sexta-feira, 29 de abril de 2011
VIDA GAY.
Quando se sentir seguro, fique da mãos dadas ou mesmo beije em público o seu parceiro. Mostrar honestamente afeição - sem exibicionismo - é uma forma de militância. Pratique-a, é seu direito.
O ator Ricardo Tozzi, que vive o personagem Douglas em "Insensato Coração", deu uma entrevista para o caderno "Sessão Extra" do "Jornal Extra" desta quarta-feira (27) e disse que gostou de ter sido eleito o ator mais gato das novelas atuais.
"Fiquei contente pelo reconhecimento, justamente de um público que é supercrítico", contou o ator que desbancou galãs do porte de Cauã Reymond e Bruno Gagliasso.
"Não me acho mais bonito que meus colegas, não. Acho que por Dougulas usar o corpo para conquistar as coisas, as pessoas ficam mais atentas a esses atributos".
Uol Gay
"Fiquei contente pelo reconhecimento, justamente de um público que é supercrítico", contou o ator que desbancou galãs do porte de Cauã Reymond e Bruno Gagliasso.
"Não me acho mais bonito que meus colegas, não. Acho que por Dougulas usar o corpo para conquistar as coisas, as pessoas ficam mais atentas a esses atributos".
Uol Gay
A Rede Ex Aequo de Portugal lançou uma campanha de inclusão nas escolas portuguesas. Dentre os diversos materiais que eles disponibilizam, o principal é incentivar a leitura dos interessados na área de educação inclusiva no site da campanha: http://www.rea.pt/
O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) tornou a causar polêmica na Câmara dos Deputados, ao criticar o material do Ministério da Educação para combate de homofobia nas escolas. Nessa quarta-feira, durante sessão da Comissão de Direitos Humanos sobre segurança pública, Bolsonaro disse ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que "não teria orgulho de ter um filho gay" e chamou o material do MEC de "kit gay". Indiretamente, o deputado atacou o colega parlamentar Jean Wyllys (PSOL-RJ), que é professor e se declara homossexual.
"Este é o ambiente propício para colocar isso. Uma pessoa já disse aqui que as melhores professoras que teve foram as prostitutas. Tem professor que é gay. Será que é bom também?", afirmou Bolsonaro. A presidente da comissão, deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), advertiu o comentário do deputado, dizendo que não aceitaria provocações. Jean Wyllys reagiu, respondendo que se sentia "profundamente ofendido" com a declaração do colega. Sustentando o bate-boca, Bolsonaro disse que era vítima de preconceito. "Estou sofrendo preconceito homossexual", declarou, aos gritos.
O ministro Cardozo defendeu o deputado do PSOL e o material do Ministério da Educação. “O limite do direito é o direito do outro. É na escola que se combate os preconceitos”, afirmou Cardozo.Jair Bolsonaro tenta se defender, na Corregedoria da Câmara, a acusações de racismo e preconceito contra homossexuais, por declarações concedidas a um programa de televisão em março.
Gay 1
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Pela primeira vez em Moscou foi autorizada uma parada do orgulho gay de grande escala, que acontecerá na praça Bolotnaya.
O ativista russo Nikolay Alexeyev disse que a "Parada do Orgulho Gay de Moscou: Homossexualidade na História Mundial da Cultura e Civilização", acontecerá no dia 28 de maio. A data original seria 12 de Abril.
Durante o governo do antigo prefeito Yuri Luzkhov, a parada gay foi banida da cidade, mas o atual prefeito Sergei Sobyanin, que assumiu o cargo após Luzkhov ser demitido pelo presidente Dmitri A. Medvedev, autorizou o evento. As autoridades de Moscou, no entanto, pediram para o número de participantes ser reduzido para 500 pessoas.
"O propósito da parada será prover para a sociedade com informação objetiva sobre a história das atitudes tomadas quanto aos homossexuais na cultura e na ciência, na contribuição feita por gays à arte, e o papel de figuras importantes e artistas na defesa dos direitos dos LGBTs", disse Alexeyev.
Uol Gay
O ativista russo Nikolay Alexeyev disse que a "Parada do Orgulho Gay de Moscou: Homossexualidade na História Mundial da Cultura e Civilização", acontecerá no dia 28 de maio. A data original seria 12 de Abril.
Durante o governo do antigo prefeito Yuri Luzkhov, a parada gay foi banida da cidade, mas o atual prefeito Sergei Sobyanin, que assumiu o cargo após Luzkhov ser demitido pelo presidente Dmitri A. Medvedev, autorizou o evento. As autoridades de Moscou, no entanto, pediram para o número de participantes ser reduzido para 500 pessoas.
"O propósito da parada será prover para a sociedade com informação objetiva sobre a história das atitudes tomadas quanto aos homossexuais na cultura e na ciência, na contribuição feita por gays à arte, e o papel de figuras importantes e artistas na defesa dos direitos dos LGBTs", disse Alexeyev.
Uol Gay
O turismo LGBT é um dos segmentos que mais cresce dentro da Argentina. De acordo com dados da CCGLAR (Cámara de Comercio Gay-Lésbica Argentina), dos 5 milhões de visitantes que entram no país, 17,8% são homossexuais. Pablo De Luca, presidente da entidade, explica ainda que de um total de 900 mil viajantes, somente 35% vai ao interior da Argentina, e a expectativa é incentivar o turismo para cidades como Mendoza, Iguazú, Bariloche, El Calafate e Mar del Plata, para que este número chegue a 70%.
O objetivo da câmara é transformar estes e outros centros turísticos em destinos gay-friendly, somando-os a Buenos Aires, hoje considerada a capital gay da América Latina. "Queremos que todo o país seja reconhecido como a Meca do turismo LGBT, e não só nossa capital", diz De Luca. "Buenos Aires é a porta de entrada a um país que oferece muitas possibilidades", explica Gustavo Noguera, vice-presidente da CCGLA.
"É claro que quando alguém sai de férias, não quer ir para um lugar onde precise se esconder e não possa andar de mãos dadas com seu par, seja ele marido, esposa, namorado ou namorada. Queremos que os turistas sintam-se acolhidos aqui. É um destino que oferece segurança, cultura, arquitetura, gastronomia", finaliza De Luca.
Gay 1
O objetivo da câmara é transformar estes e outros centros turísticos em destinos gay-friendly, somando-os a Buenos Aires, hoje considerada a capital gay da América Latina. "Queremos que todo o país seja reconhecido como a Meca do turismo LGBT, e não só nossa capital", diz De Luca. "Buenos Aires é a porta de entrada a um país que oferece muitas possibilidades", explica Gustavo Noguera, vice-presidente da CCGLA.
"É claro que quando alguém sai de férias, não quer ir para um lugar onde precise se esconder e não possa andar de mãos dadas com seu par, seja ele marido, esposa, namorado ou namorada. Queremos que os turistas sintam-se acolhidos aqui. É um destino que oferece segurança, cultura, arquitetura, gastronomia", finaliza De Luca.
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Um ato contra a homofobia reuniu cerca de 150 pessoas, nesta quarta-feira (27), em frente ao gramado da reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no campus Pampulha, em Belo Horizonte. Com a proposta de darem um ‘Beijaço Gay’, expressão que batizou o evento, universitários e simpatizantes da luta pela diversidade sexual marcaram um ponto de encontro pela internet. Alguns casais homossexuais cumpriram o combinado e deram beijos em protesto contra o preconceito.
“Acho legal, para mostrar que não tem diferenças”, falou Isabela, de 23 anos. Ela e a namorada Marcela, 30 anos, não estudam no campus, mas compareceram. Disseram que não sofrem preconceito entre familiares e amigos, mas uma delas já foi reprimida ao beijar dentro de um shopping. “Um segurança pegou no meu braço e disse que aquilo não era coisa para fazer em um ambiente familiar”, lembrou Marcela.
Marcela e Isabela aderiram ao protesto no campus da UFMG. (Foto: Flávia Cristini/G1)Na concentração, os idealizadores falaram sobre a intenção do ato simbólico promovido após uma denúncia recente de agressão contra homossexuais dentro do campus. “A gente espera que seja um incentivo para quem ainda tem vergonha de se beijar em público”, falou Isadora Lima, de 21 anos, que estuda psicologia na UFMG. Vindo de outra faculdade de Belo Horizonte, Pedro Queiroz, 21, participa de discussões do Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (Gudds) e ajudou a criar o movimento. Perguntado sobre o impacto que o ‘Beijaço Gay’ poderia causar, respondeu que é importante tratar com mais naturalidade a homossexualidade. “Choca, mas isso vem do fato de que é alguma coisa que as pessoas não querem ver, mas existe”, falou'A gente quer igualdade', falou estudante.
O bancário Marcos, 40 anos, e o mestrando Gilberto, 23 anos, namoram há três anos. “A gente quer igualdade”, disse Gilberto. Para o namorado, não surpreende ouvir relatos de violência do tipo dentro do ambiente acadêmico. “É um reflexo da sociedade, se existe preconceito fora da universidade, vai existir dento também. Mas é lamentável”, falou.
Um grupo de estudantes do curso de publicidade levantou cartazes com a mensagem ‘#eu sou gay’. “Viemos trazer a mensagem de tolerância. Ao dizer ‘eu sou gay’ estamos assumindo o compromisso com a diversidade”, falou Jullie Utsch, de 18 anos.
Os integrantes do grupo não se definiram como homossexuais e disseram que a mensagem é de apoio. ”Não é para chocar é para responder de uma forma diferente, com afetividade, a atitudes de homofobia”, falou Marcos Antunes, de 17 anos.
Estudantes apoiaram a diversidade sexual. (Foto: Flávia Cristini/G1)A presença de um repórter drag queen causou alvoroço. “Vim cobrir e a animação acabou caindo na minha mão”, brincou Malonna, personagem do estudante André Silva, de 25 anos. Ele ex-aluno de artes visuais da universidade e faz parte da equipe de um programa independente. “É uma ação política, que tira da invisibilidade a relação homoafetiva”, falou Mallona ao definir o evento. A drag queen fez a contagem para o beijo.
Logo após o ato, a universidade informou por meio de uma assessora de imprensa ‘que é radicalmente contra a homofobia e que apoia o ato realizado no campus. Ainda segundo a assessora, que acompanhou o desfecho do ‘Beijaço Gay’, uma comissão dentro da universidade já ouviu um casal masculino, que denunciou ter sido vítima de agressão física durante uma calourada no campus. Sobre este caso de violência que incentivou a manifestação, a UFMG informou que procede com as apurações que devem ser concluídas num prazo de 30 dias, a contar da abertura da sindicância no dia 15 abril. O prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias.
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“Acho legal, para mostrar que não tem diferenças”, falou Isabela, de 23 anos. Ela e a namorada Marcela, 30 anos, não estudam no campus, mas compareceram. Disseram que não sofrem preconceito entre familiares e amigos, mas uma delas já foi reprimida ao beijar dentro de um shopping. “Um segurança pegou no meu braço e disse que aquilo não era coisa para fazer em um ambiente familiar”, lembrou Marcela.
Marcela e Isabela aderiram ao protesto no campus da UFMG. (Foto: Flávia Cristini/G1)Na concentração, os idealizadores falaram sobre a intenção do ato simbólico promovido após uma denúncia recente de agressão contra homossexuais dentro do campus. “A gente espera que seja um incentivo para quem ainda tem vergonha de se beijar em público”, falou Isadora Lima, de 21 anos, que estuda psicologia na UFMG. Vindo de outra faculdade de Belo Horizonte, Pedro Queiroz, 21, participa de discussões do Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (Gudds) e ajudou a criar o movimento. Perguntado sobre o impacto que o ‘Beijaço Gay’ poderia causar, respondeu que é importante tratar com mais naturalidade a homossexualidade. “Choca, mas isso vem do fato de que é alguma coisa que as pessoas não querem ver, mas existe”, falou'A gente quer igualdade', falou estudante.
O bancário Marcos, 40 anos, e o mestrando Gilberto, 23 anos, namoram há três anos. “A gente quer igualdade”, disse Gilberto. Para o namorado, não surpreende ouvir relatos de violência do tipo dentro do ambiente acadêmico. “É um reflexo da sociedade, se existe preconceito fora da universidade, vai existir dento também. Mas é lamentável”, falou.
Um grupo de estudantes do curso de publicidade levantou cartazes com a mensagem ‘#eu sou gay’. “Viemos trazer a mensagem de tolerância. Ao dizer ‘eu sou gay’ estamos assumindo o compromisso com a diversidade”, falou Jullie Utsch, de 18 anos.
Os integrantes do grupo não se definiram como homossexuais e disseram que a mensagem é de apoio. ”Não é para chocar é para responder de uma forma diferente, com afetividade, a atitudes de homofobia”, falou Marcos Antunes, de 17 anos.
Estudantes apoiaram a diversidade sexual. (Foto: Flávia Cristini/G1)A presença de um repórter drag queen causou alvoroço. “Vim cobrir e a animação acabou caindo na minha mão”, brincou Malonna, personagem do estudante André Silva, de 25 anos. Ele ex-aluno de artes visuais da universidade e faz parte da equipe de um programa independente. “É uma ação política, que tira da invisibilidade a relação homoafetiva”, falou Mallona ao definir o evento. A drag queen fez a contagem para o beijo.
Logo após o ato, a universidade informou por meio de uma assessora de imprensa ‘que é radicalmente contra a homofobia e que apoia o ato realizado no campus. Ainda segundo a assessora, que acompanhou o desfecho do ‘Beijaço Gay’, uma comissão dentro da universidade já ouviu um casal masculino, que denunciou ter sido vítima de agressão física durante uma calourada no campus. Sobre este caso de violência que incentivou a manifestação, a UFMG informou que procede com as apurações que devem ser concluídas num prazo de 30 dias, a contar da abertura da sindicância no dia 15 abril. O prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias.
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Em pronunciamento no Plenário do Senado na tarde desta terça-feira (26), a senadora Marta Suplicy (PT-SP) lamentou a frequência com que LGBT vêm sendo agredidos no Brasil. De acordo com Marta, esses atos explicitam “a condição de violência na qual está exposta a parcela da população que decidiu por outra forma de amar diferente da predominante”.
A senadora lembrou que, só em 2010, o fato de amar um igual levou à morte duzentas e sessenta pessoas em todo o Brasil. “Isso comprova que, para além do preconceito e a discriminação no meio familiar e social, as humilhações e os xingamentos, a população LGBT vive em estado de medo da morte”, disse Marta.
Em seu pronunciamento, a senadora lembrou recentes casos de violência que chamaram a atenção pelo requinte de crueldade com que foram praticados. Em dois deles, ocorridos em Itarumã (GO) e Campina Grande (PB), as vítimas foram assassinadas. “Esses não podem ser considerados crimes comuns. Existem, segundo relatos da polícia, certas características próprias de crime de homofobia”, explicou.
Marta lembrou que o Brasil deve unir todos os esforços para evitar retrocessos aos direitos humanos. “O combate à homofobia e a outras formas de discriminação se fará com a aprovação de novos marcos legais, dentre eles o PLC 122/2006, que tramita nesta Casa”, disse, referindo-se ao projeto que criminaliza a homofobia, do qual é relatora no Senado. Para a senadora, além de aprovar o projeto é preciso associar à luta contra a homofobia outros valores, como a tolerância e o acatamento à dignidade das pessoas. “O Parlamento Brasileiro precisa fazer sua parte, pois longe dos cuidados e da proteção do Estado não há cidadania que seja plena, tampouco democracia que sobreviva”, finalizou.
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A senadora lembrou que, só em 2010, o fato de amar um igual levou à morte duzentas e sessenta pessoas em todo o Brasil. “Isso comprova que, para além do preconceito e a discriminação no meio familiar e social, as humilhações e os xingamentos, a população LGBT vive em estado de medo da morte”, disse Marta.
Em seu pronunciamento, a senadora lembrou recentes casos de violência que chamaram a atenção pelo requinte de crueldade com que foram praticados. Em dois deles, ocorridos em Itarumã (GO) e Campina Grande (PB), as vítimas foram assassinadas. “Esses não podem ser considerados crimes comuns. Existem, segundo relatos da polícia, certas características próprias de crime de homofobia”, explicou.
Marta lembrou que o Brasil deve unir todos os esforços para evitar retrocessos aos direitos humanos. “O combate à homofobia e a outras formas de discriminação se fará com a aprovação de novos marcos legais, dentre eles o PLC 122/2006, que tramita nesta Casa”, disse, referindo-se ao projeto que criminaliza a homofobia, do qual é relatora no Senado. Para a senadora, além de aprovar o projeto é preciso associar à luta contra a homofobia outros valores, como a tolerância e o acatamento à dignidade das pessoas. “O Parlamento Brasileiro precisa fazer sua parte, pois longe dos cuidados e da proteção do Estado não há cidadania que seja plena, tampouco democracia que sobreviva”, finalizou.
Gay 1
quarta-feira, 27 de abril de 2011
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