quinta-feira, 7 de julho de 2011

Incompetente e homofóbico.

O pastor Silas Malafaia terá mais um embate pesado com homossexuais. Há duas semanas, representantes de movimentos LGBT acionaram o Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro pedindo a cassação do registro profissional de Malafaia por práticas homofóbicas.

No ano passado, o conselho já abrira um procedimento semelhante para avaliar a conduta de Malafaia. Acabou não dando em nada na época.
As informações são do colunista Lauro Jardim da Veja.
Gay 1
O ator Brad Pitt demonstrou seu contentamento com a aprovação do casamento gay no estado de Nova York.

"É inspirador ver NY se juntando ao movimento para garantir o direito de casamento para todos os seus cidadãos. Fora que é também direito constitucional americano casar com quem amamos, indiferente do estado em que a pessoa viva. Não cabe a nenhum estado decidir isso", disse ele em entrevista à revista "People".
O ator e Angelina Jolie chegaram a declarar que nunca iriam se casar até que todos tivessem a mesma oportunidade.
"Graças ao trabalho de tantos incansáveis, algum dia a discriminação vai chegar ao fim. Aí todos os americanos irão poder desfrutar o direito do casamento", concluiu Brad.
Pitt e Jolie sempre apoiaram a causa gay. Em 2008, o casal doou US$ 100 mil para a campanha contra o "Proposition 8", lei que acabaria com o casamento gay na Califórnia. Inspirador é você Brad! Que além de gato e talentoso, é politizado.
A Capa

Pense nisso

Mas nem toda bicha é homossexual, ou vice-versa.
Henrique Hargreaves

terça-feira, 5 de julho de 2011

Isso sim é escória social!

Dois homens negros foram atacados na noite do último domingo (3), próximo à Rua Vergueiro, ao lado da estação Paraíso do metrô, em São Paulo.

Policiais que passavam pela região conseguiram apreender cinco suspeitos, entre eles Guilherme Witiuk Ferreira de Carvalho, o Chuck, de 21 anos, que liderou o atentado a bomba durante a Parada Gay de 2009 na capital paulista.
Na época, Guilherme foi condenado a dois anos de prisão por formação de quadrilha, mas o juiz Luiz Raphael Nardy Lencioni Valdez permitiu que o acusado continuasse a responder em liberdade.
No ataque de domingo, o bando de Guilherme portava correntes, punhais, canivetes, soco inglês, camisetas e jaquetas e camisas com frases de idolatria a Hitler.
Cena G






Um padre irá testemunhar em favor de um casal homossexual que move processo por homofobia contra a doceria Ofner, informa a coluna Mônica Bergamo da edição desta segunda-feira da Folha

O gerente de vendas Lucio Serrano e seu namorado afirmam que foram repreendidos por um segurança após trocar carinhos em uma loja da rede nos Jardins, em 2010, e levaram o caso à Justiça.
Chamaram o pároco Carlos Alberto, da Igreja Nossa Senhora de Lourdes, que frequentam no Planalto Paulista, pra falar sobre sua "boa conduta".
O casal afirma que, ao se abraçar, um segurança da empresa teria dito que "isso aqui é lugar de família" e que "dois homens se pegando é coisa de bicha".
Na época, a Ofner repudiou a conduta do segurança e disse que é inaceitável que se questione qualquer comportamento de seus clientes. A empresa disse ainda que o segurança teria repreendido o casal para atender a reclamações de outros fregueses.
Gay 1


A campanha "Rio Sem Preconceito", as declarações de Myrian Rios e as decisões da justiça brasileira que aprovaram dois casamentos gays recentemente são os temas tratados no noticiário do CBN MixBrasil, que também traz entrevistas com o blogueiro Tiago Quintana, que vive com HIV há 20 anos, Adriana Galvão da Comissão da Diversidade Sexual da OAB e com a Ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário.

O CBN MixBrasil é apresentado por André Fischer e Petria Chaves e vai ao ar todo domingo às 22h. Todos os programas, incluindo o de ontem estão disponíveis on line.
MixBrasil

Direitos Humanos, o casamento gay e o prêmio 'Rio Sem Preconceito' - CBN

Direitos Humanos, o casamento gay e o prêmio 'Rio Sem Preconceito' - CBN

Pense antes de votar - Cuidado com os papagaios de pirata - Fora Homofobia já!

O ator Rodrigo Andrade, o Eduardo de Insensato Coração, é um dos entrevistados da próxima edição da revista G Magazine e aqui a gente traz uma prévia da entrevista. Confira abaixo!



Você trabalha como ator há quanto tempo?
R. Desde os 16 anos vivo da arte. Como ator esse ano completo 7 anos.

Qual personagem seu foi o que mais gostou de fazer?
R. Creio que o melhor personagem é o que a gente está vivendo no momento, sou fã do Eduardo e vou sentir muito quando a novela acabar.


Você acredita que a pessoa nasce ou se descobre gay?
R Esse é um assunto bem polêmico porque até hoje não se tem uma resposta comprovada cientificamente. Li um artigo que cerca de 8% dos mamíferos nascem com tendências à homossexualidade e o que determina se ele vai ou não desenvolver são vários fatores, acho que isso explica muita coisa.
Não acredito que uma pessoa escolhe ser gay, na minha opinião já nasce. Uns descobrem antes e outros depois…

Se o personagem pedisse, você beijaria na boca um outro ator, em cena?
R. Com certeza.
G Online

sábado, 2 de julho de 2011

JUNIOR E ZECA

Depois de Nova York aprovar a união civil entre casais homossexuais, agora foi a vez de Rhode Island aprovar a mesma lei.O texto foi aprovado pelo Senado estadual, com 21 votos a favor e 16 contra, e segue para sanção do governador Lincoln D. Chafee, que já se manifestou a favor da nova lei. O governador deve sancionar a lei nesta sexta-feira, dia 1º, permitindo que a lei entre em vigor imediatamente.
O casal Leandro e Miguel, de Itapetininga, interior de São Paulo, ganharam na Justiça o direito de adotar as cinco crianças que eles já cuidavam há dois anos.

As crianças, todas irmãs, passaram três anos na fila de adoção esperando pela guarda. Agora, a justiça concedeu ao casal a adoção.
Os três meninos e as duas meninas são de uma cidade do Rio de Janeiro e o mais velho tem 10 anos. As crianças estavam em um abrigo deixada pelos pais que alegaram não ter condições de criá-los.
As crianças recebem acompanhamento psicológico, além de todo carinho do casal. Elas terão os sobrenomes do casal que ganhou a guarda definitiva.
Cena G




Relator do processo que concedeu o direito de união estável para homossexuais, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto acredita que o país não pode se omitir nessa questão. “No mundo todo ocidental, há uma tendência de repúdio à homofobia. E o Brasil não poderia ficar de fora desse progresso civilizatório”, disse ontem ao Correio, após participar de um debate sobre o tema promovido pela Universidade de Brasília (leia entrevista abaixo). O auditório da Faculdade de Estudos Sociais Aplicados ficou lotado.

O pensamento de Britto vai de encontro ao que propõe o Projeto de Lei nº 122, de 2006, que altera a Lei nº 7.716, de 1989, conhecida como Lei do Racismo, além do parágrafo 3º do art. 140 do Código Penal para que a discriminação em função de orientação sexual e identidade de gênero seja considerada crime (veja Para saber mais). A medida teve a redação alterada algumas vezes para minimizar atritos com parlamentares contrários a ela. A atual relatora do projeto é a senadora Marta Suplicy (PT-SP). Se for aprovada, a norma tornará passível de detenção e multa quem cometer práticas discriminatórias contra gays, lésbicas, travestis, transgêneros e transexuais.
O ministro esteve ontem no derradeiro debate da Semana de Direito e Gênero, organizada pela Faculdade de Direito da UnB. Dividiram a mesa com ele o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ), a doutora em psicologia Tatiana Lionço e a mestranda em antropologia Mariana Cintra. Ayres Britto era a figura mais aguardada do dia e a fala dele foi aplaudida em diversas ocasiões. Ele voltou a endossar a decisão do STF quanto à união de pessoas do mesmo sexo. “Quem é que está perdendo? Quem é que está tendo os seus direito subtraídos? Os heterossexuais não vão continuar do mesmo jeito? Por que proibir os direitos dos homoafetivos?”, reiterou o magistrado.
Para ele, a decisão é a prova de que os assuntos de afeto passaram a integrar a pauta da Justiça brasileira. “Finalmente, o Poder Judiciário começa a entender que o afeto também é uma categoria jurídica. A Constituição fala do pensamento, do sentimento e da criação artística, de religiosidade e agora estamos compreendendo que, sem afetividade, não pode haver efetividade da Constituição.”


Perdão
O uso de argumentos científicos para justificar discursos homofóbicos e o mau uso da palavra, principalmente por parte de fundamentalistas religiosos, foram os temas escolhidos pela psicóloga Tatiana Lionço. “O discurso da degeneração e da anormalidade, do ponto de vista científico, não se sustenta mais. Ele só se sustenta do ponto de vista religioso. A eles eu digo: ‘Perdoai, eles não sabem o que dizem’”, defendeu. A antropóloga Mariana Cintra lembrou que, apesar de os homens serem alvos mais frequentes, mulheres, transgêneros e travestis também são alvos constantes de agressão.


Pressão por legislação
O deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ) reconhece as conquistas sobre a união entre pessoas do mesmo sexo, mas nem por isso deixará de militar para que o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) seja convertido em lei. Ele sabe que a tarefa será árdua. “A decisão é um instrumento de combate à discriminação jurídica. Mas ainda não há uma lei, é uma jurisprudência. Para que isso seja acessado automaticamente, o Congresso (Nacional) tem que legislar e, aí mora o problema, porque o Congresso é formado por uma maioria conservadora. A única maneira de mudar a face da Casa é ampliando a consciência política sobre o assunto”, avaliou ontem em seminário realizado na UnB.
Parte da consciência a que se refere é a educação de respeito às diferenças em uma sociedade pluralista. Daí, a necessidade de desfazer conceitos distorcidos e lutar contra a discriminação. “O homossexual, para se assumir, precisa reinventar a si mesmo para driblar a homofobia cultural e conceitual introjetada nele mesmo. Precisamos de uma transformação nas regras para criar um mundo onde há respeito a todos.”
Nesse contexto, está inserida a UnB. Atualmente, a comunidade acadêmica está em plena discussão sobre a criação de um programa de combate à homofobia dentro da instituição. Uma das propostas levantadas nas plenárias é que a UnB redija o próprio material educativo contra a discriminação a lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros.
São muitas as denúncias de perseguição e agressão a estudantes em função da orientação sexual. Para o deputado federal Jean Wyllys, a iniciativa da cartilha é salutar. “Acho maravilhoso. É lamentável que um aluno entre na universidade e não desconstrua os seus preconceitos. Esse aluno é uma cavalgadura que nem sequer merece estar na universidade. Ninguém é obrigado a amar o homossexual, mas a discriminação e a perseguição são inadmissíveis”, disse.


Atraso de 10 anos
O Projeto de Lei (PL) nº 122 tem origem no PL nº 5003, de 2001, apresentado pela então deputada petista Iara Bernardi. O texto estipulava punições para quem cometesse discriminação em função de orientação sexual. Depois deles, outros projetos semelhantes surgiram e foram unificados para facilitar a tramitação. Em 2006, com nova redação, a norma foi aprovada pela Câmara dos Deputados e encaminhado ao Senado Federal. Ele prevê alteração na Lei do Racismo para que a discriminação por opção sexual seja considerada crime, assim como acontece com raça e cor. Desde então, a proposta passou pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Assuntos Sociais (CAS) e atualmente está na Comissão de Direitos Humanos da Casa. Sob forte pressão da bancada evangélica e católica, o texto sofreu alterações. Entre 2008 e 2010, o projeto não teve o andamento esperado na Casa, mas em 2011 foi resgatado pela senadora Marta Suplicy (PT-SP). Ela proporá alteração no texto para que não seja considerado crime “a manifestação pacífica de pensamento fundada na liberdade de consciência e de crença”.


Três perguntas para - Carlos Ayres Britto


Como o senhor avalia a decisão do STF sobre a união estável homoafetiva, que teve imensa repercussão?
Acho que o Supremo interpretou muito bem a Constituição. E o fez à luz dos seus princípios mais importantes.


Mas há quem diga que o Supremo atropelou o Poder Legislativo. O senhor concorda?
Não usurpou função legislativa, porque não lhe cabe fazer as vezes de legislador. Ao promover a inclusão comunitária do segmento homoafetivo do nosso país, o fez conciliando rigorosamente o direito constitucional e o humanismo. Eu fico muito feliz.

O que o senhor pensa sobre a criminalização da homofobia?
No mundo todo ocidental, civilizado, arejado mentalmente, há um repúdio à homofobia. E o Brasil não poderia ficar de fora desse progresso civilizatório.
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Aos poucos um personagem vem ganhando espaço na novela Insensato Coração. O bonitão Eduardo, interpretado pelo ator Rodrigo Andrade, se entregará a um romance homossexual que vai balançar as estruturas de muita gente. No início da trama, ele namorava Paula (Tainá Muller), mas vai embarcar em uma história de amor com o seu professor da academia, Hugo (Marcos Damigo).

Em entrevista, o ator diz que tem um motivo especial para combater a homofobia. Em uma dessas loucuras do destino, há 15 anos, a sua família viveu um drama justamente por conta do preconceito. Rodrigo teve um primo assassinado porque era homossexual. “Um rapaz chegou perto dele e falou que não poderia ter gay no bairro em que moravam. Quando meu primo saiu, levou um tiro nas costas. O marginal foi preso, mas depois saiu da cadeia e ainda passou na frente da casa da minha tia, que perdeu o filho pelas mãos dele, e falou piadinhas”, conta.
Aos 27 anos, paulista, nascido em Franca, declara-se hetero e namora a estudante Mellina Torres há seis meses, mas garante estar preparado para o desafio de mostrar uma história de amor entre dois homens da forma mais carinhosa possível.
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