A filha do presidente de Cuba, Raúl Castro, e diretora do Centro Nacional de Educação Sexual, Mariela Castro, revelou durante uma entrevista que o país pode estar próximo de aprovar o casamento homossexual.
Mariela disse que autoridades importantes do país estão analisando a idéia e que um projeto de lei sobre o assunto pode ser apresentado logo.
O assunto deve ser apresentado no dia 28 de janeiro de 2012, durante a conferência do Partido Comunista.
Cena G
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Para acabar de vez com a polêmica por conta das piadas consideradas preconceituosas que vira e mexa faz, Rafinha Bastos mostrou ser um rapaz sem preconceito. O apresentador da “CQC” da Band deu dois beijos gays no programa desta segunda-feira (01).
O programa começou mostrando uma reportagem que Bastos fez, repercutindo a recente pesquisa no Ibobe, que informou que 55% dos brasileiros são contra a união estável entre casais do mesmo sexo. O apresentador conversou com homofóbicos e gays e, no final, deu um selinho em um dos entrevistados.
Ao vivo, no estúdio, Rafinha surpreendeu o colega de bancada pedindo um selinho: “Marco Luque, me dá um beijo?”. O comediante foi correspondido logo em seguida pelo colega. A plateia do programa veio abaixo, entre risos e aplausos.
O primeiro beijo gay de um programa de humor foi um dos assuntos mais comentados no Twitter.
Gay 1
Por que estamos saindo do armário?
Estamos avançando pela era da informação, nada mais se cala, a cada momento nos tornamos mais autênticos e o autoconhecimento destrava a cela e liberta a razão. Já não é mais possível ignorarmos nossas próprias vontades e a sublimação que serviu de discurso para falsas virtudes, hoje se revela um passado opressor que queremos esquecer.
A questão sexual, que foi a principal corrente dessa prisão, está se redescobrindo agora com mais seriedade e responsabilidade, e essas são as palavras determinantes dessa nova revolução, que certamente a exemplo de outras no passado, mudará radicalmente as posições sociais daqui em diante. A frente de luta aberta no Bar Stonewall em Nova York, desafiou a violência, se fortaleceu e hoje se difunde pelo planeta propondo o bom combate, a luta pelo direito de sermos quem somos.
Como tenho dito aqui, o processo é lento mais constante, e a cada conquista o avanço se torna mais célere. E o mais importante: Impossível retroceder. Nesse ponto da consciência a decisão de sair do armário é natural e representa o sentido da luta contra o preconceito, esse um inimigo quase sempre oculto e envolto em dogmas seculares que mesmo podres ainda resistem em pé.
Mas como impedir que o novo substitua o velho, como impedir a evolução do pensamento, como reprimir o que de fato é. Mais uma vez cito aqui Gandhi com sua desobediência civil, um homem que só, derrotou um império sem disparar um único tiro, ele foi apenas alguém que saiu do armário, que se assumiu e que disse não ao sistema.
O Brasil está vivendo um singular período de retomada, o debate está aberto e em meio a mudanças estamos aprendendo cada vez mais, aprendendo a dizer o que pensamos e a construirmos o nosso futuro a partir do aqui e agora e assim aprendemos também a votar, a buscar nossos direitos das mãos de quem nos ameaça.
A questão sexual, que foi a principal corrente dessa prisão, está se redescobrindo agora com mais seriedade e responsabilidade, e essas são as palavras determinantes dessa nova revolução, que certamente a exemplo de outras no passado, mudará radicalmente as posições sociais daqui em diante. A frente de luta aberta no Bar Stonewall em Nova York, desafiou a violência, se fortaleceu e hoje se difunde pelo planeta propondo o bom combate, a luta pelo direito de sermos quem somos.
Como tenho dito aqui, o processo é lento mais constante, e a cada conquista o avanço se torna mais célere. E o mais importante: Impossível retroceder. Nesse ponto da consciência a decisão de sair do armário é natural e representa o sentido da luta contra o preconceito, esse um inimigo quase sempre oculto e envolto em dogmas seculares que mesmo podres ainda resistem em pé.
Mas como impedir que o novo substitua o velho, como impedir a evolução do pensamento, como reprimir o que de fato é. Mais uma vez cito aqui Gandhi com sua desobediência civil, um homem que só, derrotou um império sem disparar um único tiro, ele foi apenas alguém que saiu do armário, que se assumiu e que disse não ao sistema.
È preciso sair do armário, não só desse armário pequeno e escuro da repressão sexual, mas do armário ideológico que se oportuna da ignorância e mascara o divino, que manipula o conceito e se fortalece no medo e na falcatrua, que oprime na busca da dominação através de mentiras postas como palavras de verdades em livros manipulados ao logo de séculos. Esse é o verdadeiro armário que como no mito da caverna de P latão, deturpa o real e constrói a cegueira da desinformação. Mas o século XXI vencerá e as ovelhas abandonarão o pastor se reconhecendo livres afinal, e não haverão mais santos ou demônios, nem medos e nem armários.
Coluna do Phil
Es Hoje
Militantes paulistas não aceitam alteração do PLC 122
Projeto de lei anti-homofobia não deve ser alterado, conclui militância de São Paulo
CARTA ABERTA DA PLENÁRIA DO MOVIMENTO LGBT DE SÃO PAULO
EM DEFESA DO PLC Nº 122 DE 2006
A PLENÁRIA DO MOVIMENTO LGBT DE SP, convocada por um amplo conjunto de redes e organizações do movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais do Estado de São Paulo, realizada no dia 28 de Julho de 2011, na sede da APEOESP na capital paulista, após um intenso, rico e democrático debate sobre as perspectivas e os rumos da luta pela criminalização da homofobia e da necessidade de defendermos o PLC nº 122 de 2006, vem a público por meio dessa carta aberta manifestar nossas posições sobre este tema.
1. Todos os dias, milhões de brasileiras e brasileiros lésbicas, gays, bissexuais, travestis e ou transexuais – LGBT - têm violados os seus direitos humanos, civis, econômicos, sociais e políticos. Essa violação é conseqüência da homofobia, uma das manifestações de ódio e de intolerância contra a humanidade que decorre da ideologia patriarcal e do machismo, e da negação à diversidade sexual, atingindo não apenas a população LGBT, como vimos recentemente na agressão a um pai e seu filho que estavam abraçados e foram “confundidos” como homossexuais. Essa discriminação ocorre tanto no espaço familiar, quanto em locais de trabalho, de lazer, na escola, ou seja, em todos os ambientes de convívio, doméstico e social. E, embora a forma mais aguda e bruta da homofobia seja a dos assassinatos – e o Brasil é recordista mundial nesta lamentável contagem – este ódio passa também pelas piadas ofensivas a LGBT, pelo discurso religioso e parlamentar, pela exclusão escolar, pelo impedimento do acesso ao trabalho ou pela demissão do emprego e a pura e simples negação de direitos. Se é verdade que o Supremo Tribunal Federal aprovou recentemente o reconhecimento das uniões entre pessoas do mesmo sexo com o mesmo “status” das uniões estáveis, também é verdade que o Congresso Nacional não aprovou até hoje nenhuma legislação reconhecendo direitos à população LGBT, apesar de já existirem projetos nesse sentido desde 1995. Esse fato aponta para a extrema covardia do legislativo brasileiro que se esconde por trás das falácias dogmáticas, negando o principio constitucional da Laicidade do Estado que veta qualquer interferência religiosa, corroborando para o aumento das estatísticas de violência homofóbica no país,
2. Acreditamos que as raízes da homofobia são as mesmas de outras formas de opressão que afrontaram a humanidade e que mantém seus pilares até nossos dias: o holocausto nazista contra o povo judeu, o racismo, o machismo e todas as desigualdades sociais. Portanto, a luta contra a homofobia deve estar ao lado da luta de mulheres, comunidade judaica, negras e negros, bem como outros segmentos oprimidos, contra qualquer forma de discriminação. Alertamos, que não há hierarquia de opressões, portanto qualquer que seja o tipo de discriminação, violência e opressão, ela deve igualmente ser punida.
4. Alertamos ainda que qualquer proposta alternativa ao PLC nº 122 de 2006 será inaceitável, para aquelas e aqueles que de fato têm compromisso na luta contra a homofobia, se não trouxer em seu conteúdo dispositivos hoje presentes no PLC nº 122 de 2006, como a proposta referente ao artigo 20 da Lei nº 7.716 de 1989, e tal proposta jamais poderá ser inferior aos parâmetros legais da criminalização do racismo.
5. Apelamos aos parlamentares que têm sido aliados as lutas de direitos humanos e da população LGBT em nosso País para que não negociem textos novos, emendas ou substitutivos, que impliquem em previsão legal da tipificação criminal da homofobia em bases inferiores ao racismo ou qualquer outra opressão e violência. Numa legislação de direitos humanos, é inaceitável que se hierarquize as opressões, como se uma fosse mais grave do que a outra.
6. Conclamamos a militância LGBT de todo o Brasil à mobilização em torno da defesa do PLC nº 122 de 2006 e pela criminalização da homofobia nas mesmas bases do racismo, e propomos que essa mobilização nacional se dê especialmente nas ruas, na perspectiva de um dia nacional de luta em defesa do PLC nº 122 de 2006 e pela criminalização da homofobia.
Reunida na última quinta-feira, 28, em São Paulo, a militância LGBT paulista realizou uma plenária para discutir os novos rumos que tomou o PLC 122/06, que criminaliza a homofobia no Brasil e que teve nova redação da senadora Marta Suplicy (PT-SP). O encontro na sede da Associação dos Professores do Estado de São Paulo (APEOESP) originou uma carta aberta com sete pontos que os militantes consideram essenciais.
No documento, os ativistas afirmam que “alertamos ainda que qualquer proposta alternativa ao PLC nº 122 de 2006 será inaceitável, para aquelas e aqueles que de fato têm compromisso na luta contra a homofobia”. Confira: CARTA ABERTA DA PLENÁRIA DO MOVIMENTO LGBT DE SÃO PAULO
EM DEFESA DO PLC Nº 122 DE 2006
A PLENÁRIA DO MOVIMENTO LGBT DE SP, convocada por um amplo conjunto de redes e organizações do movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais do Estado de São Paulo, realizada no dia 28 de Julho de 2011, na sede da APEOESP na capital paulista, após um intenso, rico e democrático debate sobre as perspectivas e os rumos da luta pela criminalização da homofobia e da necessidade de defendermos o PLC nº 122 de 2006, vem a público por meio dessa carta aberta manifestar nossas posições sobre este tema.
1. Todos os dias, milhões de brasileiras e brasileiros lésbicas, gays, bissexuais, travestis e ou transexuais – LGBT - têm violados os seus direitos humanos, civis, econômicos, sociais e políticos. Essa violação é conseqüência da homofobia, uma das manifestações de ódio e de intolerância contra a humanidade que decorre da ideologia patriarcal e do machismo, e da negação à diversidade sexual, atingindo não apenas a população LGBT, como vimos recentemente na agressão a um pai e seu filho que estavam abraçados e foram “confundidos” como homossexuais. Essa discriminação ocorre tanto no espaço familiar, quanto em locais de trabalho, de lazer, na escola, ou seja, em todos os ambientes de convívio, doméstico e social. E, embora a forma mais aguda e bruta da homofobia seja a dos assassinatos – e o Brasil é recordista mundial nesta lamentável contagem – este ódio passa também pelas piadas ofensivas a LGBT, pelo discurso religioso e parlamentar, pela exclusão escolar, pelo impedimento do acesso ao trabalho ou pela demissão do emprego e a pura e simples negação de direitos. Se é verdade que o Supremo Tribunal Federal aprovou recentemente o reconhecimento das uniões entre pessoas do mesmo sexo com o mesmo “status” das uniões estáveis, também é verdade que o Congresso Nacional não aprovou até hoje nenhuma legislação reconhecendo direitos à população LGBT, apesar de já existirem projetos nesse sentido desde 1995. Esse fato aponta para a extrema covardia do legislativo brasileiro que se esconde por trás das falácias dogmáticas, negando o principio constitucional da Laicidade do Estado que veta qualquer interferência religiosa, corroborando para o aumento das estatísticas de violência homofóbica no país,
2. Acreditamos que as raízes da homofobia são as mesmas de outras formas de opressão que afrontaram a humanidade e que mantém seus pilares até nossos dias: o holocausto nazista contra o povo judeu, o racismo, o machismo e todas as desigualdades sociais. Portanto, a luta contra a homofobia deve estar ao lado da luta de mulheres, comunidade judaica, negras e negros, bem como outros segmentos oprimidos, contra qualquer forma de discriminação. Alertamos, que não há hierarquia de opressões, portanto qualquer que seja o tipo de discriminação, violência e opressão, ela deve igualmente ser punida.
3. O PLC nº 122 de 2006 é uma proposta de legislação condizente com as políticas de direitos humanos da República Federativa do Brasil e contém as garantias mínimas e necessárias para uma lei que de fato criminalize a homofobia e sirva antes de tudo como um instrumento pedagógico de afirmação do compromisso do Estado e da sociedade em nosso País, de combate a esta e a qualquer outra forma de opressão. Reafirmamos nosso ponto de vista no sentido de que não há nada no PLC nº 122 de 2006 que possa ser caracterizado como inconstitucional - por ser evidente que a liberdade de expressão não protege discursos de ódio e discursos que incitem a discriminação e/ou o preconceito em geral - e o Senado Federal tem a obrigação política, como uma casa legislativa e de representação da sociedade, de aprová-lo sem mais delongas.
4. Alertamos ainda que qualquer proposta alternativa ao PLC nº 122 de 2006 será inaceitável, para aquelas e aqueles que de fato têm compromisso na luta contra a homofobia, se não trouxer em seu conteúdo dispositivos hoje presentes no PLC nº 122 de 2006, como a proposta referente ao artigo 20 da Lei nº 7.716 de 1989, e tal proposta jamais poderá ser inferior aos parâmetros legais da criminalização do racismo.
5. Apelamos aos parlamentares que têm sido aliados as lutas de direitos humanos e da população LGBT em nosso País para que não negociem textos novos, emendas ou substitutivos, que impliquem em previsão legal da tipificação criminal da homofobia em bases inferiores ao racismo ou qualquer outra opressão e violência. Numa legislação de direitos humanos, é inaceitável que se hierarquize as opressões, como se uma fosse mais grave do que a outra.
6. Conclamamos a militância LGBT de todo o Brasil à mobilização em torno da defesa do PLC nº 122 de 2006 e pela criminalização da homofobia nas mesmas bases do racismo, e propomos que essa mobilização nacional se dê especialmente nas ruas, na perspectiva de um dia nacional de luta em defesa do PLC nº 122 de 2006 e pela criminalização da homofobia.
7. A construção de uma sociedade efetivamente democrática passa pelo reconhecimento dos direitos de todas e de todos, sem exclusões de qualquer tipo, razão pela qual a luta pela criminalização da homofobia, mais do que uma luta da população LGBT, é uma luta de todas as brasileiras e todos os brasileiros.
MixBrasil
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Entre os dias 1º e 04 de setembro, Cabo Frio vai receber a I Lua de Mel LGBT Coletiva do Brasil. Será durante o 8º Cabo Free, festa LGBT que no ano passado reuniu mais de 50 mil pessoas, de várias partes do país,no Espaço de Eventos de Cabo Frio.
"Durante este período teremos quatro casais homoafetivos (gays e lésbicas) que vão curtir um fim de semana na cidade mais Friendly do Estado" comentou Claudio Lemos, presidente da ONG Cabo Free, lembrando que entre os convidados estão Liorcino Leo Mendes e Otílio de Goiânia, o primeiro casal do mesmo sexo a oficializar a união estável no país.
A iniciativa, o grupo Cabo Free, que já conquistou apoio dos hoteleiros e comerciantes, pretende fomentar o Turismo LGBT em Cabo Frio, segmento que, segundo pesquisas, vem crescendo cerca de 20% ao ano no Brasil.
A Capa
A segunda temporada da série politicamente incorreta "Modern Family" estreia hoje às 22h no canal a cabo Fox. Além das loucuras vividas pelas personagens da série, "Modern..." terá também em seu elenco o ator Nathan Lane (Os Produtores). Na série, ele será o amigo gay extravagante de Cameron e Mitchell.
Para quem não sabe, "Modern Family" relata o cotidiano da família Prichett, que é composta por três núcleos diferentes: o casal gay; o chefe de família que se casa com uma mulher bem mais jovem; e o casal que tenta fazer de tudo para dar "bons exemplos" aos filhos.
"Modern Family" é a típica série que foi conquistando o público aos poucos e pelo boca a boca. Desde então, a produção vem desbancado outras séries de peso em premiações. Este ano, "Modern Family" volta a concorrer na categoria Série Cômica do Ano.
A Capa
Record a rede de Tv homofobica
Em entrevista à coluna Zapping, publicada neste sábado (30) no jornal Agora, o apresentador José Luiz Datena falou sobre os motivos de sua saída da TV Record e seu retorno para a Band, apenas 43 dias depois de ter sido contratado pela emissora do bispo Edir Macedo. Segundo o âncora de Cidade Alerta, é muito difícil para um jornalista trabalhar sem liberdade.
Quanto à multa contratual, ainda de acordo com a coluna, Datena disse que seus advogados resolverão este problema. A multa, de cerca de R$ 18 milhões, que ele tinha com a emissora e motivou sua transferência, foi perdoada. Na Record, Datena tinha que todo dia definir suas reportagens com a alta cúpula e não podia tratar de crimes religiosos nem de crimes contra LGBTs.
Na Band, ele reassumirá o Brasil Urgente, enquanto Luciano Faccioli vai voltar ao comando do Primeiro Jornal.
Gay 1
A cena do assassinato a pauladas do jovem gay Gilvan (Miguel Roncato) em "Insensato Coração" foi gravada nesta segunda-feira a noite. Quatro serão os assassinos do garoto: Vinicius, Lucas, Marcos e Ze Paulo (foto acima). Vinicius será preso na porta da igreja no dia de seu casamento com Cecilia, e os outros três meninos serão presos na faculdade de direito. Quem entregará a turma a polícia será o irmão do Vinicius na trama, Serginho. Ele será identificado a partir de um exame de DNA.
Cultura GLS
sábado, 30 de julho de 2011
Em meio a tantas conferências, estadual e municipais além da convocação nacional, vale a pena saber o que aconteceu antes para que possamos caminhar na direção correta rumo às nossas conquistas.
Para conhecimento e divulgação, lembramos que esta proposta aprovada na I Conferência nacional LGBT de 2008.
A Comissão da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB está elaborando o ESTATUTO DA DIVERSIDADE SEXUAL para garantir todos os direitos à população LGBT.
O propósito é construir um microssistema, que, além de assegurar direitos, também sirva para dar-lhes efetividade.
Além do texto, haverá a indicação dos dispositivos da legislação infraconstitucional que precisam ser adas. Assim será apresentada proposta de Emenda Constitucional.
Como este é um compromisso de toda a sociedade, gostaríamos de contar com a contribuição de todos.
Enviem sugestões e propostas para o email: estatutods@mbdias.com.br
Estes são alguns dos pontos que entendemos devam ser aborados.
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
DIREITO À LIVRE ORIENTAÇÃO SEXUAL
DIREITO À IGUALDADE E À NÃO-DISCRIMINAÇÃO
DIREITO À CONSTITUIÇÃO DE FAMÍLIA
DIREITO À FILIAÇÃO BIOLÓGICA, GUARDA E ADOÇÃO
DIREITO À SAÚDEDIREITO AO PRÓPRIO CORPO
DIREITO DE ACESSO À JUSTIÇA E À SEGURANÇA
DIREITO À EDUCAÇÃO
DIREITO AO TRABALHO
DIREITO À MORADIA
DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
DAS POLÍTICAS PÚBLICAS
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRÂNSITÓRIAS
Maria Berenice Dias - Presidenta da Comissão da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB
Apesar da resistência de 55% da população ao direito à união estável para pessoas do mesmo sexo, a resposta da sociedade às causas LGBT avançou nos últimos anos e a tendência é a de que, dentro de 10 anos, a maior parte dos brasileiros reconheça a igualdade de direitos. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, que considera positivo o resultado de levantamento do Ibope Inteligência divulgado nesta quinta-feira.
A pesquisa apontou que 55% da população brasileira é contra a união estável entre pessoas do mesmo sexo e 45% é a favor. Em relação à adoção de crianças por casais LGBT, a proporção foi a mesma. "Em 1995, tínhamos 7% de apoio (à união estável). Em 15 anos, chegamos a 45%, estamos avançando", avaliou Reis.
A pesquisa mostrou que entre os mais jovens, as mulheres e os mais escolarizados, há menos resistência à igualdade de direitos entre heterossexuais e homossexuais, o que, segundo Reis, é ainda mais significativo para comprovar que houve avanços. Entre os católicos, os que são a favor agora já são 50%. Daqui a dez anos teremos o reconhecimento da igualdade de direitos", calcula.
A união estável entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio, por unanimidade. Segundo Reis, a decisão da Corte de alguma maneira adiantou as mudanças de percepção sobre os direitos LGBTs que devem acontecer na sociedade brasileira nos próximos anos. "Não é uma cultura que se muda de um dia para o outro, mas estamos nesse movimento. O STF esteve à frente."
Gay 1
Às vezes, o tempo passa rápido demais. Depois de quase sete meses no ar na pele do Roni, em "Insensato Coração", foi essa a sensação de Leonardo Miggiorin. Faltando três semanas para o folhetim chegar ao fim, o clima de despedida parece não ter tomado conta do ator. "Sinto como se a estreia da novela tivesse sido no mês passado!", surpreende-se.
O que também tem chamado a atenção de Leonardo é a repercussão de seu papel. Ele já imaginava que, por se tratar de um personagem assumidamente homossexual, o público LGBTTIS – que significa Lésbicas, "Gays", Bissexuais, Transgêneros, Transexuais, Intersexuais e Simpatizantes – iria gostar. Mas, além da "sopa de letrinhas" sexual, o que ele percebeu foi que conquistou a simpatia de crianças, homens, pessoas mais velhas e de diferentes classes sociais. "É um personagem muito carismático. Gente de todo tipo me aborda e elogia meu trabalho", festeja.
É comum que o público confunda personagem com ator. Por isso, volta e meia, Leonardo é parado por quem acredita que ele seja parecido com Roni. "Algumas pessoas querem encontrar em mim a mesma energia do personagem, que é muito diferente da minha. Quando a novela acabar, esse tipo de assédio deve diminuir", imagina.
Para compor o papel, Leonardo teve contato com alguns produtores de moda e de eventos. Além disso, foi atrás de gírias e usou o cantor Cazuza como uma de suas referências. "É uma combinação de vários fatores. Tudo acaba somando à composição do personagem", explica ele, que não temeu ficar marcado pelo papel. "Minha preocupação é em me tornar um ator versátil, que possa interpretar tipos variados ao longo da carreira", argumenta.
Em sua sexta novela, Leonardo é lembrado até hoje pelo Zezinho, da minissérie "Presença de Anita", exibida pela Globo em 2001. O fato, inclusive, deixa o ator lisonjeado. "Acho incrível ser reconhecido por um trabalho que fiz há dez anos, em 16 capítulos", comemora, sem deixar de mencionar outros papéis importantes em seu currículo. "O Zezinho, o Shao Lin, de 'Senhora do Destino', e agora o Roni são os personagens mais marcantes que fiz até hoje na televisão", afirma. Quando "Insensato Coração" terminar, Leonardo pretende voltar para a faculdade de Psicologia, em São Paulo, e se dedicar à banda VISTA, que está finalizando um CD independente com 12 músicas próprias. "Preciso de um tempo para reciclar as energias e partir para outro personagem", avisa.
O que também tem chamado a atenção de Leonardo é a repercussão de seu papel. Ele já imaginava que, por se tratar de um personagem assumidamente homossexual, o público LGBTTIS – que significa Lésbicas, "Gays", Bissexuais, Transgêneros, Transexuais, Intersexuais e Simpatizantes – iria gostar. Mas, além da "sopa de letrinhas" sexual, o que ele percebeu foi que conquistou a simpatia de crianças, homens, pessoas mais velhas e de diferentes classes sociais. "É um personagem muito carismático. Gente de todo tipo me aborda e elogia meu trabalho", festeja.
É comum que o público confunda personagem com ator. Por isso, volta e meia, Leonardo é parado por quem acredita que ele seja parecido com Roni. "Algumas pessoas querem encontrar em mim a mesma energia do personagem, que é muito diferente da minha. Quando a novela acabar, esse tipo de assédio deve diminuir", imagina.
Na trama, Roni é melhor amigo e confidente de Natalie, interpretada por Deborah Secco. Também trabalha como "promoter" e tenta fazer com que Douglas, de Ricardo Tozzi, irmão da "perua" deslanche na carreira de modelo. Além disso, está sempre envolvido em discussões contra a homofobia que a novela tanto explora. "O tema está sendo abordado de forma muito respeitosa e distinta, revelando ainda mais nossa diversidade cultural", avalia.
Como, na história, Roni faz o tipo mais "afetado", Leonardo se preocupou na hora de encontrar o tom e a verossimilhança do personagem. E, por se tratar de um papel expansivo e engraçado, o ator pôde exagerar um pouco nos trejeitos, segundo as orientações do diretor-geral Dennis Carvalho. "No início, o público só viu esse lado. Mas, aos poucos, surgiram situações que revelaram o caráter e as preocupações do personagem", descreve.Para compor o papel, Leonardo teve contato com alguns produtores de moda e de eventos. Além disso, foi atrás de gírias e usou o cantor Cazuza como uma de suas referências. "É uma combinação de vários fatores. Tudo acaba somando à composição do personagem", explica ele, que não temeu ficar marcado pelo papel. "Minha preocupação é em me tornar um ator versátil, que possa interpretar tipos variados ao longo da carreira", argumenta.
Em sua sexta novela, Leonardo é lembrado até hoje pelo Zezinho, da minissérie "Presença de Anita", exibida pela Globo em 2001. O fato, inclusive, deixa o ator lisonjeado. "Acho incrível ser reconhecido por um trabalho que fiz há dez anos, em 16 capítulos", comemora, sem deixar de mencionar outros papéis importantes em seu currículo. "O Zezinho, o Shao Lin, de 'Senhora do Destino', e agora o Roni são os personagens mais marcantes que fiz até hoje na televisão", afirma. Quando "Insensato Coração" terminar, Leonardo pretende voltar para a faculdade de Psicologia, em São Paulo, e se dedicar à banda VISTA, que está finalizando um CD independente com 12 músicas próprias. "Preciso de um tempo para reciclar as energias e partir para outro personagem", avisa.
(Luana Borges) - Uol Entretenimento
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