de uma apresentação pelo islâmico de 60 anos a certa de 2000 pessoas em Frankfurt. Philips tem três dias para acatar a ordem, podendo ser preso se não o fizer.
Segundo a lei alemã podem ser expulsos estrangeiros que "incitem ao ódio contra partes da população" ou defendem o uso da violência contra elas. Num sermão publicado no Youtube Philips pode ser ouvido a defender a pena de morte como um castigo justo no caso de serem comprovados atos homossexuais.
Gay 1

VIDA GAY.

Não esconda das crianças que você é gay.
O projeto de lei nº 083/11 do vereador de Piracicaba Bruno Prata (PSDB), apresentado no último dia 7 na Câmara da cidade, quer instituir o Dia Municipal de Combate à Homofobia em Piracicaba - que seria lembrado em 17 de maio, o Dia Mundial da luta. A proposta conta com o apoio do grupo E-Jovem Piracicaba e ainda vai ser analisado pela Câmara.

Ele prevê que “o Executivo Municipal em conjunto com entidades que atuam na defesa dos direitos da população de Lésbicas, Gays, Travestis, Transexuais e Bissexuais, ficará responsável pela realização de atividades que tenham como propósito o combate à homofobia”.
MixBrasil
Intérprete do fervido Roni na novela das nove da Globo, “Insensato Coração”, o ator Leonardo Miggiorin mostrou que vida real e ficção dialogam bem com ele. Pelo Twitter, ele parabenizou na última terça-feira, 19, o deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ) pela campanha dele pelo casamento civil entre pessoas do mesmo sexo no Brasil.

“Tenho visto sua campanha e admiro muito sua atitude. Parabéns!”, postou o intérprete de Roni. É claro que Leonardo não perdeu a chance de saber da embasada e relevante opinião de Jean sobre seu papel na novela e antes perguntou: “Está gostando da novela?”.
O assunto casamento tem tudo a ver com o personagem de Leonardo, que sofrerá uma reviravolta ao ser atacado por pitboys, mudando de postura e se apaixonando já quase no fim da novela.
MixBrasil 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Daniel Radcliffe elogia Lady Gaga por defender os direitos de lésbias, gays, bissexuais, travestis e transexuais num estilo "franco" e "extravagante".

Radcliffe sempre apoiou o Trevor Project, uma organização que visa a prevenção do suicídio entre jovens gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.
Lady Gaga tem-se manifestado abertamente defendendo os direitos de homossexuais desde que se tornou famosas.
A estrela de Harry Potter admite que está impressionado com o ativismo Gaga e está feliz por ela se dedicar a uma causa tão nobre.
Ele diz na MTV.com, "Ela é muito sincera ... e é apenas sobre com quem você foi educado. É maravilhoso que outras pessoas estão aparecendo em todas estas diferentes áreas (em favor dos direitos LGBT). Sim, ela tem uma forma ligeiramente mais extravagante de apresentar o seu ponto de vista relativamente ao que eu faria, e esse papel fica-lhe muito melhor a ela do que ficaria a mim. Mas nós os dois estamos focados no mesmo objetivo."
Gay 1