quarta-feira, 25 de maio de 2011
Na ultima terça-feira (17), o jornal Folha de São Paulo publicou um artigo provocador do pesquisador Leandro Colling, da Universidade Federal da Bahia (UFB), em que ele coloca em questão as limitações das políticas identitárias. No caso, aquelas que respondem as demandas LGBT e também a naturalização da heterossexualidade.
Para o pesquisador, comete-se um erro ao tentar igualar as identidades LGBT como naturais, assim como colocam os defensores da heterossexualidade. Para o pesquisador, o movimento LGBT ao invés de buscar a naturalização de suas respectivas identidades deveria, também, questionar a identidade heterossexual e revelar o quanto ela é uma construção histórica, cultural e imposta politicamente como a "natural" em detrimento de outras representações que envolvam identidades de gêneros e orientações sexuais fora da norma imposta.
Segundo coloca o pesquisador, falta fazer uma inversão da lógica que naturaliza a heterossexualidade e patologiza a homossexualidade. Colling diz que é preciso "chamar os heterossexuais para o debate, para que eles percebam que não são tão normais quanto dizem ser". O problema está lançado e, como bem pontua filósofa Judith Butler, a problematização é necessária para que se possa construir um bom debate.
No texto, Colling vai a uma questão que o filosofo francês Michel Foucault já debatia nos anos 80: a convenções sociais em torno das sexualidades, ou seja, para avançarmos na questão da homofobia e dos preconceitos em torno da homossexualidade é preciso desconstruir o senso comum em torno da heterossexualidade.
Mudam-se as convenções em torno de um objeto. Quando dizemos que é preciso desnaturalizar a heterossexualidade, derrubamos uma convenção que impera - heterossexualidade compulsória - patologiza e exclui sujeitos há mais de dois séculos.
Por este caminho é possível trazer a heterossexualidade ao reino dos errantes. Com isso, todos ganham, inclusive os heterossexuais que se sentirão mais livres da culpa moral criada em torno da homossexualidade. Com a libertação da humanidade da heterossexualidade, enquanto comportamento natural, libertar-se os heterossexuais para que possam se deitar em camas iguais e fazer com que eles não se sintam culpados e nem tenham que se esconder, ou, transformar seu desejo em ódio.
A ideia lançada por Colling em seu texto não termina. Na verdade, é um debate que está apenas no começo. Muita gente pode entender que todos vivemos sob a égide da opção sexual, outros vão criticar e dizer que tal postura/ideologia reforça o discurso homofóbico, pois parte da agenda política trabalha em cima do termo orientação sexual que, no caso, pode ser homo ou hétero. E se falássemos de inclinações sexuais? Os bissexuais não estão aí para provar que as relações sexuais podem ir além da visão dualista?
Dentro da questão das identidades, a educadora Guacira Lopes Louro fala a respeito da identidade "queer", sujeito cuja performance sexual e de gênero rompe com o binarismo hetero X homo, e na mesma linha de Colling, Guacira aponta para tal identidade como a possibilidade de romper com a heteronormatividade compulsória. A partir daí é que se começa a pensar em construir uma cultura e práticas sexuais livres das normas heterossexuais. Afinal, como bem coloca o pesquisador, muitos LGBT não praticam o sexo hetero, mas vivem como se fossem tal, por conta de uma imposição cultural e política.
As políticas identitárias cumprem e ainda vão cumprir importante papel na inclusão (normatização?) dos sujeitos LGBT na sociedade. Mas a pergunta que se faz é: depois que os direitos forem conquistados? Talvez aí é que entre o papel fundamental do Kit anti-homofobia do Ministério da Educação (MEC). A partir do momento em que as sexualidades possíveis forem tratadas desde a adolescência, podemos estar frente à criação de uma nova cultura dos gêneros e de sexualidades, que talvez seja menos paranóica e odiosa.
A Capa
Para o pesquisador, comete-se um erro ao tentar igualar as identidades LGBT como naturais, assim como colocam os defensores da heterossexualidade. Para o pesquisador, o movimento LGBT ao invés de buscar a naturalização de suas respectivas identidades deveria, também, questionar a identidade heterossexual e revelar o quanto ela é uma construção histórica, cultural e imposta politicamente como a "natural" em detrimento de outras representações que envolvam identidades de gêneros e orientações sexuais fora da norma imposta.
Segundo coloca o pesquisador, falta fazer uma inversão da lógica que naturaliza a heterossexualidade e patologiza a homossexualidade. Colling diz que é preciso "chamar os heterossexuais para o debate, para que eles percebam que não são tão normais quanto dizem ser". O problema está lançado e, como bem pontua filósofa Judith Butler, a problematização é necessária para que se possa construir um bom debate.
No texto, Colling vai a uma questão que o filosofo francês Michel Foucault já debatia nos anos 80: a convenções sociais em torno das sexualidades, ou seja, para avançarmos na questão da homofobia e dos preconceitos em torno da homossexualidade é preciso desconstruir o senso comum em torno da heterossexualidade.
Mudam-se as convenções em torno de um objeto. Quando dizemos que é preciso desnaturalizar a heterossexualidade, derrubamos uma convenção que impera - heterossexualidade compulsória - patologiza e exclui sujeitos há mais de dois séculos.
Por este caminho é possível trazer a heterossexualidade ao reino dos errantes. Com isso, todos ganham, inclusive os heterossexuais que se sentirão mais livres da culpa moral criada em torno da homossexualidade. Com a libertação da humanidade da heterossexualidade, enquanto comportamento natural, libertar-se os heterossexuais para que possam se deitar em camas iguais e fazer com que eles não se sintam culpados e nem tenham que se esconder, ou, transformar seu desejo em ódio.
A ideia lançada por Colling em seu texto não termina. Na verdade, é um debate que está apenas no começo. Muita gente pode entender que todos vivemos sob a égide da opção sexual, outros vão criticar e dizer que tal postura/ideologia reforça o discurso homofóbico, pois parte da agenda política trabalha em cima do termo orientação sexual que, no caso, pode ser homo ou hétero. E se falássemos de inclinações sexuais? Os bissexuais não estão aí para provar que as relações sexuais podem ir além da visão dualista?
Dentro da questão das identidades, a educadora Guacira Lopes Louro fala a respeito da identidade "queer", sujeito cuja performance sexual e de gênero rompe com o binarismo hetero X homo, e na mesma linha de Colling, Guacira aponta para tal identidade como a possibilidade de romper com a heteronormatividade compulsória. A partir daí é que se começa a pensar em construir uma cultura e práticas sexuais livres das normas heterossexuais. Afinal, como bem coloca o pesquisador, muitos LGBT não praticam o sexo hetero, mas vivem como se fossem tal, por conta de uma imposição cultural e política.
As políticas identitárias cumprem e ainda vão cumprir importante papel na inclusão (normatização?) dos sujeitos LGBT na sociedade. Mas a pergunta que se faz é: depois que os direitos forem conquistados? Talvez aí é que entre o papel fundamental do Kit anti-homofobia do Ministério da Educação (MEC). A partir do momento em que as sexualidades possíveis forem tratadas desde a adolescência, podemos estar frente à criação de uma nova cultura dos gêneros e de sexualidades, que talvez seja menos paranóica e odiosa.
A Capa
A comediante Lisa Lampanelli foi provocada pela Igreja Batista de Westboro quando anunciou um show na cidade de Tapeka, Kansas.
Membros da igreja prometeram protestar a presença da artista conhecida por seu humor ácido na cidade. Tapeka é onde está a sede desta igreja, famosa por ter um pastor que possui várias mulheres e que coloca os filhos e outras crianças em funerais de soldados para dizerem que as mortes são castigos divinos em razão do reconhecimento dos direitos gays no país.
Lisa, ao saber que iriam fazer um protesto no show, anunciou que doaria mil dólares a cada homofóbico que aparecesse por lá. Como 48 manifestantes foram até o local do show com cartazes com os inscritos "Deus odeia os gays" e "Deus odeia Lisa", a artista resolveu arredondar a conta e doou 50 mil dólares para a Gay Men’s Health Crisis (GMHC), que cuida de gays soropositivos.
Sem perder a piada, Lisa Lampanelli disse: “Vai ser hilário escrever o cheque para o GMHC e eles mandarem um cartão de agradecimento para o pessoal da igreja”.
Cena G
Membros da igreja prometeram protestar a presença da artista conhecida por seu humor ácido na cidade. Tapeka é onde está a sede desta igreja, famosa por ter um pastor que possui várias mulheres e que coloca os filhos e outras crianças em funerais de soldados para dizerem que as mortes são castigos divinos em razão do reconhecimento dos direitos gays no país.
Lisa, ao saber que iriam fazer um protesto no show, anunciou que doaria mil dólares a cada homofóbico que aparecesse por lá. Como 48 manifestantes foram até o local do show com cartazes com os inscritos "Deus odeia os gays" e "Deus odeia Lisa", a artista resolveu arredondar a conta e doou 50 mil dólares para a Gay Men’s Health Crisis (GMHC), que cuida de gays soropositivos.
Sem perder a piada, Lisa Lampanelli disse: “Vai ser hilário escrever o cheque para o GMHC e eles mandarem um cartão de agradecimento para o pessoal da igreja”.
Cena G
O MEC está sendo inundado com e-mails orquestrados pelos conservadores e fundamentalistas religiosos que se posicionam contrariamente ao KIT ANTi-HOMOFOBIA que foi elaborado por aquele Ministério e que está em vias de ser analisado pelo Comitê de Publicação, para que seja disponibilizado para as escolas públicas que o desejarem.
É DE SUMA IMPORTÂNCIA que a gente – nós, LGBT, mas também todas e todos aqueles que lutam por um Brasil verdadeiramente justo e democrático – se manifeste dando apoio a este material que nada mais faz do que propor a cultura de paz e a convivência com as formas de amar e vivenciar a sexualidade que não se encaixam no modelo heterossexual hegemônico.
Gay 1
É DE SUMA IMPORTÂNCIA que a gente – nós, LGBT, mas também todas e todos aqueles que lutam por um Brasil verdadeiramente justo e democrático – se manifeste dando apoio a este material que nada mais faz do que propor a cultura de paz e a convivência com as formas de amar e vivenciar a sexualidade que não se encaixam no modelo heterossexual hegemônico.
Gay 1
Inspirado no Pornfilmfestival Berlin, idealizado por Jürgen Brünning, o PopPorn Festival 2011 chega ao Brasil, em São Paulo, a partir da próxima quinta-feira, 26, juntando além de um monte de gente legal produções artísticas bem safadinhas apresentadas em diversos suportes. Tem exibição de filmes, mesas de debates, workshops, exposições e, claro, muita festa.
A programação, que você confere completa no blog do evento http://www.popporn.com.br/, e se estende até o próximo dia 2 e é uma ação coletiva envolvendo profissionais do mundo das artes, cultura e da comunicação, todo mundo amigo com vontade de realizar um evento legal. O evento promete ser multidiscplinar e pretende ser uma união descolada de cultura pop, arte e indústria do sexo.
Com apoio de Jürgen, o PopPorn tem em sua equipe colaborativa nomes como o do fotógrafo Felipe Morozini, do estilista Heitor Werneck e dos artistas Amílcar Packer e avaf. A organização e a produção são de Suzy Capó, Eder Oliveira e Tino Monetti. Ali embaixo você confere o vídeo bem descolex que o Festival preparou.
A programação inclui curtas, longas, debates, festas e exposições e fica dividida entre a Galeria Vermelho, Matilha Cultural, Constantine Club, Volt, Beat Club, A Lôca, Cine Dom José e Espaço Unibanco de Cinema.
MixBrasil
A programação, que você confere completa no blog do evento http://www.popporn.com.br/, e se estende até o próximo dia 2 e é uma ação coletiva envolvendo profissionais do mundo das artes, cultura e da comunicação, todo mundo amigo com vontade de realizar um evento legal. O evento promete ser multidiscplinar e pretende ser uma união descolada de cultura pop, arte e indústria do sexo.
Com apoio de Jürgen, o PopPorn tem em sua equipe colaborativa nomes como o do fotógrafo Felipe Morozini, do estilista Heitor Werneck e dos artistas Amílcar Packer e avaf. A organização e a produção são de Suzy Capó, Eder Oliveira e Tino Monetti. Ali embaixo você confere o vídeo bem descolex que o Festival preparou.
A programação inclui curtas, longas, debates, festas e exposições e fica dividida entre a Galeria Vermelho, Matilha Cultural, Constantine Club, Volt, Beat Club, A Lôca, Cine Dom José e Espaço Unibanco de Cinema.
MixBrasil
A militância brasileira está fazendo uma campanha virtual de apoio á distribuição do material anti-homofobia do Ministério da Educação (MEC, alcunhado pelas pessoas contrárias a ele como “kit gay”. o material será distribuído para educadores e alunos a partir de 14 anos de 6 mil escolas em todo o Brasil como forma de combater a homofobia no ambiente escolar.
Para participar, os militantes pedem que você envie ao ministro da Educação, Fernando Haddad, um e-mail dizendo que apóia a iniciativa e quer que o material do MEC seja distribuído. Para facilitar seu trabalho, tem um modelo aqui embaixo, é só copiar e colar no seu e-mail com seu nome. O endereço ara o envio é o acsgabinete@mec.gov.br.
MixBrasil
Sr. Ministro,
Parabenizo a iniciativa do MEC ao produzir o Kit Escola Sem Homofobia, uma iniciativa valiosa que pretende combater a homofobia nas escolas, beneficiando TODAS E TODOS OS ESTUDANTES brasileiros, pois terá como efeito jovens cidadã/os que saberão respeitar a diversidade.
O Supremo Tribunal Federal (STF) já deu um grande passo para a cidadania desta comunidade, reconhecendo que as uniões homoafetivas têm o mesmo valor, a mesma dignidade e, portanto, os mesmos direitos e deveres que as uniões estáveis heterossexuais, nesse sentido reconhecendo como entidade familiar as formadas por pessoas do mesmo sexo, o que obrigatoriamente fará com que a sociedade brasileira conviva com a diversidade. Daí a importância de trabalhar o enfrentamento da homofobia nas escolas, um dos pilares da sociedade, lembrando que a Constituição Federal proíbe toda e qualquer forma de discriminação.
Cordialmente,
(aqui você coloca o seu nome completo)
Para participar, os militantes pedem que você envie ao ministro da Educação, Fernando Haddad, um e-mail dizendo que apóia a iniciativa e quer que o material do MEC seja distribuído. Para facilitar seu trabalho, tem um modelo aqui embaixo, é só copiar e colar no seu e-mail com seu nome. O endereço ara o envio é o acsgabinete@mec.gov.br.
MixBrasil
Sr. Ministro,
Parabenizo a iniciativa do MEC ao produzir o Kit Escola Sem Homofobia, uma iniciativa valiosa que pretende combater a homofobia nas escolas, beneficiando TODAS E TODOS OS ESTUDANTES brasileiros, pois terá como efeito jovens cidadã/os que saberão respeitar a diversidade.
O Supremo Tribunal Federal (STF) já deu um grande passo para a cidadania desta comunidade, reconhecendo que as uniões homoafetivas têm o mesmo valor, a mesma dignidade e, portanto, os mesmos direitos e deveres que as uniões estáveis heterossexuais, nesse sentido reconhecendo como entidade familiar as formadas por pessoas do mesmo sexo, o que obrigatoriamente fará com que a sociedade brasileira conviva com a diversidade. Daí a importância de trabalhar o enfrentamento da homofobia nas escolas, um dos pilares da sociedade, lembrando que a Constituição Federal proíbe toda e qualquer forma de discriminação.
Cordialmente,
(aqui você coloca o seu nome completo)
O artista plástico brasileiro Fernando Carpaneda vai apresentar em Nova York no dia 25 de junho, véspera da Parada de lá, a famosa e polêmica escultura Bolsonaro`s Sexy Party, que mostra o deputado federal do PP do Rio de Janeiro acusado de racismo, machismo e homofobia em meio a um fervo dos mais safadinhos com punks bem dotados. (Confira no álbum).
A escultura estará na exposição “Fernando Carpaneda: Queer. Punk”, que será aberta às 18h do dia 25 na The Leslie Lohman Foundation, no Soho, coração de Nova York. As obras do brasileiro vão ocupar duas salas do espaço de arte e conta com a organização das entidades Leslie Lohman Foundation e The Kymara Gallery. Para conhecer mais do trabalho dele é só acessar o www.fernandocarpaneda.com.
MixBrasil
A escultura estará na exposição “Fernando Carpaneda: Queer. Punk”, que será aberta às 18h do dia 25 na The Leslie Lohman Foundation, no Soho, coração de Nova York. As obras do brasileiro vão ocupar duas salas do espaço de arte e conta com a organização das entidades Leslie Lohman Foundation e The Kymara Gallery. Para conhecer mais do trabalho dele é só acessar o www.fernandocarpaneda.com.
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terça-feira, 24 de maio de 2011
De acordo com a revista norte-americana "Advocate", que publicou uma lista com os principais líderes LGBT com menos de 40 anos, o co-fundador do Facebook, Chris Hughes e o namorado Sean Eldridge, encabeçam a lista.
Chris tinha 19 anos e estudava em Harvard quando, junto com outros três amigos, fundou o Facebook. Quatro anos depois, já formado, ele se mudou para a Califórnia e com os sócios tornaram a rede social um dos fenômenos dos tempos atuais.
Agora, aos 27 anos, Hughes não está mais envolvido com o Facebook, exceto como usuário e um dos principais acionistas, o que lhe rendeu uma fortuna.
O casal, que se conheceu em 2005, tem esperança de se casar em Nova York. Por conta de sua participação de pouco mais de 1% no Facebook, Chris Hughes tem um patrimônio líquido de US$ 700 milhões, o que o torna o gay mais rico do mundo com menos de 30 anos.
Gay 1
Chris tinha 19 anos e estudava em Harvard quando, junto com outros três amigos, fundou o Facebook. Quatro anos depois, já formado, ele se mudou para a Califórnia e com os sócios tornaram a rede social um dos fenômenos dos tempos atuais.
Agora, aos 27 anos, Hughes não está mais envolvido com o Facebook, exceto como usuário e um dos principais acionistas, o que lhe rendeu uma fortuna.
O casal, que se conheceu em 2005, tem esperança de se casar em Nova York. Por conta de sua participação de pouco mais de 1% no Facebook, Chris Hughes tem um patrimônio líquido de US$ 700 milhões, o que o torna o gay mais rico do mundo com menos de 30 anos.
Gay 1
O dono de um bosque na cidade de Kindberg, na Áustria, espalhou diversas placas pela propriedade alegando que era uma forma de protesto contra os abusos sexuais que ele sofreu dos sacerdotes quando era criança.
Seep Rothwang, 60 anos, também ele proíbe a permanência de sacerdotes com crianças sem elas estarem acompanhadas por outro adulto.
Cena G
Seep Rothwang, 60 anos, também ele proíbe a permanência de sacerdotes com crianças sem elas estarem acompanhadas por outro adulto.
Cena G
Já está no ar o site da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (CEDS) da Prefeitura do Rio de Janeiro. A página na internet tem notícias, agenda de eventos LGBT e, o mais legal, um espaço para receber denúncias de casos de homofobia ocorridos na Cidade Maravilhosa.
O site disponibiliza também as legislações pró-LGBT nos âmbitos federal, municipal e estadual, além de divulgar campanha a favor da diversidade sexual. O endereço é o www.cedsrio.com.br.
MixBrasil
O site disponibiliza também as legislações pró-LGBT nos âmbitos federal, municipal e estadual, além de divulgar campanha a favor da diversidade sexual. O endereço é o www.cedsrio.com.br.
MixBrasil
O primeiro beijo entre homens em novelas da tevê brasileira vai finalmente acontecer.
Vai ser no seriado Natália da TV Brasil, a rede pública federal. A cena será protagonizada pelo booker de modelos encarnado por Maurício Branco e Rodrigo Candelot (o coronel Formoso de Tropa de Elite), na frente da chefe Claudia Ohana e será um longo beijo de despedida.
Maurício Branco, que apresentou recentemente o quadro Gayme no programa Amor & Sexo da Tv Globo, conta como foi a gravação da cena histórica.
“Rodrigo foi escalado para fazer seu namorado francês na série. No dia da gravação ele queria dar um beijo rápido porque na verdade não queríamos que o beijo fosse o ponto principal da cena. Gostaríamos de mostrá-lo de forma espontânea sem alardes.Mas na hora do ensaio pedi que Rodrigo demorasse mais. Já que daríamos o primeiro beijo em canal aberto,gostaria que as pessoas vissem um beijo de verdade,com amor.E foi o queaconteceu!
Não perca: 17 de julho, às 22h30h, na série Natália, da TV Brasil.
MixBrasil
Vai ser no seriado Natália da TV Brasil, a rede pública federal. A cena será protagonizada pelo booker de modelos encarnado por Maurício Branco e Rodrigo Candelot (o coronel Formoso de Tropa de Elite), na frente da chefe Claudia Ohana e será um longo beijo de despedida.
Maurício Branco, que apresentou recentemente o quadro Gayme no programa Amor & Sexo da Tv Globo, conta como foi a gravação da cena histórica.
“Rodrigo foi escalado para fazer seu namorado francês na série. No dia da gravação ele queria dar um beijo rápido porque na verdade não queríamos que o beijo fosse o ponto principal da cena. Gostaríamos de mostrá-lo de forma espontânea sem alardes.Mas na hora do ensaio pedi que Rodrigo demorasse mais. Já que daríamos o primeiro beijo em canal aberto,gostaria que as pessoas vissem um beijo de verdade,com amor.E foi o queaconteceu!
Não perca: 17 de julho, às 22h30h, na série Natália, da TV Brasil.
MixBrasil
A atriz Luciana Vendramini foi neste mês de maio protagonista do primeiro beijo gay na TV aberta, na novela Amor e Revolução, do SBT. A cena envolvendo sua personagem, a advogada Marcela, e a da atriz Giselle Tigre, a empresária Marina, foi ao ar na quinta-feira 12 de maio.
A exibição da cena foi tão comentada que a emissora de Silvio Santos conseguiu alcançar pela primeira vez a Record desde o início da trama, com o empate de sete pontos no Ibope.
O Virgula conversou com a atriz sobre a experiência, preconceito e como está sendo a aceitação do público. Leia o que ela respondeu:
O seu beijo com a atriz Giselle Tigre teve uma enorme repercussão. Como foi gravar a cena? Tudo correu naturalmente ou houve algum constrangimento?
Não imaginava que seria tão comentada. Primeiro que eu achava que já havia acontecido, não imaginava que o Brasil estava tão atrasado assim. Por outro lado fiquei feliz como atriz por realizar o primeiro beijo gay. Gravar a cena foi muito simples. Antes, nosso diretor, Reynaldo Boury, nos levou à ilha de edição para mostrar a cena de amor de Maria Paixão e José Guerra (personagens centrais da novela). Claro que ficamos mais tranquilas, pois a cena estava linda e foi de muito bom gosto. Na sequência fomos ao estúdio gravar o beijo, conversamos como ia ser feito e fizemos um ensaio. Depois gravamos duas vezes e pronto, tínhamos a cena.
Você imaginava toda essa repercussão?
Como disse antes, não imaginava que teria essa repercussão, mas fico feliz que tenha sido positiva. O público gostou e a cena foi passando amor e verdade. Na rua as pessoas torcem pra que Marcela fique com Marina, e isso eu não esperava.
Protagonizar um beijo gay na televisão brasileira, onde sempre houve preconceito, é resultado da maturidade de um ator. Você acha que isso é reflexo da sua maturidade como atriz?
Com certeza é uma maturidade como atriz. Hoje estou preparada pra tudo. O fato de ter estudado teatro com Antunes Filho me deu esse amadurecimento e confiança, não tenho medo de ter desafios na minha carreira, já que amo o que faço.
Você aceitaria esse desafio no começo da carreira?
Claro que aceitaria fazer a cena no começo, mas com certeza hoje estou mais madura e confiante.
O beijo, neste momento em que ocorreram manifestações homofóbicas no país, pode ajudar a combater o preconceito? Tem essa expectativa?
Tem uma repercussão maior, claro, mas acredito que tenha ajudado as pessoas a encarar com naturalidade a homossexualidade, já que hoje é tão comum termos amigos ou parentes gays.
Depois da veiculação da cena, você chegou a receber cantadas de mulheres? Se sim, como você lidaria com isso?
Ainda não tive cantadas depois da cena (risos), mas agiria como hétero, sem precisar agredir ninguém. E não demonstraria nenhum preconceito, mas deixaria claro que aquilo foi apenas uma cena de novela.
Interpretar um homossexual sempre divide o público, mas tem aqueles que caem logo no gosto do povo, como o Julinho de Ti-Ti-Ti, pro exemplo. Qual foi o feedback que você teve dos gays?
Não tive muito contato com público, pois estou gravando muito. Mas na minha academia foi super positivo e o mais surpreendente é que todos apoiam o casal e torcem pelo amor da Marcela pela Marina, já que é tão sincero.
Você já foi a alguma Parada Gay ou ajudou a promover alguma campanha anti-homofobia?
Já fui à uma passeata e foi muito divertido. Isso tem uns 10 anos, mas não tenho preconceito algum com nada. Todos têm livre arbítrio e temos que respeitar todos.
Em entrevistas recentes, você e a Giselle Tigre disseram que o beijo foi só o começo. O que vem por aí?
Nós estamos preparadas para fazer a primeira cena de amor gay também. Nosso diretor sempre dá uma espetadinha nesse assunto, dizendo que a cena vem aí...
Virgula - Uol Gay
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