quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Morreu neste domingo (11), em Salvador, aos 52 anos, o ator e chefe de cozinha Rodolfo Bottino. Ele era portador do vírus da AIDS desde a década de 90 estava internado para a realização de uma cirurgia no quadril, mas sofreu uma embolia pulmonar durante os exames.
Bottino ficou nacionalmente conhecido após sua participação na minissérie Anos Dourados, quando interpretou o Lauro. Galã da televisão nos anos 1980, ele já participou de novelas, filmes e espetáculos teatrais.
O ator venceu um câncer no pulmão e, após completar 50 anos, revelou ser portador do vírus da Aids desde os anos 1980. Amante da culinária, se formou chef de cozinha no curso Le Cordon Bleu, na França e chegou a comandar um restaurante Madrugada, no Rio de Janeiro. Como cheff também apresentou o programa Bottino Ali Na Mesa (Rede Mulher), em 1998.
Cena G
A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, se pronunciou sobre a tramitação do PLC 122 no Senado Federal e disse que é imprescindível que os parlamentares encontrem uma maneira de aprovar o projeto. A proposta que criminaliza a homofobia em todo o Brasil seria votada na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado na última semana, mas foi retirada da pauta.
Na solenidade de entrega do Prêmio Direitos Humanos 2011, no Palácio do Planalto, em Brasília, Maria do Rosário destacou que “é muito importante que o Congresso Nacional encontre uma metodologia para responder a comunidade LGBT, que tem sido vítima da violência, muito cotidianamente, no nosso país”.
A ministra lembrou ainda que o mesmo caminho já foi percorrido, com vitória, pelos que lutavam contra o racismo. “Assim como o racismo foi considerado crime, trabalharmos no sentido de que a homofobia também seja tratada como crime é um aspecto importante".
MixBrasil
Na solenidade de entrega do Prêmio Direitos Humanos 2011, no Palácio do Planalto, em Brasília, Maria do Rosário destacou que “é muito importante que o Congresso Nacional encontre uma metodologia para responder a comunidade LGBT, que tem sido vítima da violência, muito cotidianamente, no nosso país”.
A ministra lembrou ainda que o mesmo caminho já foi percorrido, com vitória, pelos que lutavam contra o racismo. “Assim como o racismo foi considerado crime, trabalharmos no sentido de que a homofobia também seja tratada como crime é um aspecto importante".
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O debate acirrado formado na última quinta-feira, 8 de dezembro, em torno da votação do PLC 122 na Comissãod e Direitos Humanos do Senado, foi destaque na tribuna na sexta-feira. O senador petista Aníbal Diniz (AC), pediu tolerância na discussão e elogiou o esforço de parlamentares, representantes do movimento LGBT e grupos religiosos pelo entendimento em torno do projeto de lei da Câmara que criminaliza a homofobia (PLC 122/06).
Em discurso no Senado, Aníbal lembrou que “as pessoas são iguais e merecem ter seus direitos respeitados. Temos que trabalhar para que não se estabeleça um clima de guerra. É preciso cultivar a paz e o entendimento entre os diferentes segmentos para fazer valer a igualdade contida no artigo 2º na Declaração Universal dos Direitos Humanos”.
O artigo referido pelo senador estabelece que "toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição".
O senador disse ainda que é preciso, a exemplo do que foi feito com o recém-debatido Código Florestal, buscar um entendimento que dê fruto a uma proposta consensual entre todas as partes envolvidas.
MixBrasil
Em discurso no Senado, Aníbal lembrou que “as pessoas são iguais e merecem ter seus direitos respeitados. Temos que trabalhar para que não se estabeleça um clima de guerra. É preciso cultivar a paz e o entendimento entre os diferentes segmentos para fazer valer a igualdade contida no artigo 2º na Declaração Universal dos Direitos Humanos”.
O artigo referido pelo senador estabelece que "toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição".
O senador disse ainda que é preciso, a exemplo do que foi feito com o recém-debatido Código Florestal, buscar um entendimento que dê fruto a uma proposta consensual entre todas as partes envolvidas.
MixBrasil
Militância cobra aprovação de projeto de lei amplo contra a homofobia no Brasil
Toni: sem mais concessões
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) enviou nesta segunda-feira, 12 de dezembro, carta ao Congresso Nacional pedindo a aprovação do texto integral do Plc 122, que criminaliza a homofobia no Brasil. A proposta recebeu uma nova redação após acordos com líderes religiosos, mas mesmo assim foi retirada da pauta do Senado Federal.
Em uma mudança de posicionamento, a ABGLT deixa de apoiar o texto de até então para pedir uma lei extremamente rigorosa. “Não podemos e nem faremos mais concessões. Queremos um projeto que não hierarquize discriminações e violências. A violência que atinge uma pessoa LGBT deve ser penalizada da mesma forma que a violência que atinge uma pessoa judia, negra, indígena, com deficiência, uma mulher... qualquer pessoa, inclusive já há leis neste sentido. Enfim, queremos um projeto autêntico”, diz na carta Toni Reis, presidente da entidade. Confira:
Carta Aberta ao Congresso Nacional Brasileiro
Senhores Senadores e Senadoras, Deputados e Deputadas,
Na semana que passou, tive a alegria e a tristeza de participar de três importantes eventos ocorridos no Brasil.
Primeiro, foi com alegria que recebemos a Unesco Internacional e demais representantes e especialistas de 25 países dos cinco continentes, incluindo México, França, Alemanha, Inglaterra, China, África do Sul, Holanda, Chile, Samoa, Austrália, Lituânia, Israel, Estados Unidos, Namíbia, Turquia, dentre outros, com o objetivo de discutir soluções para a homofobia nas escolas.
Percebemos com alegria que no Brasil, mesmo com os problemas de discriminação e violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), há avanços significativos no combate à homofobia em geral, tanto no poder Executivo quanto no poder Judiciário.
Na sexta-feira participei da entrega da 17ª edição do Prêmio Direitos Humanos 2011 na qual a presidenta Dilma Rousseff reafirmou a orientação política de seu governo de que todas as políticas públicas estejam pautadas pelo respeito aos Direitos Humanos. “Não haverá país desenvolvido e civilizado, com potencial econômico mundial, se não respeitarmos os Direitos Humanos. Temos uma clara postura contra a intolerância.” E disse mais: “Não é possível um país de 190 milhões de pessoas crescerem só para alguns e excluir outros”. E citou textualmente que se deve respeitar a opção (sic) sexual das pessoas. Parabéns, Presidenta Dilma!
Estas foram as alegrias.
No entanto, na quinta-feira, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, na qual foi discutido o Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006 que criminaliza a homofobia, vi cenas e gestos e ouvi expressões que nunca queria ver e nem ouvir. Vi quatorze deputados e uma deputada, assim como trinta e oito pastores e pastoras de religiões evangélicas fazendo a maior pressão para que nós LGBT não tenhamos cidadania plena e justa neste país. Vi senadores fazendo o alvoroço para não ser aprovada a criminalização da homofobia no Brasil. Foi triste ouvir dois senadores falarem que no Brasil não há homofobia, que o movimento LGBT quer transformar o Brasil num império homossexual, que o projeto de lei é “um lixo”, falando que é inconstitucional porque feriria a liberdade de expressão e outros argumentos beirando à ignomínia.
Nós, pessoas LGBT, não queremos privilégios, não queremos um “império” próprio. Apenas reivindicamos sermos tratados pela legislação brasileira, como seres humanos e cidadãos/ãs brasileiros/as que somos, de fato e de direito. Afinal, cumprimos o dever do voto, pagamos nossos impostos e nosso dinheiro também serve para movimentar e impulsionar a economia brasileira. No entanto, parte do poder Legislativo Federal, lamentavelmente, comete o erro gravíssimo de não nos reconhecer como tal.
Como afirmar que “no Brasil não há homofobia”? Então, como se chama a crescente e assustadora “onda” de assassinatos e violências físicas contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, acontecendo a todo minuto em alguma região do território brasileiro, a exemplo dos ocorridos na Avenida Paulista? Como explicar o fato de, a cada 36 horas (segundo estatísticas do Grupo Gay da Bahia – GGB), uma pessoa homossexual é brutalmente assassinada no Brasil, com os mais absurdos e inimagináveis requintes de crueldade? Pesquisas realizadas por instituições de renome comprovam que 70 por cento da comunidade LGBT já foram discriminados em algum momento na vida por ser LGBT, e 20% já sofreram violência física.
Defendemos totalmente o artigo 5º inciso IX “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”, porém isso não dá salvo-conduto para incentivar a violência, a discriminação e abertura para o charlatanismo desenfreado contra nós LGBT ou qualquer outro(a) cidadão/cidadã brasileiro(a).
O Projeto de Lei nº 122/2006 está de acordo com o artigo 3° inciso IV e artigo 5° da Constituição Federal, que garante que todos são iguais perante a lei sem discriminação de qualquer natureza.Também está de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ainda, o Programa Nacional de Direitos Humanos II, no item 114, prevê a aprovação da lei antidiscriminatória por orientação sexual.
Ademais, projetos de lei similares já foram aprovados em 62 países em todos os continentes. 112 cidades brasileiras têm sua lei antidiscriminatória, dentre as capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Natal, Fortaleza; também vários Estados já aprovaram sua lei antidiscriminatória: São Paulo, Ceará, Alagoas, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e Pará.
Por outro lado, vi e contei, apenas um deputado federal, Jean Wyllys (PSOL-RJ) nos defender firmemente, assim como as três senadoras: Marta Suplicy (PT-SP), Marinor Britto (PSOL-PA) e Lídice da Matta (PSB-BA), seguidas pelos senadores solidários Eduardo Suplicy (PT-SP), Cristovam Buarque (PDT- DF) e Humberto Costa, líder do PT no Senado, bem como o senador Paulo Paim (PT-RS). Também vi quatro assessorias de ministérios presentes nos ajudando. A troca do suplente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa pelo líder do PT foi a maior prova de que temos muitos(as) aliados(as) no Congresso.
Na semana que antecedeu o fato, presenciamos milhares de mensagens nas redes sociais (facebook, orkut e twitter) favoráveis e contra. Os argumentos favoráveis sempre numa lógica de construirmos um país com menos violência e com menos discriminação. Os argumentos contrários numa linha fundamentalista, beirando à teocracia.
A senadora Marta Suplicy, com sua inteligência e perspicácia, fez de tudo para que buscássemos um consenso. Falou com A a Z no Brasil. Inclusive indo até a CNBB, falando com todos e todas e nesse processo fez um substitutivo que realmente não era o ideal, mas foi o acordo possível naquele momento.
Com o acordo aumentou o número de parlamentares favoráveis, mas infelizmente os adversários não acataram as pactuações e o projeto de lei foi retirado da pauta da sessão da Comissão para reexame. Na sessão tínhamos um empate de votos. Não poderíamos correr o risco de perder. Neste sentido quero render todas as minhas homenagens à senadora Marta Suplicy. Porém, do fundo do meu coração e na minha profunda reflexão, não podemos e nem faremos mais concessões. Queremos um projeto que não hierarquize discriminações e violências. A violência que atinge uma pessoa LGBT deve ser penalizada da mesma forma que a violência que atinge uma pessoa judia, negra, indígena, com deficiência, uma mulher... qualquer pessoa, inclusive já há leis neste sentido. Enfim, queremos um projeto autêntico. Não queremos leis genéricas. Sabemos que a violência em nosso país tem cor, tem situação econômica e tem orientação sexual e identidade de gênero. Vamos para o voto, sem concessões de qualquer natureza. Queremos que sejam respeitados os preceitos da Constituição Federal, quando falam dos princípios da igualdade, da liberdade, da não discriminação e da segurança jurídica, assim como fez o Supremo Tribunal Federal no dia 5 de maio de 2011, quando reconheceu nosso direito à união estável, enquanto o projeto de lei sobre o mesmo assunto está mofando no Congresso Nacional há 16 anos.
Como já tínhamos aprovado no IV Congresso da ABGLT em novembro, vamos seguir abertos ao diálogo, mas engrossando a voz e reestruturando as táticas e as estratégias com o acúmulo de nossas forças.
Com a retirada para reexame, como já dizia Lênin, para dar "um passo para trás, para poder dar dois para frente." Vamos convocar todos(as) que são parceiros(as) e pessoas aliadas, onde estiverem para se posicionarem. Vamos pactuar amplamente com a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT.
Em 2012 vamos propor que as 250 Paradas do Orgulho LGBT focalizem na criminalização da homofobia, integralmente, sem exceções e por uma educação sem homofobia, seguindo a tendência internacional.
E vamos estudar a viabilidade de novamente recorrer ao Judiciário. Será que uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental ou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade interpretaria à luz da Constituição Brasileira se somos ou não cidadãs e cidadãos com os mesmos direitos de fato, sem distinção de qualquer natureza?
Não podemos ficar satisfeitos com migalhas ou fatias de pão. Agora queremos o pão inteiro.
Aprovando a criminalização da homofobia ninguém perderá direito algum e nós, mais de 19 milhões de LGBT no Brasil, estaremos mais um passo rumo à cidadania plena.
Continuaremos sempre na política do diálogo, com respeito e tranquilidade, mas não nos amedrontaremos, apequenaremos ou acovardaremos com ameaças, seja de quem for. Queremos, como já dizia Aristóteles, ser felizes e cidadãos. Afinal a finalidade maior da vida é a felicidade.
Para concluir, gostaria de citar Chico Xavier:
“A gente pode
morar numa casa mais ou menos
morar numa rua mais ou menos
morar numa cidade mais ou menos
e até ter um governo mais ou menos
A gente pode
Olhar em volta e sentir que tudo
está mais ou menos
TUDO BEM
O que a gente não pode mesmo,
nunca, de jeito nenhum,
É amar mais ou menos
É sonhar mais ou menos
É ser amigo mais ou menos
Senão a gente corre o risco de se
tornar uma pessoa mais ou menos.”
Pela criminalização da homofobia já! Pela aprovação da Lei Alexandre Ivo. Os direitos humanos ou valem para todos e todas, ou não valem para ninguém. Não queremos guerra, queremos paz e amor ao próximo.
Aproveitamos para desejar um feliz natal e que em 2012 possamos aprovar a lei.
Curitiba, 12 de dezembro de 2011
Toni Reis
Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT
Professor formado em Letras pela Universidade Federal do Paraná
Especialista em Sexualidade Humana pela Universidade Tuiuti do Paraná
Mestre em Filosofia pela Universidade Gama Filho
Doutorando em Educação
Diretor Regional da GALE, Global Alliance for LGBT Education
MixBrasil
Toni: sem mais concessões
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) enviou nesta segunda-feira, 12 de dezembro, carta ao Congresso Nacional pedindo a aprovação do texto integral do Plc 122, que criminaliza a homofobia no Brasil. A proposta recebeu uma nova redação após acordos com líderes religiosos, mas mesmo assim foi retirada da pauta do Senado Federal.
Em uma mudança de posicionamento, a ABGLT deixa de apoiar o texto de até então para pedir uma lei extremamente rigorosa. “Não podemos e nem faremos mais concessões. Queremos um projeto que não hierarquize discriminações e violências. A violência que atinge uma pessoa LGBT deve ser penalizada da mesma forma que a violência que atinge uma pessoa judia, negra, indígena, com deficiência, uma mulher... qualquer pessoa, inclusive já há leis neste sentido. Enfim, queremos um projeto autêntico”, diz na carta Toni Reis, presidente da entidade. Confira:
Carta Aberta ao Congresso Nacional Brasileiro
Senhores Senadores e Senadoras, Deputados e Deputadas,
Na semana que passou, tive a alegria e a tristeza de participar de três importantes eventos ocorridos no Brasil.
Primeiro, foi com alegria que recebemos a Unesco Internacional e demais representantes e especialistas de 25 países dos cinco continentes, incluindo México, França, Alemanha, Inglaterra, China, África do Sul, Holanda, Chile, Samoa, Austrália, Lituânia, Israel, Estados Unidos, Namíbia, Turquia, dentre outros, com o objetivo de discutir soluções para a homofobia nas escolas.
Percebemos com alegria que no Brasil, mesmo com os problemas de discriminação e violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), há avanços significativos no combate à homofobia em geral, tanto no poder Executivo quanto no poder Judiciário.
Na sexta-feira participei da entrega da 17ª edição do Prêmio Direitos Humanos 2011 na qual a presidenta Dilma Rousseff reafirmou a orientação política de seu governo de que todas as políticas públicas estejam pautadas pelo respeito aos Direitos Humanos. “Não haverá país desenvolvido e civilizado, com potencial econômico mundial, se não respeitarmos os Direitos Humanos. Temos uma clara postura contra a intolerância.” E disse mais: “Não é possível um país de 190 milhões de pessoas crescerem só para alguns e excluir outros”. E citou textualmente que se deve respeitar a opção (sic) sexual das pessoas. Parabéns, Presidenta Dilma!
Estas foram as alegrias.
No entanto, na quinta-feira, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, na qual foi discutido o Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006 que criminaliza a homofobia, vi cenas e gestos e ouvi expressões que nunca queria ver e nem ouvir. Vi quatorze deputados e uma deputada, assim como trinta e oito pastores e pastoras de religiões evangélicas fazendo a maior pressão para que nós LGBT não tenhamos cidadania plena e justa neste país. Vi senadores fazendo o alvoroço para não ser aprovada a criminalização da homofobia no Brasil. Foi triste ouvir dois senadores falarem que no Brasil não há homofobia, que o movimento LGBT quer transformar o Brasil num império homossexual, que o projeto de lei é “um lixo”, falando que é inconstitucional porque feriria a liberdade de expressão e outros argumentos beirando à ignomínia.
Nós, pessoas LGBT, não queremos privilégios, não queremos um “império” próprio. Apenas reivindicamos sermos tratados pela legislação brasileira, como seres humanos e cidadãos/ãs brasileiros/as que somos, de fato e de direito. Afinal, cumprimos o dever do voto, pagamos nossos impostos e nosso dinheiro também serve para movimentar e impulsionar a economia brasileira. No entanto, parte do poder Legislativo Federal, lamentavelmente, comete o erro gravíssimo de não nos reconhecer como tal.
Como afirmar que “no Brasil não há homofobia”? Então, como se chama a crescente e assustadora “onda” de assassinatos e violências físicas contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, acontecendo a todo minuto em alguma região do território brasileiro, a exemplo dos ocorridos na Avenida Paulista? Como explicar o fato de, a cada 36 horas (segundo estatísticas do Grupo Gay da Bahia – GGB), uma pessoa homossexual é brutalmente assassinada no Brasil, com os mais absurdos e inimagináveis requintes de crueldade? Pesquisas realizadas por instituições de renome comprovam que 70 por cento da comunidade LGBT já foram discriminados em algum momento na vida por ser LGBT, e 20% já sofreram violência física.
Defendemos totalmente o artigo 5º inciso IX “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”, porém isso não dá salvo-conduto para incentivar a violência, a discriminação e abertura para o charlatanismo desenfreado contra nós LGBT ou qualquer outro(a) cidadão/cidadã brasileiro(a).
O Projeto de Lei nº 122/2006 está de acordo com o artigo 3° inciso IV e artigo 5° da Constituição Federal, que garante que todos são iguais perante a lei sem discriminação de qualquer natureza.Também está de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ainda, o Programa Nacional de Direitos Humanos II, no item 114, prevê a aprovação da lei antidiscriminatória por orientação sexual.
Ademais, projetos de lei similares já foram aprovados em 62 países em todos os continentes. 112 cidades brasileiras têm sua lei antidiscriminatória, dentre as capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Natal, Fortaleza; também vários Estados já aprovaram sua lei antidiscriminatória: São Paulo, Ceará, Alagoas, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e Pará.
Por outro lado, vi e contei, apenas um deputado federal, Jean Wyllys (PSOL-RJ) nos defender firmemente, assim como as três senadoras: Marta Suplicy (PT-SP), Marinor Britto (PSOL-PA) e Lídice da Matta (PSB-BA), seguidas pelos senadores solidários Eduardo Suplicy (PT-SP), Cristovam Buarque (PDT- DF) e Humberto Costa, líder do PT no Senado, bem como o senador Paulo Paim (PT-RS). Também vi quatro assessorias de ministérios presentes nos ajudando. A troca do suplente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa pelo líder do PT foi a maior prova de que temos muitos(as) aliados(as) no Congresso.
Na semana que antecedeu o fato, presenciamos milhares de mensagens nas redes sociais (facebook, orkut e twitter) favoráveis e contra. Os argumentos favoráveis sempre numa lógica de construirmos um país com menos violência e com menos discriminação. Os argumentos contrários numa linha fundamentalista, beirando à teocracia.
A senadora Marta Suplicy, com sua inteligência e perspicácia, fez de tudo para que buscássemos um consenso. Falou com A a Z no Brasil. Inclusive indo até a CNBB, falando com todos e todas e nesse processo fez um substitutivo que realmente não era o ideal, mas foi o acordo possível naquele momento.
Com o acordo aumentou o número de parlamentares favoráveis, mas infelizmente os adversários não acataram as pactuações e o projeto de lei foi retirado da pauta da sessão da Comissão para reexame. Na sessão tínhamos um empate de votos. Não poderíamos correr o risco de perder. Neste sentido quero render todas as minhas homenagens à senadora Marta Suplicy. Porém, do fundo do meu coração e na minha profunda reflexão, não podemos e nem faremos mais concessões. Queremos um projeto que não hierarquize discriminações e violências. A violência que atinge uma pessoa LGBT deve ser penalizada da mesma forma que a violência que atinge uma pessoa judia, negra, indígena, com deficiência, uma mulher... qualquer pessoa, inclusive já há leis neste sentido. Enfim, queremos um projeto autêntico. Não queremos leis genéricas. Sabemos que a violência em nosso país tem cor, tem situação econômica e tem orientação sexual e identidade de gênero. Vamos para o voto, sem concessões de qualquer natureza. Queremos que sejam respeitados os preceitos da Constituição Federal, quando falam dos princípios da igualdade, da liberdade, da não discriminação e da segurança jurídica, assim como fez o Supremo Tribunal Federal no dia 5 de maio de 2011, quando reconheceu nosso direito à união estável, enquanto o projeto de lei sobre o mesmo assunto está mofando no Congresso Nacional há 16 anos.
Como já tínhamos aprovado no IV Congresso da ABGLT em novembro, vamos seguir abertos ao diálogo, mas engrossando a voz e reestruturando as táticas e as estratégias com o acúmulo de nossas forças.
Com a retirada para reexame, como já dizia Lênin, para dar "um passo para trás, para poder dar dois para frente." Vamos convocar todos(as) que são parceiros(as) e pessoas aliadas, onde estiverem para se posicionarem. Vamos pactuar amplamente com a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT.
Em 2012 vamos propor que as 250 Paradas do Orgulho LGBT focalizem na criminalização da homofobia, integralmente, sem exceções e por uma educação sem homofobia, seguindo a tendência internacional.
E vamos estudar a viabilidade de novamente recorrer ao Judiciário. Será que uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental ou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade interpretaria à luz da Constituição Brasileira se somos ou não cidadãs e cidadãos com os mesmos direitos de fato, sem distinção de qualquer natureza?
Não podemos ficar satisfeitos com migalhas ou fatias de pão. Agora queremos o pão inteiro.
Aprovando a criminalização da homofobia ninguém perderá direito algum e nós, mais de 19 milhões de LGBT no Brasil, estaremos mais um passo rumo à cidadania plena.
Continuaremos sempre na política do diálogo, com respeito e tranquilidade, mas não nos amedrontaremos, apequenaremos ou acovardaremos com ameaças, seja de quem for. Queremos, como já dizia Aristóteles, ser felizes e cidadãos. Afinal a finalidade maior da vida é a felicidade.
Para concluir, gostaria de citar Chico Xavier:
“A gente pode
morar numa casa mais ou menos
morar numa rua mais ou menos
morar numa cidade mais ou menos
e até ter um governo mais ou menos
A gente pode
Olhar em volta e sentir que tudo
está mais ou menos
TUDO BEM
O que a gente não pode mesmo,
nunca, de jeito nenhum,
É amar mais ou menos
É sonhar mais ou menos
É ser amigo mais ou menos
Senão a gente corre o risco de se
tornar uma pessoa mais ou menos.”
Pela criminalização da homofobia já! Pela aprovação da Lei Alexandre Ivo. Os direitos humanos ou valem para todos e todas, ou não valem para ninguém. Não queremos guerra, queremos paz e amor ao próximo.
Aproveitamos para desejar um feliz natal e que em 2012 possamos aprovar a lei.
Curitiba, 12 de dezembro de 2011
Toni Reis
Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT
Professor formado em Letras pela Universidade Federal do Paraná
Especialista em Sexualidade Humana pela Universidade Tuiuti do Paraná
Mestre em Filosofia pela Universidade Gama Filho
Doutorando em Educação
Diretor Regional da GALE, Global Alliance for LGBT Education
MixBrasil
sábado, 10 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Os evangélicos instigam esse tipo de discurso ignorante. PL122/06 JÁ! e O ESTÚPIDO MAGNO MALTA DIZ QUE O BRASIL NÃO É HOMOFÓBICO.
Um site incita manifestações de ódio e assassinato a políticos que se posicionam favoráveis aos direitos LGBT, em especial ao deputado Jean Wyllys e a presidenta Dilma Rousseff.
O site de Silvio Koerich prega a violência contra homossexuais, negros e mulheres. No texto intitulado "Morte ao Jean Wyllys, destruição de gays e bombardeios à Rede Globo que manipula", o autor escreve:
"Nossos objetivos é simples e claro, reunir pessoas com idéias em comum, nosso objetivo é fazer ataques em paradas gays, contra manifestos gays, matar políticos como Jean Wyllys e os Petistas, mataremos a ex-terrorista esquerdista Dilma Rouseff, temos que vingar, os inimigos vamos espancá-los e torturá-los".
O autor também ameaça a rede Globo: "Nossos ataques também se darão veículos de comunicação em massa, e bombardearemos a GLOBO que promove Jean wyllys o mesmo, também está no nossos planos acabar com eles, deixaremos nossa marca registrada. Aguardem noticia da gente novamente na televisão novamente com noticia das ações, sangue de gays vão ser derramados no chão, a sociedade se cansou, damos um basta nisso." (Os erros de português do texto estão mantidos.)
"Jean Wyllys, é um Viado desgraçado filho da puta, No BBB disse que era gay comoveu as massas, ganhou o BBB, lançou-se a deputado federal e ganhou. Graças a Globo esse viado desgraçado esta no poder com projetos de PLC122, influente na aprovação de casamento gay, quer que viados doem sangue para dizer que da o cu é bom e saudável, quer que gays tenham cotas. Esse viado deve ser morto, levar umas porradas, ser torturado, desejo a morte de todos os gays e lésbicas, devem ser estupradas e mortas.
Desejo a morte de Jean Wyllys e todos esses desgraçados vagabundos que querem direitos aqui no Brasil. Comparado em outros países, no Brasil eles vivem no paraíso e ainda esses aidéticos pedófilos quer mais, igual essas putas feministas que se aposentam 5 anos mais cedo, vagabundas e cínicas, mas isso já outro assunto.
Já estamos debatendo naquele fórum formas de matar esse viado desgraçado pedófilo e filho da puta do Jean e tudo relacionado, estamos juntos nessa, nos aguardem."
Cena G
O site de Silvio Koerich prega a violência contra homossexuais, negros e mulheres. No texto intitulado "Morte ao Jean Wyllys, destruição de gays e bombardeios à Rede Globo que manipula", o autor escreve:
"Nossos objetivos é simples e claro, reunir pessoas com idéias em comum, nosso objetivo é fazer ataques em paradas gays, contra manifestos gays, matar políticos como Jean Wyllys e os Petistas, mataremos a ex-terrorista esquerdista Dilma Rouseff, temos que vingar, os inimigos vamos espancá-los e torturá-los".
O autor também ameaça a rede Globo: "Nossos ataques também se darão veículos de comunicação em massa, e bombardearemos a GLOBO que promove Jean wyllys o mesmo, também está no nossos planos acabar com eles, deixaremos nossa marca registrada. Aguardem noticia da gente novamente na televisão novamente com noticia das ações, sangue de gays vão ser derramados no chão, a sociedade se cansou, damos um basta nisso." (Os erros de português do texto estão mantidos.)
"Jean Wyllys, é um Viado desgraçado filho da puta, No BBB disse que era gay comoveu as massas, ganhou o BBB, lançou-se a deputado federal e ganhou. Graças a Globo esse viado desgraçado esta no poder com projetos de PLC122, influente na aprovação de casamento gay, quer que viados doem sangue para dizer que da o cu é bom e saudável, quer que gays tenham cotas. Esse viado deve ser morto, levar umas porradas, ser torturado, desejo a morte de todos os gays e lésbicas, devem ser estupradas e mortas.
Desejo a morte de Jean Wyllys e todos esses desgraçados vagabundos que querem direitos aqui no Brasil. Comparado em outros países, no Brasil eles vivem no paraíso e ainda esses aidéticos pedófilos quer mais, igual essas putas feministas que se aposentam 5 anos mais cedo, vagabundas e cínicas, mas isso já outro assunto.
Já estamos debatendo naquele fórum formas de matar esse viado desgraçado pedófilo e filho da puta do Jean e tudo relacionado, estamos juntos nessa, nos aguardem."
Cena G
Não vamos desistir nunca, vamos aprovar o verdadeiro PL122/06.
A senadora Marta Suplicy pediu no final da manhã desta quinta-feira (08), o reexame do PLC 122.
O projeto estava prestes a ser votado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH), mas com a possibilidade de não passar pela própria comissão, e diante das críticas da militância, a senadora deve buscar um novo acordo para retomar a tramitação da proposta.
Cena G
O projeto estava prestes a ser votado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH), mas com a possibilidade de não passar pela própria comissão, e diante das críticas da militância, a senadora deve buscar um novo acordo para retomar a tramitação da proposta.
Cena G
Não deixe barato! Fale mesmo!
O ator Nil Gomes divulgou um vídeo caseiro em que acusa o diretor de novelas da Globo Dennis Carvalho, de realizar "testes do sofá".
O artista abriu uma ação contra o diretor em 2010, acusando-o de prometer um papel em "Insensato Coração" e não cumprir o combinado. Nil Gomes perdeu o processo.
No vídeo, o ator gaúcho aconselha os jovens atores a não caírem na armadilha do “teste do sofá”. Ele garante que teve uma relação de dois anos com Dennis Carvalho, entre 2009 e 2011, com a promessa de receber um papel na próxima novela dele.
O ator afirma que procurou os diretores gerais da Globo para comunicar o acontecido, mas nada foi feito.
O artista diz, ainda, que não falou sobre o caso abertamente até agora porque foi proibido pela Justiça de mencionar o nome de Dennis Carvalho ou da Rede Globo.
"Eu tenho aqui no meu computador e-mails de Dennis Carvalho em que ele me prometia e enfatizava várias vezes que eu estaria dentro da novela se fizesse sexo com ele".
Cena G
O artista abriu uma ação contra o diretor em 2010, acusando-o de prometer um papel em "Insensato Coração" e não cumprir o combinado. Nil Gomes perdeu o processo.
No vídeo, o ator gaúcho aconselha os jovens atores a não caírem na armadilha do “teste do sofá”. Ele garante que teve uma relação de dois anos com Dennis Carvalho, entre 2009 e 2011, com a promessa de receber um papel na próxima novela dele.
O ator afirma que procurou os diretores gerais da Globo para comunicar o acontecido, mas nada foi feito.
O artista diz, ainda, que não falou sobre o caso abertamente até agora porque foi proibido pela Justiça de mencionar o nome de Dennis Carvalho ou da Rede Globo.
"Eu tenho aqui no meu computador e-mails de Dennis Carvalho em que ele me prometia e enfatizava várias vezes que eu estaria dentro da novela se fizesse sexo com ele".
Cena G
Em meio a manifestações, gritarias e bate-boca, a relatora do Projeto de Lei que criminaliza a homofobia na Comissão de Direitos Humanos, Marta Suplicy (PT-SP), pediu reexame da matéria nesta quinta-feira (8).
De acordo com a senadora, a matéria ainda não é consenso entre os senadores e os diversos segmentos da sociedade envolvidos. Para ela, é necessário uma “busca de maior entendimento”.
Em seu pronunciamento, Marta disse que “não se constrói uma sociedade com intolerância de nenhum lado” e que o projeto provavelmente não vai acabar com a homofobia no país, “assim como o racismo não acabou, mas vai ajudar”.
A senadora disse ainda que o texto vai apenar todos os comportamentos violentos, de qualquer natureza. As agressões aos LGBTs constituirá crime, destaca Marta: “O policial que dá de ombros não poderá mais dar de ombros. O policial vai ter que agir”.
O dissimulado senador Magno Malta (PR-ES) chegou a ser vaiado ao dizer que o Brasil “não é um país homofóbico”.
Para o intolerante Magno Malta, o projeto não será votado: “O PLC 122, jamais votaremos”, disse o senador, que defende um projeto de lei a respeito da “intolerância” contra todos os tipos de preconceito e não apenas uma lei que expõe apenas a homofobia como crime, porem o PLC 122/06 abrangem todos e todas as formas de discriminação, até religiosa.
“Agora é um momento de construir um texto que verse sobre intolerância, um texto que ninguém possa sofrer intolerância. A nação não é homofóbica”, concluiu o senador.
Bate-boca
A senadora Marinor Brito (PSOL-PA) foi xingada por um integrante de grupo religioso que acompanhava a votação.
Depois disso, uma gritaria se instalou na comissão e o presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), precisou apertou a campainha.
Gay 1
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
O que a britânica Pippa Middleton e a família norte-americana Kardashian têm em comum? Elas estão entre as dez pessoas mais fascinantes de 2011, de acordo com a jornalista veterana norte-americana Barbara Walters.
Pippa, de 28 anos, irmã mais nova da mulher do príncipe William, Kate, foi incluída na quarta-feira junto com o guru britânico de reality shows Simon Cowell, a cantora Katy Perry e o empresário Donald Trump na lista do especial anual de Barbara na rede ABC.
A jornalista vai anunciar o nome da pessoa mais fascinante de 2011 quando o programa de 90 minutos "Barbara Walters Apresenta as 10 Pessoas Mais Fascinantes de 2011" for ao ar em 14 de dezembro.
Outras celebridades na lista de nomes proeminentes no entretenimento, esporte e cultura pop incluem o astro de beisebol Derek Jeter e os atores de "Modern Family" Eric Stonestreet e Jesse Tyler Ferguson, que interpretam um casal gay na comédia vencedora de um Emmy.
Pippa obteve fama inesperada durante o casamento real britânico em abril, quando usou um vestido branco para ser dama de honra de sua irmã Kate. Desde então, ela tem aparecido constantemente na mídia britânica e norte-americana.
As irmãs Kim, Khloe e Kourtney Kardashian e a mãe delas Kris -- as maiores estrelas de reality show dos EUA -- conquistaram mais fama em 2011 quando Kim televisionou seu casamento, que acabou em divórcio apenas 72 dias depois.
Gay 1
Pippa, de 28 anos, irmã mais nova da mulher do príncipe William, Kate, foi incluída na quarta-feira junto com o guru britânico de reality shows Simon Cowell, a cantora Katy Perry e o empresário Donald Trump na lista do especial anual de Barbara na rede ABC.
A jornalista vai anunciar o nome da pessoa mais fascinante de 2011 quando o programa de 90 minutos "Barbara Walters Apresenta as 10 Pessoas Mais Fascinantes de 2011" for ao ar em 14 de dezembro.
Outras celebridades na lista de nomes proeminentes no entretenimento, esporte e cultura pop incluem o astro de beisebol Derek Jeter e os atores de "Modern Family" Eric Stonestreet e Jesse Tyler Ferguson, que interpretam um casal gay na comédia vencedora de um Emmy.
Pippa obteve fama inesperada durante o casamento real britânico em abril, quando usou um vestido branco para ser dama de honra de sua irmã Kate. Desde então, ela tem aparecido constantemente na mídia britânica e norte-americana.
As irmãs Kim, Khloe e Kourtney Kardashian e a mãe delas Kris -- as maiores estrelas de reality show dos EUA -- conquistaram mais fama em 2011 quando Kim televisionou seu casamento, que acabou em divórcio apenas 72 dias depois.
Gay 1
No próximo dia 8 de dezembro, no Espaço da Cidadania da Secretaria de Justiça, em São Paulo, será lançada a campanha "Travesti e Respeito – Olhe e veja além do preconceito".
Esta é uma parceria do Programa Estadual DST/Aids-SP com a Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania – SJDC e apoio do Fórum Paulista de Travestis e Transexuais.
Data: 08/12/2011, às 17h
Local: Espaço da Cidadania Franco Montoro – Secretaria da Justiça
Endereço: Pátio do Colégio, 184, Centro
Informações: (11) 3291-2700
Cena G
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que está preocupado com a violência contra homossexuais em várias partes do mundo.
Diante desta preocupação, Obama determinou que embaixadas americanas redobrem os esforços para promover os direitos dos homossexuais. O presidente disse ainda que, se for preciso, a ajuda externa americana poderá intervir.
"Nenhum país deve negar às pessoas seus direitos por suas preferências sexuais, por isso é que devemos lutar pelos direitos de gays e lésbicas em todas as partes", declarou o presidente dos EUA.
Cena G
A cantora Lady Gaga foi uma das principais homenageadas na cerimônia de premiação do Trevor Hero Award – organizado pela mesma entidade que comanda a campanha It Gets Better.
A cerimônia que rolou na noite deste domingo, dia 4, premiou a cantora por servir de inspiração para jovens homossexuais, bissexuais e transexuais e, ainda, por levantar a discussão sobre o tema na sociedade.
Em seu discurso, Gaga, emocionada, disse que o prêmio significava mais do que qualquer Grammy já recebido por ela.
Recentemente, a cantora anunciou em seu site oficial a criação de sua própria fundação de caridade. “Minha mãe e eu iniciamos este projeto. Nós o chamamos de Born This Way Foundation. Juntas, esperamos estabelecer um marco de bravura e bondade, assim como uma comunidade mundial que protege as pessoas contra o bullying e o abandono”, explicou a fofa.
Ao lado da mãe, Cynthia Germanotta, Lady Gaga pretende comandar a instituição que deve apoiar programas e iniciativas que trabalhem aspectos auto-confiança, bem estar, a luta contra o bullying e o preconceito contra jovens homossexuais. A previsão é de que o projeto comece a funcionar já em 2012.
MixBrasil
A senadora Marta Suplicy (PT-SP), relatora do Projeto de Lei 122 que será votado nesta quinta-feira, concedeu entrevista ao Mix Brasil na tarde desta terça-feira, 6 de dezembro, sobre as polêmicas em torno do texto substitutivo do PLC 122. Parte da militância LGBT e da própria base de deputados que apóiam as questões gays no Congresso (a Frente Parlamentar LGBT) se posicionou contrária ao novo texto, afirmando que ele é brando demais. Os opositores do novo texto reclamam de dois pontos que caíram do PLC 122 original, aprovado na Câmara dos Deputados em 2006: a proteção a afetos públicos de casais homossexuais e a criminalização da injúria coletiva, que coibiria discursos anti-gays em igrejas, programas de TV etc.
Na entrevista ao Mix, feita por telefone, a senadora concorda que o texto do PLC 122 não é o ideal, mas garante que sua aprovação é um avanço enorme, já que "hoje o que existe é um deserto, não existe uma linha que garanta direitos à população LGBT brasileira. Se esse texto for aprovado, passamos a discutir a proteção da população LGBT em outro nível. É um começo de algo. Temos todos muito a batalhar", disse Marta Suplicy.
"Temos duas alternativas: ou votamos um projeto possível que trará proteção à população LGBT nas esferas de trabalho, consumo e serviço público, além de tipificar crimes homofóbicos; ou ficamos por aqui sem lei alguma. Eu tentei apresentar o PLC 122 original, como querem os que são contra esse substitutivo, mas tive que cancelar a votação quando percebi que ele seria enterrado. Nós quase tivemos uma derrota que poderia enterrar de vez o PLC, isso sim seria algo muito ruim. Os políticos contrários aos direitos LGBT querem é entrerrar o PLC 122 de vez; e agora parece que alguns políticos que apóiam nossa luta querem o mesmo", afirmou a senadora. "O projeto não pode morrer, eu formei um consenso para que ele caminhasse; ele precisa caminhar. Depois do CDH, ele vai para a CCJ, depois para o plenário do Senado e então voltará para a Câmara. Em todos esses caminhos, o texto pode receber emendas de todos os lados, dos políticos contrários a ele e dos políticos favoráveis a ele. E as emendas são votadas por todos. É um caminho árduo. Mas eu nunca desisti dele, batalhei para que ele fosse possível; e agora, o grupo que sempre se posicionou a favor precisa continuar a favor. Se não, estaremos fazendo o jogo do grupo contrário, que sempre caminha junto".
A sessão
"Será uma batalha". É assim que Marta imagina a sessão de votação desta quinta-feira. "A CNBB está apoiando o PLC 122 e isso nos garantiu mais alguns votos de senadores que eram contra", diz Marta. "O (senador Marcelo) Crivella não creio que vai votar a favor, mesmo ele tendo ajudado na confecção do texto. Eu senti que ele iria roer a corda. Eu falei a ele: você diz que é contra a discriminação, mas não vota? Eu acho que ele até concorda com o projeto, mas não vai votar porque não sabe como isso iria cair em seu eleitorado".
Porém, Marta acredita que Crivella não fará discurso contrário ao texto na votação desta quinta-feira. "Quem fará um discurso mais agressivo será o senador Magno Malta", adianta Marta. "A senadora Marinor Britto, que é da Frente LGBT, pode querer incluir emendas originais do PLC 122, e elas deverão ser votadas. Magno Malta, Marinor e todos os outros senadores da CDH podem pedir vistas; o que forçaria uma nova data para votação", explica Marta sobre o regimento do Senado. "O que não podemos, é ter a comunidade LGBT contra." Marta afirmou que quando tentou colocar o PLC 122 em votação, até os políticos da base do governo (do PT) iam saindo de fininho para não ter de votar nele.
Relatoria
"Eu acredito que o senador Demóstenes Torres pode pegar a relatoria do PLC 122 depois que ele passar pela CDH. Eu abro mão da relatoria, porque acho que o Demóstenes conseguiria levar votos favoráveis com ele para quando o PLC for para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Eu não estou aqui de forma passiva, eu quero ganhos concretos para a população LGBT", adianta Marta. "Depois que for aprovado aqui no Senado, o PLC vai para a Câmara, e lá ele pode pegar relatoria do Jean Wyllys, da Manoela... E começa uma discussão nova, a partir de um texto que já existe, que já foi aprovado no Senado. Então, é claro que é um ganho. Se não for assim, esse projeto não chegará nunca na Câmara", discursou a Senadora.
"As chances são boas e a aprovação do PLC 122 será um grande avanço para o Brasil", finalizou.
MixBrasil
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