sexta-feira, 27 de maio de 2011
Duas mulheres ganharam na Justiça o direito de adotar uma criança em Patos de Minas, Minas Gerais.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ainda cabe recurso da decisão e, por isso, elas vão ter que aguardar para registrar a criança.
A empresária e a advogada haviam entrado com o pedido em 2008, ano que a criança nasceu. Um juiz de Patos de Minas já havia dado ganho de causa para as mulheres, mas o Ministério Público recorreu da decisão.
A criança já vive com o casal homossexual desde 2008. Segundo o TJMG, os desembargadores levaram em conta o bem estar da criança, já que a mãe biológica teria deixado claro que não tem condições de criar a filha.
Cena G
De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ainda cabe recurso da decisão e, por isso, elas vão ter que aguardar para registrar a criança.
A empresária e a advogada haviam entrado com o pedido em 2008, ano que a criança nasceu. Um juiz de Patos de Minas já havia dado ganho de causa para as mulheres, mas o Ministério Público recorreu da decisão.
A criança já vive com o casal homossexual desde 2008. Segundo o TJMG, os desembargadores levaram em conta o bem estar da criança, já que a mãe biológica teria deixado claro que não tem condições de criar a filha.
Cena G
O Brasil está buscando apoio para que o Rio de Janeiro seja a sede do GAYGAMES em 2018.
A iniciativa é do Comitê Desportivo GLS Brasileiro uma organização não governamental criada em 2008, na cidade de São Paulo, que trabalha em busca de apoios para que o Rio de Janeiro seja a sede do GAYGAMES em 2018.
Ser escolhida como sede de um evento de tamanha importância como o GAYGAMES, também conhecido como “Jogos Olímpicos Gays”, é uma grande oportunidade para o país e a cidade sede.
A escolha da cidade-sede é feita em duas etapas. Na primeira são analisados critérios em que as candidatas recebem notas de 1 a 10. A cidade do Rio de Janeiro irá disputar a vaga de sede do GAY GAMES 2018 com as cidades de Las Vegas (EUA) e Londres (Inglaterra).
Cena G
A iniciativa é do Comitê Desportivo GLS Brasileiro uma organização não governamental criada em 2008, na cidade de São Paulo, que trabalha em busca de apoios para que o Rio de Janeiro seja a sede do GAYGAMES em 2018.
Ser escolhida como sede de um evento de tamanha importância como o GAYGAMES, também conhecido como “Jogos Olímpicos Gays”, é uma grande oportunidade para o país e a cidade sede.
A escolha da cidade-sede é feita em duas etapas. Na primeira são analisados critérios em que as candidatas recebem notas de 1 a 10. A cidade do Rio de Janeiro irá disputar a vaga de sede do GAY GAMES 2018 com as cidades de Las Vegas (EUA) e Londres (Inglaterra).
Cena G
Uma fonte ligada ao Ministério da Educação informou que a presidenta Dilma Rousseff mandou suspender o kit anti-homofobia chegou ao MEC e a Secretaria Especial de Direitos Humanos enquanto as respectivas equipes trabalhavam normalmente.
A Secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, lamentou que o governo tenha recuado para salvar Palocci.
O Ministro da Educação, Fernando Haddad, ainda não comentou sobre o veto. Os deputados federais Manuela D´ávila e Jean Wyllys afirmam que vão articular uma ação conjunta entre a Frente Parlamentar LGBT e a Comissão de Direitos Humanos para articular os parlamentares progressistas e que apóiem o kit anti-homofobia para realizar uma reunião com o MEC.
Cena G
A Secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, lamentou que o governo tenha recuado para salvar Palocci.
O Ministro da Educação, Fernando Haddad, ainda não comentou sobre o veto. Os deputados federais Manuela D´ávila e Jean Wyllys afirmam que vão articular uma ação conjunta entre a Frente Parlamentar LGBT e a Comissão de Direitos Humanos para articular os parlamentares progressistas e que apóiem o kit anti-homofobia para realizar uma reunião com o MEC.
Cena G
Enquanto o Brasil dá um passo atrás com a recente decisão da presidenta Dilma Rousseff de suspender o kit anti-homofobia nas escolas do país, o Ministério da Educação do Taiwan, país marcado pelo conservadorismo religioso, acaba de anunciar que as escolas de ensino elementar – equivalente ao ensino fundamental no Brasil – e as escolas secundárias – semelhantes ao ensino médio – serão obrigadas a oferecer aulas sobre questões LGBT no novo currículo, que será implantado a partir de setembro.
A decisão do Ministério é fruto da aprovação da Lei de Educação da Equidade de Gênero. O ato foi criado para combater as desigualdades de gênero e a discriminação, assim, o Ministério da Educação pretende incentivar os alunos a respeitarem as pessoas de diferentes orientações sexuais.
MixBrasil
A decisão do Ministério é fruto da aprovação da Lei de Educação da Equidade de Gênero. O ato foi criado para combater as desigualdades de gênero e a discriminação, assim, o Ministério da Educação pretende incentivar os alunos a respeitarem as pessoas de diferentes orientações sexuais.
MixBrasil
SP: Professores repudiam suspensão de kit anti-homofobia e querem seu próprio material
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) se posicionou contrário à suspensão do kit anti-homofobia do Ministério da Educação – que seria distribuído ainda neste ano para educadores e alunos a partir dos 14 anos de 6 mil escolas brasileiras. Em nota oficial, a entidade acusa o governo de ser “demagógico, pernicioso e conservador”.
O Sindicato se diz indignado com a decisão da presidente Dilma Rousseff e propõe ainda que os próprios professores tomem a iniciativa de fazer outros matérias com o mesmo objetivo. “Que comecemos nós mesmos a produzir e multiplicar materiais diversos e trazer a discussão para dentro das escolas, dos locais de trabalho, dos sindicatos, dos locais onde nossa vida realmente acontece.” Confira na íntegra:
Nos irmanamos àquelas e aqueles que sentem-se traídos e se indignam com os últimos acontecimentos envolvendo a presidência do Brasil e a luta por justiça social.
Não nos furtamos no passado e não nos furtaremos agora de expressar o nosso mais profundo repúdio a essa linha política adotada pela presidência da república e corroborada pelos partidos e instituições que lhe dão sustentação.
Mais uma máscara caiu! Agora, apenas os hipócritas e mal intencionados não são capazes – OU TEM A CORAGEM - de admitir a verdadeira natureza desse governo: DEMAGÓGICO, PERNICIOSO E CONSERVADOR. E nesse ínterim ele se iguala às esferas estaduais e municipais. Não é possível hoje distinguir entre o que propõe a burguesia reacionária e o que propõe o governo federal.
De acordo com nossos princípios políticos, um material de combate à discriminação e ao preconceito de gênero (homofóbico, lesbofóbico, transfóbico, etc.) deveria ser elaborado a partir e com a contribuição dos professores e de toda a comunidade escolar, não a partir de um grupo seleto que “pensou para...”. Ainda assim, tendo em vista a mobilização dos conservadores e os gastos públicos envolvidos na produção e confecção do chamado “kit-gay”, julgamos oportuno que a questão fosse discutida nas escolas e que estas se apropriassem da discussão que vai muito além da mera distribuição deste kit. Isto é, este material poderia se converter em uma real iniciativa de combate à estupidez, opressão e injustiças impingidas aos/às jovens nas escolas brasileiras.
Mais uma vez fica claro que o atrelamento ao governo não é benéfico à luta e ao movimento LGBTT; que a institucionalização (burocratização) excessiva é perniciosa.
Façamos de mais este ato vergonhoso do governo federal a matéria-prima para novas iniciativas de uma militância verdadeiramente combativa e livre. Que comecemos nós mesmos a produzir e multiplicar materiais diversos e trazer a discussão para dentro das escolas, dos locais de trabalho, dos sindicatos, dos locais onde nossa vida realmente acontece. Para além dos subterrâneos onde viceja uma infinidade de igrejas que parecem mais um “mercado negro de ações”, direcionemos os nossos passos para um mundo fora das cavernas, porões, calabouços e gabinetes.
MixBrasil
O Sindicato se diz indignado com a decisão da presidente Dilma Rousseff e propõe ainda que os próprios professores tomem a iniciativa de fazer outros matérias com o mesmo objetivo. “Que comecemos nós mesmos a produzir e multiplicar materiais diversos e trazer a discussão para dentro das escolas, dos locais de trabalho, dos sindicatos, dos locais onde nossa vida realmente acontece.” Confira na íntegra:
Nos irmanamos àquelas e aqueles que sentem-se traídos e se indignam com os últimos acontecimentos envolvendo a presidência do Brasil e a luta por justiça social.
Não nos furtamos no passado e não nos furtaremos agora de expressar o nosso mais profundo repúdio a essa linha política adotada pela presidência da república e corroborada pelos partidos e instituições que lhe dão sustentação.
Mais uma máscara caiu! Agora, apenas os hipócritas e mal intencionados não são capazes – OU TEM A CORAGEM - de admitir a verdadeira natureza desse governo: DEMAGÓGICO, PERNICIOSO E CONSERVADOR. E nesse ínterim ele se iguala às esferas estaduais e municipais. Não é possível hoje distinguir entre o que propõe a burguesia reacionária e o que propõe o governo federal.
De acordo com nossos princípios políticos, um material de combate à discriminação e ao preconceito de gênero (homofóbico, lesbofóbico, transfóbico, etc.) deveria ser elaborado a partir e com a contribuição dos professores e de toda a comunidade escolar, não a partir de um grupo seleto que “pensou para...”. Ainda assim, tendo em vista a mobilização dos conservadores e os gastos públicos envolvidos na produção e confecção do chamado “kit-gay”, julgamos oportuno que a questão fosse discutida nas escolas e que estas se apropriassem da discussão que vai muito além da mera distribuição deste kit. Isto é, este material poderia se converter em uma real iniciativa de combate à estupidez, opressão e injustiças impingidas aos/às jovens nas escolas brasileiras.
Mais uma vez fica claro que o atrelamento ao governo não é benéfico à luta e ao movimento LGBTT; que a institucionalização (burocratização) excessiva é perniciosa.
Façamos de mais este ato vergonhoso do governo federal a matéria-prima para novas iniciativas de uma militância verdadeiramente combativa e livre. Que comecemos nós mesmos a produzir e multiplicar materiais diversos e trazer a discussão para dentro das escolas, dos locais de trabalho, dos sindicatos, dos locais onde nossa vida realmente acontece. Para além dos subterrâneos onde viceja uma infinidade de igrejas que parecem mais um “mercado negro de ações”, direcionemos os nossos passos para um mundo fora das cavernas, porões, calabouços e gabinetes.
MixBrasil
NINGUÉM NASCE HOMOFÓBICO.
A suspensão da distribuição do kit anti-homofobia do Ministério da Educação (MEC) gerou um verdadeiro furor na militância LGBT brasileira, que programou em várias cidades do País manifestações de apoio ao material que pretende erradicar a homofobia no ambiente escolar. São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Santo André são algumas das cidades que vão fazer algum tipo de ato em apoio ao material. Todas elas têm entrada gratuita e são abertas ao público.
Em São Paulo, a movimentação vai ser realizada no próximo domingo, 29. Rola a partir das 13h, até as 16h, no vão livre do MASP, na Avenida Paulista, a manifestação “Por uma escola inclusiva! Kit anti-homofobia já!”. Às 16h começa no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 - estação Vergueiro do Metrô) a “Reunião geral para articular uma ação em defesa do Kit Escola sem Homofobia”.
Já no Rio de Janeiro, com articulação do grupo Diversidade Católica, rola também no domingo, a partir das 10h, na orla de Ipanema, a “Caminhada por uma educação sem homofobia”. A concentração será no posto 9.
Brasília também vai fazer barulho contra a suspensão feita por Dilma Rousseff. A “Manifestação a favor do Kit Escola sem Homofobia” via ser feita também no próximo domingo, 29, a partir das 16h, com concentração em frente à Catedral de Brasília, no Plano Piloto.
Em Santo André, Grande São Paulo, a suspensão do kit promete tomar conta da VII Parada do Orgulho LGBT da cidade. A caminhada tem concentração a partir do meio-dia, na esquina da Avenida Dom Pedro II com a Rua Catequese, no centro. A realização é da ABCD (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual).
MIXBRASIL
Em São Paulo, a movimentação vai ser realizada no próximo domingo, 29. Rola a partir das 13h, até as 16h, no vão livre do MASP, na Avenida Paulista, a manifestação “Por uma escola inclusiva! Kit anti-homofobia já!”. Às 16h começa no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 - estação Vergueiro do Metrô) a “Reunião geral para articular uma ação em defesa do Kit Escola sem Homofobia”.
Já no Rio de Janeiro, com articulação do grupo Diversidade Católica, rola também no domingo, a partir das 10h, na orla de Ipanema, a “Caminhada por uma educação sem homofobia”. A concentração será no posto 9.
Brasília também vai fazer barulho contra a suspensão feita por Dilma Rousseff. A “Manifestação a favor do Kit Escola sem Homofobia” via ser feita também no próximo domingo, 29, a partir das 16h, com concentração em frente à Catedral de Brasília, no Plano Piloto.
Em Santo André, Grande São Paulo, a suspensão do kit promete tomar conta da VII Parada do Orgulho LGBT da cidade. A caminhada tem concentração a partir do meio-dia, na esquina da Avenida Dom Pedro II com a Rua Catequese, no centro. A realização é da ABCD (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual).
MIXBRASIL
quinta-feira, 26 de maio de 2011
É HORA DE SAIR DO ARMÁRIO. SEJA VOCÊ MESMO.
O jornal norte-americano "New York Times" lançou uma seção interativa em seu site chamada "Coming Out" para que jovens gays possam compartilhar suas histórias de vida. A idéia surgiu depois de a publicação ter se sensibilizado por diversas matérias publicadas sobre jovens que sofrem bullying e outros que acabam cometendo suicídio por não aguentarem a pressão.
"O espaço é um esforço para melhor compreender as realidades e expectativas desta geração, e para dar voz aos adolescentes", diz o jornal. O New York Times entrevistou cerca de 100 jovens, em vários estágios do processo de sair do armário. As histórias estão sendo postadas no site com fotos e áudio. O site disponibiliza também um formulário para os leitores enviarem suas histórias.
"A cada dia você se sente como se estivesse se preparando para um guerra", diz Tabbetha Murchison, de 18 anos, num dos depoimentos da seção.
A publicação acredita que "jovens gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros só querem ser adolescentes. Enquanto eles vislumbram um mundo onde eles podem se casar e ter as portas abertas para eles, eles não querem ser definidos por sua sexualidade, independentemente de como eles são recebidos pela comunidade. É apenas uma parte da sua identidade". Acesse o Coming Out e confira as histórias de vários jovens americanos.
A CAPA
"O espaço é um esforço para melhor compreender as realidades e expectativas desta geração, e para dar voz aos adolescentes", diz o jornal. O New York Times entrevistou cerca de 100 jovens, em vários estágios do processo de sair do armário. As histórias estão sendo postadas no site com fotos e áudio. O site disponibiliza também um formulário para os leitores enviarem suas histórias.
"A cada dia você se sente como se estivesse se preparando para um guerra", diz Tabbetha Murchison, de 18 anos, num dos depoimentos da seção.
A publicação acredita que "jovens gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros só querem ser adolescentes. Enquanto eles vislumbram um mundo onde eles podem se casar e ter as portas abertas para eles, eles não querem ser definidos por sua sexualidade, independentemente de como eles são recebidos pela comunidade. É apenas uma parte da sua identidade". Acesse o Coming Out e confira as histórias de vários jovens americanos.
A CAPA
TEMPO DAS TREVAS. VAMOS A LUTA!
"Fomos todos pegos de surpresa", é a frase que mais circulou em Brasília nesta quarta-feira (25). Segundo fonte ligada ao Ministério da Educação (MEC), que pediu para não ser identificado, a noticia de que a presidente Dilma Rousseff (PT) mandou suspender o kit anti-homofobia chegou ao MEC e a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) enquanto as respectivas equipes trabalhavam normalmente.A Secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, não poupou o peso na mão na hora de escrever suas críticas à decisão em sua página no Twitter. "Tempo das trevas!", exclamou. A secretária lamentou que o governo tenha recuado para salvar Palocci. "Governo recua para salvar Palocci. Enquanto o patrimônio dele sobe, o do PT desce", criticou.
O Ministro da Educação, Fernando Haddad, está no Ceará e ainda não comentou sobre o veto. Segundo especialistas, mesmo que o governo volte atrás, o estrago está feito.
Articulação no Congresso Nacional
Os deputados federais Manuela D'ávila (PCdoB) e Jean Wyllys (PSOL-RJ) afirmam que vão articular uma ação conjunta entre a Frente Parlamentar LGBT e a Comissão de Direitos Humanos para articular os parlamentares progressistas e que apóiem o kit anti-homofobia para realizar uma reunião com o MEC.
Segundo a deputada, a é ideia é construir a partir de agora um diálogo a respeito de todo material que tiver o combate da homofobia como foco. "Queremos que o MEC abra agora uma mesa de negociação sobre materiais de combate a homofobia", declarou.
Jean Wyllys ainda fez duras críticas ao governo federal. "O governo federal não faz consultas populares acerca de suas políticas públicas em outras áreas, como saúde, habitação ou tributária", disse Jean. O deputado ainda criticou que em 2010 o Governo Federal usou mais da metade da verba para salvar o Capital Financeiro. "Diante deste escalabro ninguém se manifesta, agora contra o Kit Escola Sem Homofobia levanta-se todo o tipo de ignorância", criticou.
"Perdemos uma batalha"
Julian Rodrigues, coordenador do setorial nacional LGBT do PT, declarou que neste momento "perdemos" uma batalha. Segundo o ativista, a campanha feita pela bancada evangélica e por parte da grande imprensa foi "avassaladora". Rodrigues diz que os fundamentalistas ganharam a opinião púbica por que "distorceram" o Kit Escola Sem Homofobia.
Segundo o militante, isso mostra que a vitória do Supremo Tribunal Federal (STF) não "encerra" a discussão sobre a cidadania LGBT. Este revés é "momentâneo" e não deve interromper a luta contra a homofobia.
Ainda de acordo com Julian Rodrigues, uma nota oficial do Partido dos Trabalhadores será encaminhada ao presidente do partido, Rui Falcão, e a Presidente da República, Dilma Rousseff, pedindo para que se pronunciem a favor do Kit Escola Sem Homofobia.
A CAPA
Como já haviamos noticiado, Eduardo, personagem de Rodrigo Andrade, está prestes a se assumir em "Insensato Coração", novela da TV Globo. Nos últimos capítulos, o rapaz tem ficado bem de olho nos gostosões que frequentam sua academia.
No capítulo que deve ir ao ar no dia 6 de junho, Eduardo vai revelar para sua amiga Alice (Paloma Bernadi) que sente atração por homens. O jovem dirá que não está sendo honesto nem com ele e nem com Paula (Tainá Muller), sua namorada. "Eu acho que sinto atração por outros caras", revela Eduardo para a personal trainer. "Já faz um tempo que rola, acho que sempre rolou. Primeiro, achei que eu era novo, podia tá misturando tudo. Depois, que ainda não tinha aparecido a garota certa... Achei que se eu tentasse não pensar nisso", confessou.
Apesar de reagir com surpresa, Alice aconselha o amigo a terminar seu namoro e encarar seus sentimentos. "Barra, mesmo, é fingir ser quem você não é. Ser gay, no século XXI, não pode ser mais um grande drama. Sua mãe vai aceitar, ela tem uma cabeça legal, você não vai ter problema no trabalho. Se você for mesmo gay, cara, não tem por que ter medo de ser feliz", diz a personal.
Ataque
A novela também deve relatar o caso de um ataque homofóbico. Xicão (Wendell Bendelack) irá contar para Sueli (Louise Cardoso) que um amigo seu sofreu uma agressão violenta. "Mandíbula fraturada, três dentes quebrados, cheio de hematoma, escapou de traumatismo craniano por pouco. Meu amigo tava saindo de um bar, sozinho, apareceu um grupo de pitboys, do nada, eles saíram batendo no cara, uma covardia! Ele podia ter morrido", conta o garçom do quiosque.
Com vergonha por estar num bar gay, a vítima não denunciará o ataque para a polícia. Nelson (Edson Fieschi), advogado e também gay na trama, irá aconselhar Xicão para que o amigo dele procure as autoridades. Xicão continuará, então, dizendo estar chocado com as estatísticas. "Fico maluco com isso! Só no ano passado, foram assassinados 260 gays, lésbicas e travestis no Brasil, quase um por dia. Não tô falando de gays que morreram assassinados por um motivo ou outro. Estou falando de pessoas que morreram especificamente por que eram gays ou transgêneros, gente que virou alvo de violência só por ser diferente. Isto é intransigência, preconceito e discriminação, na sua forma mais violenta", dirá o personagem.
A CAPA
No capítulo que deve ir ao ar no dia 6 de junho, Eduardo vai revelar para sua amiga Alice (Paloma Bernadi) que sente atração por homens. O jovem dirá que não está sendo honesto nem com ele e nem com Paula (Tainá Muller), sua namorada. "Eu acho que sinto atração por outros caras", revela Eduardo para a personal trainer. "Já faz um tempo que rola, acho que sempre rolou. Primeiro, achei que eu era novo, podia tá misturando tudo. Depois, que ainda não tinha aparecido a garota certa... Achei que se eu tentasse não pensar nisso", confessou.
Apesar de reagir com surpresa, Alice aconselha o amigo a terminar seu namoro e encarar seus sentimentos. "Barra, mesmo, é fingir ser quem você não é. Ser gay, no século XXI, não pode ser mais um grande drama. Sua mãe vai aceitar, ela tem uma cabeça legal, você não vai ter problema no trabalho. Se você for mesmo gay, cara, não tem por que ter medo de ser feliz", diz a personal.
Ataque
A novela também deve relatar o caso de um ataque homofóbico. Xicão (Wendell Bendelack) irá contar para Sueli (Louise Cardoso) que um amigo seu sofreu uma agressão violenta. "Mandíbula fraturada, três dentes quebrados, cheio de hematoma, escapou de traumatismo craniano por pouco. Meu amigo tava saindo de um bar, sozinho, apareceu um grupo de pitboys, do nada, eles saíram batendo no cara, uma covardia! Ele podia ter morrido", conta o garçom do quiosque.
Com vergonha por estar num bar gay, a vítima não denunciará o ataque para a polícia. Nelson (Edson Fieschi), advogado e também gay na trama, irá aconselhar Xicão para que o amigo dele procure as autoridades. Xicão continuará, então, dizendo estar chocado com as estatísticas. "Fico maluco com isso! Só no ano passado, foram assassinados 260 gays, lésbicas e travestis no Brasil, quase um por dia. Não tô falando de gays que morreram assassinados por um motivo ou outro. Estou falando de pessoas que morreram especificamente por que eram gays ou transgêneros, gente que virou alvo de violência só por ser diferente. Isto é intransigência, preconceito e discriminação, na sua forma mais violenta", dirá o personagem.
A CAPA
ÓDIO EVANGÉLICO FAZ CHANTAGEM POLITICA E DEIXA PRESIDENTA REFÉM.
A decisão da presidente Dilma Rousseff de suspender a distribuição do kit anti-homofobia, em fase de preparação pelo MEC, nas escolas, deixou as entidades que militam pelos direitos dos homossexuais "perplexas".
Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), afirmou que, na tarde desta quarta-feira, quatro reuniões aconteciam simultaneamente em Brasília e uma nota oficial da coalização de entidades será divulgada até o fim do dia.
"Até agora nosso diálogo foi muito franco e aberto com o governo, todo o pessoal aliado está muito perplexo e buscando todas as informações para verificar o que tem de verdade nessa história", afirmou Reis à Folha.
Ele evitou emitir uma posição oficial sobre o caso antes da divulgação da nota.
Dilma determinou nesta terça-feira a suspensão da produção e distribuição do kit anti-homofobia em planejamento no Ministério da Educação, e definiu que todo material do governo que se refira a "costumes" passe por uma consulta aos setores interessados da sociedade antes de serem publicados ou divulgados.
No dia anterior, a bancada evangélica na Câmara havia iniciado uma investida contra o governo para suspender o kit, com ameaças a obstruir votações, engrossar o coro da oposição por explicações do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) sobre sua evolução patrimonial e com pedidos de exoneração do ministro Fernando Haddad (Educação).
FOLHA ONLINE
Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), afirmou que, na tarde desta quarta-feira, quatro reuniões aconteciam simultaneamente em Brasília e uma nota oficial da coalização de entidades será divulgada até o fim do dia.
"Até agora nosso diálogo foi muito franco e aberto com o governo, todo o pessoal aliado está muito perplexo e buscando todas as informações para verificar o que tem de verdade nessa história", afirmou Reis à Folha.
Ele evitou emitir uma posição oficial sobre o caso antes da divulgação da nota.
Dilma determinou nesta terça-feira a suspensão da produção e distribuição do kit anti-homofobia em planejamento no Ministério da Educação, e definiu que todo material do governo que se refira a "costumes" passe por uma consulta aos setores interessados da sociedade antes de serem publicados ou divulgados.
No dia anterior, a bancada evangélica na Câmara havia iniciado uma investida contra o governo para suspender o kit, com ameaças a obstruir votações, engrossar o coro da oposição por explicações do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) sobre sua evolução patrimonial e com pedidos de exoneração do ministro Fernando Haddad (Educação).
FOLHA ONLINE
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Na ultima terça-feira (17), o jornal Folha de São Paulo publicou um artigo provocador do pesquisador Leandro Colling, da Universidade Federal da Bahia (UFB), em que ele coloca em questão as limitações das políticas identitárias. No caso, aquelas que respondem as demandas LGBT e também a naturalização da heterossexualidade.
Para o pesquisador, comete-se um erro ao tentar igualar as identidades LGBT como naturais, assim como colocam os defensores da heterossexualidade. Para o pesquisador, o movimento LGBT ao invés de buscar a naturalização de suas respectivas identidades deveria, também, questionar a identidade heterossexual e revelar o quanto ela é uma construção histórica, cultural e imposta politicamente como a "natural" em detrimento de outras representações que envolvam identidades de gêneros e orientações sexuais fora da norma imposta.
Segundo coloca o pesquisador, falta fazer uma inversão da lógica que naturaliza a heterossexualidade e patologiza a homossexualidade. Colling diz que é preciso "chamar os heterossexuais para o debate, para que eles percebam que não são tão normais quanto dizem ser". O problema está lançado e, como bem pontua filósofa Judith Butler, a problematização é necessária para que se possa construir um bom debate.
No texto, Colling vai a uma questão que o filosofo francês Michel Foucault já debatia nos anos 80: a convenções sociais em torno das sexualidades, ou seja, para avançarmos na questão da homofobia e dos preconceitos em torno da homossexualidade é preciso desconstruir o senso comum em torno da heterossexualidade.
Mudam-se as convenções em torno de um objeto. Quando dizemos que é preciso desnaturalizar a heterossexualidade, derrubamos uma convenção que impera - heterossexualidade compulsória - patologiza e exclui sujeitos há mais de dois séculos.
Por este caminho é possível trazer a heterossexualidade ao reino dos errantes. Com isso, todos ganham, inclusive os heterossexuais que se sentirão mais livres da culpa moral criada em torno da homossexualidade. Com a libertação da humanidade da heterossexualidade, enquanto comportamento natural, libertar-se os heterossexuais para que possam se deitar em camas iguais e fazer com que eles não se sintam culpados e nem tenham que se esconder, ou, transformar seu desejo em ódio.
A ideia lançada por Colling em seu texto não termina. Na verdade, é um debate que está apenas no começo. Muita gente pode entender que todos vivemos sob a égide da opção sexual, outros vão criticar e dizer que tal postura/ideologia reforça o discurso homofóbico, pois parte da agenda política trabalha em cima do termo orientação sexual que, no caso, pode ser homo ou hétero. E se falássemos de inclinações sexuais? Os bissexuais não estão aí para provar que as relações sexuais podem ir além da visão dualista?
Dentro da questão das identidades, a educadora Guacira Lopes Louro fala a respeito da identidade "queer", sujeito cuja performance sexual e de gênero rompe com o binarismo hetero X homo, e na mesma linha de Colling, Guacira aponta para tal identidade como a possibilidade de romper com a heteronormatividade compulsória. A partir daí é que se começa a pensar em construir uma cultura e práticas sexuais livres das normas heterossexuais. Afinal, como bem coloca o pesquisador, muitos LGBT não praticam o sexo hetero, mas vivem como se fossem tal, por conta de uma imposição cultural e política.
As políticas identitárias cumprem e ainda vão cumprir importante papel na inclusão (normatização?) dos sujeitos LGBT na sociedade. Mas a pergunta que se faz é: depois que os direitos forem conquistados? Talvez aí é que entre o papel fundamental do Kit anti-homofobia do Ministério da Educação (MEC). A partir do momento em que as sexualidades possíveis forem tratadas desde a adolescência, podemos estar frente à criação de uma nova cultura dos gêneros e de sexualidades, que talvez seja menos paranóica e odiosa.
A Capa
Para o pesquisador, comete-se um erro ao tentar igualar as identidades LGBT como naturais, assim como colocam os defensores da heterossexualidade. Para o pesquisador, o movimento LGBT ao invés de buscar a naturalização de suas respectivas identidades deveria, também, questionar a identidade heterossexual e revelar o quanto ela é uma construção histórica, cultural e imposta politicamente como a "natural" em detrimento de outras representações que envolvam identidades de gêneros e orientações sexuais fora da norma imposta.
Segundo coloca o pesquisador, falta fazer uma inversão da lógica que naturaliza a heterossexualidade e patologiza a homossexualidade. Colling diz que é preciso "chamar os heterossexuais para o debate, para que eles percebam que não são tão normais quanto dizem ser". O problema está lançado e, como bem pontua filósofa Judith Butler, a problematização é necessária para que se possa construir um bom debate.
No texto, Colling vai a uma questão que o filosofo francês Michel Foucault já debatia nos anos 80: a convenções sociais em torno das sexualidades, ou seja, para avançarmos na questão da homofobia e dos preconceitos em torno da homossexualidade é preciso desconstruir o senso comum em torno da heterossexualidade.
Mudam-se as convenções em torno de um objeto. Quando dizemos que é preciso desnaturalizar a heterossexualidade, derrubamos uma convenção que impera - heterossexualidade compulsória - patologiza e exclui sujeitos há mais de dois séculos.
Por este caminho é possível trazer a heterossexualidade ao reino dos errantes. Com isso, todos ganham, inclusive os heterossexuais que se sentirão mais livres da culpa moral criada em torno da homossexualidade. Com a libertação da humanidade da heterossexualidade, enquanto comportamento natural, libertar-se os heterossexuais para que possam se deitar em camas iguais e fazer com que eles não se sintam culpados e nem tenham que se esconder, ou, transformar seu desejo em ódio.
A ideia lançada por Colling em seu texto não termina. Na verdade, é um debate que está apenas no começo. Muita gente pode entender que todos vivemos sob a égide da opção sexual, outros vão criticar e dizer que tal postura/ideologia reforça o discurso homofóbico, pois parte da agenda política trabalha em cima do termo orientação sexual que, no caso, pode ser homo ou hétero. E se falássemos de inclinações sexuais? Os bissexuais não estão aí para provar que as relações sexuais podem ir além da visão dualista?
Dentro da questão das identidades, a educadora Guacira Lopes Louro fala a respeito da identidade "queer", sujeito cuja performance sexual e de gênero rompe com o binarismo hetero X homo, e na mesma linha de Colling, Guacira aponta para tal identidade como a possibilidade de romper com a heteronormatividade compulsória. A partir daí é que se começa a pensar em construir uma cultura e práticas sexuais livres das normas heterossexuais. Afinal, como bem coloca o pesquisador, muitos LGBT não praticam o sexo hetero, mas vivem como se fossem tal, por conta de uma imposição cultural e política.
As políticas identitárias cumprem e ainda vão cumprir importante papel na inclusão (normatização?) dos sujeitos LGBT na sociedade. Mas a pergunta que se faz é: depois que os direitos forem conquistados? Talvez aí é que entre o papel fundamental do Kit anti-homofobia do Ministério da Educação (MEC). A partir do momento em que as sexualidades possíveis forem tratadas desde a adolescência, podemos estar frente à criação de uma nova cultura dos gêneros e de sexualidades, que talvez seja menos paranóica e odiosa.
A Capa
Assinar:
Postagens (Atom)
































